Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 1 de agosto de 2026

Cabo Verde - Emanuel Spencer apresenta o livro “Entre Duas Ilhas” em São Vicente

“Entre Duas Ilhas” é o título do primeiro livro de Emanuel Spencer apresentado esta quinta-feira, 30, na ilha de São Vicente. O livro “Entre Duas Ilhas” é uma viagem de memórias, de vivências e de sentimentos que unem duas ilhas, dois mundos e um só coração. A apresentação do livro teve lugar na Esplanada do Hotel Porto Grande


Segundo o autor, o livro resultou de um percurso de vida invulgar, vivido entre a informática, à docência, a intervenção cívica e uma crescente paixão pela escrita.

“Foi nos primeiros passos da Internet em Cabo Verde e, mais tarde, nas plataformas digitais, que descobri o prazer de transformar ideias em palavras, até perceber que escrever era, para mim, muito mais do que um exercício literário. Era uma forma de preservar memórias, de agradecer às pessoas que marcaram o meu caminho e de contribuir para um diálogo mais sereno sobre o futuro do nosso país”, salienta.

O autor explica que, ao escrever este livro, procurou transformar uma vida repartida entre duas ilhas numa homenagem a Cabo Verde e às pessoas que lhe dão alma. “Mais do que contar histórias, quis dar voz aos pescadores, agricultores, professores, músicos, emigrantes, trabalhadores anónimos e a tantos outros que, longe dos holofotes, ajudam diariamente a construir, silenciosamente, a identidade do nosso arquipélago. São eles os verdadeiros protagonistas desta obra, que é a principal razão de ser destas páginas”.

Emanuel Spencer conta que este livro começou a ser escrito nas suas caminhadas matinais. “Quase sempre acompanhado por um pequeno leitor de MP3, deixo que a morna e a coladeira conduzam o meu pensamento, enquanto o mar, o vento e as melodias de Cabo Verde vão dando forma às palavras”.

Por isso, indica que as páginas acolhem também pequenos excertos de mornas e coladeiras que, ao longo de décadas, ajudaram a contar a história e a alma do nosso povo. “Muitas vezes é nesse instante que surge, inesperadamente, a imagem de um caranguejo, personagem discreto que me acompanha em silêncio, como se viesse recordar-me que as melhores histórias nascem quase sempre das coisas mais simples”.

Conforme o autor, Entre Duas Ilhas é uma obra que convida o leitor a viajar pelas memórias, pela cultura, pelas gentes e pelos valores de Cabo Verde, tendo São Nicolau e São Vicente como ponto de partida para uma reflexão mais ampla sobre a identidade, a memória e o futuro de Cabo Verde.

“Ao longo das suas páginas cruzam-se histórias, contos, memórias, episódios de humor, cartas e reflexões sobre a cidadania, a educação, a amizade, a emigração, a política, a tecnologia e os desafios do país, sempre com a convicção de que as palavras podem despertar consciências, preservar memórias e fortalecer o sentido de comunidade”, relata.

Neste sentido, espera-se que o leitor termine esta viagem Entre Duas Ilhas com um olhar mais atento sobre Cabo Verde, mais próximo das suas raízes e mais confiante na capacidade do nosso povo para construir um futuro melhor.

“Se este livro conseguir despertar uma memória esquecida, reconciliar alguém com a sua terra ou inspirar um gesto de cidadania, sentirei que todas estas páginas cumpriram plenamente a sua missão”, frisa.

O autor disse que gostaria que este livro despertasse em cada leitor a consciência de que o futuro de Cabo Verde não pode continuar a ser deixado exclusivamente nas mãos dos seus governantes.

“Pertence, antes de mais, a cada cidadão. Só uma cidadania activa, participativa e exigente será capaz de elevar a qualidade da nossa democracia e de inspirar uma acção política à altura dos desafios do país”, refere.

Emanuel Spencer afirma que está convencido de que esta é uma das maiores responsabilidades da nossa geração. “Caso contrário, dificilmente Cabo Verde voltará a irradiar toda a claridade intelectual, cultural e cívica que os Claridosos sonharam para as nossas dez ilhas e dezasseis ilhéus, quando fizeram da cultura, do pensamento e da consciência cívica uma luz orientadora para o futuro da nação”. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”


sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Cabo Verde - Livro “Pau, Mar e Céu to New Bedford” de António Júlio Timas apresentado na Cidade da Praia

O escritor António Júlio Timas apresentou na passada terça-feira, 23, na Cidade da Praia, o livro “Pau, Mar e Céu to New Bedford”. Trata-se de uma obra de ficção baseada em realidades do quotidiano

Segundo uma nota enviada, a obra faz emergir a alegria de instantes vividos em diversos momentos da vida familiar e comunitária e convida o leitor a mergulhar em muitos aspectos do quotidiano dos cabo-verdianos, particularmente de São Nicolau.

