Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Cabo Verde – Escritor e antigo Presidente da República Jorge Carlos Fonseca reflete sobre a importância da literatura em conversa aberta na ilha Brava

Nova Sintra - O escritor Jorge Carlos Fonseca participou na noite de domingo, 02, numa conversa aberta dedicada à literatura, escrita e leitura, em que partilhou as suas reflexões sobre o papel da literatura e os seus processos de escrita.


Jorge Carlos Fonseca à Inforpress, depois do evento, que teve lugar no Salão Nobre da Câmara Municipal da ilha Brava, enquadrado nas actividades do festival Sete Sóis, Sete Luas, falou sobre a relevância do livro e da poesia.

No encontro abordou sobre o que é que pensa da literatura, como é que são os seus processos de escrita, de que é que se alimenta a literatura, mediante a poesia, sendo que sugeriu à autarquia patrocinar um prémio literário.

Conforme explicou o escritor, o prémio serviria para estimular a criação literária, poética, romance, o ensaio, conto, a crónica, que podia ser dirigida aos bravenses residentes na ilha, mas também há os que residem noutras ilhas ou nas comunidades no exterior.

“A ideia é de não deixar a ilha de fora dos circuitos, dos livros, de parte literário, das coisas que acontecem no plano da literatura e da poesia, e é por isso que eu sempre posso trago livros, e também já apresentei livros no município”, sublinhou.

O antigo Presidente da República frisou que a sua ideia é também, na medida da sua especialidade, ajudar que a ilha participe e esteja presente naquilo que pode acontecer de importante e de relevante no plano da literatura em Cabo Verde. In “Inforpress” – Cabo Verde


sábado, 20 de agosto de 2022

Angola - Missão da CPLP confiante em “normalidade” e resultados eleitorais aceites por todos

O chefe de missão de observação eleitoral da CPLP disse esta sexta-feira estar convencido que as eleições em Angola vão decorrer com normalidade e que os resultados serão aceites democraticamente por todos os candidatos.

O ex-presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, que se encontra em Angola a chefiar a missão de observação da CPLP encontrou-se com o candidato do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) João Lourenço, na sede do partido em Luanda.

Esta é uma visita diferente, com outro fato, com outras vestes [esteve no ano passado em Angola, enquanto presidente de Cabo Verde na XIII Conferência de Chefes de Estado e Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa que se realizou em Luanda]”, disse Carlos Fonseca, após o encontro, mostrando agrado pelo convite endereçado à CPLP para mais uma missão de observação eleitoral a um país-membro, neste caso Angola.

“Vamos fazer o melhor para contribuir à nossa medida e com os limites que temos para que o processo eleitoral angolano decorra com normalidade democrática, quer seja a campanha eleitoral, seja o escrutínio e o apuramento dos resultados as coisas decorram com tranquilidade, com normalidade e que os resultados traduzam uma vontade genuína dos angolanos”, assinalou.

Para Jorge Carlos Fonseca, estas eleições marcam o percurso que Angola tem feito no sentido de “consolidar a democracia e aperfeiçoar e aprimorar o Estado de direito democrático”.

Quanto às expectativas são de que as eleições decorram “com tranquilidade dentro de um ambiente de civismo“, apesar de concorridas e disputadas.

Todas as eleições democráticas têm sempre alguma picardia política que faz parte da concorrência democrática, mas estamos otimistas e convencidos que as coisas irão decorrer com normalidade e que, no final, os resultados quaisquer que eles sejam vão ser aceites por todos, democraticamente, de forma que Angola continue a trilhar caminhos de progresso crescente, material e não só, para bem de todos os angolanos”, exortou.

O antigo chefe de Estado cabo-verdiano destacou que o facto de concorrerem oito formações políticas “é sinal de vitalidade da democracia angolana e sinal de interesse das forças políticas angolanas pelo destino de Angola” e que “o fundamental é que a campanha eleitoral na diferença, no confronto, no dissenso normal em democracia” decorra com tranquilidade e sem violência.

Creio que é o que tem acontecido e deve haver condições para que todos possam exprimir as suas posições, deem a conhecer os seus programas e as suas ideias, de forma a que os angolanos todos possam escolher aquilo que consideram melhor opção para o seu país”, disse.

Jorge Carlos Fonseca afirmou que este foi o seu primeiro encontro, mas vai encontrar-se com outras entidades como a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) e outros dirigentes de outras organizações políticas.

