Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 4 de outubro de 2025

São Tomé e Príncipe - Conceição Lima lança Alerta Cultural e propõe Programa Nacional

A Embaixadora da Cultura de São Tomé e Príncipe, Conceição Lima, manifestou profunda preocupação com o estado atual da cultura nacional, alertando para o risco iminente de extinção de diversas manifestações culturais e línguas autóctones, como o forro, o lunguié e o angolar, cuja ameaça representa uma perda animicamente existencial.

Amplamente reconhecida como São Lima, a jornalista, poetisa e docente universitária defende que a consciência sobre a urgência de valorizar e preservar o património cultural deve ser transversal a toda a sociedade santomense.

Sublinha, ainda, a necessidade de rever o papel da cultura como fator imprescindível da afirmação identitária de um povo e como motor de desenvolvimento.

Nesse sentido, propõe a implementação urgente de um programa nacional dedicado à transmissão dos valores culturais às novas gerações, com especial enfoque no sistema de ensino.

Na qualidade de Embaixadora da Cultura, Conceição Lima reafirma a sua total disponibilidade para servir a causa cultural, reconhecendo, contudo, que essa entrega não substitui o papel estruturante do Estado na promoção, preservação e valorização das expressões identitárias do povo santomense. José Bouças – São Tomé e Príncipe in “Téla Nón”


domingo, 11 de agosto de 2024

Portugal – Samuel Martins Coelho lança “Clima”, um alerta para as alterações climáticas

Samuel Martins Coelho lança “Clima“, o segundo single do seu novo álbum “Extinção”. O próprio afirma que a nova música trata de um alerta para as questões climática e a fragilidade do planeta


Depois do lançamento do novo disco “Extinção” e do primeiro tema “Amazónia”, Samuel Martins Coelho apresenta o single “Clima”: este trabalho instrumental poderoso e evocativo foca-se na crise ambiental, emocional e na extinção das espécies usando o violino de Samuel Martins Coelho e a bateria de Pedro Gonçalves Oliveira para transmitir uma mensagem urgente de preservação ambiental. Realizado por Isabel Gonçalves, o videoclipe de “Clima” é uma obra visual que complementa perfeitamente a intensidade e a emoção da música, destacando a importância de agir.

“Extinção” é o mais recente trabalho do músico multi-instrumentista: o disco instrumental centra-se no violino e na bateria, que explora a crise ambiental, emocional e a extinção das espécies. Inspirado pela história do planeta e pelas atuais ameaças.

As composições evocam a fragilidade Humana e a importância da natureza, enquanto transmite uma mensagem urgente sobre a preservação ambiental.

Samuel contou com Pedro Gonçalves Pereira na bateria e Manuel dos Reis na mistura e masterização. De destacar também a fotografia de Paulo Pimenta, conceituado fotojornalista. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

 

sábado, 8 de outubro de 2022

Internacional - Uma em cada oito espécies de aves está ameaçada de extinção em todo o mundo


Este sábado, dia 8 de outubro, assinala-se o Dia Mundial das Aves Migratórias, uma efeméride que tem como propósito alertar para a necessidade de conservação dessas espécies e dos habitats de que elas dependem. Contudo, apesar dos esforços até aqui empreendidos, é preciso fazer mais para proteger as aves, todas elas, das ameaças criadas pela ação humana sobre o planeta.

De acordo com o mais recente estudo da associação BirdLife International, divulgado no final de setembro, “quase metade de todas as espécies de aves estão em declínio, com mais de uma em cada oito em risco de extinção”.

Os especialistas apontam que “as pressões que causam essas diminuições são bem conhecidas, e a grande maioria são impulsionadas pela ação humana” e que “os desafios para a conservação estão a escalar e o tempo está a esgotar-se”. Publicado a cada quatro anos, o estudo de 2022 indica que a conservação de locais que sejam importantes para as aves através da gestão comunitária e a proteção e a gestão eficientes desses mesmos locais são ações fundamentais para ajudar a travar a perda dessas espécies.

Destacando que “a situação no nosso país é igualmente preocupante”, a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) adianta que, em Portugal, dados relativos ao período entre 2007 e 2018 revelam que “há 53 espécies em declínio, enquanto 38 estarão a aumentar e 32 estão estáveis”. No entanto, os especialistas afirmam que “para 63 espécies no nosso país não há informação sobre o estado das suas populações, e outras 52 têm tendência incerta – uma situação preocupante que demonstra a necessidade de maior monitorização para serem recolhidos dados que permitam uma boa avaliação o estado das espécies”.

Voltando de novo o olhar para o plano global, o relatório da BirdLife International identifica que as perdas de aves se devem, essencialmente, à expansão e intensificação da agricultura, com a SPEA a afirmar que essa “é também a maior ameaça às aves em Portugal, causando declínios acentuados de espécies como o sisão, a águia-caçadeira (ou tartaranhão-caçador), e os picanços”.

A exploração madeireira é apontada como outro dos principais motores da diminuição das populações de aves em todo o mundo, a par de uma gestão insustentável da floresta, do uso de produtos químicos e da conversão de prados e pastagens em áreas de cultivo.

