Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Massaud Moisés. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Massaud Moisés. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Uma vida consagrada ao ensino das Letras

                                                            I
Duvidar de Aristóteles (384 a.C.-322 a.C) é sempre necessário, ainda que seja, para mais tarde, concordar com ele. Essa frase ouvi em 1994 do professor Massaud Moisés (1928-2018), quando, ao lhe fazer um relatório verbal de minhas pesquisas nos arquivos de Portugal sobre a vida e a obra de Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810), mostrei-lhe a fotocópia de um documento que consta do Arquivo Histórico Ultramarino, de Lisboa, que provava que o lisboeta Alexandre Roberto Mascarenhas morrera em 1793, no mesmo ano do casamento de sua filha com o poeta.

Portanto, ao casar com Juliana de Sousa Mascarenhas, uma jovem analfabeta de 19 anos de idade, Gonzaga não teria tido a oportunidade de ajudar o sogro a aumentar sua fortuna, como afiançara o professor e filólogo português M. Rodrigues Lapa (1897-1989), para quem o poeta casara “com a herdeira da casa mais opulenta de Moçambique em negócios de escravatura” e ainda consagrara “as horas vagas ao comércio de escravos”.

Morto aos 42 anos de idade, Mascarenhas, que era escrivão do juízo na provedoria-mor da fazenda de defuntos e ausentes e subordinado do promotor Gonzaga, nunca se envolveria no comércio negreiro. Era proprietário de uma casa à Rua do Largo da Saúde, na ilha de Moçambique, onde Gonzaga passou a morar com a mulher, e de uma machamba (plantação de mandioca) na Cabaceira Grande, no continente fronteiro à ilha, que obtivera pelo casamento com Ana Maria de Sousa.

O pequeno número de escravos que tinha seria para o trabalho no luane (casa senhorial e seus anexos), mas não para o tráfico, pois os grandes traficantes sempre aparecem na documentação da época como proprietários de centenas. Ou seja, o casamento pode ter representado um desafogo nas finanças do degredado, mas não foi suficiente para torná-lo um potentado.

Mas, claro, colocar em xeque o que o doutor Rodrigues Lapa, professor catedrático da Universidade de Lisboa, deixara escrito era uma responsabilidade muito grande. E o apoio do professor doutor Massaud foi decisivo para que o meu trabalho de doutoramento em Letras na área de Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP) alcançasse êxito. Lembro isto porque, há pouco tempo, dia 11 de abril, deu-se o falecimento do meu antigo orientador, vítima de acidente vascular cerebral (AVC), dois dias depois de completar 90 anos de idade.

                                                           II
A minha atividade acadêmica sob a orientação segura, mas desta vez informal, do professor Massaud Moisés continuou, quando, em 1998, decidi pedir à Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (Fapesp) uma bolsa de pós-doutoramento para pesquisar a vida e a obra do poeta Manuel Maria de Barbosa du Bocage (1765-1805), de que resultaria a biografia Bocage: o Perfil Perdido, publicada em 2003 pela Editorial Caminho, de Lisboa.

À época, seu bom senso e equilíbrio foram fundamentais para a concessão da bolsa, pois, contrariado com uma colocação despropositada de um parecerista, redigi uma resposta contundente que, fatalmente, o teria levado a recomendar que meu pedido fosse denegado.  Por sugestão do professor Massaud, optei por uma resposta polida e contemporizadora. Mais: por indicação dele, contei em Portugal com a supervisão do professor Fernando Cristóvão, professor catedrático de Filologia Românica da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que me faria boas indicações e sugestões de leitura e pesquisa, além de, mais tarde, escrever o prefácio do livro.

                                                           III
Um dos mais eminentes professores e pesquisadores nas áreas de teoria literária, de literatura portuguesa e de literatura brasileira, igualmente reconhecido em Portugal e demais países de língua portuguesa, Massaud Moisés teve uma existência quase exclusivamente consagrada às Letras. A rigor, sua vida acadêmica teve início em março de 1952, quando começou sua atividade docente nas Faculdades de Filosofia, Ciências e Letras da USP e da Universidade Mackenzie. A par de sua atividade em sala de aula, foi autor de ensaios didáticos fundamentais para quem pretende se aprofundar no estudo das letras lusófonas.