O lançamento do livro esteve a cargo da professora da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) e linguista Goreti Freire. O evento foi aberto por um momento musical.

António Júlio Timas nasceu na ilha de São Nicolau em 1966 e fez os seus estudos primários na Ribeira Brava e secundários em Mindelo, São Vicente, Escola Industrial e Comercial do Mindelo.

Concluiu o curso Técnico Profissional na área de Frio e Aclimatação no Algarve, Portugal, e tem prestado serviço neste domínio em oito das dez ilhas de Cabo Verde.

O seu interesse pela literatura já vem de longa data, pelo que passou anos a escrever o livro que agora dá à estampa. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”


sábado, 14 de dezembro de 2024

Cabo Verde - Fábio Ramos lança primeiro álbum “Um Cálice D’Nha Terra”

O artista Fábio Ramos lançou nesta segunda-feira, 9, o seu primeiro álbum intitulado “Um Cálice D’Nha Terra”. Juntamente com o álbum está disponível também o videoclipe do single “Onde Kes Bai”


 

Em Setembro deste ano, o cantor lançou o single “Um Cálice D’Nha Terra” que antecedeu desta forma o lançamento deste álbum com o mesmo nome.

Segundo uma nota da produtora Harmonia, este álbum conta com dez faixas musicais, oito da autoria do próprio cantor e as outras duas escritas por Manolo e José Lopes.

A mesma fonte explica que a expressão “Um Cálice” refere-se a “um copo cheio de histórias, emoções e lembranças que nunca deixam de ser saboreadas”.

As músicas de Fábio Ramos, conforme a mesma fonte falam de amores, saudades e viagens. “Traduzem também o sentimento do cantor durante o tempo que andava pelos mares e o seu retorno a São Vicente”.

“As minhas músicas falam do que sentimos hoje. Compreensão, amor e felicidade”, frisa o artista que tem como inspiração vozes como Mirri Lobo, Bana e Cesária Évora.

Fábio Ramos teve o seu primeiro contacto com a música quando tinha 10 anos, tendo a família mudado de São Nicolau, ilha onde o cantor nasceu, para São Vicente.

Foi em Mindelo que Fábio tocou pela primeira vez as cordas do violão do seu tio e ali descobriu a voz de Cesária Évora.

Em 2005, juntamente com amigos, formou um grupo de Rap Soldiers. Mas foi em 2018 que Fábio conheceu José da Silva e começou de facto a trabalhar no seu primeiro álbum. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”

Cabo Verde - Música “Um Cálice D’Nha Terra" é o single de estreia do cantor Fábio Ramos


sábado, 30 de novembro de 2024

Cabo Verde - Lucibela apresenta o álbum “Moda Antiga”

A cantora cabo-verdiana Lucibela, que lançou este mês o seu mais recente álbum, intitulado Moda Antiga, estará em Cabo Verde para dois concertos de apresentação do novo trabalho discográfico. A primeira actuação aconteceu no dia 29 deste mês, na ilha de São Vicente, e a segunda será no dia 6 de Dezembro, na cidade da Praia. Antes disso, no passado dia 15, a cantora esteve em concerto em Paris



Depois de lançar o seu primeiro álbum, Laço Umbilical, em 2018, e o segundo, Amdjer, em 2022, a cantora natural de São Nicolau regressa ao mercado com Moda Antiga, um disco composto por 11 faixas que homenageiam a riqueza da herança musical cabo-verdiana.

Com mornas e coladeiras, os seus estilos de eleição, Moda Antiga resgata os sons e estilos que definiram o passado musical das ilhas. Este terceiro álbum aprofunda o compromisso da artista com a autenticidade das raízes culturais cabo-verdianas, explorando e valorizando a essência da música tradicional.

O título Moda Antiga faz referência à ligação às raízes culturais e dá continuidade ao caminho iniciado com o seu álbum de estreia, Laço Umbilical.

