Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Angola - Voos internacionais da TAAG já começaram a operar no novo aeroporto

Todos os voos da TAAG com destino e origem em Lisboa, São Paulo, Joanesburgo, Cidade do Cabo, Lagos, Windhoek, São Tomé, Maputo, Nairobi, Porto e Havana passarão a ser operados a partir do novo aeroporto, juntando-se às rotas já transferidas de Brazzaville e Kinshasa

Todos os voos internacionais da TAAG - Linhas Aéreas de Angola, já estão a ser operados exclusivamente a partir do Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto (AIAAN), localizado na província do Icolo e Bengo, marcando assim o fim da fase de transição dos voos internacionais da operadora no 4 de Fevereiro.

O voo inaugural, realizado no domingo, 19, foi através da aeronave, um Boeing 777-300ER da frota da TAAG, completou com sucesso a ligação Lisboa - Bom Jesus, Icolo e Bengo.

"O sucesso desta primeira operação intercontinental, e chegadas bem-sucedidas que antecederam este voo, com origem em Joanesburgo (África do Sul), Kinshasa (RDC), Brazzaville (República do Congo) e Lagos (Nigéria) são já reflexo da transferência total dos voos internacionais da Companhia, validando o extenso planeamento técnico e logístico realizado com sucesso pelas nossas equipas", lê-se no comunicado publicado no domingo.

A mudança, de acordo com a companhia, representa um marco histórico, visando ganhos significativos em eficiência operacional, sinergias na gestão da frota e melhoria na experiência dos passageiros. A consolidação das operações no AIAAN integra a estratégia nacional de posicionar Luanda como um hub de referência na África Austral.

Assim, todos os voos da TAAG com destino e origem em Lisboa, São Paulo, Joanesburgo, Cidade do Cabo, Lagos, Windhoek, São Tomé, Maputo, Nairobi, Porto e Havana passarão a ser operados a partir do novo aeroporto, juntando-se às rotas já transferidas de Brazzaville e Kinshasa.

Importa recordar que outras companhias que operam no País ainda não transferiram as operações para o AIAAN. A mudança das restantes companhias que asseguram voos internacionais para Luanda será gradual e de acordo com a resolução das necessidades de cada uma delas.

Segundo apurou o Expansão, vai ser disponibilizado um serviço shuttle entre o Aeroporto 4 de Fevereiro e o novo aeroporto, isto para os passageiros em trânsito, cujo percurso de viagem seja feito em parte, por companhias aéreas estrangeiras, ainda não baseadas no AIAAN.

A Emirates, por exemplo, tem como data de referência para transferência das operações para o novo aeroporto o 1 de Novembro, uma vez que a companhia ainda não tem as garantias que considera fundamentais por parte do serviço de handling. Este tem sido o maior constrangimento que a Emirates tem tido neste processo.

Já a TAP, deverá mudar para o AIAAN na segunda semana de Novembro, de acordo com fonte da companhia portuguesa. O positivo desta decisão é que a mudança faseada das companhias aéreas permitirá ir ajustando os processos, evitando maiores problemas se todas mudassem ao mesmo tempo, o que, sabe-se, é fundamental para que o aeroporto possa funcionar em pleno.

O negativo tem a ver com a operacionalidade dos diversos voos, sendo necessário ter capacidade para transportar passageiros e mercadorias de um local para o outro de acordo com os horários pré-estabelecidos pelas diferentes companhias.

Assim, é fundamental que a ligação ferroviária garanta um serviço eficiente, e que o trânsito rodoviário seja devidamente controlado pelos agentes de segurança.

Entretanto, o Caminho de Ferro de Luanda (CFL) informou que a circulação dos comboios regulares de passageiros no troço entre a estação do Bungo e o Terminal Ferroviário do AIAAN continua parada e será retomada "logo que estejam reunidas todas as condições de segurança necessárias". Henrique Kaniaki – Angola in “Expansão”


sábado, 10 de fevereiro de 2024

Angola - TAAG deu início às operações regulares de carga a partir do novo Aeroporto Internacional de Luanda

Os serviços regulares de carga operados pela transportadora aérea nacional a partir do Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto (AIAAN) já arrancaram e são realizados semanalmente, à segunda-feira, ligando Luanda às cidades africanas de Lagos e Brazzaville com recurso ao cargueiro Boeing 737-800, garante a TAAG em comunicado


Segundo a TAAG, este serviço semanal de transporte de carga (com saída de Luanda à segunda-feira), liga Angola aos destinos regionais de Lagos (LOS) na Nigéria e Brazzaville (BZV) na República do Congo.