A somar a tudo isso, as alterações climáticas, aceleradas pela atividade humana, estão também a pressionar cada vez mais as populações de aves a nível global, estimando-se que, atualmente, “34% das espécies ameaçadas já estão a ser afetadas, e prevê-se que o nosso clima em mudança venha rapidamente a tornar-se um problema ainda maior”, relata a SPEA.

Patrícia Zurita, CEO da BirdLife International, alerta que “a Natureza está em declínio em todo o mundo, com o desenvolvimento insustentável a degradar habitats naturais e a empurrar espécies para a extinção”. A responsável salienta que “a expansão e a intensificação agrícola, a atividade madeireira, espécies invasoras e a sobre-exploração continuam a alimentar esta tendência”.

“O que é necessário é vontade política e compromissos financeiros”, defende Zurita, para ser possível implementar soluções adequadas, e atempadas, para travar e reverter a perda de populações de aves e da biodiversidade no geral.

E acrescenta que “a Estrutura Global pós-2020 para a Biodiversidade que está atualmente a ser negociada [e que se espera que venha a ser aprovada na COP15 de dezembro] é a melhor, e talvez última, hipótese do mundo para travar a perda de natureza e para orientar-nos para a conservação e recuperação do planeta”.

“Desta vez, os governos têm de ser bem-sucedidos onde anteriormente falharam, traduzindo as suas promessas em ação substantiva”, frisa a responsável.

Por sua vez, a SPEA declara que “apesar do estado preocupante do mundo natural, as aves dão-nos motivos de esperança” e que “com ações efetivas, as espécies podem ser salvas e a natureza pode recuperar”. Filipe Rações – Portugal in “Green Savers Sapo”


 

sábado, 28 de agosto de 2021

Angola – Zitsombe espécie em via de extinção

Chama-se Zitsombe, é uma espécie de larva subtraída das palmeiras e é muito apreciada pelos angolanos, sobretudo os cidadãos do Norte do país.

O Zitsombe, consta há já algum tempo na Lista Vermelha das espécies vulneráveis ameaçadas de extinção.

De acordo com a Direcção Nacional de Biodiversidade do Ambiente, a classificação da Zitsombe como pertencente à categoria C da lista de espécies vulneráveis prende-se com o seu elevado consumo e a fraca reprodução.

Os riscos de extinção da espécie, segundo o responsável da Direcção Nacional de Biodiversidade do Ambiente, Nascimento António Kadima, reside no facto de as larvas adultas estarem a desaparecer e não haver reprodução.

O responsável apelou, no entanto, para a conservação e protecção da Zitsombe, de formas a que não seja extinta. In “AngoNotícias” - Angola

 

sexta-feira, 30 de abril de 2021

Costa do Marfim - Número de elefantes cai para metade e coloca espécie à beira da extinção

O número de elefantes na Costa do Marfim diminuiu para metade em menos de 30 anos, sobrando agora apenas cerca de 500 destes animais emblemáticos do país, anunciou esta quarta-feira (28) o Ministério da Água e das Florestas

Os elefantes, emblemas da Costa do Marfim, estão à beira da extinção neste país da África Ocidental: o seu número diminuiu para metade em 30 anos, sob os efeitos combinados da desflorestação e da caça furtiva, anunciou o Ministério da Água e das Florestas da Costa do Marfim.

“A nossa vida selvagem está em perigo, 208 espécies estão à beira da extinção; a população de elefantes tem diminuído ao longo dos últimos 30 anos, passámos de 1100 animais em 1990 para menos de 500 hoje”, disse à AFP o vice-chefe de gabinete no Ministério da Água e Florestas, coronel Marcial Kouame. “A população de paquidermes era de 100 mil na década de 1960”, quando a Costa do Marfim tinha 16 milhões de hectares de floresta, acrescentou o responsável.

A desflorestação associada ao cultivo do cacau reduziu a cobertura florestal para dois milhões de hectares em meio século, o que representa uma diminuição de quase 90%, e “pôs em perigo os últimos refúgios destes elefantes”, apontou o responsável da Costa do Marfim, o maior produtor de cacau do mundo, com uma quota de mercado de 40%.

A sobrevivência dos elefantes, que dão a alcunha à seleção nacional de futebol, é também ameaçada pela caça furtiva, bem como pelo crescimento da população e pela urbanização rápida. In “Milénio Stadium” – Canadá com “AFP”


sábado, 2 de janeiro de 2021

Portugal - Zoo de Lourosa lidera programa internacional

O Zoo de Lourosa, em Santa Maria da Feira, vai liderar um programa internacional apostado em aumentar a população selvagem do calau de casco cinzento, revelou o único parque ornitológico do país a propósito dessa ave ameaçada



O projeto envolve outras cinco instituições inscritas na Associação Europeia de Zoos e Aquários (EAZA), que escolheu o parque do distrito de Aveiro para coordenar a gestão em cativeiro das populações do calau da espécie ‘Ceratogymna atrata’, que é nativa das florestas do Centro-Este africano, está pouco identificada no seu habitat natural e integra a lista do Programa Europeu de Espécies Ameaçadas – também conhecido como “EAZA Ex-situ Programme”.

Como o Zoo de Lourosa tem vindo a monitorizar desde 2016 vários indivíduos dessa espécie, foi em 2020 convidado pela EAZA para aplicar a sua experiência na coordenação de um programa envolvendo outros 10 parques em território europeu.

