Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 26 de março de 2025

Viagem pelo Atlântico vai relembrar pessoas escravizadas entre Brasil e Angola

“A Grande Travessia” é um projeto inédito sobre retomar a antiga rota marítima de tráfico de africanos vendidos como escravos; jornada deve inaugurar novo marco de cooperação cultural, turística e económica entre ambos os países



Mais de 2 mil pessoas vão cruzar o Atlântico a bordo de um navio, em dezembro deste ano, numa viagem que pretende refazer a rota do tráfico de pessoas escravizadas e promover a reflexão sobre a escravatura.

O projeto "A Grande Travessia" pretende fretar um navio de cruzeiro, com partida de Santos, parando no Rio de Janeiro e Salvador, antes de seguir rumo a Luanda, capital de Angola.

Viagem altamente simbólica

Dagoberto José Fonseca, antropólogo responsável pelo projeto, afirma que é a primeira vez que uma população que se autoidentifica oriunda de Angola, regressa ao continente africano nessa condição.

Em entrevista à ONU News, no Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravatura e do Comércio Transatlântico de Escravos, o professor da Universidade Estadual Paulista, Unesp, explica que o projeto “visa reconhecer, reparar para seguir memória e história dos nossos, um mundo atlântico em terra firme”.

O grupo escolheu a viagem marítima por ser altamente simbólica em relação ao tráfico de milhões de pessoas escravizadas entre os séculos 15 e 19.

Voltar pelas águas

“Quando nós perdemos algo em nossas casas, nós fazemos o caminho de volta para encontrar o que perdemos. Não há como fazer o caminho de volta, buscar a ancestralidade pelo avião. Nós teremos que voltar pelas águas, porque é pelas águas que os nossos antepassados passaram”, justifica o antropólogo.

Estima-se que cerca 5 milhões de africanos escravizados tenham sido levados para o Brasil, mais do que qualquer outro país. A maioria foi capturada em Angola, na África Ocidental, e deportada em condições desumanas a bordo de navios portugueses.

“As populações que saem do continente africano pelos portos de Angola, do atual território de Angola, são colossais, perto das populações que saem de outros portos do continente africano”, explicou.

Marcas visíveis até hoje

O professor da Unesp garante que as marcas dessa população são visíveis até aos dias de hoje no Brasil, com impacto na identidade nacional, cultura, gastronomia e língua.

Com Angola a preparar-se para celebrar 50 anos de independência em novembro de 2025, Dagoberto José Fonseca destaca que essa é mais uma razão para a realização da viagem este ano. "Não é à toa que o Brasil é o primeiro país a reconhecer a independência de Angola a 11 de novembro de 1975", acrescentou.

Travessia de 21 dias

A viagem tem uma duração de 21 dias, com partida a 1 de dezembro de 2025. A travessia no Atlântico durará sete dias, seguidos de sete dias de permanência em Angola e a viagem de regresso por outros sete dias.

O projeto prevê a participação de cerca de 2000 passageiros, incluindo estudantes, professores, académicos, empresários, descendentes de pessoas escravizadas e líderes de várias religiões.

As atividades a bordo incluem workshops, mesas-redondas, oportunidades de networking. A equipa acredita que o projeto vai permitir fazer a reabertura das rotas marítimas do Atlântico.

“O Atlântico não é um lugar de sepultamento”

A bordo do navio vão decorrer homenagens aos mais de 2,5 milhões de pessoas que perderam a vida na travessia entre o continente africano e o continente americano.

Dagoberto José Fonseca lembra que “o Atlântico não é um lugar de sepultamento” e que o projeto pretende ser “um reencontro com aquelas pessoas que foram violentamente, criminosamente jogadas no Oceano Atlântico”.

Os organizadores veem o cruzeiro como “parte de um movimento mais amplo que luta por reparações pela escravatura transatlântica e pelo colonialismo europeu.”

“Esse é o grande marco do projeto da Grande Travessia, que eu acho que encontra eco em tudo aquilo que as Nações Unidas têm produzido, desde os seus documentos, em 1948”, concluiu o antropólogo.

O Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravatura e do Comércio Transatlântico de Escravos foi criado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2007 e assinala-se a este 25 de março. Sara Rocha – Portugal ONU News


terça-feira, 19 de outubro de 2021

Brasil – Lançamento de “A grande travessia”, biografia de Armindo Coelho da Silva escrita pela filha Helena Fraga

Quando uma história de vida é repleta de exemplos a serem seguidos e impacta pessoas ao seu redor no dia-a-dia, faz-se necessário que seja perpetuada nas páginas de um livro e possa atravessar fronteiras.

Foi assim que nasceu a obra biográfica “A grande travessia – uma vida de fé, garra, amor e determinação” que conta a biografia de Armindo Coelho da Silva, escrita por ele e pelas mãos de sua filha, a escritora e empresária Helena Fraga.

“Seo Armindo”, como é conhecido, é um português de alma abrasileirada que ainda jovem deixou a terra natal em busca de prosperidade além-mar. Atravessou o oceano e desembarcou no Brasil em meados da década de 50 e depois de realizar diversos ofícios, com sangue empreendedor quando o termo “empreendedorismo” não estava tão em evidência como hoje, começou seu próprio negócio.

O vendedor de bolinhas na feira logo montou sua própria barraca e depois de mudar de ofício algumas vezes, sempre dando um passo maior no crescimento, tornou-se dono de um grande império do segmento motor no Litoral Sul de São Paulo. E não poderia estar mais orgulhoso, pois tem seus dois filhos e netos atuantes ao seu lado nos negócios.

Coragem, resiliência, fé, amor, otimismo e empreendedorismo são a combinação de elementos que despertarão a atenção do leitor levando-o da emoção à reflexão e inspiração. Afinal, é sempre motivador conhecer experiências de vida que não se deixam vencer pelos obstáculos e mostram que com foco, garra e determinação todos os objetivos podem ser alcançados.

No dia 28 de outubro, das 16 às 20 horas será realizada a sessão de autógrafos do livro “A grande travessia” no Terraço Chopp (Rua Alameda Ari Barroso, 274, Ilha Porchat, São Vicente, SP) e será seguido o protocolo de segurança contra a COVID-19.

Sinopse

Biografia do empresário português Armindo Coelho da Silva narra uma história inspiradora, emocionante e com toque de humor, uma das características marcantes dele. Empreendedor nato, deixou Portugal, sua terra natal – a pequena aldeia Bairradas, pertencente ao povoado de Figueiró dos Vinhos –, ainda jovem, atravessou o oceano e criou raízes no Brasil aonde chegou praticamente sem nada e tornou-se referência no empresariado do Litoral Sul de São Paulo. In “Mundo Lusíada” – Brasil

Ficha técnica

A grande travessia

Uma vida de fé, garra, amor e determinação

Armindo Coelho da Silva e Helena Fraga

Editora: Oficina do Livro

ISBN: 978-65-89449-09-6

Formato: 16 x 23 cm

Número de páginas: 296

Preço sugerido: R$ 49,90

 

Serviço

Sessão de autógrafos “A grande travessia – uma vida de fé, amor, garra e determinação”

28 de outubro de 2021, das 16 às 20 horas

Local: Terraço Chopp

End.: Rua Alameda Ari Barroso, 274, Ilha Porchat, São Vicente, SP

Onde comprar após o lançamento: www.helenafraga.com.br