"Os clientes e parceiros deste nicho de mercado passam a beneficiar de maior conveniência, disponibilidade e recursos para o transporte de carga, agilizando a importação e exportação de bens dentro do continente africano", refere a transportadora aérea, que incorporou recentemente na sua frota o cargueiro Boeing 737-800BCF, sendo a aeronave utilizada nos voos regulares a partir do AIAAN.

O cargueiro tem capacidade para transportar até 24 toneladas de carga distribuídas por 141,5m no convés principal e 43,7m para transporte de carga a granel no convés inferior. O B737- 800 acomoda até 10 paletes no formato 96x125 polegadas, de acordo com o comunicado da companhia, que refere que em Janeiro de 2024, transportou sensivelmente 1000 toneladas de carga diversa entre destinos domésticos, regionais e internacionais.

"O início dos voos regulares de carga a partir do AIAAN está alinhado com a visão do subsector, para a capitalização da nova infraestrutura aeroportuária de Angola e consolidação de Luanda como um hub regional, dada a sua localização geoestratégica", lê-se no comunicado. In “Novo Jornal” - Angola


sexta-feira, 10 de novembro de 2023

Angola - Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto, uma nova etapa do desenvolvimento do País

O novo aeroporto da capital angolana, o Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto, recebeu o voo inaugural, que partiu do ainda activo Aeroporto 4 de Fevereiro, a cerca de 40 kms de distância, que durou perto de 15 minutos, transportando simbolicamente o país do passado para uma desejada nova era de desenvolvimento e progresso... mas os desafios são do tamanho dos desejos


Este aeroporto vai ser inaugurado, nesta manhã de sexta-feira, 10, pelo Presidente da República, João Lourenço, com a presença de centenas de convidados, entre estes a mulher do antigo Presidente Neto, que dá o nome à infra-estrutura, afirmando à chegada a sua satisfação pela denominação, uma homenagem normal na sua terra natal, almejando que este seja agora "bem gerido".

Com perto de 15 anos de trabalhos com altos e baixos e mais de 7mil milhões de dólares norte-americanos gastos, cerca de 2,8 mil milhões na última fase, o Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto surge não para substituir o velhinho e encravado no coração de Luanda, o 4 de Fevereiro, mas para criar um novo paradigma de desenvolvimento para Angola, que obriga a resolver muitos dos problemas da cidade, especialmente nos acessos e na fluidez em toda a sua malha rodoviária e ferroviária.

Com as perspectivas em alta, como não se têm cansado de sublinhar todos os governantes, a nova infra-estrutura vai começar a funcionar em três fases, sendo que a primeira, a da carga, conta com uma capacidade actual de movimentar 130 mil toneladas de carga anualmente, podendo, com alguns investimentos extra, segundo os responsáveis, chegar às 400 mil.

Segue-se uma segunda fase, prevista para o fim do 1º trimestre de 2024, com os voos em território nacional, e, por fim, no 2º semestre do próximo ano, os voos internacionais, estando este calendário adequado à finalização de diversos projectos ainda em curso, como sejam os acessos rodoviários do centro de Luanda para a área do Icolo e Bengo, onde está situado, no município de Viana, e a nova malha ferroviária.

Com mais de 1300 hectares de área, esta obra, que atravessou vicissitudes múltiplas, levou cerca de 15 anos a ser concluída e gastos extraordinários que comparam com a grandeza do projecto, mais de 7 mil milhões USD no total, embora estes números sejam dificilmente definíveis com exactidão, sabendo-se que a última fase, já com a chegada do Presidente João Lourenço ao poder, em 2017, e segundo o seu ministro dos Transportes, Ricardo Abreu, ficou em cerca de 2,8 mil milhões USD.

As suas duas pistas, paralelas, podem receber, em conjunto, todo o tipo de aviões actualmente a voar no mundo, até ao gigante dos ares, o Airbus A380, e são a área onde levanta voo o ideal por detrás deste megaprojecto nacional que é levar Luanda à condição de "hub" africano para os voos intercontinentais que demandam África, seja da Ásia ou das Américas, mas também da Europa quando os destinos forem a geografia mais austral do continente.

