Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 10 de junho de 2026

Moçambique - Porto de Maputo reforça capacidade com nova infraestrutura de armazenagem de minérios

O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, inaugurou esta quarta-feira, no Porto de Maputo, o Slab 9A, uma nova infraestrutura de armazenagem de minérios no Terminal de Granéis Sólidos, avaliada em cerca de 9,9 milhões de dólares norte-americanos.


Com capacidade para acomodar mais de um milhão de toneladas por ano, a infraestrutura permitirá ao Porto de Maputo responder ao aumento da procura dos seus clientes, reforçar a sua competitividade regional e gerar benefícios económicos para o país, incluindo a criação de 51 postos de trabalho directos e indirectos adicionais.

Antes da inauguração, o governante visitou as obras de expansão do Terminal de Contentores da DP World Maputo, um projecto orçado em 164 milhões de dólares. A iniciativa prevê aumentar a capacidade do terminal dos actuais 225 mil TEU para 530 mil TEU por ano.

Durante a visita, foi apresentado o ponto de situação das obras, que registam cerca de 45% de execução global e se encontram na fase de cravação de estacas para a nova infraestrutura portuária. A entrada em operação está prevista para o primeiro trimestre de 2027.

Na ocasião, João Matlombe destacou a importância dos investimentos em curso para o fortalecimento do Corredor de Maputo e para o crescimento da economia nacional. Segundo o ministro, o aumento da capacidade portuária deve ser acompanhado por melhorias em toda a cadeia logística.

“A competitividade não é determinada por uma única infraestrutura. Não é o porto, isoladamente, que compete. É o corredor como um todo. Cada investimento que realizamos no porto deve ser acompanhado por ganhos equivalentes na ferrovia, na fronteira e nos sistemas que suportam o fluxo de mercadorias”, afirmou.

O ministro sublinhou ainda a necessidade de reforçar o transporte ferroviário, modernizar continuamente a fronteira de Ressano Garcia e integrar os sistemas logísticos para garantir maior competitividade do corredor.

Por sua vez, o Director Executivo da MPDC, Osório Lucas, afirmou que o investimento agora inaugurado surge para responder ao crescimento da procura pelos serviços do Porto de Maputo.

“Durante muitos anos, o desafio foi atrair carga para o Porto de Maputo. Hoje, o desafio é criar capacidade suficiente para acomodar a carga que pretende utilizar o Porto”, disse.

Segundo Osório Lucas, os volumes pretendidos pelos clientes já ultrapassam a capacidade actualmente disponível, tornando necessária a criação de novas áreas operacionais para evitar a perda de cargas para portos concorrentes da região.

O responsável anunciou igualmente que a MPDC prepara a próxima fase de expansão através do desenvolvimento do Slab 9B, um investimento estimado em cerca de 8,7 milhões de dólares, destinado a aumentar a capacidade do porto e responder ao crescimento sustentado da procura. In “O País” - Moçambique






domingo, 13 de dezembro de 2020

França - Empresa francesa projeta sistema submarino para armazenar energia renovável

 


O sistema ‘Remora’, desenhado pela empresa de tecnologia francesa Segula, permite ultrapassar um dos principais problemas da energia elétrica: o seu armazenamento. Este sistema converte a energia em ar comprimido, que pode ser acumulado no mar e convertido em energia conforme a necessidade.

Apesar de “as energias renováveis ​​representarem uma solução fundamental no combate ao aquecimento global”, o seu desenvolvimento continua a ser condicionado “pela intermitência da sua produção em função das condições meteorológicas” e pela dificuldade de armazenamento da energia elétrica gerada, explicou à agência EFE o gestor de projeto da ‘Remora’, Thibault Neu.

Primeiro, a energia elétrica chega a uma plataforma flutuante através de um cabo submarino de uma fonte de produção renovável, como uma turbina eólica ou um painel solar.

Essa eletricidade é então utilizada para “bombear água para uma câmara” que, quando cheia, “gera ar comprimido” que é armazenado em tanques localizados a uma profundidade entre 70 e 200 metros abaixo da superfície e instalados próximos à costa.

Além disso, os tanques subaquáticos que acumulam ar comprimido são feitos de betão, um material “colonizável pela fauna e flora marinhas”, que já foi utilizado para criar “recifes artificiais”.