“Dentro da EAZA existem 30 aves desta espécie de calau em cativeiro, mas poucos zoos têm conseguido a sua reprodução. Como o de Lourosa é dos poucos a nível mundial a ter sucesso reprodutivo com esta espécie e já monitoriza a respetiva população há alguns anos, foi proposto que ficássemos nós a coordenar o programa e o Comité Europeu de Espécies Ameaçadas confiou-nos essa responsabilidade”, explicou à Lusa Salomé Tavares, diretora da estrutura portuguesa.

O trabalho com o calau ‘Ceratogymna atrata’ será supervisionado pela curadora Andreia Pinto, e visa estudar o verdadeiro estatuto da espécie em estado selvagem com vista a travar “o decréscimo significativo da sua população devido ao tráfico”.

O projeto irá assim implicar investigação demográfica e genética, assim como “partilha de informação entre as várias instituições envolvidas”, no que a intenção é “manter elevados padrões de maneio da espécie em cativeiro e criar condições para que se reproduza com sucesso”.

Salomé Tavares realça que também cabe à equipa do Zoo de Lourosa “localizar potenciais futuros participantes no programa e fazer recomendações sobre a colocação dos descendentes da espécie, com o intuito de manter a sua diversidade genética”.

Em 2016 existiam apenas 13 calaus de casco negro em seis zoos membros da EAZA, mas, graças ao “sucesso pioneiro” do zoo da Feira na reprodução da espécie, os indivíduos mais jovens foram confiados a outras instituições europeias e atualmente a população da ‘Ceratogymna atrata’ aumentou para 30 aves distribuídas por 11 parques.

A primeira cria de calau de casco cinzento concebida em Lourosa nasceu em 2009. Já a ave mais jovem da espécie a juntar-se a essa família terá agora entre quatro a seis meses.

A sua idade exata é desconhecida porque, embora se tenha ouvido “uma cria a piar em julho, a mãe manteve-a selada no ninho durante algum tempo, como é típico dos calaus, e só em outubro a deixou sair pela primeira vez”.

Nessa altura, recorda Salomé Tavares, foi dupla a surpresa: “Contávamos só com uma cria, mas afinal eram duas”.

O Zoo de Lourosa abriu oficialmente as suas portas ao público em outubro de 1990, sendo nessa altura propriedade de um particular.

Em 2000 o espaço foi adquirido pela Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, que impôs ao local as normas comunitárias relativas à exposição de animais ao público.

Após algumas obras de remodelação, a reabertura do parque aconteceu em 2001, sendo que hoje o Zoo conta com cerca de 500 aves de 150 espécies diferentes, muitas delas raras ou ameaçadas de extinção. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Cazaquistão - Saiga, o antílope com focinho inchado que está em vias de extinção


Oriunda da Ásia Central, a espécie está ameaçada pela destruição do seu habitat e pela caça ilegal.

A espécie Saiga (Saiga tatarica) é um antílope de cor bege que tem um focinho que o distingue de todos os do grupo. Com um nariz parecido com o de um papa formigas, que serve para filtrar a poeira no verão, e uns chifres que parecem cenouras, é raro este animal passar despercebido.

Oriunda da Ásia Central, a Saiga habita em zonas de pastagem e deserto, sendo encontrada atualmente em zonas como o Cazaquistão e a Mongólia.

A espécie está e vias de extinção, sendo considerada como “criticamente em perigo” pela Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza. Estima-se que existam entre 123 e 124 mil indivíduos na natureza.

As grandes ameaças à sua sobrevivência são a agricultura, que destrói o seu habitat, e a caça ilegal, dado que os seus chifres são utilizados na medicina asiática.

Outro fator que contribuiu para o decréscimo da sua população foi, um surto causado pela bactéria Pasteurella multocida em 2015, que levou à morte de 200 mil animais.

Sendo uma espécie migratória, é essencial que se desenvolvam esforços de conservação da espécie entre os vários países, para que esta não desapareça nos próximos anos. In “Green Savers Sapo” - Portugal


 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Internacional - Manta-oceânica torna-se a primeira raia a ser listada como espécie ameaçada de extinção

 


O estado de conservação da manta gigante (ou oceânica) (Mobula birostris) foi elevado à categoria de Ameaçadas de Extinção na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Uma lista de espécies ameaçadas de extinção é reservada para espécies com graves preocupações de conservação. O anúncio serve para confirmar o que há muito se suspeitava – este gigante marinho não está a conseguir sobreviver à mudança no seu habitat e à intensificação da atividade humana nos oceanos.

A manta-oceânica junta-se agora a mais de 16.000 espécies ameaçadas de extinção para serem avaliadas com este nível de grave ameaça. Nesta fase, 30% dos tubarões e raias estão em perigo de extinção.

O anúncio marca o fim de duas décadas devastadoras para esta espécie. Visando as suas placas de guelras – que utilizam para filtrar a alimentação do pequeno zooplâncton da água – a procura e a pescaria tem sido crescente. O relativamente novo comércio baseado na Ásia parece estar a impactar a manta-oceânica mais do que outras espécies de raia, com a colheita insustentável a dizimar as suas populações em todo o mundo.

