Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 5 de junho de 2024

Angola - Agentes culturais reivindicam investimentos no teatro e propõem à Assembleia Nacional a inclusão do teatro no sistema de educação

Agentes culturais propõem à Assembleia Nacional a inclusão do teatro no sistema de educação, tendo em vista a sua disseminação nas escolas, por se tratar de um importante recurso didático-pedagógico para o desenvolvimento da criança


A sugestão foi apresentada esta terça-feira, 04, à sétima comissão especializada da Assembleia Nacional, pelo presidente da comissão directiva da Associação Angolana de Teatro (AAT), Tony Frampénio, "considerando que o teatro desempenha um papel importante na vida das pessoas, pois está intimamente ligado ao facto de proporcionar uma visão mais ampla sobre os assuntos da sociedade".

"O papel das artes não é só distrair, tem de formar. Ali onde há escola, o teatro vai educar, por isso não podemos andar fragmentados, temos de caminhar juntos", acrescentou Tony Frampénio.

O presidente da AAT reconheceu que o Executivo tem feito a sua parte com a construção de escolas médias e superiores de artes, mas queixa-se da falta ou insuficiência de investimentos no teatro.

"A associação que dirijo nunca recebeu cabimentação do Orçamento Geral do Estado (OGE). É essencial que se criem políticas a favor do teatro, leis específicas que incentivem a actividade", referiu, defendendo a necessidade de se criarem espaços para a apresentação do teatro.

"Sem infra-estruturas, sem espaços para apresentação, não se consegue ter artistas criativos e empoderados. Assim, não pode existir teatro de qualidade e dessa forma o teatro não está a cumprir o seu papel", esclareceu.

Relativamente à relação dos grupos de teatro com o Ministério da Cultura, o agente cultural assegurou que existe uma relação de diálogo contínuo com o órgão de tutela, mas que as coisas precisam de ter resoluções práticas.

O secretário-geral da AAT, Simão Paulino, disse que as grandes empresas estatais deviam ter a obrigação de apoiar a arte, defendendo a criação da Companhia Angolana de Teatro.

O presidente da sétima comissão, Paulo Faria, informou que a comissão irá realizar, em breve, um simpósio sobre a Lei do Mecenato, com o objectivo de entender quais são os procedimentos que fazem com que a Lei não funcione. In “Novo Jornal” - Angola


sábado, 9 de dezembro de 2023

Cabo Verde - “Kel Linda Borboleta”, o primeiro livro infanto-juvenil totalmente inclusivo será lançado na terça-feira

Chama-se “Kel Linda Borboleta”, está em crioulo, em sistema braille, linguagem gestual, letras aumentadas, sistema pictográfico, áudio e vídeo livro. A obra infanto-juvenil, da autoria de Teresa Mascarenhas, Rosiane Rocha e Germano Almeida, mostra que a inclusão, para além do discurso, deve traduzir-se na praticidade


A Linda Borboleta conta a história de uma borboleta “muito especial”, que, segundo a Primeira Dama de Cabo Verde, Débora Katisa Carvalho, que assina o prefácio, faz-nos um convite ao “doce prazer do crer e da esperança, que faz mover montanhas e conseguir grandes proezas e até voar”.

O lançamento acontece na terça-feira, na Biblioteca Nacional, às 17 horas. É o primeiro livro em Cabo Verde 100% acessível, destinado a pessoas com todo o tipo de deficiência, conforme explica a co-autora e mentora da iniciativa, Teresa Mascarenhas.

“A obra está braille para pessoas cegas, em caracteres aumentados para pessoas com baixa visão, em sistema pictográfico de comunicação para pessoas com alguma dificuldade ou atraso mental, ou pessoas que nunca foram à escola. Tem ainda a versão áudio e vídeo, que podem ser acessados através do sistema QR Code”, explica.

Aprender para incluir

“Kel linda borboleta” está igualmente em língua gestual, como forma de incentivar as pessoas a aprenderem esta modalidade e potenciar a inclusão.

