Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 19 de julho de 2024

Brasil - Show que conecta os dois grandes países lusófonos do Atlântico Sul traz para o palco do Sesc Paulo Flores e Jaques Morelenbaum

Em única apresentação na capital paulista, Festival Arte Serrinha traz para o Sesc Pinheiros o show inédito “Atlânticos” que conta com participação especial de Morena Nascimento


No dia 28 de julho, encerrando a 22ª edição do Festival Arte Serrinha, em São Paulo o Sesc Pinheiros recebe o encontro inédito entre o maestro carioca Jacques Morelenbaum e o angolano Paulo Flores e sua banda. O show é o resultado da Residência de Música, que acontece de 24 a 27 de julho entre os artistas e faz parte da programação do Festival. Apresentando toda a musicalidade de Flores, grande referência no Semba – ritmo popular em Angola, o show terá canções marcadas por ritmos dançantes combinadas às suas letras politizadas que cantam as belezas e desigualdades de seu país e da África. Em conjunto com o violoncelista Jaques Morelenbaum, fazem uma fusão entre a cadência desses sons. A dançarina e coreógrafa Morena Nascimento fará uma participação especial com uma apresentação síncrona.

Intitulado “Atlânticos”, o show terá como base o repertório do compositor angolano e algumas músicas do seu guitarrista Manecas Costa, um brilhante compositor e virtuoso guitarrista da Guiné-Bissau, que é considerado uma das mais belas vozes de origem africana da atualidade. A sua música carrega as vibrações quentes e a sensualidade do “gumbe”, música crioula nascida em Bissau. Um diálogo transdisciplinar entre a música de influências caribenhas, brasileiras, afro-cubanas e africanas de Paulo Flores, os arranjos inéditos de Jaques Morelenbaum, a dança de Morena Nascimento e a cenografia com assinatura do Festival Arte Serrinha, que traz o universo das artes visuais para a direção de arte de todo o espetáculo.

O Festival Arte Serrinha acontece há mais de 20 anos na cidade de Bragança Paulista – SP, em um formato de espaço de livre criação e difusão da arte, de encontros, experimentação de linguagens e nascedouro de ideias sobre temas relevantes para a sociedade. Em 2024, a 22a. edição traz o tema “Atlânticos”, com parceiros como o Museu da Língua Portuguesa, o Festival Encontros de Alvito (Portugal), a Bienal de Coimbra e a Jahmek Contemporary Art Gallery (Luanda), recebendo atividades e artistas que representam a contribuição dos países lusófonos atlânticos para o mundo contemporâneo.

Paulo Flores é compositor, intérprete e constrói há quase quarenta anos uma obra notável, onde a poesia e as melodias sustentam uma narrativa que faz de forma única um retrato da alma angolana. O artista, que é embaixador da Boa Vontade das Nações Unidas em Angola, fez parte do movimento da Kizomba no final da década de 80 e inscreve o seu trabalho numa linguagem baseada na procura e na valorização do patrimônio musical angolano, com espaço para a influência de outros gêneros musicais. Há muitos anos tem se aproximado da música brasileira, com parcerias de produtores brasileiros com os quais gravou alguns dos seus discos.

Jaques Morelenbaum – Natural do Rio de Janeiro, o violoncelista, arranjador, maestro, produtor e compositor Jaques Morelenbaum, iniciou sua relação com a arte ainda criança, e em sua trajetória artística se tornou uma das referências da música contemporânea dentro e fora do país. Atuou ao lado do maestro Tom Jobim durante dez anos, tocando em espetáculos e gravações que renderam prêmios de extrema relevância. No campo das gravações, Morelenbaum empregou seu instrumento para abrilhantar os álbuns de uma constelação de astros da música popular brasileira, que inclui Gilberto Gil, Gal Costa, Ivan Lins, Barão Vermelho e Skank. Morelenbaum escreveu, ainda, arranjos para discos de Marisa Monte, Beto Guedes, Carlinhos Brown, Titãs, do grupo português Madredeus, da cantora portuguesa Dulce Pontes, do compositor norte-americano David Byrne e das cabo-verdianas Cesária Évora e Mayra Andrade.