É de se lembrar que os estudos de Literatura Portuguesa foram introduzidos na USP a partir do final da década de 1930 pelas mãos do professor português Fidelino de Figueiredo (1888-1967), que foi sucedido pelo professor Antônio Soares Amora (1917-1999), que havia sido seu discípulo. O trabalho de pesquisa de ambos, de certo modo, seria continuado por Massaud Moisés, discípulo de Figueiredo e Amora.

Desde então, o professor levantou com seus numerosos alunos as questões mais candentes da problemática literária e passou suas reflexões para mais de 20 livros, quase todos na área didática. Num país caracterizado por seus altos índices de analfabetismo funcional, foi um autor bafejado por sucessivas edições. Só A Literatura Portuguesa Através dos Textos, lançado em 1968 pela Editora Cultrix, de São Paulo, já havia chegado a sua 33ª edição em 2012, adotado, praticamente de maneira unânime, por todos os professores de Literatura Portuguesa do ensino médio e universitário, muitos deles ex-alunos do mestre. Nas mesmas pegadas, A Literatura Brasileira Através dos Textos, de 1971, da mesma editora, alcançou a sua 29ª edição em 2012.

Outro campeão de vendas, o livro A Criação Literária, lançado em 1967 pela Editora Melhoramentos, de São Paulo, foi depois dividido em dois volumes dedicados à prosa e um à poesia e chegou a 20ª edição em 2006 pela Cultrix, tendo sido novamente unificado em 2012, quando alcançou a segunda edição nesse formato. Já o Dicionário de Termos Literários, obra que este articulista consulta sempre que tem a oportunidade de escrever recensão de algum livro de poesia, publicada pela primeira vez em 1974 pela Cultrix, alcançou a sua 16ª edição em 2013.

Massaud Moisés foi ainda autor de outros livros nas áreas de literatura portuguesa e brasileira e de teoria literária, como A Literatura Portuguesa (1960);  Literatura: Mundo e Forma (1982); a monumental História de Literatura Brasileira, em cinco volumes, lançada entre 1983 e 1989 e reeditada em 2001, em que se encontram capítulos sobre o Romantismo, o Realismo, o Simbolismo e o Modernismo; o Guia Prático de Análise Literária (1969), obra fundamental para quem pretende se lançar ao trabalho de análise de um texto literário, que, a partir das quarta edição, passou a se chamar apenas Análise Literária; e o Pequeno Dicionário de Literatura Brasileira (1967), que chegou à 7ª edição em 2008, obra coletiva organizada ao lado do poeta, tradutor, crítico literário e ensaísta José Paulo Paes (1926-1998). 

Sem esquecer de O Conto Português (1975), Fernando Pessoa: o Espelho e a Esfinge (1988), O Guardador de Rebanhos e Outras Poemas de Fernando Pessoa (1988), As Estéticas Literárias em Portugal (1997-2000), em dois volumes, abrangendo do século XIV ao XIX, e Machado de Assis: Ficção e Utopia (2001), entre outros.

                                               IV
A carreira acadêmica de Massaud Moisés seguiu até 1995, quando ele se aposentou e deixou de dar aulas na graduação no Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. Mas isso não significou o fim de sua dedicação à atividade docente. Pelo contrário. Continuou a oferecer seus conhecimentos aos alunos de pós-graduação e aprofundou-se ainda mais em seus estudos literários, de que resultaram os livros Estéticas Literárias em Portugal, para o qual fez pesquisas na Biblioteca Nacional de Lisboa em 1999, e Machado de Assis: Ficção e Utopia. Foi ainda professor-visitante nas universidades de Wisconsin, Indiana, Vanderbilt, Texas e Califórnia, nos Estados Unidos, e Santigo de Compostela, na Espanha.