“Muitas vezes nos preocupamos em ensinar a língua gestual para pessoas surdas. Entretanto, se apenas a pessoa surda conhece a língua gestual e as pessoas que estão ao seu redor não a conhecem, ela continua excluída”, alerta a autora, para quem este livro deveria ser introduzido nos jardins de infância e escolas, como uma ferramenta de ensino.

Inclusão e a praticidade

O livro, resultado do trabalho de um grupo vasto de pessoas, destaca-se, ainda, pela co-autoria da jovem Rosiane Rocha, que tem paralisia cerebral, responsável pelas ilustrações.

“Se queremos trabalhar a inclusão, ela não é só falar, mas fazer na prática. Então porque pensar num livro inclusivo e deixar as pessoas com paralisia cerebral de fora? Incluir é a praticidade”, encoraja Mascarenhas, que é presidente da Associação das Famílias e Amigos de Crianças com Paralisia Cerebral – Acarinhar.

De recordar que “A linda borboleta”, versão em português do mesmo livro já foi lançado anteriormente. entretanto, o livro estará também patente no lançamento da sua versão em crioulo, que tem lugar na terça-feira,

A apresentação, na terça-feira, na Biblioteca Nacional, estará a cargo dos linguistas Marciano Moreira, que fez a tradução para o crioulo e da vice-reitora da Uni-CV, Fátima Fernandes. Natalina Andrade – Cabo Verde in “A Nação”


sábado, 2 de novembro de 2019

Cabo Verde - Emigração no feminino, o caso italiano é tema de livro

Clara Silva e Maria de Lourdes Jesus lançam no próximo domingo, 3 de Novembro, em Roma, o livro “Capo Verdiane D’Italia — Storie di Vita e d’Inclusione al femminile”



Clara Silva e Maria de Lourdes Jesus lançam no próximo domingo, 3 de Novembro, em Roma, o livro “Capo Verdiane D’Italia — Storie di Vita e d’Inclusione al femminile”. Clara Silva é professora e Maria Lourdes de Jesus é jornalista, ambas emigrantes há vários naquele país europeu.

Escrito em italiano, o livro pretende ser um retrato da vida das mulheres cabo-verdianas em Itália, uma emigração que começou nos anos sessenta do século passado. Resulta de uma longa pesquisa efectuada entre 2016 e 2018, com base em entrevistas, junto de 55 cabo-verdianas de primeira e segunda gerações residentes em Itália.

Para as autoras, Clara Silva e Maria de Lourdes Jesus, “Capo Verdiane D’Italia — Storie di Vita e d’Inclusione al femminile” pretende ser um contributo para um maior e melhor conhecimento dos processos de inclusão social e cultural da comunidade cabo-verdiana naquele país europeu de acolhimento. O livro é virado, também, para os filhos dessa emigração, dado que apresenta a história e a cultura do país da proveniência dos pais, bem como a respectiva trajectória das entrevistadas.

Com a chancela da Franco Angeli, a apresentação e o lançamento de “Capo Verdiane D’Italia — Storie di Vita e d’Inclusione al femminile” será na sala CGIL (via Buonarroti, 12, Piazza Vittorio), em Roma.

“Morabeza-festa do livro” chega à ilha do Fogo

A “Morabeza-festa do livro”, que arrancou na sexta-feira passada, 25, na cidade da Praia, estendeu-se à ilha do Fogo, com actividades em Chã das Caldeiras, Santa Catarina, São Filipe e Mosteiros.

Na ilha do Fogo, a sessão de abertura aconteceu na passada quinta-feira, 31 de Outubro, na Casa das Bandeiras, em São Filipe, estando programado um debate sobre “Tradição oral” com Fausto do Rosário e Margarida Fontes.

Promovida pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas (MCIC), na Praia, a feira contou com a presença de José Ramos Horta, ex-presidente do Timor-Leste e Prémio Nobel da Paz.

Ainda na capital, a feira foi palco, esta semana, para a apresentação do livro «Sonhos & Desvarios», de Fátima Bettencourt, na Biblioteca Nacional, e “Pintura de Mural” na Escola de Achada Grande Trás, com o ilustrador português Paulo Galindro.

De realçar que a segunda edição do “Morabeza-Festa do livro”, no ano passado, aconteceu em São Vicente. In “A Nação” – Cabo Verde