No momento em que a energia necessita de ser recuperada, o ar comprimido “é resgatado pelo mesmo processo, mas ao contrário”, diz Neu, já que “passa novamente pelas câmaras e empurra a água para dentro, o que faz girar as turbinas e geradores elétricos”.

Este especialista garante que uma unidade ‘Remora’ oferece uma eficiência energética superior a 70%, com “uma potência de até 15 megawatts para uma capacidade de 90 megawatts / hora a uma profundidade de 100 metros”.

Para testar o sistema, a empresa francesa construiu um protótipo terrestre, batizado de ‘OdySEA’, nas instalações do Centro Técnico de Indústrias Mecânicas (Cetim) em Nantes (França), que reproduz a cadeia de conversão completa ‘Remora’.

Assim, assim como as rémoras são animais que escoltam grandes peixes e mamíferos marinhos, o sistema ‘Remora’ pretende acompanhar a energia eólica no seu desenvolvimento para fortalecer o seu crescimento. In “Green Savers Sapo” – Portugal com “EFE”


terça-feira, 3 de setembro de 2019

Moçambique - Galp vai duplicar capacidade de armazenagem de gás

A Galp vai duplicar, já no próximo ano, a capacidade de armazenagem de gás em Moçambique e aumentar também de forma significativa a armazenagem de combustíveis líquidos, com a conclusão dos trabalhos de construção dos novos Parques Logísticos da Beira e da Matola. Esta aposta da empresa representa um investimento de 138,7 milhões USD e irá contribuir para uma maior segurança e fiabilidade no abastecimento de GPL e combustíveis líquidos em Moçambique.

No que diz respeito ao GPL, a maior capacidade de armazenagem vai permitir aumentar significativamente os stocks deste produto no país e contribuir para a redução dos custos no abastecimento, garantindo também que a oferta vai acompanhar a crescente procura. A garantia foi dada por Paulo Varela, CEO da Galp Moçambique, na terça-feira, 27 de Agosto, durante uma visita do Ministro da Economia português, Pedro Siza Vieira, ao Terminal Logístico da Matola.

“O Terminal Logístico em construção na Matola irá contribuir para potenciar a utilização de infra-estruturas portuárias e ferroviárias, em benefício do País”, explicou Paulo Varela, referindo que “a nova base traz sobretudo uma maior segurança e fiabilidade no abastecimento de GPL (gás de garrafa), duplicando a capacidade de recepção e armazenagem na zona sul, passando das actuais 3 mil toneladas para as 6 mil”.

As duas novas bases logísticas para recepção, armazenagem e expedição de combustíveis líquidos e de GPL, nas cidades da Beira e da Matola, vão possibilitar também um aumento da competitividade da Galp no mercado nacional e criar condições para abastecer também o mercado em países vizinhos, alargando a sua área de influência nesta região de África.

Com estes investimentos, que deverão estar concluídos no final de 2020, a Galp passará a contar com quatro parques logísticos em Moçambique. A empresa gera actualmente 120 postos de trabalho directos e cerca de 2 mil indirectos, números que deverão aumentar, no próximo ano, para os 150 e 2500, respectivamente.

No ano de 2017, o volume de negócios da Galp em Moçambique na área de distribuição de combustíveis representou 128 milhões de euros, tendo em 2018 aumentado para os 163 milhões de euros. Um ritmo de crescimento para manter nos próximos anos.

A visita realizou-se no contexto da FACIM 2019, que aconteceu de 26 de Agosto a 1 de Setembro, na qual a Galp marcou presença com o tema ‘Hoje é um bom dia para mudar’. A Galp marcou novamente presença na Feira Internacional mais importante de Moçambique e onde demonstra a sua actividade neste mercado e na região.

Presente no país há mais de 60 anos, desde 2018 que a Galp está em todas as províncias de Moçambique através dos seus 62 postos de abastecimento de combustível, apresentando-se como um dos maiores investidores no mercado. Com uma escala global, a empresa considera o investimento em infraestruturas essencial para o futuro desenvolvimento de Moçambique. Envolvida no sector do Oil & Gas, participa também no consórcio que vai extrair e comercializar gás natural na bacia do Rovuma. In “Olá Moçambique” - Moçambique

terça-feira, 6 de março de 2018

Brasil - De volta ao século XVIII

SÃO PAULO – A falta de competitividade dos produtos nacionais no mercado externo, que se tem acentuado nos últimos tempos, deve-se a uma série de fatores. Entre eles, estão a alta carga tributária, o excesso de burocracia, os juros elevados, o alto custo da energia, o baixo nível de investimento em inovação e a falta de investimentos em infraestrutura, especialmente nos últimos 15 anos. Sem contar a opção equivocada tomada ao tempo do governo Juscelino Kubitschek (1956-1961) em favor de um modal único de transporte, o rodoviário, provavelmente pressionado pelos interesses da indústria automobilística norte-americana.