Suas aulas eram também lições de Pedagogia, pois sabia como prender a atenção dos alunos, a ponto de não se ouvir na classe nenhum som, exceto a sua voz, que se tornava ainda mais canora quando recitava, por exemplo, os versos do poema “Hora Absurda”, de Fernando Pessoa (1888-1935): O teu silêncio é uma nau com todas as velas pandas... / Brandas, as brisas brincam nas flâmulas, teu sorriso... / E o teu sorriso no teu silêncio é as escadas e as andas  / Com que me finjo mais alto e ao pé de qualquer paraíso...

Era igualmente um orador de méritos indiscutíveis, como mostrou aquando de minha defesa de tese de doutoramento, em 1997, ao lado de outro orador irrepreensível, o diplomata, poeta, ensaísta, memorialista e historiador Alberto da Costa e Silva, presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL) em 2002-2003 e embaixador do Brasil em Portugal de 1989 a 1992, que fez parte da banca juntamente com os professores Fábio Lucas, Francisco Maciel Silveira e Lênia Márcia de Medeiros Mongelli. A tese de doutorado sairia em livro em 1999 pela Editora Nova Fronteira, do Rio de Janeiro, com o título Gonzaga, um Poeta do Iluminismo, sugestão do professor Massaud, prontamente aceita, e prefácio de Costa e Silva.

                                                V
Nascido em São Paulo, oriundo de uma família de imigrantes  libaneses, Massaud (Massô, na pronúncia francesa) dizia-se agnóstico, mas, embora não acreditasse na vida eterna, carregava uma alma cristã, como sabem quantos com ele conviveram. Generoso, quando percebeu que o fim de sua trajetória se aproximava, doou sua vasta biblioteca para a Casa de Portugal, de São Paulo, que agora a disponibiliza ao público. Antes, quando a biblioteca começou a conquistar espaços de sua casa, adquiriu o apartamento acima do seu e lá instalou seus livros e seu escritório, sem deixar de mandar colocar uma escada interna helicoidal para ligá-los.

Casado em segundas núpcias com Antonieta, foi pai de Ana Cândida, Beatriz, Cláudia, Maurício e Rodrigo, para os quais dedicou alguns de seus livros.   Membro da Academia Paulista de Letras (APL), nunca se empenhou em conseguir uma vaga na ABL, que, por motivações políticas, já abriu suas portas para figuras bem menos representativas. Obviamente, quem perdeu foi a ABL porque ninguém reconstituiu a História da Literatura Brasileira com tamanha profundidade como Massaud Moisés. O professor foi ainda coordenador literário no Brasil da revista Colóquio/Letras, de Lisboa. E, a 26 de novembro de 1987, recebeu a comenda da Ordem do Infante D. Henrique do governo de Portugal. Adelto Gonçalves - Brasil

______________________________________

­­­­­­­­­­­­
Adelto Gonçalves é doutor em Letras na área de Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo e autor de Gonzaga, um Poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona Brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002), Bocage – o Perfil Perdido (Lisboa, Caminho, 2003), Tomás Antônio Gonzaga (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo/Academia Brasileira de Letras, 2012),  Direito e Justiça em Terras d´El-Rei na São Paulo Colonial (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2015) e Os Vira-latas da Madrugada (Rio de Janeiro, Livraria José Olympio Editora, 1981; Taubaté-SP, Letra Selvagem, 2015), entre outros. E-mail: marilizadelto@uol.com.br

segunda-feira, 25 de março de 2013

Moisés

                                               A criação literária ao alcance de todos

                                                           I

          Se é difícil admitir-se que se possa ensinar Literatura, como observou Fidelino Figueiredo (1889-1967), o ensino da atividade crítica pode ser algo ainda mais questionável. Mesmo assim, ensina-se. E quem quiser pode aprender muito. É o que propõe A Criação Literária – Poesia e Prosa (São Paulo, Cultrix, 2012), de Massaud Moisés, obra anteriormente publicada em três volumes, um dedicado à poesia e dois à prosa, que acaba de ganhar uma edição revista, atualizada e unificada.

