Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 28 de junho de 2026

Fujo contigo

















Vamos aprender português, cantando

 

Fujo contigo

 

A minha mãe tem mau feitio

a sorte é que gosta de ti

são da mesma rua

são do mesmo sítio

e até se olham da janela

 

Não tenhas medo de ir lá a casa

hoje eu pedi para pôr mais um lugar na mesa

e ao jantar eu vou-te chamar de amor

amor, amor, amor

amor, amor, amor

 

Ah, ah, ai….

se ela embirrar

não tem mal, não tem mal

se ela não gostar

não tem mal, não tem mal

se tu não quiseres ficar

não tem mal, não tem mal

linda, eu fujo contigo

 

Ah, ah, ah….

se ela embirrar

não faz mal, não faz mal

se ela não gostar

não faz mal, não faz mal

 

Se ka krem la na casa

não faz mal, não faz mal

lindo, eu fujo contigo

 

Aí, olha para mim sim, mas olha de lado

aí, lá vens com essa mania que está controlado

aí, eu não tenho culpa

ami nca teni culpa

que ela nem mande para mim

um sorriso lá da janela

 

Não tenhas medo de ir lá a casa

hoje eu pedi para pôr mais um lugar na mesa

e ao jantar eu vou-te chamar de amor

amor, amor, amor

amor, amor, amor

 

Ah, ah, ai….

se ela embirrar

não tem mal, não tem mal

se ela não gostar

não tem mal, não tem mal

se tu não quiseres ficar

não tem mal, não tem mal

linda, eu fujo contigo

 

Ah, ah, ah….

se ela embirrar

não faz mal, não faz mal

 

Se ela não gostar

não faz mal, não faz mal

se ka krem la na casa

não faz mal, não faz mal

lindo, eu fujo contigo

 

Nu bai … nu sai di li

n’cré bai ku bo … ali n’ka kredo…

nu bai … nu sai di li

n’cré bai ku bo … ali n’ka kredo…

 

Mas agora sabes que…

vais ter de conhecer a minha família

não é?

o meu pai…

a minha mãe…

ela também não é fácil!

 

Nuno Ribeiro - Portugal

Soraia Ramos – Cabo Verde


sábado, 7 de fevereiro de 2026

Cabo Verde - Nelson Freitas lança single “Não Deixa” que anuncia chegada de novo álbum

O tema conta com a participação do cantor, compositor e produtor português Nuno Ribeiro

O artista Nelson Freitas lançou na passada sexta-feira, 30, o single “Não Deixa”, que anuncia a chegada do seu novo álbum de originais. O tema, que já soma mais de 39 mil visualizações no YouTube, conta com a participação do cantor português Nuno Ribeiro, que também fez a produção.

“Sinto que a música é um grande tema. Obviamente, já andamos a testar esta canção há cerca de meio ano, e mostrei-a a várias pessoas, e o refrão fica mesmo na cabeça”, afirmou Nelson Freitas citado em comunicado.

“É daquelas (músicas) para cantar em conjunto, feita para transmitir uma boa sensação, apesar da mensagem da música ser algo como: será este o fim ou talvez não? Ou será que conseguimos encontrar uma forma de nos unirmos e fazer isto resultar? E quem sabe? Talvez consigamos mesmo fazer resultar”, acrescentou ainda.

Segundo um comunicado, este novo trabalho discográfico foi pensado com tempo, distância e intenção que assinala um momento simbólico na carreira de Nelson Freitas.

“Depois de 25 anos a somar êxitos, colaborações e palcos esgotados, o artista apresentará um disco que reflete maturidade, visão e uma relação ainda mais consciente com a música – e com o público”, lê-se no comunicado.

Com música e letra assinadas por Nelson Freitas e Nuno Ribeiro e videoclipe realizado por Nuno Pinto. “‘Não Deixa’ afirma-se pela sua energia contagiante e por um refrão imediato, daqueles que se cantam em coro.”

Segundo a mesma fonte, a canção transmite boa disposição, mas não foge à reflexão, abordando temas como a dúvida, a permanência e a vontade de fazer resultar, mesmo quando tudo parece em suspenso.

O comunicado avança ainda que este novo álbum – que “Não Deixa” agora apresenta – surge como o culminar natural de uma carreira construída com consistência, inovação e identidade própria, e como o retrato de um artista que sempre soube antecipar tendências, reinventar-se e manter-se relevante, sem nunca perder a sua essência.

“2026 será um ano em grande, com nova música, uma nova digressão e momentos que prometem ficar na memória”, conclui a mesma fonte.

É de salientar que no mês de abril do ano passado, Nelson Freitas celebrou 25 anos de carreira no Coliseu do Recreios, em Lisboa, com lotação esgotada.  Aline Oliveira – Cabo Verde In “Balai Cabo Verde”



segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Portugal - Inéditos de Fernando Pessoa em novo livro da U.Porto Press

São textos inéditos de Fernando Pessoa, assinados pelo próprio ou pelos seus heterónimos, e fazem parte do “Espólio de Pessoa” – mais de vinte e sete mil documentos que o poeta português deixou numa arca, encontrada após a sua morte –, catalogado na Biblioteca Nacional de Portugal.


