Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Portugal - Jovem aluno do 12º ano conquista prata nas Olimpíadas Internacionais de Informática



Kevin Pucci, aluno do 12.º ano do Agrupamento de Escolas Dr. Júlio Martins, de Chaves, obteve, pelo segundo ano consecutivo, a medalha de prata para Portugal na 31.ª edição das Olimpíadas Internacionais de Informática (IOI), que se realizaram em Baku, no Azerbaijão, de 4 a 10 de Agosto. Com a participação de 329 alunos de escolas secundárias provenientes de 87 países, a iniciativa incluiu competições de cinco horas e três problemas diários, com o objetivo de colocar à prova os conhecimentos informáticos e algorítmicos dos participantes. Para o jovem flaviense, cuja participação nestas e noutras olimpíadas partiu do professor de Matemática, “esta iniciativa foi muito positiva” e, tendo em conta a qualidade dos participantes, “Portugal nunca esteve tão perto de conquistar a medalha de ouro”.

Este ano, a representar Portugal na competição estiveram, além de Kevin Pucci, David Nassauer (Escola Secundária D. Filipa de Lencastre, em Lisboa), Pedro Dias (Escola Alemã de Lisboa) e Ricardo Antunes (Agrupamento de Escolas de Castro Verde). A delegação foi liderada pelo professor Pedro Ribeiro, da Universidade do Porto, juntamente com Gonçalo Paredes, aluno de Ciência de Computadores na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, e antigo participante destas olimpíadas.



Durante as Olimpíadas Internacionais de Informática foram também entregues os prémios correspondentes ao Concurso Ibero-Americano de Informática e Computação, uma prova internacional destinada a preparar os melhores alunos de vários países da América Latina e da Península Ibérica para as IOI. Aqui, Portugal obteve uma medalha de ouro (Kevin Pucci), duas medalhas de prata (Diogo Nogueira e Pedro Dias) e três medalhas de bronze (André Guimarães, David Nassauer e Paulo Cortesão).

Portugal participa neste evento desde 1992, com alunos selecionados através das Olimpíadas Nacionais de Informática, organizadas pela Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação (APDSI). Para Bruna Martins, da APDSI, esta “é a prova de que o nosso país continua a manter e a preparar mentes brilhantes”. “O Kevin não só participa nas Olimpíadas Nacionais e Internacionais de Informática, como também tem participado nas Olimpíadas de Matemática, tanto a nível nacional, como internacional”, contou, sublinhando o facto de estes alunos acharem que podem fazer sempre mais. “Não só por eles, mas pelo país que estão a representar.” Além disso, “os alunos têm oportunidade de competir com estudantes de outros países, de conviver com outras culturas e de visitar o próprio país”. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

sábado, 2 de junho de 2018

Azerbaijão – Lenço histórico é ícone da moda



O lenço de seda “kelagayi”, peça de roupa tradicional das mulheres do Azerbaijão, é uma das marcas da identidade nacional, reconhecida pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade desde 2014.

“O ‘kelagayi’ é um trabalho artesanal único. Em primeiro lugar, porque se distingue pelos materiais da sua confecção, as diferentes variedades de seda fina”, explicou Eldar Mikailzade, pintor, vendedor de tapetes e especialista em arte do Azerbaijão, em declarações à agência EFE.

Segundo Eldar, o lenço produz uma beleza estética ao incluir no seu design elementos ornamentais do Azerbaijão, como a “buta” (lágrima curva), pássaros ou flores. “Todas as regiões do país têm variantes únicas do ‘kelagayi’”, acrescentou.

Além de ser um complemento fundamental no armário das azerbaijanas, este acessório também está a tornar-se cada vez mais popular entre as turistas que visitam o país de maioria muçulmana, banhado pelo mar Cáspio.

“Ao contrário de outros acessórios usados na cabeça, o ‘kelagayi’ cai bem em todas as mulheres, por isso, é muito procurado pelas turistas”, destacou o especialista.

À parte estética junta-se o valor prático dos lenços de seda do Azerbaijão, pois protegem do frio e do calor, dependendo da estação do ano, e têm longa durabilidade. “A seda é caracterizada por ser um material durável, e as donas deste acessório, que combina tradição com moda, podem gabar-se disso por muito tempo”, conclui.

As cores dos lenços também têm um significado: mulheres mais velhas usam o “kelagayi” preto como sinal de luto e, no dia-a-dia, costumam cobrir a cabeça com o branco. Nos casamentos tradicionais, a noiva é coberta com um modelo vermelho. Porém, entre as jovens, também são muito populares as cores azul, roxo e verde.

