Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 4 de março de 2020

Grécia – O porto do Pireu já é o quarto maior da Europa

O porto do Pireu cresceu 15% em 2019 e, com isso, tornou-se o maior do Mediterrâneo e o quarto maior da Europa no movimento de contentores



O porto do Pireu, sob gestão da Cosco, continua a sua cavalgada no ranking dos maiores portos europeus de contentores. No ano passado foi, de muito longe, o que mais cresceu no top 15 e, com isso, galgou duas posições, ultrapassou Valência e Bremerhaven e assumiu o quarto posto, atrás dos “gigantes” Roterdão, Antuérpia e Hamburgo.

De acordo com os resultados elaborados por Theo Notteboom, no ano passado os 15 maiores portos de contentores europeus processaram 79 071 TEU, mais 2,8% que em 2018. Os três maiores somaram 25 929 TEU, num crescimento homólogo de 4,6%.

O crescimento do topo 15 em 2019 compara com os 4,7% verificados em 2018 e os 4,6% de 2017, nota o especialista. Mas superam os 2,1% de 2016 e, por maioria de razão, os -1,6% de 2015.

Comparando com 2007, o ano anterior à crise financeira global, o top 15 de 2019 aumentou a sua produção 29%. Mas Gioia Tauro, Hamburgo e Bremerhaven ainda não atingiram os  números de então. Na inversa, Gdansk cresceu 20 vezes e o Pireu triplicou-os.

Olhando para o alinhamento dos 15 maiores portos europeus de contentores em 2019, são poucas as diferenças relativamente a 2018. Nas subidas destaca-se o Pireu, de 6.º para 4.º, enquanto Algeciras passou de 7.º para 6.º, Le Havre de 11.º para 10.º e Gdansk de 16.º para 15.º. Na inversa, Bremerhaven, Marsaxlokk e Southampton perderam posições, o que no caso do porto britânico lhe custou mesmo a presença no restrito “clube”.

Na sua análise, Notteboom sublinha os diferentes perfis dos portos, com o Pireu e Algeciras quase exclusivamente hubs de transhipment, e Felixtowe, Génova ou S. Petersburgo quase exclusivamente portos gateway.

Os desafios de Sines

Sines integrou o top 15 europeu em 2016, então com uma produção de 1,5 milhões de TEU e um crescimento de 908,7% (!) na comparação com 2007.

O porto português não figura agora entre os 15 maiores, mas Theo Notteboom assinala que tem potencial para lá regressar. A par da Southampton, Londres, Zeebrugge, La Spezia ou Marselha, todos com resultados entre os 1,4 e os 2 milhões de TEU em 2019.

Mas Sines, como Algeciras e Valência, terá de haver-se com a “concorrência” de Tanger Med, que no ano findo cresceu 38% e tocou os 4,8 milhões de TEU, e que este ano deverá andar a ampliar a sua capacidade, assinala o especialista. In “Transportes & Negócios” - Portugal

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Grécia - Porto do Pireu ruma para a privatização

Quando em 2008 a empresa Piraeus Container Terminal, subsidiária da chinesa Cosco Group, assumiu a concessão dos terminais II e III do Porto do Pireu, uma fase de crescimento sustentado alterou a importância do principal porto grego que se encontrava num estado de estagnação, passando rapidamente a ser, depois de Algeciras e Valência, o 3º porto de contentores do Mediterrâneo, sendo hoje a porta do movimento de mercadorias entre o Oriente e a Europa através do canal do Suez.

Dados de 2013, colocam o porto de contentores do Pireu no 43º lugar a nível mundial e o sétimo europeu com 3163755 TEUs, (unidade equivalente a um contentor de 20 pés) enquanto, como comparação, o porto de Sines, o principal porto português, está classificado no 115º posto com 931036 TEUs.

A relevância dos números gregos deve-se ao trabalho desenvolvido pela Piraeus Container Terminal após um crescimento de 70% em 2012 e de 20% em 2013, cabendo a esta entidade 79,6% do total do movimento portuário de contentores e os restantes 20,4% à Autoridade Portuária grega. No ano de 2014 a Piraeus Container Terminal teve um aumento de 18,5% face ao ano de 2013.

Nos últimos cinco anos, altos signatários chineses têm visitado esta infraestrutura e no passado mês de Setembro de 2014 a Cosco anunciou um investimento de 230 milhões de euros, a aplicar num prazo de sete anos na ampliação do Terminal III, quando já estava em negociações com o governo grego da altura para a privatização de 67% da Autoridade do Porto do Pireu (APP).

O novo governo grego anunciou no início deste ano a suspensão da privatização do porto do Pireu e de outras infraestruturas como 14 aeroportos regionais, mas agora, perante a pressão dos seus parceiros europeus, veio anunciar a privatização de 51% da Autoridade do Porto do Pireu, com uma opção para chegar aos 67% num prazo de cinco anos.

Quatro empresas que já tinham manifestado interesse na privatização da APP foram convidadas pelo governo grego a apresentarem propostas pela compra. São elas a chinesa Cosco Group, que já opera nos terminais II e III, a dinamarquesa APM Terminals pertencente à A.P.Moller Maersk, a filipina International Container Services e a americana Ports America que entretanto desistiu da privatização.

A Cosco Group parte como favorita e a China não vai perder a oportunidade de alicerçar a sua posição a oriente da Europa, depois de já ter salvaguardado as posições estratégicas na rota para o mar Vermelho, protegendo-se dos possíveis actos de pirataria que assolam o trajecto da China para o Mediterrâneo. Baía da Lusofonia

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Grécia – Porto do Pireu preocupa autoridades chinesas

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China observa com preocupação as notícias que vão chegando do novo governo grego, relativo à suspensão da privatização do Porto do Pireu, um investimento fundamental para as autoridades chinesas, através da empresa Cosco e à paralisação da ampliação do terminal III.

"O projecto do Porto do Pireu tornou-se um paradigma da cooperação mutuamente benéfica entre a China e Grécia desde que a Cosco venceu o contrato de gestão para os terminais II e III em 2008", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros Hua Chunying. "A China acredita que os dois países estão dispostos a continuar a promover uma substancial cooperação, de modo a beneficiar ambos", adiantou Hua.

Ao longo dos últimos cinco anos, altos signatários chineses têm visitado esta infraestrutura, que pretendem ser a porta da Europa através do canal do Suez, transformando o porto no 43º maior porto de contentores no mundo segundo a “CM’s World Top Container Ports 2014” ao movimentar 3,2 milhões de TEU em 2014, cabendo aos dois terminais geridos pela Cosco 2,6 milhões de TEU, um aumento de 18,5% face ao ano de 2013 e à Autoridade do Porto do Pireu, que gere um cais, um movimento de 600 mil TEU.

O novo governo suspendeu a venda de uma participação de 67% na Autoridade do Porto de Pireu (APP) à “China Cosco Group” e a outras quatro pretendentes. Baía da Lusofonia

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Porto do Pireu

Pireu sobe a n.º 3 do Mediterrâneo em contentores

Foto: AFP
O porto grego do Pireu movimentou 3,16 milhões de TEU no ano passado, e com isso ascendeu ao terceiro lugar do ranking dos portos do Mediterrâneo.

Na génese deste crescimento acelerado está o desenvolvimento da Piraeus Container Terminal, uma subsidiária da chinesa Cosco que em 2008 assumiu a concessão dos terminais I e III do principal porto grego.

Em 2012, a companhia cresceu 70% e em 2013 terá avançado mais 20% até aos 2,52 milhões de TEU.

O Terminal I, gerido pela Autoridade Portuária, cresceu 3% para os 644 mil TEU.

Mas a Cosco não pretende ficar por aqui. Em Setembro do ano passado anunciou um novo investimento de 230 milhões de euros, a aplicar num prazo de sete anos na ampliação do Terminal III. E com isso, o Pireu tornar-se-á o maior porto do Mediterrâneo em termos de capacidade de movimentação de contentores, com 6,2 milhões de TEU.

Para já será o terceiro do ranking na movimentação de caixas, só superado pelos portos espanhóis de Algeciras e Valência. In “Transporte e Negócios - Portugal