Preservação das tradições

Moda Antiga pretende chamar a atenção para a importância da preservação das tradições musicais, num momento em que as tendências contemporâneas tendem a ditar outros rumos. O tema Lembra Tempo, escrito pela própria Lucibela, é um convite a essa conexão com o passado e uma celebração da pureza e verdade presentes nas músicas de outrora.

“Manter viva a cultura cabo-verdiana e valorizar essa identidade musical, oferecendo uma expressão fiel da beleza e simplicidade da música tradicional, é o propósito de Moda Antiga”, afirmou a cantora em entrevista ao Expresso das Ilhas.

Álbuns anteriores

Segundo Lucibela, todos os seus álbuns são especiais, mas mantém-se fiel à música tradicional. “Para mim, o mais importante é a música tradicional, porque, ao longo dos anos, ganhei uma grande paixão por ela. Actualmente, faço-a com todo o meu coração e amor, e não me vejo a enveredar por outro estilo, pelo menos para já.”

Apesar disso, a artista admite a possibilidade de explorar outros géneros musicais tradicionais no futuro: “Gostaria de gravar um funaná um dia, porque gosto muito. Tenho um carinho especial pelo meu primeiro álbum, porque foi ele que me lançou no mundo. Através dele comecei a fazer concertos. O meu segundo álbum também é muito especial, por ser dedicado a todas as mulheres, não só de Cabo Verde, mas de todo o mundo.”

Música tradicional

Lucibela deseja contribuir para a preservação e valorização da música tradicional cabo-verdiana: “Ainda sou jovem e tenho muito caminho pela frente. Estou a construir a minha carreira, mas quero ajudar a nossa música tradicional a manter a sua raiz e essência, sempre inovando e trazendo algo novo. Gostaria que as pessoas, sobretudo em Cabo Verde, valorizassem mais a nossa música.”

A cantora reconhece que houve progressos nos últimos tempos, com as rádios e televisões a transmitirem mais música tradicional, mas defende que há muito por fazer: “Deveriam organizar-se mais festivais e concertos dedicados exclusivamente à música tradicional, para que as pessoas se habituem a ouvir e valorizar esta parte importante da nossa cultura.”

Lucibela acredita que é necessário criar mais actividades em que os jovens possam ouvir música tradicional em massa, como acontece com outros estilos, como a kizomba ou o hip hop.

Aceitação no estrangeiro

Segundo Lucibela, a música tradicional cabo-verdiana é mais bem aceite no estrangeiro: “Lá fora, temos mais concertos, e a música tradicional é muito valorizada. Mesmo sem entenderem as letras, as pessoas apreciam a energia e a classe que esta música transmite.”

A cantora sublinha que a diáspora cabo-verdiana também dá muito valor à música tradicional. “Nos concertos fora do país, cada vez mais cabo-verdianos comparecem. Em Paris, recentemente, tive muitos mais cabo-verdianos presentes do que o habitual. Isso é gratificante, porque sinto que a música ajuda a matar as saudades da terra.”

Carreira e ambições

Sobre a sua carreira artística, Lucibela considera que está num bom caminho. “Comecei em 2018 com cerca de 30 concertos e, em 2019, fiz mais de 40. Com a pandemia, em 2020, tudo foi cancelado, mas agora as coisas estão a voltar ao normal. Fazer carreira leva tempo, e estou focada em dar o meu melhor e manter este ritmo.”

A sua maior ambição é construir uma carreira sólida na música tradicional cabo-verdiana: “Quero, um dia, aos 50 ou 60 anos, olhar para trás e sentir que fiz aquilo que sempre quis — cantar pelo mundo e divulgar a nossa música.” Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”


sábado, 5 de outubro de 2024

Cabo Verde - Música “Um Cálice D’Nha Terra" é o single de estreia do cantor Fábio Ramos

A música “Um Cálice D’Nha Terra" anuncia a chegada do primeiro  álbum previsto para dezembro deste ano


O cantor cabo-verdiano Fábio Ramos lançou na sexta-feira passada, 27, o single de estreia intitulado “Um Cálice D’Nha Terra”. O tema é o primeiro single de um álbum homónimo previsto para dezembro deste ano. A informação é avançada pela produtora Harmonia.

O single da autoria do próprio Fábio Ramos contou com a colaboração do instrumentista Hernani Almeida, Amílcar Chantre, Nelly Cruz, Khaly Angel, Ciro e Sivy Gomes.