“Vai ser uma maratona de encontros de modo que a missão cumpra a sua missão de observação eleitoral que é de testemunho do que é o processo eleitoral aqui em Angola”, reforçou, explicando que a missão não vai validar votos nem corrigir processos eleitorais e não tem nada a ver com o funcionamento das mesas.

Observamos de acordo com certas regras, temos em conta as regras legais e outras do país que realiza as eleições, verificamos e no final produzimos um relatório que é a nossa avaliação do processo eleitoral daquilo que podemos observar”, salientou.

As eleições gerais angolanas, quinto escrutínio da história política do país, estão marcadas para 24 de agosto e contam com candidaturas de oito formações políticas, que estão em campanha eleitoral desde 24 de julho.

Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste são os nove Estados-membros da CPLP. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”

 

sábado, 25 de setembro de 2021

Nações Unidas - Presidente de Cabo Verde em entrevista: “sou ambicioso em relação à CPLP”

Jorge Carlos Fonseca encerra mandato após 10 anos na liderança cabo-verdiana, em conversa, ele menciona o legado deixado, que inclui o acordo de mobilidade aprovado pelos países lusófonos


Nesta entrevista à ONU News, o presidente cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, deixa seu adeus a dois mandatos cumpridos “com muita paixão e dedicação”. Ele esteve 10 anos na liderança do país lusófono e fez o último discurso na 76ª Assembleia Geral.

Segundo ele, pertencer à Comunidade de Países de Língua Portuguesa, CPLP, “só tem sentido podendo ver circular livremente os cidadãos” de nações como Angola, Brasil, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé, Portugal, Timor-Leste.

Eleito em 2011, o chefe de Estado de Cabo Verde diz sair do cargo em novembro deste ano satisfeito por “contribuir para a defesa da liberdade” no país considerado um exemplo de democracia em África.   

Jorge Carlos Fonseca comenta o seu papel como impulsionador da criação e das negociações sobre o acordo de mobilidade na CPLP. O país assumiu a presidência rotativa do bloco entre 2018-21.

Para o presidente este “era um pressuposto indispensável, essencial e basilar” para caminhar para uma identidade comum num bloco “que seja mais de povos e cidadãos, do que uma comunidade que seja só dos Estados.” ONU News – Nações Unidas


domingo, 14 de março de 2021

Cabo Verde - Livro sobre Jorge Carlos Fonseca apresentado segunda-feira em São Vicente


Mindelo – A editora/livraria Pedro Cardoso apresenta segunda-feira, 15, no Mindelo, o livro “Liberdade, sempre! Homenagem a Jorge Carlos de Almeida Fonseca por ocasião dos seus 70 anos”, organizado por Lígia Dias Fonseca e Sofia Dupret Fonseca.  

A obra, segundo as organizadoras, é “um contributo que não se resume apenas em escritos ou discursos, mas em actos que modificam o status quo, que mostram novos caminhos, que inspiram e nos obrigam a querer ousar e viver, também, essa Liberdade”.

“A liberdade do desprendimento da matéria, que tende a acondicionar cada um no seu lugar ou na sua ambição, e descortina um outro horizonte mais apetecível pela sua beleza transparente, impregnado de igualdade e garantia de dignidade”, escrevem as organizadoras

O lançamento em São Vicente terá como palco o Auditório da Faculdade de Educação e Desporto (FaED) da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV). 

A apresentação da obra vai estar a cargo do trio Eva Caldeira Marques, Raffaella Gozelino e Irlando Ferreira.

O livro “Liberdade, Sempre! Homenagem a Jorge Carlos de Almeida Fonseca por ocasião dos seus 70 anos” incide, segundo informações da editora, no actual Presidente da República de Cabo Verde, que nasceu na cidade do Mindelo, ilha de São Vicente, em Outubro de 1950, cidade e ilha onde viveu até aos sete anos.

Actualmente reside na Cidade da Praia, ilha de Santiago, cidade onde passou a viver e onde cresceu e estudou, a partir dos sete anos. 

Passou também algum tempo de sua infância e adolescência na Brava, ilha de nascimento da mãe, Albertina.

O pai, Mário Ivo, é natural da Cidade da Praia, ilha de Santiago.

Jorge Carlos Fonseca é casado, pai de três filhas (Dulce Andrea, Dulce Sofia e Rita Jorge) e tem quatro netos (Tiago, Bruno, Sara e Nádia). In “Inforpress” – Cabo Verde  


 

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Brasil - Presidente de Cabo Verde afirma querer a CPLP uma comunidade de pessoas e não de Estados



O Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, disse numa visita ao Brasil que trabalha para que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) avance para se tornar mais numa comunidade de pessoas do que de Estados.