É difícil estabelecer qual desses fatores mais contribui para a perda de competitividade da economia nacional, mas, sem dúvida, o baixo nível de investimento em infraestrutura está entre os principais. Basta ver que hoje o País só investe 2,2% do seu Produto Interno Bruto (PIB) em infraestrutura, quando o mínimo deveria ser 5,5%, embora o setor privado tenha interesse em investir, apesar das dificuldades de financiamento.

Portanto, está claro que a privatização de portos e aeroportos constitui a única saída para a modernização daqueles modais, o que inclui o aumento da capacidade de armazenagem da safra de grãos. É de se lembrar que, em função dessa infraestrutura precária e obsoleta, o Brasil é talvez o único país do planeta que armazena a sua colheita em caminhões que ficam estacionados à beira de rodovias e congestionam as vias de acesso aos portos.

Não se pode também deixar de colocar o excesso de burocracia e regulação, uma legislação confusa e um sistema tributário escorchante entre as principais razões para a falta de competitividade da economia.  Diante disso, ainda que as alíquotas ad valorem do imposto de importação venham caindo, é imprescindível uma revisão de forma a adequá-las às condições atuais da indústria, aumentando-se as alíquotas dos produtos com similar nacional e o inverso para aqueles sem similar. Aliás, procedimento padrão da maioria dos países.

Portanto, hoje, torna-se imperiosa a reforma do atual sistema tributário, que imobiliza o capital de giro sem qualquer remuneração, onera o custo de produção de industrializados, reduz a sua competitividade, inviabilizando a sua exportação, ao mesmo tempo em que estimula e até mesmo obriga a exportação de mercadorias sob a forma de commodities, sem agregação de valor e sem geração de empregos. E, enfim, condena o País a voltar a ser mero fornecedor de matérias-primas como no século XVIII, à época do Brasil colônia. Milton Lournço - Brasil


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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Brasil - Violência nas rodovias

SÃO PAULO – Não bastassem a alta carga tributária, os elevados encargos trabalhistas, os juros elevados, o baixo nível de investimento, o alto custo da energia, a desastrosa política de comércio exterior e a falta de investimentos em infraestrutura que caracterizaram os últimos 15 anos, mais um fator aparece para tirar a competitividade da economia: o crescimento acelerado dos níveis de roubo de cargas. Nas rodovias do Estado de São Paulo, por exemplo, o roubo de cargas, especialmente de alimentos, bebidas, eletrodomésticos e remédios, cresceu de forma assustadora, registrando seguidas altas desde abril de 2016.

Segundo dados da Secretaria estadual de Segurança Pública, de janeiro a junho deste ano, foram registrados 5417 crimes dessa natureza, um número 23% superior ao do mesmo período de 2016. No País, segundo dados da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), os ocorrências de roubo de carga subiram 86% nos últimos seis anos, deixando um rastro de prejuízos avaliados em mais de R$ 6 bilhões desde 2011.

Como se sabe, os números de roubo de carga estão diretamente ligados aos desafios do comércio mundial e constituem um dos maiores fatores que elevam os custos logísticos no País, pois não basta computar apenas as perdas, mas a vulnerabilidade do transporte que acaba por aumentar sobremaneira o seguro. Além disso, a violência nas estradas acaba por provocar prejuízos para toda a população, pois as empresas são obrigadas a aumentar o preço dos seus produtos para compensar as perdas e os gastos com a proteção de seus caminhões e motoristas.

A falta de infraestrutura adequada para a armazenagem da safra brasileira de grãos também contribui para o aumento da criminalidade nas estradas, pois, sem armazéns em número suficiente, os produtores são obrigados a despachar a um só tempo toda a sua safra, o que acaba por congestionar portos e rodovias. Ou seja, a colheita de grãos acaba ficando armazenada em caminhões estacionados à beira das estradas. Tudo isso acaba por tumultuar o tráfego nas rodovias, prejudicando também as atividades das demais empresas que dependem do comércio internacional.