Conforme explicado pela Harmonia, o single antecede o primeiro álbum de Fábio Ramos que também vai se intitular “Um Cálice D’Nha Terra” e conta com dez músicas, sendo que oito são composições próprias, as outras duas são de Manolo e José Lopes.

“As minhas músicas são uma mensagem sobre o que mais sentimos falta hoje. Compreensão, amor e felicidade”, diz Fábio Ramos citado na nota de imprensa. “As suas mornas, coladeiras e batuques evocam as suas derivas nos mares, a sua avó (Nha rosa), a sua prima (Lembrança), o Mindelo (Soncen De Otr’hora) e também, claro, o amor (Ariela, Bom Dia, Eterno, Um Cálice)”.

Natural da ilha de São Nicolau, mudou-se ainda criança para a cidade de Mindelo, na ilha de São Vicente, e foi lá que se familiarizou com o violão do tio e descobriu a voz da Diva Cesária Évora.

Em 2005, ainda adolescente formou juntamente com amigos o grupo Rap Soldiers. “Fizemos isso apenas por diversão, sem nenhuma ambição real e eu adorei!”

Aos 18 anos, Fábio decide tornar-se marinheiro, profissão do pai, e “viaja pelos oceanos, atravessa o mundo”, mas “começa a sentir saudades da família e de Mindelo”. Foi aí que começou a compôr as primeiras demos no computador.

Em 2018, regressou a Mindelo, onde conheceu José ‘Djô’ da Silva, produtor de Cesária Évora, e começou a trabalhar no seu primeiro álbum.

“Tenho imenso respeito por pessoas como Miri Lobo, Bana e, principalmente Cesária Évora, que sempre me inspiraram. Mas todos esses anos passados nos mares me deram forças para acreditar que, com toda a modéstia, também posso dar minha contribuição. Gostaria de um dia fazer parte do património musical do nosso belo país!”

Recorda-se que o cantor participou na edição deste ano do Kriol Jazz Festival, na cidade da Praia, ilha de Santiago, inserido no concerto dos Kriolatino, uma banda que juntou músicos cubanos do Afro Cuban Jazz Project com músicos de Cabo Verde. Cátia Lopes – Cabo Verde in “Balai Cabo Verde”

sábado, 3 de dezembro de 2022

Cabo Verde - Livro “Destino Aziago” do escritor José Joaquim Cabral apresentado na Ribeira Brava

Ribeira Brava – O escritor José Cabral declarou na Ribeira Brava, durante a apresentação do seu livro “Destino Aziago”, que a obra fecha uma trilogia iniciada pela “obra basilar” da literatura cabo-verdiana “Chiquinho”, de Baltasar Lopes, de 1947.

Destino Aziago”, Prémio Literário Arnaldo França 2021, foi apresentado no âmbito das festividades do Dia do Município da Ribeira Brava, e o escritor disse que, com a trilogia, depois da morte de Baltasar Lopes da Silva, “deu voz ao que ficou por contar”. O livro já tinha sido lançado em Lisboa no passado mês de julho, uma edição da Imprensa Nacional Casa da Moeda.

“Era o desejo de Baltasar Lopes da Silva continuar a história do “Chiquinho”, só que a polícia política da época não o deu autorização para ir aos Estados Unidos onde ia se inspirar para completar a história”, afirmou, realçando a sua satisfação por ter “dado continuidade a obra de Baltasar”.

Segundo a mesma fonte, “Destino Aziago” é inspirado naquilo que foi o fim de vida de Baltasar Lopes e do personagem feitiço do autor “Chiquinho”, que teve um fim de vida “turbulento”, daí o título da obra.

Com o livro, o autor encerra a trilogia do romance “Chiquinho”, depois de ter lançado, em 2019 “Acushnet Avenue”, livro que conta a história de “Chiquinho” na emigração,

José Joaquim Cabral, natural da ilha de São Nicolau, já publicou o romance “Acushnet Avenue” (2019), o romance histórico “Caminho (s) que trilharam” (2014), “Sodade de Nhâ Terra Saninclau” I, II, III (2008, 2009, 2012) e a biografia “Padre Gesualdo Fiorini, Italiano, de São Nicolau, cidadão” (2007).