A Dra. Andrea Marshall, que foi a autora principal desta avaliação mais recente para a IUCN, está envolvida nas suas avaliações desde 2003. “A manta-oceânica é um exemplo clássico de uma espécie que está a sucumbir rapidamente às pressões induzidas pelo homem. Quando avaliamos as rais pela primeira vez em 2003, simplesmente não havia informações suficientes sobre as espécies para determinar o seu status de conservação e foram listadas como ‘Dados deficientes’, mas em cada uma das avaliações subsequentes, o seu status de conservação aumentou constantemente de Quase Ameaçado, para vulnerável e agora para ameaçado. O seu status atual é o resultado direto da pressão insustentável da pesca, que ameaça agora desestabilizar as suas populações em todo o mundo. ”

Para conter o crescente comércio de partes dos seus corpos para a Ásia e encorajar estratégias de conservação mais abrangentes para as suas populações ao redor do mundo, a manta-oceância foi listada em dois dos mais importantes tratados de conservação global, a Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS) em 2011 e a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Extinção (CITES) em 2013.

Infelizmente, os números continuaram a diminuir. “Estas raias simplesmente não conseguem suportar tais pressões sobre as suas populações”, explica o Dr. Marshall em comunicado. “Elas têm uma estratégia reprodutiva extremamente conservadora. Atingem a maturidade sexual relativamente tarde na vida, dão à luz uma única prole a cada poucos anos na natureza, não cuidam ou defendem os seus filhotes e os próprios descendentes são vulneráveis ​​quando são pequenos e podem não sobreviver. Em outras palavras, como espécie, simplesmente não conseguem reproduzir-se rápido o suficiente para aumentar os seus números”.

Esta espécie icónica não é apenas extremamente importante do ponto de vista ecológico, as mantas gigantes fornecem ainda vastos benefícios económicos para as indústrias de turismo em todo o mundo. “As interações com estas raias são muito procuradas por turistas de mergulho e snorkel em todo o mundo e contribuem com milhões de dólares para a economia do turismo a cada ano, especialmente nos países em desenvolvimento. Neste momento crucial, reconhecer o seu valor económico pode ajudar a encorajar a proteção desta espécie enigmática e agora ameaçada de extinção”, explicou a Dra. Stephanie Venables, Cientista Sénior e especialista em raias do MMF. In “Green Savers Sapo” - Portugal


segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Alemanha - Ararinha-azul, como uma das aves mais raras do mundo luta pela sobrevivência

 


O pequeno município alemão de Rüdersdorf, com pouco mais de 15 mil habitantes e localizado a 26 quilómetros de Berlim, esconde um enorme tesouro. Nele estão 152 das cerca de 180 ararinhas-azuis que existem no mundo. Nativa do Brasil, a espécie desapareceu da natureza há quase 18 anos. Mas, se depender da associação que cuida das aves na cidade alemã, essa situação mudará em breve.

Assim, a ONG Associação para a Conservação de Papagaios Ameaçados (ACTP), nos arredores de Berlim, tem reintroduzido as primeiras ararinhas-azuis em seu habitat natural: a caatinga (vegetação que predomina no Nordeste do Brasil). Para isso, a ONG conta com a parceria do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ligado ao Ministério do Meio Ambiente, da instituição Preservação da Vida Selvagem Al Wabra, do Qatar, do zoo Pairi Daiza, da Bélgica, e de um zoo em Singapura.

Em Março deste ano foram reintroduzidas no Brasil 52 exemplares desta espécie. Com o projeto de reintrodução na Natureza, a Alemanha passa a ter um papel fundamental na história da ararinha-azul. A ave foi descoberta pelo zoólogo alemão Johann Baptist von Spix, no início do século 19, no interior da Bahia, no Brasil.

As Ararinhas-azuis, assim como outras aves da família, são seres sociais e muito inteligentes, sendo consideradas um dos grupos de aves mais inteligentes e que possuem o cérebro mais desenvolvido. In “Green Savers Sapo” - Portugal


quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Myanmar – Descoberta nova espécie de primata e encontra-se em risco de extinção

Uma equipa de cientistas identificou uma nova espécie de primata, que vive nas florestas do centro do Myanmar e cuja pelagem cinzenta emoldura o seu rosto como uma máscara. Chama-se Popa langur e, apesar da sua descoberta recente, encontra-se em risco de extinção



A sua descoberta foi recente, mas sua existência é antiga. Esta espécie, batizada de Popa langur, existe há pelo menos 1 milhão de anos, segundo um estudo revelado nesta quarta-feira na publicação científica "Zoological Research".

Após uma longa investigação, especialistas do Centro Alemão de Primatas (DPZ) e a ONG Fauna e Flora Internacional (FFI) identificaram o pequeno primata, que mede entre 50 e 60 centímetros. Trata-se de uma espécie de langur ("Trachypithecus"), espécie que habita o subcontinente indiano e o Sudeste Asiático.

A nova espécie ter-se-á separado de outros langures há cerca de 1 milhão de anos", indicou Christian Roos, investigador do DPZ. Os seus fatores de distinção são a cor cinzenta, comprimento da cauda e tamanho do crânio, segundo os especialistas.