“No quadro da CPLP, [a] que temos a assumida honra de presidir até julho do próximo ano, pretendemos continuar a desenvolver todos os sócios no sentido de fazer cada vez mais da CPLP uma comunidade mais de pessoas, de cidadãos, do que de Estados”, afirmou o Presidente cabo-verdiano.

O chefe de Estado de Cabo Verde recebeu, na quarta-feira, o título de doutor honoris causa, em reconhecimento do seu percurso político, pela Universidade Federal de Ouro Preto.

“Acreditamos que podemos juntamente com o Brasil e os demais membros da nossa comunidade prestar contribuição importante para os nossos povos”, disse Jorge Carlos Fonseca.

No discurso de agradecimento, o Presidente de Cabo Verde reconheceu estar honrado com a distinção e mencionou que a sua carreira acadêmica antecedeu a política, já que trabalhou na Universidade de Lisboa, numa universidade de Macau e também fundou uma instituição de ensino superior no seu país.

Jorge Carlos Fonseca também citou fatos peculiares das relações entre Cabo Verde e Brasil, lembrando a existência de um partido pró-Brasil em Cabo Verde que, na época da independência, juntou um grupo de liberais que propunha a separação de Cabo Verde de Portugal e sua associação ao Brasil.

O chefe de Estado recordou as ligações históricas entre os dois países, notando que muitas produções agrícolas levadas pelos portugueses para o Brasil foram testadas em Cabo Verde, que terá sido uma espécie de incubadora de produtos, nomeadamente a cana de açúcar.

“Cabo Verde edificou uma sociedade aberta e tolerante, uma democracia estável e que situado numa região caracterizada por acentuada instabilidade política e militar, com importantes atividades terroristas, teima em ser um oásis de paz e de concórdia ao serviço da liberdade na África e no mundo”, referiu.

A cerimônia que outorgou o título de doutor honoris causa ao Presidente cabo-verdiano coincidiu com a data em que a Universidade Federal de Ouro Preto completou 50 anos de fundação.

O músico brasileiro Chico Buarque também foi agraciado com o título de doutor honoris causa na mesma ocasião.

A CPLP é constituída por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Portugal, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Cabo Verde - Jorge Carlos Fonseca lança “A Sedutora Tinta de Minhas Noutes” em Portugal

O Presidente da República lança hoje, 19 de Fevereiro de 2019, no teatro Almeida Garett na Póvoa do Varzim (Portugal) o seu mais recente livro “A Sedutora Tinta de Minhas Noutes”, no quadro da sua visita de três dias a este país europeu



O livro, de acordo com Jorge Carlos Fonseca, marca o início de uma série de lançamento de mais de 40 livros de “grandes autores” que serão lançados por ocasião da XXª edição da conferência inaugural das Correntes d’Escritas”, da qual o Chefe de Estado cabo-verdiano fará a abertura.

Ao que apurou a Inforpress, o lançamento acontece hoje à tarde, após a conferência de abertura e antes da primeira conversa do Correntes d’Escritas: “A cultura é cara, a incultura é mais cara ainda”, com Guilherme d’Oliveira Martins e José Carlos de Vasconcelos.

Entre os participantes da edição de 2019 do Correntes d’Escritas constam os Prémios Camões cabo-verdianos Arménio Vieira (2009) e Germano Almeida (2018), e a portuguesa Hélia Correia (2015).

“A Sedutora Tinta de Minhas Noutes” vai ser apresentado pelo escritor cabo-verdiano Arménio Vieira e divide-se em prosas poéticas inéditas sob o título “Absoluto Capricho de Tarde”, uma antologia da sua poesia publicada nos três livros anteriores e “textos de fortuna crítica” de personalidades literárias sobre o conjunto da sua produção poética já publicada.

Publicada pela Editora Rosa de Porcelana, dos escritores Filinto Elísio e Marta Souto, a seleção dos escritos desta obra, conforme avançou o Chefe de Estado, esteve a cargo do poeta cabo-verdiano Arménio Vieira que fez o “prefácio”.

“A Sedutora Tinta de Minhas Noutes” é a quarta obra literária de Jorge Carlos Fonseca, depois de “O Silêncio Acusado de Alta Traição”, “Porcos em Delírio” e o “Albergue Espanhol”.

Jorge Carlos Fonseca pretende fazer a primeira apresentação deste livro no país, em finais deste mês, na cidade da Praia. In “Sapo Muzika” – Cabo Verde com “Inforpress”