Como vai Angola conduzir este desafio de lutar por um lugar ao sol com outros países já com muito trabalho feito, como a África do Sul, é o que se saberá nos próximos anos, mas os especialistas são unânimes na ideia de que muito terá de mudar na organização e na eficácia se o país quiser ganhar esta batalha, porque ter a infra-estrutura não é, nem de perto nem de longe, suficiente.

Pela frente vão erguer-se questões que não são resolvidas pela moderna infra-estrutura, como a questão da qualidade dos serviços prestados, do atendimento, da restauração, do acomodamento... tudo questões há muito resolvidas nos grandes aeroportos da África Austral, onde está a geografia da competitividade do AIAAN, como os da África do Sul, mas também outros mais pequenos, claramente adequados ao sector do turismo, como os da Namíbia, de Moçambique ou do Botsuana.

Segundo a Angop, a pista sul (a maior), que dispõe de quatro mil metros por 60 de largura, recebeu, em Junho de 2022, o primeiro voo experimental de uma aeronave do tipo Boeing 777da companhia de bandeira nacional - TAAG.

Além das duas pistas, o AIAAN conta igualmente com 31 mangas, das quais 19 para os serviços internacionais e 11 para os domésticos, assim como 9 tapetes rolantes para o depósito de bagagem, seis dos quais dedicados aos voos internacionais, podendo, na sua capacidade máxima, receber até 15 milhões de passageiros por ano.

A infra-estrutura contempla 26 balcões do Serviço de Migração e Estrangeiros (SME), um parque de estacionamento para 1710 viaturas, assim como espaço reservado para lojas, numa área de 1825 metros quadrados.

Dispõe, também, de 22 salas VIP, uma clínica e um centro de primeiros socorros anexado ao terminal de passageiros, além de contemplar a construção de raiz de uma cidade aeroportuária, que cobrirá uma área total de 75 km2.

O Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto dispõe de rampas, elevadores e pessoal treinado para prestar atenção especial às pessoas com mobilidade reduzida.

As obras ainda em curso

Segundo a directora provincial de Luanda do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA), Rosária Kiala, estão ainda em curso trabalhos de manutenção e conservação das principais avenidas e estradas de Luanda que vão ligar ao futuro Aeroporto Internacional de Luanda, com foco no sistema de drenagem de toda a Via Expressa, assim como da Avenida Deolinda Rodrigues, que estão a ser reabilitadas para evitar inundações como aquelas a que temos assistido nas épocas chuvosas.

Para além do trajecto por estrada, o Governo promete uma linha do Caminho-de-Ferro de transporte de passageiros, assim como novas estações: Bungo, Musseques, Viana e Baia, além de uma estação de conexão e o Terminal Ferroviário do Novo Aeroporto.

Encontra-se, ainda, em construção no corredor dos CFL, um ramal que parte da estação da Baía, atravessa a Estrada Nacional 230, até ao novo Aeroporto Internacional de Luanda.

Também o projecto de metro de superfície promete contemplar, naquela que será a linha amarela, a linha principal que vai ligar o Largo da Independência à centralidade do Kilamba, e terá uma extensão até ao novo aeroporto, sendo ainda necessário fazer uma estação intermodal junto ao terminal de passageiros. Mas é um projecto que vai demorar anos a concluir.

Se a viagem tivesse de ser feita agora, por estrada, poderia levar até duas horas, e caso estivesse a chover, três, o que também quer dizer que, se um passageiro tivesse de apanhar um vôo às 07:00, teria de sair do centro da cidade à meia-noite, para poder chegar a tempo de fazer o check-in.

Também não se afigura fácil garantir uma circulação anual de 15 milhões de passageiros, tendo em atenção que os números de 2022 apontam para uma movimentação de 1,5 milhões passageiros de ou para Luanda, pelo que estamos a falar de multiplicar por dez o actual tráfego do Aeroporto 4 de Fevereiro. Isto só eventualmente acontecerá a médio ou longo prazo, mas é um factor essencial para garantir o pleno funcionamento e sustentabilidade do aeroporto. Para que este não se transforme no "elefante branco" de que falam os críticos do projecto. In “Novo Jornal” - Angola