Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 21 de outubro de 2023

Cabo Verde - “Destino Aziado” do escritor José Cabral lançado na ilha do Sal fecha trilogia iniciada em Chiquinho

Espargos - O lançamento do livro “Destino Aziado”, que fecha uma trilogia iniciada em Chiquinho, obra “basilar” da literatura cabo-verdiana escrita por Baltasar Lopes, decorreu esta sexta-feira, na ilha do Sal, no Salão Nobre da Câmara Municipal.


“Destino Aziado”, cujo lançamento acontece no âmbito das comemorações do Dia da Cultura, celebrado a 18 de Outubro, da autoria do escritor e historiador José Joaquim Cabral, é a continuação do “célebre” romance Chiquinho, que Baltazar Lopes deveria ter escrito mas que na altura não foi possível.

“Eu decidi dar continuidade ao livro Chiquinho, que é a história do homem cabo-verdiano, com o romance anterior “Acushnet Avenue”, a contar a vida de Chiquinho dos 20 aos 79 anos e este com um Chiquinho de 79 até 82 anos”, contou o autor.

“A minha compreensão é que em Cabo Verde temos excelentes escritores e investigadores que escreveram a história de Cabo Verde, mas a macro. E micro-história, temos ainda um déficit e eu tenho dedicado a isso, a histórias particulares de Cabo Verde que não estão nos grandes escritores”, acrescentou.

O livro é escrito no português cabo-verdiano, que o autor aproveita para deixar uma advertência para aqueles que pensam que é um português mal escrito, assim como Baltazar da Silva escreveu “Chiquinho”, que, a uma certa altura, foi retirado de circulação por parecer um livro mal escrito.

“É um livro escrito no português cabo-verdiano, foi revisto e editado por um excelente revisor português, e nós fizemos questão de deixar assim que entendemos ser entendível por qualquer um que vá ler o livro”.

A obra “Destino Aziado” venceu a quarta edição do Prémio Literário Arnaldo França, selecionada entre 14 candidaturas. “por unanimidade do júri”.

Seguidamente à apresentação do livro, os presentes puderam ainda assistir à exibição do documentário “Osvaldo Azevedo - O Velho Caminheiro”, de Jean Gomes. In “Inforpress” – Cabo Verde


sábado, 3 de dezembro de 2022

Cabo Verde - Livro “Destino Aziago” do escritor José Joaquim Cabral apresentado na Ribeira Brava

Ribeira Brava – O escritor José Cabral declarou na Ribeira Brava, durante a apresentação do seu livro “Destino Aziago”, que a obra fecha uma trilogia iniciada pela “obra basilar” da literatura cabo-verdiana “Chiquinho”, de Baltasar Lopes, de 1947.

Destino Aziago”, Prémio Literário Arnaldo França 2021, foi apresentado no âmbito das festividades do Dia do Município da Ribeira Brava, e o escritor disse que, com a trilogia, depois da morte de Baltasar Lopes da Silva, “deu voz ao que ficou por contar”. O livro já tinha sido lançado em Lisboa no passado mês de julho, uma edição da Imprensa Nacional Casa da Moeda.

“Era o desejo de Baltasar Lopes da Silva continuar a história do “Chiquinho”, só que a polícia política da época não o deu autorização para ir aos Estados Unidos onde ia se inspirar para completar a história”, afirmou, realçando a sua satisfação por ter “dado continuidade a obra de Baltasar”.

Segundo a mesma fonte, “Destino Aziago” é inspirado naquilo que foi o fim de vida de Baltasar Lopes e do personagem feitiço do autor “Chiquinho”, que teve um fim de vida “turbulento”, daí o título da obra.

Com o livro, o autor encerra a trilogia do romance “Chiquinho”, depois de ter lançado, em 2019 “Acushnet Avenue”, livro que conta a história de “Chiquinho” na emigração,

José Joaquim Cabral, natural da ilha de São Nicolau, já publicou o romance “Acushnet Avenue” (2019), o romance histórico “Caminho (s) que trilharam” (2014), “Sodade de Nhâ Terra Saninclau” I, II, III (2008, 2009, 2012) e a biografia “Padre Gesualdo Fiorini, Italiano, de São Nicolau, cidadão” (2007).

A obra “Destino Aziago” foi o vencedor do Prémio Literário Arnaldo França 2021, prémio que foi criado tendo em vista a “promoção da língua portuguesa e do talento literário em Cabo Verde, bem como homenagear a destacada figura da literatura e cultura cabo-verdiana Arnaldo França”. In “Inforpress” – Cabo Verde