Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Índia – Concluído primeiro terminal para navegação fluvial

O primeiro terminal de um projecto amplo para desenvolver a navegação por via fluvial no Ganges está pronto e apto a receber carga

Com a conclusão do terminal marítimo multi-modal de Benares (Varanasi), junto ao rio Ganges, na Índia, este país fica apto a transportar, pela primeira vez, carga contentorizada por via fluvial, refere o Safety4Sea. O anúncio foi feito pelo próprio Primeiro-Ministro indiano, Narendra Modi, refere a publicação.

Segundo ali se refere, este é apenas o primeiro de três terminais multi-modais que, juntamente com dois terminais inter-modais, todos a construir no Ganges com o objectivo de permitir a navegação fluvial de navios maiores entre Benares e Haldi, designadamente com 1500 a 2 mil toneladas, e manter uma profundidade de 2 a 3 metros na via navegável. In “Jornal da Economia do Mar” - Portugal com “Safety4Sea”

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Portugal – Porto fluvial de Castanheira do Ribatejo operacional no início de 2019

O porto fluvial de Castanheira do Ribatejo, em Vila Franca de Xira, começará a movimentar contentores até ao princípio do próximo ano, afirmou Pedro Virtuoso, da ETE, a empresa promotora.

“Neste momento estamos na fase de consultar os empreiteiros para começar a obra e esperamos, no final deste ano ou no princípio de 2019, começar a operar”, disse.

De acordo com o responsável, o porto fluvial, localizado junto à plataforma logística de Lisboa Norte (100 hectares), disporá de uma área de apoio de dois hectares.

O cais será construído sobre estacas e terá de 23 metros de frente por 23 metros de profundidade, acrescentou.

O porto funcionará diariamente, durante todo o ano, sendo o transporte dos contentores entre Castanheira do Ribatejo e os terminais do porto de Lisboa feito com recurso a barcaças com capacidade para cerca de 100 contentores.

A distância a percorrer pelo Tejo é de 41 quilómetros, por comparação com o percurso rodoviário, que é de 51 quilómetros, salientou.

O projecto de Castanheira do Ribatejo aumentará, na prática, a capacidade do porto de Lisboa, funcionando como um terminal de segunda linha, libertando espaço nos terminais da capital e aliviando o tráfego rodo-ferroviário de encaminhamento dos contentores.

O Grupo ETE opera há muito no transporte fluvial de mercadorias no Tejo e posiciona-se para fazer o mesmo no Douro.

Pedro Virtuoso falava no Congresso do Tejo III – Mais Tejo, Mais Futuro, em Lisboa.

Também a presidente da Administração do Porto de Lisboa (APL), Lídia Sequeira, na sua intervenção na sessão de abertura do congresso, falou acerca da importância de promover a navegabilidade do Tejo, como aconteceu no passado.

Conseguir que “se possa subir até ao interior do país em condições ambientalmente mais favoráveis é o nosso grande objetivo”, disse a responsável, referindo a possibilidade de transferir para o Tejo uma parte do transporte que se faz por estrada. In “Transportes & Negócios” - Portugal

sábado, 25 de junho de 2016

Brasil - Governo estuda utilizar porto fluvial do Paraguai para exportação

Utilizar o porto fluvial localizado na cidade de Concepción, no Paraguai como alternativa para exportação dos produtos brasileiros, foi a pauta de discussão ontem, 22 de junho de 2016, entre o diretor de gestão estratégica do Sistema Fiems, Rodrigo Benavides, o secretário estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, os vice-ministros paraguaios José Luiz Rodrigues (Indústria e Comércio) e Augustin Encina (Transporte e Obras Públicas).













Um dos temas discutidos durante o encontro foi a viabilização da circulação de caminhões bitrens brasileiros no Paraguai para o transporte de grãos produzidos em Mato Grosso do Sul até o Porto de Concepción.

Para Jaime Verruck, para que a integração ocorra é preciso, antes de tudo, resolver o problema de logística, já que o produto só chega de caminhão ao porto. "Precisa ter uma alteração no Paraguai para que os caminhões bitrens brasileiros possam entrar. A melhor forma de conseguir fazer isso é com o apoio dos governos, colocando a associação de transportadores sul-mato-grossenses com a federação de transportadores paraguaios para conversarem porque hoje a preocupação é perda de mercado".

Segundo o diretor de estratégia da Fiems, a questão do transporte é irreversível. "A integração vai acontecer e os países vão ter que se adequar. A resistência é até justificável enquanto não se tem políticas muito claras de como isso vai acontecer, então, isso deve ser uma coisa sinérgica, ou seja, bom para todos e que não crie desequilíbrios", afirmou.

Já o vice-ministro de Transporte e Obras Públicas do Paraguai, Augustin Encina, disse que a reunião serviu para manifestar interesse do seu país em criar um corredor de transporte por Concepción e Pedro Juan Caballero.

“Temos de aproximar os caminhoneiros paraguaios e brasileiros para encontrar uma solução para a utilização de bitrens nesse corredor entre Mato Grosso do Sul e Concepción. Temos que falar com representantes de caminhoneiros dos dois países para ver qual o melhor modelo para se transportar produtos brasileiros e paraguaios".

Uma reunião no início de julho já está agendada entre os governos dos dois países, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e transportadores de ambos os países. Renata Haddad – Brasil in “Campo Grande News”


Concepción - A cidade está localizada na margem esquerda do rio Paraguai, no Km 1.940 da hidrovia, e é capital do Departamento homônimo. Fundada 400 Km ao norte de Asunción, em 1773, fazia parte de uma estratégia militar espanhola para barrar o avanço português sobre suas terras. Atualmente, a cidade, que conta com 76.378 habitantes, é um importante centro comercial, conectado com Asunción por uma rodovia que tem ramificações até o Mato Grosso do Sul. Por intermédio da ponte Nanawa uma outra rodovia transpõe o rio e liga o porto com as cidades do Chaco, possibilitando o embarque dos produtos agrícolas produzidos nessa região. O porto principal da cidade localiza-se 7 km ao sul, junto a ponte. Possui cais de concreto armado com 300m de comprimento, silos para armazenamento e equipamentos para carga e descarga, tanques para armazenamento de combustível e um depósito franco para o armazenamento de mercadorias, com destino e origem brasileiros. Ao lado do porto, existe um grande frigorífico que possibilita o embarque da carne já processada. In “AS CIDADES E OS RIOS: O CASO LATINO-AMERICANO DA HIDROVIA PARAGUAI-PARANÁ-PRATA” - Gabriel Manzi - Universidade de São Paulo - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Trabalho Final de Graduação Orientador: Prof. Dr. Alexandre Delijaicov