Este primata obteve este nome devido ao monte Popa, local sagrado construído sobre um antigo vulcão localizado no centro do Myanmar e onde foi localizado o grupo mais numeroso da espécie, com cerca de uma centena de espécimes. Foram, entretanto, identificados outros três grupos de "Trachypithecus popa", todos no centro do Myanmar, num total de 200 a 250 espécimes.

A exiguidade dos seus números fez soar logo o alerta, já sugere que a espécie se encontre em risco de extinção crítico. "Recém-identificado, o Popa langur já corre risco de extinção", advertiu Frank Momberg, um dos investigadores do FFI, citado em comunicado, recomendando de imediato a adoção de medidas de proteção.

"A FFI e outros farão mais estudos em campo e tomarão agora medidas de proteção urgentes para preservar os langures", anunciou o primatólogo Ngwe Lwin, do projeto birmanês da ONG. In “Sapo 24” – Portugal com “MadreMedia / AFP”

sábado, 7 de novembro de 2020

Índia – Fotografado raro tigre negro

 


Mais de 70% da população mundial de tigres habita nas florestas da Índia. Segundo a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), esta espécie encontra-se em perigo de extinção, com a população a decrescer cada vez mais.

Foi recentemente relatado pelo Daily Mail um avistamento de um tigre negro no Nnandankanan Wildlife Sanctuary, em Odisha, na Índia. O momento foi fotografado por Soumen Bajpayee, um estudante que visitava o Santuário.

Enquanto observava vários pássaros e macacos nas árvores, vi de repente algo que parecia um tigre, mas não um tigre comum”, “naquela altura eu não fazia ideia sobre os tigres melanísticos”, explica Soumen à NDTV Índia.

Segundo o canal televisivo, os primeiros tigres negros avistados em Odisha foram em 1993 e em 2007, na Similipal Tiger Reserve. Este é o espaço onde é mais comum avistá-los calculando-se a presença de 6 a 7 indivíduos. Segundo o relatório anual de 2015-2016 da Reserva, existiam em 2016 no total 26 tigres.

Não existe distinção entre o tigre comum e o tigre negro porque ambos pertencem à mesma espécie, apesar do tigre negro ter uma coloração diferente no pêlo que faz com que as suas riscas pretas sejam mais densas (genética). In “Green Savers Sapo” - Portugal

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Brasil - Cientistas lançam plataforma para salvar o maior golfinho de água doce

 


Um grupo de cientistas de cinco países da América do Sul lançou a plataforma Botos Amazónicos. Esta ferramenta tem o objetivo de fornecer informações sobre os “golfinhos de rio” da região amazónica– e traz diversos dados sobre as espécies como distribuição geográfica, estimativas populacionais, ameaças e barreiras naturais.

O objetivo é que a plataforma ajude nos processos de tomada de decisão e no planeamento de ações para a conservação destes mamíferos. A plataforma tem acesso gratuito e está disponível em inglês, com as versões em espanhol e português em produção. Para quem quer conhecer tudo sobre estes animais, foi lançado também um  storymap com informações resumidas em português, que está disponível para consulta pública.

De todas as espécies de golfinhos de rio, o boto-cor-de-rosa da Amazónia é a maior: os machos podem chegar a medir 2,5 metros de comprimento e pesar até 200 quilos. As fêmeas, um pouco menores, chegam a medir 2,2 metros e a pesar 150 quilos. O corpo é flexível, visto que precisam de ser ágeis para se desviarem de obstáculos, como troncos caídos na água, e para capturar as suas presas. Além de peixes, eles podem comer também moluscos e crustáceos.

No Brasil, há pescadores que os caçam e matam ilegalmente, transformando-os em isco para um peixe-gato a que chamam piracatinga. Isto está a pôr a espécie numa situação de extrema vulnerabilidade. Em Janeiro deste ano, deixou de estar em vigor uma moratória contra a pesca de piracatinga. Ambientalistas e investigadores têm apelado à sua renovação. “São criaturas muito especiais, extremamente inteligentes e podem demonstrar um conjunto de comportamentos semelhante ao dos humanos”, disse Natanael dos Santos, da Reserva Mamirauá, dirigida pelo instituto de investigação Instituto Nacional de Pesquisas da Amazónia (INPA), citado pelo site científico Mongabay.

O que distingue estes golfinhos de outros é a lenta transformação de cinzento para cor-de-rosa, à medida que vão envelhecendo. O seu comportamento e exposição à luz solar também têm influência na mudança de tom do boto cor-de-rosa — ou “boto vermelho”, como é conhecido no Brasil. Apesar de todos os esforços por parte de investigadores e ambientalistas para impedirem o seu desaparecimento, este mamífero encontra-se “em perigo de extinção” na lista vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN). In “Green Savers Sapo” - Portugal

sábado, 17 de outubro de 2020

Reino Unido - Após 200 anos, nascem novas crias de Abetouro no País de Gales

 


O Abetouro é uma espécie de garça que teve um grande declínio da sua população na Europa no começo do século XX. Segundo o RSPB Wildlife Charity, umas das principais razões foi a drenagem dos solos, que levou à perda de habitat. A espécie esteve extinta no Reino Unido na época de 1885.

Atualmente, devido a várias ações de conservação da espécie, e após 200 anos, nasceram novas crias de Abetouro na Newport Wetlands National Nature Reserve, no País de Gales.