Para piorar, desde pelo menos 2013, as autoridades estaduais e municipais vêm discutindo ações efetivas de combate à criminalidade e violência nas rodovias, mas até agora poucas ações práticas saíram do papel, sendo notórios não só a fragilidade do policiamento nas estradas como os poucos resultados obtidos no combate à receptação das mercadorias roubadas. Afinal, se os criminosos não tivessem tanta facilidade para “desovar” o produto do roubo, não haveria tanta violência nas rodovias. Milton Lourenço - Brasil

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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Brasil – Porto do Itaqui continua a impulsionar o Maranhão

Com ampliação e modernização, além do recorde na movimentação de grãos no primeiro semestre de 2017, o Porto do Itaqui vem gerando resultados que aceleram o desenvolvimento do Maranhão.

Os recursos destinados ao Porto do Itaqui até o ano de 2020 totalizam R$ 1,5 bilhão, incluindo reinvestimentos dos lucros da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), recursos federais e de empresas da iniciativa privada que operam no local.

Boa parte desses investimentos já está em andamento. É o caso da terraplenagem de nova área para armazenagem de combustíveis no Porto do Itaqui, investimento privado que totaliza R$ 242 milhões. A previsão é de aumento de 30% da capacidade de movimentação de granéis líquidos.

Segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), o Porto do Itaqui é o principal centro de consolidação de distribuição de carga de granéis líquidos para o país. Além da nova área para armazenagem, há outros cinco projetos em fase de prospecção na área de instalação de tancagem.

Outros projetos importantes para o desenvolvimento do estado envolvem a construção do terminal de granel sólido e a construção do terminal de papel e celulose, já em andamento. Juntas, as obras totalizam R$ 553,5 milhões, equivalentes a 36,5% dos investimentos totais no porto.

“O Projeto da obra de instalação do terminal de celulose já passou por consulta pública e está em análise no TCU. Nossa projeção é que até o primeiro trimestre do ano que vem seja feita a licitação pública por meio de leilão. São investimentos de R$ 270 milhões”, diz o presidente da Emap, Ted Lago.

Ele revela ainda o avanço de um importante projeto: “Está em andamento na Comissão de Licitação a construção de um berço próprio. Será um berço de carga geral, preparado para receber carregadores de navios, grãos e outras cargas. Um berço misto”. A estimativa para a construção é de 36 meses, sendo uma das maiores obras com recursos públicos do Maranhão. “Em agosto ou setembro devemos colocar o edital na praça, com investimentos entre R$150 e R$ 160 milhões.”

Mais riqueza para o Maranhão

A Emap passou a usar os próprios lucros para reinvestir em melhorias de infraestrutura do Porto. “O governador Flávio Dino determinou que investíssemos recursos próprios da empresa para essas melhorias no porto, já que os recursos públicos devem ser destinados à saúde, educação, segurança pública. Essa estratégia permitiu que os lucros da Emap fossem utilizados para atrair mais investimentos. Para se ter uma ideia, hoje, praticamente um terço da arrecadação de ICMS passa pelo Porto do Itaqui”, diz Ted Lago.

É o recolhimento de tributos como o ICMS que permite investimentos do governo em obras e políticas públicas. Com os recursos oriundos desses tributos, os impactos da crise no Maranhão foram atenuados em relação a outros estados, protegendo empregos e garantindo investimentos para os que mais precisam.

Agregando valor

Além dos bons resultados na movimentação de grãos, que colocaram o Porto do Itaqui com crescimento à frente de outros grandes portos brasileiros, a Emap trabalha para agregar valor à rica vocação maranhense para a produção de grãos.

“Há uma cadeia produtiva muito importante em torno da produção de grãos, A movimentação envolve também seus subsídios, fertilizantes e combustíveis. Há uma relação direta entre esses três produtos; e trabalhamos para agregar novas oportunidades de negócios em torno desses componentes”, explica o presidente da Emap.

Exemplo dos resultados dessa estratégia é a assinatura de um estudo que a Emap assinou em parceria com Cooperação Andina de Fomento (CAF) para integração da MA-006, uma das principais vias de escoamento da produção de grãos do Estado. “Hoje temos o transporte de 60% da produção de grãos feito por ferrovias, o que é ótimo, mas ainda temos regiões próximas ao Porto que precisam ser feitas por meio de caminhões. Esse estudo de integração logística da rodovia é um passo importante para recuperação da MA- 006”, finaliza Ted Lago. In “O 4º Poder” - Brasil