Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Estados Unidos da América - Investigadores dizem que vacinas nasais podem proteger melhor contra a covid-19

As opções de combater à covid-19 diversificam-se cada vez mais. para lá das vacinas tradicionais, investigadores falam em soluções aplicadas de forma distintas. Inovação a que se juntam já pastilhas anti-covid-19 que estão a ser estudadas

Investigadores da universidade norte-americana de Yale propõem que vacinas administradas através do nariz podem proteger melhor o corpo contra vírus respiratórios e estão a estudar em animais vacinas contra a covid-19.

A equipa de Yale sugere que se as vacinas nasais forem seguras e eficazes em seres humanos poderão ser usadas em conjunto com vacinas injetáveis para reforçar a resposta imunitária no local do corpo por onde os vírus entram.

Das conclusões, publicadas no boletim científico Science Immunology, retira-se que a vacinação intranasal conferiu proteção alargada contra diferentes vírus respiratórios em ratos, enquanto a chamada imunização sistémica, através de injeção, não conseguiu o mesmo resultado.

Ambas as formas de vacinação fizeram aumentar os níveis de anticorpos no sangue dos ratos de laboratório, mas só a vacina nasal permitiu a segregação de anticorpos nos pulmões, onde os vírus respiratórios se alojam para daí infetar o organismo anfitrião.

As membranas mucosas como as que existem no nariz têm o seu próprio sistema de defesa imunitária que combate patógenos que se introduzem no corpo através do ar respirado ou através da comida.

Os tecidos que agem como uma barreira produzem células imunitárias B, que segregam anticorpos de imunoglobina A, e agem localmente nas mucosas do nariz, estômago e pulmões, enquanto as vacinas provocam uma resposta imunitária sistémica.

“A melhor defesa imunitária acontece às portas [do corpo], protegendo contra os vírus que tentam entrar”, afirmou a principal autora do estudo, Akiko Iwasaki, professora de Imunobiologia.

A tentar responder a este raciocínio, investigadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos da América, têm estado a desenvolver uma pastilha elástica de sabor a canela que, mascada, faz ativar proteínas de origem vegetal que são capazes de diminuir a carga viral da covid-19, o SARS-CoV-2, presente na saliva. Uma solução, que crê a equipa, irá ajudar a reduzir as taxas de transmissão da doença e que não será dispendiosa.

De volta à possível vacina nasal, o papel protetor das células que produzem imunoglobina A já era conhecido em relação aos patógenos intestinais mas a equipa liderada por Iwasaki experimentou uma vacina proteica que provoca a sua produção e expôs os ratos a vírus da gripe

Os ratos a quem foi dada uma vacina intranasal ficaram mais bem protegidos contra a gripe respiratória do que os que receberam uma vacina injetada.

As vacinas nasais também resultaram na produção de anticorpos que protegeram os animais contra várias estirpes de gripe para além daquela a que se destinava. In “Delas” – Portugal

Sobre as vacinas nasais leia o que o blogue Baía da Lusofonia já publicou:

Portugal - Projeto de vacina portuguesa contra a covid-19 parado desde julho à espera de fundos – 18.11.2021

França – Vacina por via intranasal avança no combate contra a Covid-19, depois de Portugal e Brasil – 18.09.2021

Brasil - Investigadores brasileiros avançam em vacina em formato de spray nasal - 05.09.2021

Brasil - Anvisa recebe pedido para testes de vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade Federal de Minas Gerais – 02.08.2021


segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Internacional – Inovação no tratamento de água é inspirada em criatura marinha



Biomimetismo

Inspirados na Actinia, um organismo marinho que envolve sua presa com tentáculos, pesquisadores dos EUA e da China desenvolveram um método que torna o tratamento de água mais eficiente e mais barato.

Ao remover uma ampla gama de contaminantes em uma única etapa, a descoberta promete melhorar significativamente o uso de coagulantes nas estações de tratamento de água.

A equipe dos professores Menachem Elimelech (Universidade de Yale) e Huazhang Zhao (Universidade de Pequim) usou um material conhecido como nanocoagulante - um coagulante projetado em escala nanométrica - para livrar a água dos contaminantes.

Quando adicionados à água, os coagulantes convencionais, como o sulfato de alumínio e outros sais metálicos, removem partículas maiores da água, fazendo com que elas se agrupem em formações maiores sedimentem. Como esses coagulantes não removem partículas menores dissolvidas na água, são necessários métodos de tratamento adicionais. Mas o emprego de múltiplas técnicas encarece o processo, consome muita energia e aumenta a área ocupada pelas estações de tratamento.

Coagulante com nanotecnologia

A equipe sintetizou um nanocoagulante altamente estável, diferente dos coagulantes convencionais não apenas em sua estrutura, mas também no comportamento e no desempenho. Além de remover partículas suspensas, o nanocoagulante também remove pequenos contaminantes dissolvidos.

"O comportamento do nanocoagulante é controlado por sua estrutura," detalhou o pesquisador Ryan DuChanois. "Sob certas condições, o nanocoagulante mantém uma estrutura que permite que ele seja armazenado ao longo do tempo."

A Actinia é uma anêmona do mar com um corpo esférico que tem tentáculos que se retraem enquanto descansam e se estendem enquanto capturam sua presa. Com esse predador marinho como modelo, os pesquisadores sintetizaram o coagulante, usando componentes orgânicos e inorgânicos para replicar a estrutura da Actinia. In “Inovação Tecnológica” – Brasil

Bibliografia:

Actinia-like multifunctional nanocoagulant for single-step removal of water contaminants
Jinwei Liu, Shihan Cheng, Na Cao, Chunxiang Geng, Chen He, Quan Shi, Chunming Xu, Jinren Ni, Ryan M. DuChanois, Menachem Elimelech, Huazhang Zhao
Nature Nanotechnology
DOI: 10.1038/s41565-018-0307-8