A obra “Destino Aziago” foi o vencedor do Prémio Literário Arnaldo França 2021, prémio que foi criado tendo em vista a “promoção da língua portuguesa e do talento literário em Cabo Verde, bem como homenagear a destacada figura da literatura e cultura cabo-verdiana Arnaldo França”. In “Inforpress” – Cabo Verde


 

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Cabo Verde – Grupos organizados sem autorização para visitar o Ilhéu Raso

Cidade da Praia – O operador turístico em São Nicolau António do Rosário exortou hoje as autoridades a criarem condições para que possam levar pessoas em visitas ao Ilhéu Raso, já que grupos organizados têm-se deslocado ali sem autorização.

Segundo este operador, mesmo sendo proibido, tanto pescadores como outros grupos de nacionais e/ou estrangeiros deslocam-se ao ilhéu para visitas e até acamparem por vários dias, sem que haja nenhuma consequência, mas que as agências de turismo têm sido “prejudicadas”, por cumprirem a lei.

“Nós queremos ir de forma legal, mas as autoridades têm dito redondamente que não, porque é uma área proibida, o que entendemos. Mas achamos que, em vez de proibir, deviam criar condições para que as agências de viagens, com guias preparados, possam organizar essas visitas porque tínhamos tudo a ganhar”, afirmou o responsável pela Agência de Viagens e Turismo Kretcheu.

António do Rosário contou que já teve a oportunidade de enviar um pedido à Direcção Nacional do Ambiente (DNA) sobre o assunto e que a resposta foi negativa, frisando que de “vez em quando aparece alguém para vigiar o local”.

A visita ao Ilhéu Raso é proibida, já que o mesmo faz parte da Rede Nacional de Áreas Protegidas, na categoria de Reserva Natural Integral, conforme o disposto no nº 1 do artigo 34º do decreto-lei nº 3/2003, de 24 de Fevereiro.

A legislação estabelece o regime jurídico dos espaços naturais, paisagens, monumentos e lugares que, pela sua relevância para a biodiversidade, pelos seus recursos naturais, função ecológica, interesse sócio-económico, cultural, turístico ou estratégico merecem uma protecção especial.

O mesmo decreto-lei esclarece que as áreas protegidas são hoje reconhecidas a nível mundial como instrumento que dão contributo vital para a conservação dos recursos naturais e culturais do planeta e que as suas funções vão desde a protecção do “habitat naturais” e ser recursos biológicos até a manutenção do equilíbrio ecológico das regiões onde estão inseridas.

Por outro lado, considera que sendo o turismo um sector destinado a desempenhar um papel “muito importante” no desenvolvimento sócio-económico de Cabo Verde, deverá a política de áreas protegidas estar também estreitamente ligada à política do turismo como elemento estratégico complementar e diferenciador do produto turístico Cabo Verde.

A Inforpress procurou por várias vezes uma reacção junto da Direcção Nacional do Ambiente, mas as tentativas revelaram-se infrutíferas. In “Inforpress” – Cabo Verde

domingo, 11 de novembro de 2012

Pérolas

“Perolas Revoltadas” é o nome do primeiro livro de autoria do jovem cabo-verdiano Hélio Cruz de vinte e três anos de idade, que escrevendo poesia desde muito jovem, iniciou-se aos 12 anos, aventurou-se agora pela publicação deste livro de poesia lírica que aborda temas como o amor, a revolta ou a saudade.

Hélio Manuel da Cruz nasceu na Ilha de São Nicolau em Cabo Verde a 29 de Agosto de 1989, mas a partir dos vinte dias de vida foi viver com os pais para a ilha do Sal onde se manteve até aos 18 anos. Rumou com 19 anos para a ilha de São Vicente, onde iniciou o curso de Direito na Universidade do Mindelo, que estás prestes a concluir.

O livro que foi lançado na passada sexta-feira, dia 09 de Novembro de 2012, precisamente na Universidade do Mindelo, tem o prefácio do poeta e escritor cabo-verdiano Filinto Elísio e a capa desenhada pelo artista plástico Jailson Delgado.

“Feito por um poeta que tem a paciência de tecelão e a mão perfeita de um labor de coroas”, são palavras de Filinto Elísio escritas no prefácio de “Pérolas Revoltadas” de elogio a Hélio Cruz.

O livro “Perolas Negras” foi apresentado pela professora universitária Rosa Elina e durante a cerimónia de apresentação da obra, Homero Fonseca declamou alguns poemas do primeiro livro de Hélio Cruz. Baía da Lusofonia