Foram avistados dois ninhos na reserva por Kevin Dupé, membro da Natural Resources Wales, que trabalha no local há 19 anos. “Ver os abetouros a fazer ninhos em Newport Wetlands é uma visão verdadeiramente maravilhosa e uma verdadeira conquista para aqueles que estão envolvidos na conservação deste habitat no local há muito tempo.”

Cellan Michael, da RSPB, explica em comunicado “A Newport Wetlands é um lar importante para a vida selvagem e uma valiosa fonte de natureza para a grande população urbana que vive nas cidades vizinhas. Estamos maravilhados com o fato dos abetouros estarem a fazer ninhos aqui e a juntar-se a um conjunto de animais selvagens raros que prosperam na reserva.”

O último registo de ninhos de abetouros no sul do País de Gales foi há mais de 200 anos, então o fato de este pássaro icónico estar a fazer ninhos em Newport Wetlands mostra como a criação e o gestão dos canaviais neste local valeram a pena“, conclui.

Estas aves habitam em sapais, lagoas e canaviais, e são raramente avistadas. In “Green Savers Sapo” - Portugal

domingo, 19 de julho de 2020

Brasil - Há esperança para o maior golfinho de água doce do mundo



No Brasil, há pescadores que os caçam e matam ilegalmente, transformando-os em isco para um peixe-gato a que chamam piracatinga. Isto está a pôr a espécie numa situação de extrema vulnerabilidade. Em Janeiro deste ano, deixou de estar em vigor uma moratória contra a pesca de piracatinga. Ambientalistas e investigadores têm apelado à sua renovação. “São criaturas muito especiais, extremamente inteligentes e podem demonstrar um conjunto de comportamentos semelhante ao dos humanos”, disse Natanael dos Santos, da Reserva Mamirauá, dirigida pelo instituto de investigação Instituto Nacional de Pesquisas da Amazónia (INPA), citado pelo site científico Mongabay.

Depois de meses de impasse, a Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura prorrogou, este mês, a medida por mais um ano. A decisão vale em todo o Brasil e vai permitir avaliar a recuperação das espécies usadas como isca da piracatinga. Além do boto-cor-de-rosa, eram vítimas também o boto tucuxi (Sotalia fluviatilis) e algumas espécies de jacarés.

É um novo fôlego – ainda que, mais uma vez, com prazo de validade. Os especialistas estavam a alertar que deixar de prorrogar a moratória poderia levar à extinção do maior golfinho de água doce do mundo. Assim, a moratória foi agora prorrogada até junho de 2021, mas os investigadores argumentam que seriam necessários mais cinco anos para avaliar se a medida dará resultado.

“Nem todos os objectivos da moratória foram cumpridos”, alerta Vera da Silva, investigadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazónia (Inpa), que estuda os botos-cor-de-rosa há mais de 30 anos. “Precisamos de melhores informações sobre as práticas de pesca. As leis não são fortes o suficiente para obrigar os pescadores a relatar o que capturam”, disse a cientista, citada pelo site Mongabay.

De todas as espécies de golfinhos de rio, o boto-cor-de-rosa da Amazónia é a maior: os machos podem chegar a medir 2,5 metros de comprimento e pesar até 200 quilos. As fêmeas, um pouco menores, chegam a medir 2,2 metros e a pesar 150 quilos. O corpo é flexível, visto que precisam de ser ágeis para se desviarem de obstáculos, como troncos caídos na água, e para capturar as suas presas. Além de peixes, eles podem comer também moluscos e crustáceos.

O que distingue estes golfinhos de outros é a lenta transformação de cinzento para cor-de-rosa, à medida que vão envelhecendo. O seu comportamento e exposição à luz solar também têm influência na mudança de tom do boto cor-de-rosa — ou “boto vermelho”, como é conhecido no Brasil. Apesar de todos os esforços por parte de investigadores e ambientalistas para impedirem o seu desaparecimento, este mamífero encontra-se “em perigo de extinção” na lista vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN). In “Green Savers Sapo” - Portugal

sábado, 11 de julho de 2020

Brasil - O Mico-leão-dourado ainda resiste à extinção



É uma das espécies de primatas mais ameaçadas. A população reduzida e o habitat fragmentado impedem o crescimento da população. Nativo das florestas tropicais brasileiras restam apenas 2 a 3% do seu habitat original. É uma espécie incluída no apêndice I da CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção).

A febre amarela está a colocar em risco a recuperação do Mico-leão-dourado. Em maio de 2018, a primeira morte de um exemplar da espécie foi registada no ambiente natural após um surto da doença no Brasil. Cerca de 32% da população desapareceram no ano seguinte. Segundo os especialistas, a doença pode fazer retroceder em trinta anos os esforços de conservação da espécie.

A pelagem é dourada com uma longa juba da mesma cor. O pelo é sedoso e brilhante. Machos e fêmeas são semelhantes. A cauda e as patas anteriores podem ter pelagem castanha ou negra. Tem unhas em forma de garra como adaptação à obtenção de alimento.

Vive em pequenos grupos familiares em que há apenas um par reprodutor, sendo este o casal dominante. Prefere a copa das árvores entre os 3 e os 10 metros de altura e dorme em grupo numa cavidade natural de um tronco. Usa uma grande diversidade de vocalizações para comunicar.