Morena Nascimento – Morena Nascimento é uma artista da dança nascida em Belo Horizonte em 1980, que se dedica a seu ofício como autora e gestora de seus próprios trabalhos desde 2001, como bailarina, coreógrafa, diretora, e professora de dança. Integrou como bailarina intérprete o Grupo Primeiro Ato de Belo Horizonte de 2001 a 2004 e posteriormente o Tanztheater Wuppertal Pina Bausch, de 2007 a 2010, companhia com a qual continuou atuando como bailarina convidada, até 2019. Buscando provocações e contra argumentações para seu trabalho, tem criado obras autorais em parceria com inúmeros artistas de diversas linguagens como o cinema, a música, o teatro e as artes visuais, ao longo dos últimos 23 anos. Coreografou grupos importantes como o Balé da Cidade de São Paulo, para o qual criou o espetáculo “Um Jeito de Corpo” (2018), a Cia de Dança do Palácio das Artes, para o qual criou “LALANGUE” (2018), o Balé do Teatro Castro Alves, Ópera de Metz. A possibilidade de ser atravessada e provocada por outros olhares se tornou uma constante em seus trabalhos autorais mais relevantes como “Clarabóia” (2010 – parceria com Andreia Yonashiro), “Rêverie” (2013 – parceria com Carolina Bianchi), “Um diálogo entre música e dança” (2010 – parceria com o músico/arranjador Benjamim Taubkin). É mãe desde 2017 e mais do que nunca tem optado por trabalhar em contextos que consiga criar com acolhimento, afeto e respeito às singularidades que a maternidade a convoca. Constantemente é convidada a realizar criações de obras para companhias nacionais e internacionais de dança e coordenar residências artísticas focadas na criação. In “Mundo Lusíada” – Brasil

Jacques Morelenbaum, Paulo Flores e banda. Participação especial Morena Nascimento

Dia: 28 de julho, domingo, às 18h.

Duração: 60 minutos

Local: Teatro Paulo Autran


sábado, 8 de maio de 2021

Cabo Verde – Projecto Língua Terra lança primeiro single “Cumplicidades”

Cidade da Praia – O projecto “Língua Terra: Reinventando Mundo”, que conta com a participação de artistas consagrados e novos nomes do cenário cultural de países de língua portuguesa, tem já disponível nas principais plataformas digitais a primeira composição intitulada “Cumplicidades”.


O projecto engloba artistas de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Portugal, visando promover o intercâmbio entre artistas destes seis países unidos pela língua portuguesa, fomentando conexões culturais e criações artísticas colaborativas.

Para celebrar essa reunião de ritmos e costumes interligados pela língua portuguesa, reduzir as desigualdades sociais e combater o preconceito, através da disseminação da arte e da cultura, o Língua Terra dá início aos trabalhos, com o lançamento da primeira música gravada em colectivo, o single “Cumplicidades”, avançou a produtora executiva do projecto, Mónica Cosas, em comunicado de imprensa.

Conforme a mesma fonte, “Cumplicidades” é uma composição do trio Paulo Flores (Angola), Lenna Bahule (Moçambique) e “tem uma pegada dançante, regada a uma tempestade de experimentações e colaborações”.

Neste ano, o Língua Terra segue promovendo encontros, novas criações, apresentações musicais, encontros literários, performances, cursos e mini documentários, em formato ‘online’, pretendendo, em 2022, realizar festivais presenciais.

Surgido em São Paulo no ano de 2017, num encontro experimental, o projecto, é segundo Mônica Cosas, uma proposta para que o público conheça um panorama da música que habita cada um dos países envolvidos, através de músicos que possuem reconhecimento crítico dentro e fora desses locais.

“Assim que a pandemia permitir, o Língua Terra irá desembarcar nos mais diversos palcos, fortalecendo o cenário musical, integrando artistas, além de engajar os países participantes no circuito cultural mundial”, afirma Mônica Cosas, uma das responsáveis pela curadoria do Língua Terra. In “Inforpress” – Cabo Verde




segunda-feira, 5 de abril de 2021

Angola - “Independência” é o novo álbum do músico Paulo Flores a apresentar em Lisboa


Lisboa – O músico angolano Paulo Flores vai apresentar o seu novo álbum, “Independência”, a 21 de maio, em concerto, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, cerca de um mês após a sua chegada ao mercado, informou hoje a produtora.

