Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 12 de junho de 2022

Brasil - Encontro de História e Genealogia reúne pesquisadores dos Açores e do Rio Grande do Sul


Dando sequencia ao I Encontro Internacional de História e Genealogia Açoriana de 2019, começou dia 10, e segue até hoje, 12 de junho, a segunda edição do encontro, aproveitando os 250 anos da fundação de Porto Alegre e os 270 anos da chegada dos açorianos no Rio Grande do Sul.

O programa do II Encontro traz uma robusta programação permitindo a retomada do diálogo entre agentes culturais e de educação para o passado, assim como pesquisadores dos Açores e do Rio Grande do Sul.

Tem como alvo a divulgação de pesquisas recentes sobre a açorianidade, associando os Açores e o Rio Grande do Sul, bem como a apropriação das fontes documentais mapeadas e publicadas no Guia Geral de Fontes Documentais relacionadas à açorianidade, a partir dos acervos dos Arquivos Municipais e Estaduais, públicos e privados existentes no estado do Rio Grande do Sul, em conexão com o mapeamento dos acervos arquivísticos existentes nos Açores, no tocante à diáspora dirigida ao Brasil Meridional, entre o século XVIII e o XX.

Nesta oportunidade, está sendo lançado o e-book intitulado “Guia de Fontes Documentais para a história e a genealogia açoriana: possibilidades de pesquisa nos Açores e no Rio Grande do Sul”, cumprindo, o Termo de Cooperação Técnica, aguardado pelos genealogistas e historiadores da temática em foco.

Promovido pelo Centro Histórico-Cultural Santa Casa de Porto Alegre, tem como instituições apoiadoras: a Casa dos Açores do Estado do Rio Grande do Sul (CAERGS), o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, o Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul, o Arquivo Histórico da Cúria Metropolitana de Porto Alegre e a Oficina das Origens.

Contou também com apoio da Direção Regional das Comunidades Açorianas e da Direção Regional da Cultura, do Governo da Região Autônoma dos Açores/Portugal.

O evento de abertura, no dia 10, trouxe participação da Vice-Cônsul de Portugal em Porto Alegre, Filipa Mendonça, do Diretor Regional das Comunidades, José Andrade (em representação do Presidente do Governo da Região Autônoma dos Açores, José Manuel Bolieiro), do Secretário Municipal da Cultura de Porto Alegre, do Conselheiro da Diáspora Açoriana do Governo da Região Autônoma dos Açores/Portugal no Rio Grande do Sul, Régis Albino Marques Gomes, da Presidente da Casa dos Açores do Estado do Rio Grande do Sul, Viviane Peixoto Hunter, do Provedor da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, Alfredo Guilherme Englert.

Homenagem nos Açores

Na última semana, a participante do encontro e professora Vera Maciel Barroso, responsável do arquivo histórico da CHC Santa Casa e diretora do Departamento de História da Casa dos Açores do Rio Grande do Sul, foi condecorada pela Assembleia Legislativa dos Açores, no Conselho da Lagoa, na Ilha de São Miguel, em Portugal.

A professora Vera estuda a cultura açoriana no Estado brasileiro e nos Açores há muitos anos, com diversas publicações sobre o tema. “Estou muito feliz com a distinção, mas acredito que o mais importante é cada um fazer a sua parte bem-feita, como um alicerce positivo para a construção de um mundo melhor”, salientou a homenageada.

As insígnias honoríficas açorianas foram criadas por Decreto Regional, em 2002, há precisamente 20 anos, para distinguir cidadãos e pessoas coletivas que se notabilizaram por méritos pessoais ou institucionais, atos e feitos cívicos, os serviços prestados à região, em diferentes áreas. Neste ano, as condecorações foram entregues durante as comemorações do Dia dos Açores, feriado que celebra a açorianidade e a autonomia do arquipélago. In “Mundo Lusíada” - Brasil


 

sábado, 17 de abril de 2021

São Tomé e Príncipe - “Mar Aberto 2021” trouxe bisneto de Ayres de Menezes ao Golfo da Guiné


O sub-tenente José Manuel Azancot de Menezes, médico da marinha portuguesa, a bordo do navio Setúbal, redescobriu a história e as referências do seu bisavô, Ayres de Menezes na ilha de São Tomé.

O bisavô Ayres de Menezes, nasceu em São Tomé no ano 1889. Primeiro médico negro de São Tomé e Príncipe, Ayres de Menezes, é uma figura histórica do país. É o patrono do hospital central, Ayres de Menezes.

No quadro da iniciativa “Mar Aberto” vocacionada para formação da marinha dos países da região do golfo da Guiné, o sub-tenente José Manuel Azancot de Menezes, integra a tripulação do Navio Setúbal da armada portuguesa, que atracou em São Tomé no início do mês de Abril.

Foi pelo mar que a família Ayres de Menezes se instalou em São Tomé, no século XIX. Pelo mar aberto, no século XXI, o navio Setúbal, trouxe a São Tomé, um dos descendentes de Ayres de Menezes.

«É uma grande honra pisar pela primeira vez, esta terra natal dos meus antepassados… Ainda por cima representando a marinha portuguesa, nesta missão mar aberto, que me permite conhecer as minhas raízes, » declarou o sub-tenente José Manuel de Menezes.

O bisneto José Manuel Azancôt de Menezes, herdou o dom genético do bisavô, relacionado com a medicina. Com 30 anos de idade formou-se em medicina, e integrou-se na marinha portuguesa.

Representa a quarta geração de médicos no seio da família de Ayres de Menezes. O bisavô gerou o filho Hugo Azancôt de Menezes, que seguiu as pisadas do paí, tendo sido médico em Angola. O filho Hugo gerou Aida Azancôt de Menezes, neta de Ayres de Menezes que também formou-se em medicina. A neta Aida, deu a luz o jovem José Manuel Azancôt de Menezes, hoje médico e oficial da marinha portuguesa.

