Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 9 de março de 2026

Moçambique – Província de Inhambane revela nova promessa literária com o lançamento da obra “Entre Ruínas e Renascença”

Entre memórias fragmentadas e sonhos reconstruídos, nasce uma nova voz da literatura moçambicana, colocando a província de Inhambane como berço cultural com a estreia de Carimo Francisco Gome, jovem natural de Inharrime que apresenta ao público a sua primeira obra literária, intitulada Entre Ruínas e Renascença, uma obra que, segundo o autor, promete tocar consciências e despertar reflexões profundas sobre o quotidiano.


Conhecido nos círculos artísticos como “escritor sem limites”, Carimo surge com uma proposta mais ousada, visto que, no seu entender, é preciso transformar experiências de perda, dor e superação numa narrativa poética intensa e universal.

Explicou ainda que o título traduz um percurso real de reconstrução interior, dividido em dois ciclos, sendo o primeiro de quebra e o outro de superação.

“As ditas ruínas simbolizam tudo aquilo que nos quebra, desde fracassos, desilusões e desafios. Por outro lado, a renascença representa o momento em que decidimos levantar, aprender e recomeçar, tendo em conta a experiência do nosso passado”, concluiu.

Numa altura em que novos talentos lutam por espaço e acesso ao mercado, algumas fontes ouvidas entendem que a estreia de Carimo Gome surge como um sinal encorajador para a cultura em Inhambane e no país de forma geral. A sua escrita, marcada por sensibilidade e coragem, convida o leitor a olhar para as próprias ruínas e descobrir nelas a possibilidade de recomeço.

Importa salientar que o livro está organizado em três momentos que conduzem o leitor para uma verdadeira travessia emocional, sendo: primeiro, o confronto com as perdas; depois, o silêncio e a incerteza da transição; e, por fim, a celebração do renascimento e da esperança. Mais do que poesia, trata-se de um manifesto íntimo sobre resiliência, traduzido numa mensagem expressivamente forte para a juventude que enfrenta adversidades sociais e económicas.

A obra Entre Ruínas e Renascença, de Carimo Gome, conta com 96 páginas de conteúdo denso e reflexivo, colocando o jovem não apenas como mais um escritor, mas como uma promessa literária pronta para deixar marca no panorama literário nacional. Rivaldo Massunda – Moçambique in “Moz Entretenimento”


terça-feira, 22 de abril de 2025

Moçambique - Jeremias F. Jeremias lança “Locus Corpus” em Maxixe

Na próxima quarta-feira, às 17 horas, na Biblioteca da UniSave-Maxixe, Campus-2, na Província de Inhambane, Jeremias F. Jeremias vai lançar a sua mais recente proposta poética, intitulada “Locus Corpus”.

De acordo com a nota de imprensa da Editorial Fundza, que chancela o livro, “Locus Corpus” é resultado do apuramento feito na terceira Chamada Literária 2023/24, promovida pela própria editora, uma iniciativa anual que visa dar oportunidade de publicação aos jovens autores talentosos, moçambicanos, sem nenhum custo para a publicação do livro.

A obra literária de Jeremias F. Jeremias possui 119 páginas, numa prosa-poética que cataloga, canta, de maneira denunciante, o flagelo, o horror e o esgotamento humano em vários extremos, perfilando nas suas linhas estreitas textos que gravitam em torno do absurdo, da angústia ou aborrecimento que confirmam o horizonte do declínio da existência, as crises ideológicas que se verificam em vários quadrantes do mundo, como a fome que devasta a maior parte das populações do continente africano.

Jeremias F. Jeremias, natural de Manjacaze (Gaza), é licenciado em Organização e Gestão da Educação pela Universidade Eduardo Mondlane e formado em Ensino de Português pela Universidade Pedagógica. Foi vencedor do Prémio de Poesia Reinaldo Ferreira 2022, com a obra “Rostos desabitados [e] Fragmentos do escuro”, e da primeira edição do Prémio de Poesia Gala-Gala 2020. In “O País” - Moçambique


terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Moçambique - Aurélio Furdela apresenta O espião que veio de Kigali em Inhambane

O escritor Aurélio Furdela vai apresentar, na próxima sexta-feira, às 18 horas, o seu mais recente livro, “Zero sobre Zero, o espião que veio de Kigali’’, no África Tropical, na província de Inhambane.

O romance policial de Aurélio Furdela estrutura-se em quatro capítulos e um epílogo. 

O primeiro capítulo, (Período Tarde), apresenta os personagens e o cenário onde decorrerá a investigação. No segundo capítulo, (Período Noite), a trama começa a ser construída. No terceiro capítulo (Período Manhã), a investigação ganha momentos. No capítulo IV (Período Tarde), os fios de meada entrelaçam-se, por fim, deixando vislumbrar o perfil do indivíduo por detrás de todos os crimes em investigação. O epílogo é a parte final do romance.

Para Gabriel Muthisse, prefaciador da obra, Moçambique não tem tradição no policial. “Aurélio Furdela é um pioneiro desta forma de prosear, o que é mais interessante ainda se consideramos que a prosa literária, no geral, também está na sua infância’’, pode-se ler ainda no comunicado de imprensa: “…o espião ruandês, neste livro, não é neutralizado. Aliás, tudo indica que ele logra levar a cabo outra acção malévola…’’.

Aurélio Furdela é autor das seguintes obras literárias: “De medo morreu o susto’’;  “O golo que meteu o árbitro’’; “As hienas também sorriem’’; “Saga d’Ouro”.

O escritor está representado nas antologias “Lusofônica. La nuova narrativa in língua portoghese” (2005), com o conto “Da mocidade à velhice de lacrina”, traduzido para italiano e “A minha Maputo” (2012), com o conto “Um homem com 33 andares na cabeça”, também inserido na revista brasileira Macondo. Como dramaturgo escreveu e publicou várias peças originais para o programa de teatro radiofónico “Cena Aberta”, da Rádio Moçambique, nas quais destaca-se “Gatsi Lucere”, publicada posteriormente em livro pela AMOLP, 2005. Autor de duas radionovelas, no âmbito do programa N’weti. 

Como letrista, salienta-se da sua lavra a autoria da canção oficial da X Edição do Festival Nacional da Cultura - 2018. In “O País” - Moçambique