A independência de Angola, cujos 45 anos se assinalaram a 11 de Novembro do ano passado, está na base do novo projecto e, em particular, da canção “Amanhã”, já divulgada.

No Coliseu, Paulo Flores será acompanhado por músicos como Prodígio, do colectivo Força Suprema, uma das referências do rap em Angola, Yuri da Cunha, em “Njila ia Dikanga”, e Manecas Costa, “um dos expoentes musicais da Guiné-Bissau”, na canção “Si Bu Sta Dianti da Luta”.

O álbum, a editar ainda este mês, e o concerto celebram a “Independência”, “um marco na História de Angola”, mas também “uma palavra que define o coração independente de Paulo Flores”, escreve a produção.

As cerca de duas dezenas de canções “carregam alguma saudade, mas também traduzem visões para o futuro, temas que exaltam a liberdade e a fraternidade, a harmonia, sempre com um balanço próprio, puramente angolano, manso qual o cantor, [que também] sabe aproximar-se da canção tropical brasileira ou até da dolência do fado”, escreve a produtora, sobre “Independência”.

“Paulo Flores é hoje um dos maiores nomes da música popular de Angola, embaixador do semba no mundo, e nome respeitado por várias gerações de músicos graças aos vários trunfos que coleccionou ao longo de mais de 30 anos de carreira”, lê-se na apresentação do músico.

Os bilhetes para o concerto no Coliseu de Lisboa já se encontram disponíveis. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”


 

quinta-feira, 30 de abril de 2020

UCCLA - Apresenta iniciativa A Cantar em Português #FICOEMCASA





















Num contexto em que os espetáculos foram adiados, as exposições proteladas e a cultura, de uma maneira geral, está a passar por uma fase menos favorável, a UCCLA apresenta “A Cantar em Português #FICOEMCASA” numa iniciativa que tem como missão trazer música, com autores dos países de língua portuguesa, num momento em que milhares de pessoas se encontram em isolamento social, resultado da pandemia da Covid-19.

Os artistas que autorizaram a divulgação das suas canções foram Camila Masiso (Brasil), Cao Bei (China), Costa Neto (Moçambique), Guto Pires (Guiné-Bissau), Paulo de Carvalho (Portugal), Paulo Flores e Yuri da Cunha (Angola), Tonecas Prazeres (São Tomé e Príncipe) e Zézé Barbosa (Cabo Verde). Para acederem à música escolhida pelos cantores, basta clicarem em cima de cada fotografia.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Angola - Paulo Flores com novo álbum, ″kandongueiro Voador″

Paulo Flores, a comemorar 30 anos de carreira, tem um novo álbum que vai apresentar em Portugal no fim deste mês



"Kandongueiro Voador" é o título do novo trabalho do músico angolano que sobe ao palco da Aula Magna da Universidade de Lisboa, no dia 28 de Abril.

Composto por 12 faixas, maioritariamente da autoria - letra e música - de Paulo Flores, um álbum que resultou de um "laboratório criativo", segundo as suas próprias palavras, gravado nos intervalos entre os vários concertos do músico em Luanda.

Um dos temas, "Cise nos Rainha", é uma homenagem a Cesária Évora. Foi composto por Paulo Flores em 2016, cinco anos após a morte da "diva dos pés descalços".

O tema conta com o cavaquinho e bandolim de Edu Miranda e o clarinete de Ricardo Toscano.

O álbum, uma edição de autor, conta ainda com a participação de Roberto Mendes, Capiman, Armando Gobliss, Sérgio Beleira e DJ Satelite.

A acompanhar Paulo Flores no concerto da Aula Magna estarão os músicos Armando Gobliss, nas teclas, Chico Santos e Joãozinho Morgado, na percussão, Edu Miranda, no violão, cavaquinho e bandolim, Hélio Cruz, na bateria, Manecas Costa, na guitarra, e Mayo, no baixo. In “Novo Jornal” - Angola