O Mico-leão-dourado pode reproduzir-se uma ou duas vezes por ano e os períodos de reprodução vão de setembro a novembro e de janeiro a março. Não há diferenciação de cor e tamanho entre machos e fêmeas e, quando nascem as crias, tanto o pai quanto a mãe ajudam na criação. In “Green Savers Sapo” - Portugal

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Vietname - Um dos primatas mais bonitos do mundo e está em perigo de extinção



Atualmente, mais de metade (60%) das espécies de primatas estão em risco de extinção, e 75% das suas populações continuam a diminuir. É muito importante reunir esforços para conservar os seus habitats e preservar a biodiversidade do Planeta.

O Douc-de-Canelas vermelhas, de nome científico Pygathrix nemaeus é uma espécie de macaco nativo do Vietname, de Laos e do Cambodja. Atualmente estima-se que viva apenas na Península Son Tra no Vietname. É um dos primatas mais bonitos do mundo, e também um dos mais coloridos.

O macho pesa cerca de 10 quilogramas, enquanto que a fêmea apenas 3,6 quilogramas. A sua pelugem tem tons castanhos, brancos e cinzentos, e junto ao focinho vêm-se mais tons amarelados e cor de laranja. Esta junção de cores com os olhos escuros esbugalhados, dão-lhe um ar amigável.

A população da espécie encontra-se em perigo de extinção, segundo a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), tendo reduzido para 50% nos últimos 30 anos. As principais causas para este efeito são a desflorestação e a caça ilegal. In “Green Savers Sapo” - Portugal



sexta-feira, 15 de maio de 2020

Bélgica - Flor-cadáver, maior flor do mundo floresce no país



Um espécime da Amorphophallus titanum, ou Flor-Cadáver – nome pelo qual é mais conhecida, a maior flor do mundo, floresceu nesta quarta-feira no Jardim Botânico de Meise, no norte da Bélgica, embora este ano os curiosos tenham que se contentar em assistir à floração em vídeo porque a estufa está fechado pela pandemia de coronavírus.

Esta é a décima vez que a planta floresce na Bélgica desde que chegou em 2008, mas desta vez os corajosos que, normalmente, a visitam não poderão apreciar o cheiro desagradável a carne podre que a flor emite com o objetivo de atrair insetos para a sua polinização e conservação. Foi derivado a este cheiro que esta flor ganhou o nome de Flor-Cadáver.

As cores desta planta tropical variam entre amarelo, verde e fúscia, mas só podem ser vistas durante as 72 horas em que a floração dura.

Esta flor foi descoberta em 1878 nas florestas tropicais de Sumatra (Indonésia) e está em perigo de extinção, razão pela qual a rede de jardins botânicos europeus troca sementes anualmente para conservar as espécies.

Quando floresce, pode atingir três metros de altura, embora este ano tenha permanecido em 2 metros e 12 centímetros. In “GreenSavers” - Portugal

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Estados Unidos da América - Extinção do periquito-da-Carolina aconteceu há cem anos de "forma abrupta" e foi causada por ação humana direta


Um investigador português integrou uma equipa internacional que reconstruiu o primeiro genoma completo do extinto periquito-da-carolina, tendo concluído que o desaparecimento da espécie foi um “processo abrupto” atribuível à ação humana direta



O estudo, em que participou o geneticista Agostinho Antunes e que foi publicado hoje na revista “Current Biology”, revela a história evolutiva deste pássaro norte-americano declarado extinto no início do século XX.

“O estudo tentou decifrar uma situação que, do ponto de vista biológico, é bastante interessante e que tem a ver com o facto de uma espécie de periquito que era bastante frequente se ter extinguido na região dos Estados Unidos", disse à agência Lusa Agostinho Antunes, coordenador do Grupo de Genómica Evolutiva e Bioinformática do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Porto.

O periquito-da-carolina era “um caso único” na família de papagaios por ser a espécie que vivia na latitude mais a norte, com uma distribuição desde o sul da Nova Inglaterra até ao Golfo do México e até ao leste do Colorado.

Apesar de voar em bandos barulhentos de centenas de indivíduos, foi amplamente caçado durante as últimas décadas do século XIX, em parte para obtenção de penas para decorar chapéus.

“Estes periquitos únicos tinham uma coloração muito bonita, com verde no corpo, amarelo na cabeça e laranja no rosto. Era uma ave icónica que foi descrita por vários ilustradores conhecidos”, descreveu Agostinho Antunes.

Ainda assim, a causa de sua extinção permaneceu controversa. De acordo com Agostinho Antunes, embora a sua mortalidade excessiva possa estar associada à destruição recente de habitat e à caça ativa, a sua sobrevivência também pode ter sido afetada negativamente pelo facto de a sua área se tornar cada vez mais irregular ou pela exposição a patógenos de aves.

Para o professor da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, a extinção desta espécie de “forma abrupta” - o último exemplar morreu em 1918 - constituiu “uma perda muito grande”, porque “sempre que se perde uma espécie não há possibilidade de a repor”.

Para fazerem a sequenciação do genoma da ave, os cientistas reuniram amostras do osso da tíbia e dos dedos de um espécime preservado numa coleção particular em Girona, Espanha, da naturalista catalã Marià Masferrer.