«Filho de peixe sabe nadar, e é com muito orgulho que pertenço a esta geração de médicos, e espero que assim continue na minha família», sublinhou.

O bisavô Ayres de Menezes nasceu na cidade de Guadalupe em São Tomé. No entanto acabou por formar família, e fixar residência em Angola.


«Há coincidências muito grandes… Eram caminhos feitos pelo mar, e eu volto, e piso esta terra pela primeira vez através do mar», acrescentou.

O nacionalismo de Ayres de Menezes e o seu empenho na emancipação do povo africano, principalmente de São Tomé e Príncipe, país onde nasceu e de Angola a sua terra de acolhimento, dominam grande parte do livro “Ayres de Menezes – O Leão”, obra do professor Carlos do Espírito Santo, Bené.

Aliás por iniciativa do professor Carlos do Espírito Santo, a cidade de Guadalupe passou a ter um busto de Ayres de Menezes. Também o recinto do hospital central passou a contar com um busto do patrono do maior e mais importante centro de saúde do país.

Depois de São Tomé, a iniciativa “Mar Aberto” fez o Navio Setúbal da marinha portuguesa zarpar no dia 8 de Abril rumo a outro ponto do Golfo da Guiné, onde Ayres de Menezes fez história, Angola. País onde reside e trabalha a médica Aida Azancôt de Menezes, a neta de Ayres de Menezes e mãe do médico da marinha portuguesa José Manuel Azancôt de Menezes.

«Angola é um dos destinos nesta iniciativa “Mar Aberto”. Tenho muita sorte em poder estar nestes países, que são muito importantes na carreira do meu bisavô e da minha família inteira. É muito inspirador, e é uma bênção ter esta oportunidade representando a marinha de Portugal, e todas as suas forças armadas», pontuou, o sub-tenente José Manuel de Menezes.

“Percursos da Luta de Libertação Nacional”, é o título de um livro que não sai das mãos do marinheiro. Durante a conversa a bordo do navio Setúbal, José Manuel Azancôt de Menezes, explicou para o Téla Non, que o livro foi escrito pelo seu avô, Hugo Azancôt de Menezes, que também foi médico em Angola. O livro relata as acções desencadeadas por Ayres de Menezes, no período de luta pela independência de Angola.

«O meu bisavô foi acima de tudo um grande médico, e um grande líder. Teve papel importante na emancipação dos povos africanos, de São Tomé e Príncipe mas também de Angola», concluiu.

Após o reencontro com as suas raízes pelo caminho do mar no Golfo da Guiné, José Manuel Azancôt de Menezes, prometeu regressar a São Tomé, para envolver-se mais com a história e as gentes da ilha, e visitar Guadalupe, a cidade natal do seu bisavô. Abel Veiga – São Tomé e Príncipe in “Téla Nón”



 

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Macau - Genealogista Jorge Forjaz apresenta a segunda edição de “Famílias Macaenses”

Jorge Forjaz
A segunda edição de “Famílias Macaenses” será apresentada na próxima terça-feira, 29 de Novembro de 2016, no âmbito do Encontro das Comunidades Macaenses. Segundo o Albergue, o novo trabalho de Jorge Forjaz superou todas as expectativas

A sessão de lançamento da colecção “Famílias Macaenses – II Edição”, da autoria do historiador e genealogista Jorge Forjaz (Academia Portuguesa de História) vai ter lugar na próxima terça-feira, pelas 16:00, no Auditório da Universidade de Macau no campus da Ilha da Montanha, num evento integrado no Encontro das Comunidades Macaenses.

Patrocinada pela Fundação Macau, a obra conta com a edição do Albergue SCM, que está “consciente da importância” deste trabalho para a “preservação da memória macaense”. Nesse sentido, em 2011, por ocasião do 15º aniversário da publicação das “Famílias Macaenses”, o Albergue convidou Jorge Forjaz para vir a Macau partilhar uma reflexão sobre o seu trabalho e o impacto que teve na comunidade.

Depois da conferência, Carlos Marreiros, director do Albergue SCM, “desafiou Jorge Forjaz para uma nova etapa, ou seja, a revisão e actualização da 1ª edição das Famílias Macaenses”, projecto que agora se concretiza com uma nota muito positiva. “Após cinco árduos anos de trabalho, o resultado monumental está à vista, e ultrapassou largamente o que esperávamos do autor”, sublinha o Albergue, adiantando que se trata de “uma revisão geral da obra, actualizada em quase todos os capítulos e sub-capítulos, acrescentada com 80 novos capítulos, e ilustrada com mais de 3000 fotografias, numa edição em 5 volumes, mais um volume de índices, que incluirá todos os nomes citados”.

O Albergue recorda ainda que a primeira edição foi apresentada em 1996, durante o II Encontro das Comunidades Macaenses, numa cerimónia que decorreu no Centro de Actividades Turísticas de Macau e cujo lançamento contou com mais de mil participantes. O autor apresentou o resultado de cinco anos de trabalho, em que, pela primeira vez se reunia toda a família macaense dispersa inicialmente pela China, Japão, Tailândia, Singapura ou, mais tarde, Brasil, Canadá, EUA, Austrália e Portugal.

Frisando que a obra foi recebida de forma “extremamente positiva” pelas comunidades macaenses, o Albergue recupera um elucidativo comentário do professor Henry “Quito” Assumpção: “Por este trabalho, Forjaz ganhou elogios dos seus pares e a gratidão dos macaenses em todo o mundo. As gerações vindouras irão valorizar estes livros”. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau