Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Infanto-juvenil. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Infanto-juvenil. Mostrar todas as mensagens

sábado, 16 de agosto de 2025

Angola - Novo livro de Mira Clock chega ao público-leitor

A nova obra literária da escritora Mira Clock, intitulada “Weza, O Unicórnio Trapalhão”, foi apresentada no espaço Prova d’Art Miramar, em Luanda

O livro, de acordo com a autora, une fantasia e lições valiosas sobre amizade, determinação, autocontrolo, perseverança, empatia e humildade, incentivando os leitores a aprenderem com as experiências e a busca constante de evolução.

A narrativa acompanha Weza, um unicórnio que, durante uma brincadeira, transforma acidentalmente o amigo Kwame numa nuvem cinzenta. A partir daí, inicia-se uma jornada repleta de desafios, com o objectivo de reverter a situação e salvar o companheiro.

“Weza, O Unicórnio Trapalhão” trata-se do segundo livro de Mira Clock voltado para o público infanto-juvenil, recomendado para crianças dos 3 aos 8 anos de idade.

A história ressalta a importância de reconhecer erros, pedir desculpas, aceitar as consequências e corrigir as falhas ao longo do percurso da vida.

A apresentação do livro, publicado pela Editora Acácias, foi conduzida pela escritora Nahary David, conhecida no cenário literário como Nadavy.

Ana Zulmira da Silva Ramalheira Camota, conhecida pelo pseudónimo literário Mira Clock, nasceu, em Luanda, a 28 de Maio de 1991.

A escritora é licenciada em Direito pela Universidade Metodista de Angola e membro do Movimento Literário Lev’Arte desde 2008. Desde cedo, dedica-se, com empenho e paixão, a promover a leitura e a escrita, desenvolvendo diversas acções que contribuem para a humanização, por intermédio da arte. In “Jornal de Angola” - Angola


sábado, 9 de dezembro de 2023

Cabo Verde - “Kel Linda Borboleta”, o primeiro livro infanto-juvenil totalmente inclusivo será lançado na terça-feira

Chama-se “Kel Linda Borboleta”, está em crioulo, em sistema braille, linguagem gestual, letras aumentadas, sistema pictográfico, áudio e vídeo livro. A obra infanto-juvenil, da autoria de Teresa Mascarenhas, Rosiane Rocha e Germano Almeida, mostra que a inclusão, para além do discurso, deve traduzir-se na praticidade


A Linda Borboleta conta a história de uma borboleta “muito especial”, que, segundo a Primeira Dama de Cabo Verde, Débora Katisa Carvalho, que assina o prefácio, faz-nos um convite ao “doce prazer do crer e da esperança, que faz mover montanhas e conseguir grandes proezas e até voar”.

O lançamento acontece na terça-feira, na Biblioteca Nacional, às 17 horas. É o primeiro livro em Cabo Verde 100% acessível, destinado a pessoas com todo o tipo de deficiência, conforme explica a co-autora e mentora da iniciativa, Teresa Mascarenhas.

“A obra está braille para pessoas cegas, em caracteres aumentados para pessoas com baixa visão, em sistema pictográfico de comunicação para pessoas com alguma dificuldade ou atraso mental, ou pessoas que nunca foram à escola. Tem ainda a versão áudio e vídeo, que podem ser acessados através do sistema QR Code”, explica.

Aprender para incluir

“Kel linda borboleta” está igualmente em língua gestual, como forma de incentivar as pessoas a aprenderem esta modalidade e potenciar a inclusão.

“Muitas vezes nos preocupamos em ensinar a língua gestual para pessoas surdas. Entretanto, se apenas a pessoa surda conhece a língua gestual e as pessoas que estão ao seu redor não a conhecem, ela continua excluída”, alerta a autora, para quem este livro deveria ser introduzido nos jardins de infância e escolas, como uma ferramenta de ensino.

Inclusão e a praticidade

O livro, resultado do trabalho de um grupo vasto de pessoas, destaca-se, ainda, pela co-autoria da jovem Rosiane Rocha, que tem paralisia cerebral, responsável pelas ilustrações.

“Se queremos trabalhar a inclusão, ela não é só falar, mas fazer na prática. Então porque pensar num livro inclusivo e deixar as pessoas com paralisia cerebral de fora? Incluir é a praticidade”, encoraja Mascarenhas, que é presidente da Associação das Famílias e Amigos de Crianças com Paralisia Cerebral – Acarinhar.

De recordar que “A linda borboleta”, versão em português do mesmo livro já foi lançado anteriormente. entretanto, o livro estará também patente no lançamento da sua versão em crioulo, que tem lugar na terça-feira,

A apresentação, na terça-feira, na Biblioteca Nacional, estará a cargo dos linguistas Marciano Moreira, que fez a tradução para o crioulo e da vice-reitora da Uni-CV, Fátima Fernandes. Natalina Andrade – Cabo Verde in “A Nação”