Antigamente, os lenços tinham forma quadrada e um tamanho padrão de 150 x 150 centímetros, mas hoje essas regras já não são aplicadas com tanto rigor no processo de fabrico.

Na montanhosa aldeia de Basgal, 150 quilómetros a noroeste da capital Baku, situa-se um dos centros de produção dos “kelagayi”, onde cada artesão pode confeccionar cerca de 15 lenços por dia, dependendo da procura.

O artesão Abbasali Talíbov herdou a técnica de fabrico do pai e avô, passando-a agora ao filho de 16 anos. Segundo explicou, para decorar um lenço, é usado um molde especial e o desenho é impresso com cera sobre a seda, sendo o resto do “kelagayi” tingido com a cor principal.

Alguns moldes de aço e madeira foram preservados desde tempos imemoriais e guardam uma mensagem especial. A grande “buta”, por exemplo, simboliza o Sol e a realização dos desejos, e a dupla “buta” amor e fidelidade.

Segundo os artesãos, o mestre expressa geralmente no lenço os desejos para a sua futura mulher, pelo que não há dois “kelagayi” iguais.

Em Basgal, os turistas podem também visitar o museu do lenço do Azerbaijão, para aprender sobre a sua história e até assistir ao processo de fabrico.

Segundo a chefe do Departamento de Género e Psicologia Aplicada da Universidade Estadual de Baku, o “kelagayi” simboliza “a honra das mulheres do Azerbaijão, a paz e o bem-estar”. Rena Ibraguimbekova lembra que estudos realizados no final dos anos 90 concluíram que a arte do “kelagayi” estava a perder-se, porém, com o apoio das autoridades, a antiga peça voltou a ganhar vida.

A inscrição na lista do Património Cultural Imaterial da UNESCO representou o estímulo definitivo que devolveu o lenço de seda ao quotidiano da sociedade azerbaijana. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Internacional – Ligação ferroviária entre a China e o Azerbaijão

Na passada segunda-feira, 03 de Agosto de 2015, o primeiro trem contêiner em bloco da China chegou ao Porto de Baku no Azerbaijão. A cerimônia de boas-vindas ao novo terminal de ferry-boat contou com a presença de importantes autoridades do Azerbaijão, Cazaquistão e Geórgia, bem como representantes dos seus portos, empresas de transportes ferroviários e marítimos e membros dos corpos diplomáticos nacionais.

O primeiro trem do noroeste da China para o Azerbaijão resultou de um esforço conjunto do Comitê de Coordenação no desenvolvimento da Rota Internacional Transcaspiana de Transporte (Trans-Caspian International Transport Route - TITR). O Comitê teve início com a Kazakhstan Railways e abrange portos, ferrovias, empresas logísticas e de transportes marítimos do Azerbaijão, Cazaquistão, Geórgia, Turquia e China.

O trem, transportando 82 contêineres de vinte pés, partiu da cidade de Shihezi, na Região Autônoma de Xinjiang Uygur da China em 28 de julho, viajando mais de 4000 km antes de chegar ao porto do Mar Cáspio de Aktau, no Cazaquistão. De lá, o trem foi transportado por ferry-boat para o novo Porto de Baku no Alyat, 70 km ao sul da capital do Azerbaijão, Baku.

O governo do Azerbaijão está construindo um novo e avançado complexo portuário perto de Alyat que inclui zonas de logística, um estacionamento TIR seguro, instalações de uma base de abastecimento de petróleo de uso comum e áreas alfandegárias. O novo porto abrange uma área total de 400 hectares. Esta construção faz parte de uma estratégia maior do presidente Ilham Aliyev do Azerbaijão para fortalecer a economia não petrolífera do país e diversificá-la dos hidrocarbonetos. Localizado nos cruzamentos estratégicos da Europa e Ásia e próximo a mercados consideráveis, como China, Turquia, Irã e Rússia, o Porto de Baku está prestes a tornar-se o principal hub logístico e comercial da Eurásia.

Como players ativos no antigo comércio da Rota da Seda, os países sem litoral do Cáucaso e da Ásia Central têm como objetivo reavivar e impulsionar o antigo comércio terrestre entre a China e a Europa. A futura conclusão do projeto ferroviário Baku-Tbilisi-Kars ligando as redes ferroviárias do Azerbaijão, Geórgia e Turquia com a União Europeia, oferece novas oportunidades para o transporte de carga da China e do Extremo Oriente através de uma rota terrestre mais curta e rápida. A rota marítima atual da China Oriental para a Europa é de 30 a 35 dias. Os membros do Comitê de Coordenação pretendem diminuir o tempo de entrega porta a porta de mercadorias chinesas para a Europa para menos de 14 dias. In “Portogente” - Brasil