Para mapear o genoma completo da ave extinta, foi sequenciado primeiro o genoma de um parente vivo próximo, o 'Aratinga solstitialis' ou periquito-do-sol da América do Sul.

Os resultados apontaram que “não existe nenhuma prova de uma diminuição da variabilidade genética, que se encontra normalmente associada ao declínio natural de populações, o que coloca uma marca muito precisa nesta situação: o envolvimento dos humanos na extinção destas espécies”, disse Agostinho Antunes.

Por outro lado, a investigação permitiu compreender algumas adaptações únicas desta espécie. “Estes periquitos alimentavam-se de uma planta que contém um poderoso tóxico que não os afetou, mas que os tornou notoriamente tóxicos para os predadores”, explicou. In “Sapo 24” – Portugal com “MadreMedia / Lusa”

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Moçambique – Restruturação da Universidade Pedagógica

O Governo moçambicano anunciou a extinção da Universidade Pedagógica (UP) e a sua substituição por outras cinco instituições de ensino superior – cada uma com reitoria autónoma – nas regiões sul, centro e norte.

Trata-se das universidades UniMaputo e UniSave (no sul), UniLicungo e UniPúnguè (no centro) e UniRovuma (no norte).

UniMaputo é a actual sede da extinta UP, enquanto a UniSave congrega as antigas delegações que funcionam em Massinga e Gaza, explicou Jorge Nhambiu, Ministro da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional (MCTESTP).

A UniLicungo e a UniPúnguè provêm da junção UP da Beira, de Quelimane, de Manica e de Tete, respectivamente.

A UP do Niassa, de Nampula e de Montepuez deram lugar à UniRovuma, de acordo com o governante, que falava no fim da segunda sessão ordinária do Conselho de Ministros.

A reestruturação da UP – uma instituição pública e a primeira vocacionada para a formação de professores – era discutida há mais de dois anos, num contexto que visava facilitar a sua gestão.

Em Novembro de 2016, a UP apresentou ao Governo uma reflexão interna com três caminhos de reestruturação e sugeria a mesma fosse dividida em quatro universidades autónomas.

O primeiro caminho apontava para a manutenção da UP, mas com algumas mudanças na administração interna.

O segundo caminho visava a criação de três universidades pedagógicas no sul, centro e norte do país. Neste processo – que é o que prevaleceu na decisão do Executivo – cada região manteria e administraria as suas delegações, funcionariam como universidades independentes e teriam reitorias autónomas.

Já o terceiro caminho – muito similar ao segundo – tinha em vista a criação de três universidades, sendo uma em Maputo, outra na Beira e outra ainda em Nampula.

Jorge Nhambiu disse que, com a criação das novas universidades, pretende-se uma maior eficácia na prestação de serviços, através da descentralização de poderes e consolidação da governação local.

Relativamente às 12 instituições de ensino superior impedidas de funcionarem, nas províncias de Gaza, Inhambane, Sofala, Tete, Zambézia, Nampula e Cabo Delgado, por ausência de condições para o exercício das actividades para as quais foram criadas, o que concorreu para a não atribuição de alvarás, Jorge Nhambiu comentou que, segundo a lei, as entidades visadas têm a “obrigação e integrar os estudantes, os técnicos administrativos e os docentes noutras instituições”. Emildo Sambo – Moçambique in “A Verdade”

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Angola – Grupo étnico Khoisan em risco de extinção

Organizações OMUNGA e MBAKITA lutam contra extinção dos Khoisan no sul de Angola. A MBAKITA-Missão de Beneficência Agropecuária Inclusão Tecnologias e Ambiente e a OMUNGA querem mais acções interventivas levadas a cabo pelas autoridades governamentais, para integrar socialmente os Khoisan no sul de Angola



Em defesa dos Khoisan, estas duas associações alertam que a etnia está correr o risco de extinção, se as autoridades governamentais não tomarem medidas para conter a situação.

A OMUNGA e a MBAKITA, que acompanham a vida dos Khoisan, lamentam "a falta de documentação pessoal, falta de espaço para cultivo, calamidades e o não reconhecimento das autoridades tradicionais, como sendo algumas das dificuldades por que passam as minorias étnicas no sul de Angola".

"Há até problemas de terras, falta de água e muitos outros", revelou José Patrocínio, coordenador da Omunga", disse José Patrocinio, citado pelo VOA.

"Já escrevemos cartas à presidência e a várias outras entidades, mas até ao momento não houve qualquer resposta, acrescentou José Patrocínio, salientando que "só apenas a secretária de Estado para os Direitos Humanos aceitou receber as duas suas associações".

Neste momento, as duas associações levam a cabo um programa de debate com as autoridades e a população, no sentido de chamar a atenção para a prevenção daquelas comunidades.

O director geral da MBAKITA, Pascoal Samba, defendeu, durante um colóquio realizado terça-feira, na cidade de Menongue, província do Kuando Kubango, que "todos os povos devem gozar plenamente dos direitos humanos e liberdades fundamentais sem discriminação".

A MBAKITA, na província do Kuando Kubango, acompanha doze mil famílias Khoisan residentes em 31 localidades nos municípios do Menongue, Cuíto Cuanavale, Mavinga, Nankova, Dirico, Cuangar, Calai e Rivungo. In “Novo Jornal” - Angola