          Concebida originalmente sob o título de Introdução à Problemática da Literatura, a obra, cuja primeira edição é de 1967, mereceu sucessivas impressões e constitui o melhor manual de teoria literária produzido no Brasil. Não é de admirar que ainda seja largamente utilizado nos cursos de Letras.

            É claro que a imensa maioria que recorre a este livro – que é, acima de tudo, didático – é formada por aqueles que almejam uma carreira no magistério na área de Letras. Mas este livro é fundamental mesmo para quem quer seguir uma atividade cada vez menos prestigiada nestes dias, a de crítico literário.

            Até porque esta não é uma carreira profissional e ninguém sobrevive como crítico ou resenhista de livros nem sobreviveu em outros tempos. Agrippino Grieco (1888-1973), grande crítico literário e ensaísta, que viveu seus últimos dias no subúrbio carioca da magra aposentadoria de ferroviário, sempre lamentou o tempo que perdera analisando obras de autores que considerava inferiores a ele em talento. Mas, se não constitui uma carreira profissional, a atividade ao menos serve não só para bem ocupar as horas de ócio como acumular erudição e, melhor ainda, estimular e exercitar os neurônios, o que, na idade madura, pode ajudar a retardar as manifestações do mal de Alzheimer. Já não é pouco.

            Para piorar, nestes dias que correm, as revistas e suplementos literários, praticamente, desapareceram. E os que sobreviveram, diante de tantas dificuldades econômicas, não costumam remunerar seus colaboradores. O último, justiça se faça, que ainda pagava por colaboração era o suplemento Caderno de Sábado, que desapareceu no começo do século XXI, numa daquelas crises periódicas pelas quais passou o Jornal da Tarde, de São Paulo, até o seu fechamento às vésperas do Dia de Finados de 2012.

                                                           II
           Seja  como  for,  se  ainda  hoje  há jovens que, contrariando a vontade paterna, queiram iniciar-se nesta atividade e tenham disposição e espaço para ler e guardar a infinidade de livros que editoras e autores vão lhe enviar pelo correio, para estes não há outro caminho que não seja começar por A Criação Literária. Afinal, por aqui, vão aprender que o verso é só uma maneira de marcar melhor a narrativa, ou seja, “é mero instrumento da narrativa, que assume valor absoluto”.

          Portanto,  verso  não  significa  poesia, como sabe quem lê literatura de cordel ou os contos em versos de Geoffrey Chaucer (c.1343-1400) ou de La Fontaine (1621-1695). Na verdade, diz Moisés, a “poesia é a expressão do ‘eu’ por palavras polivalentes, ou metáforas”. São expressões que, como observou Octavio Paz (1914-1998), em O Arco e a Lira (Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982), foram classificadas pela retórica e chamam-se, além de metáforas, comparações, símiles, jogos de palavras, paronomásias, símbolos, alegorias, mitos, fábulas etc.

            Essas expressões verbais têm ritmo próprio, ou seja, são o próprio ritmo, o mundo da alma do poeta. Não se deve, porém, confundir ritmo com cadência. Para Moisés, “a cadência participa da formulação do ritmo, mas não o determina: na verdade, o ritmo engloba a cadência, como o todo implica a parte”. Já o ritmo, diz, constitui “a sucessão de unidades melódico-emotivo-semânticas, movendo-se na linha do tempo”.

           É por  isso  que pode  haver poesia em textos armados em versos ou em linhas cheias, ou seja, numa crônica, conto ou em qualquer outro texto, como, por exemplo, El jardín de senderos que se bifurcan (1941), de Jorge Luis Borges (1899-1986), que Octavio Paz define como poema. Segundo o poeta, nesse relato, “a prosa se nega a si mesma: as frases não se sucedem, obedecendo a uma ordem conceitual ou narrativa, mas são presididas pelas leis da imagem e do ritmo. Há um fluxo e refluxo de imagens, acentos, pausas, sinal inequívoco da poesia”. Em outras palavras: estamos diante de uma prosa poética.

                                                           III
            Já poema em prosa é, antes de tudo, poema, como diz Moisés, ou seja, a sua meta consiste na expressão da poesia, enquanto na prosa poética o objetivo do ficcionista é “recriar o mundo, inventando uma história e suas personagens, ainda que numa atmosfera de permanente lirismo”. Poemas em prosa são pequenas peças líricas em que toda a primazia é do “eu”, isto é, o poeta volta-se para dentro de si, “fazendo-se ao mesmo tempo espetáculo e espectador”. Como exemplo, leia-se fragmentos do Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa (1888-1935).

            Nenhuma dessas formas, porém, confunde-se com o poema de forma livre, em que, segundo Moisés, o metro cede lugar ao ritmo que, sem a cadência imposta pela forma fixa, torna-se “a própria alma do verso”, na definição de Antonio Candido, em O Estudo analítico do poema ((Terceira Leitura, FFLCH/USP, 1987). Como exemplo, leia-se Oito elegias chinesas (Lisboa: Edições Descobrimento, 1932), poemas traduzidos por Camilo Peçanha (1867-1926), um dos precursores do Modernismo português.

           O  que  sustenta  as  Oito  elegias chinesas é o ritmo, que espelha também toda a inquietação e as alterações do espírito e da sensibilidade do poeta/tradutor. Livre da camisa-de-força da forma fixa, Peçanha, como tradutor, sentiu-se à vontade nos poemas/traduções para colocar toda a tristeza de sua alma de autoexilado em Macau que se identificou com a anima de poetas chineses desterrados do tempo dos Ming (1368-1628). Para tanto, foi mais longe na subversão das formas poéticas tradicionais, suprimindo rimas, fazendo cortes bruscos, reduções inesperadas ou prolongamentos desmedidos – inclusive, adotando soluções da prosa como a divisão silábica.

           Mas  não  é  só para  elucidar estas  questões  ligadas à teoria da poesia, aparentemente difíceis, que serve este A Criação Literária. Vai mais longe ao analisar também as formas em prosa, como o conto, a novela, o romance, a crônica e o teatro, além de outras formas híbridas e, por fim, a crítica literária, “talvez o mais espinhoso e controverso” dos problemas relativos à teoria da Literatura, como o próprio autor admite.

                                                            IV
           Professor  titular  aposentado  da  Universidade  de  São  Paulo,  Massaud Moisés foi professor visitante nas universidades de Wisconsin, Indiana, Valderbilt, Texas, Califórnia e Santiago de Compostela. Alguns dos seus livros, consagrados à teoria literária e às literaturas em vernáculo, constituem referência obrigatória para estudantes e estudiosos destas matérias como evidenciam as sucessivas edições que têm merecido História da Literatura Brasileira, 3 v.,  A Análise Literária, Dicionário de Termos Literários, A Literatura Brasileira Através dos TextosA Literatura Portuguesa Através dos Textos,  Pequeno Dicionário de Literatura Brasileira, A Literatura Portuguesa,  Fernando Pessoa:  o Espelho e a Esfinge e Machado de Assis: Ficção e Utopia,  todos publicados pela Cultrix, A Literatura como Denúncia (Cotia-SP: Íbis, 2002) e As Estéticas Literárias em Portugal, 3 v. (Lisboa: Editorial Caminho, 2002), entre outros. Adelto Gonçalves - Brasil

_______________________________

A CRIAÇÃO LITERÁRIA – POESIA E PROSA, de Massaud Moisés, edição revista e atualizada. São Paulo: Editora Cultrix, 2012, 782 págs. R$ 78,00. E-mail: atendimento@editoracultrix.com.br Site: http://www.editoracultrix.com.br

____________________________________

Adelto Gonçalves é doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo e autor de Gonzaga, um Poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona Brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002) e Bocage – o Perfil Perdido (Lisboa, Caminho, 2003). E-mail: marilizadelto@uol.com.br