O Espólio de Pessoa encontra-se dividido em envelopes, contendo uma quantidade variável de documentos. Envelopes Filosóficos: Filosofia & Heteronímia, agora coeditado pela U.Porto Press e pelo Instituto de Filosofia da Universidade do Porto (IFUP), dá ao leitor “a oportunidade de ler documentos filosóficos transcritos diretamente do espólio do autor, bem como de publicações que o poeta e pensador publicou durante a sua vida”, assinalam Nuno Ribeiro e Cláudia Souza, dois dos coordenadores deste novo título da coleção Transversal da Editora da U.Porto.

Como explica Maria Celeste Natário, docente do Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da U.Porto (FLUP), também coordenadora da publicação e autora do Prefácio, estes “Envelopes (…) constituíram base de reflexão para Seminários Abertos de Filosofia em Portugal, que decorreram em 2022”, na FLUP, tendo como convidados os investigadores Nuno Ribeiro, Cláudia Souza e Paulo Borges, “conhecidos hermeneutas da obra pessoana, designadamente no âmbito filosófico”.

Segundo a também coordenadora do Grupo de Investigação “Raízes e Horizontes da Filosofia e da Cultura em Portugal” do IFUP, o volume agora publicado “contribuirá para recolocar a obra pessoana no universo da Filosofia”, sendo este “o espaço, por excelência, onde o seu pensamento se inscreve”.

Fernando Pessoa, a Filosofia e os seus “outros eus”

Ao folhear Envelopes Filosóficos: Filosofia & Heteronímia, o leitor encontrará textos filosóficos assinados pelo próprio Pessoa, mas também por Alberto Caeiro, Ricardo Reis ou Álvaro de Campos – seus conhecidos heterónimos – e ainda “outros eus pessoanos ainda pouco divulgados”: Charles Robert Anon, Horace James Faber, Alexander Search, A. Moreira, Faustino Antunes, Frederick Wyatt, António Mora ou Raphael Baldaya.

Para além de revelar uma faceta menos conhecida da obra de Fernando Pessoa – a dimensão da sua escrita enquanto pensador filosófico – esta publicação mostra que o autor, na redação dos seus textos, “ao mesmo tempo que constrói filosofia, se desdobra noutros eus, isto é, noutras personalidades que pensam, produzem e assinam importantes reflexões filosóficas”, contam Nuno Ribeiro e Cláudia Souza.


Se, por um lado, a Biblioteca Particular do poeta e prosador português é prova da “multiplicidade das suas leituras, que estão na base da sua produção textual”, as suas listas de leituras de índole filosófica são, por outro lado, “testemunho do seu interesse pela Filosofia”, atestando, também, “o vasto conhecimento que tinha dos diversos autores e temas filosóficos”.

Este título está disponível na loja online da U.Porto Press, com um desconto de 10%. Universidade do Porto - Portugal

Sobre os coordenadores

Nuno Ribeiro é investigador do Instituto de Estudos de Literatura e Tradição (IELT, NOVA – FCSH) e autor de mais de 20 edições sobre a obra de Fernando Pessoa publicadas na Europa, no Brasil e nos Estados Unidos. Doutorou-se em Filosofia com uma tese sobre o espólio filosófico de Fernando Pessoa intitulada Tradição e Pluralismo nos Escritos Filosóficos de Fernando Pessoa.

Cláudia Souza é doutora em literaturas de língua portuguesa e pesquisadora do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa. É autora de inúmeras edições e ensaios sobre a obra de Fernando Pessoa publicados na Europa, no Brasil e nos Estados Unidos. Publicou mais de 20 edições do espólio de Fernando Pessoa.

Paulo Borges (Lisboa, 1959) é Professor no Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e investigador do Centro de Filosofia da mesma Universidade. Autor e organizador de 65 livros de ensaio filosófico, aforismos, poesia, ficção e teatro, publicados em Portugal, Espanha e Reino Unido.

Maria Celeste Natário é Professora Associada no Departamento de Filosofia da FLUP, onde se doutorou. Coordena o Grupo de Investigação “Raízes e Horizontes da Filosofia e da Cultura em Portugal”, no IFUP, onde tem promovido o diálogo entre Filosofia e Culturas de Língua Portuguesa, bem como o diálogo entre Filosofia e Literatura.




domingo, 13 de dezembro de 2020

Tarde demais

 








Vamos aprender português, cantando

 

Tarde demais

 

A distância não apaga a nossa história

e o tempo não te leva da minha memória

mas tu não estás aqui,

tu não estás aqui

 

mas

 

Sei que ainda pensas em nós

que queres ouvir a minha voz

 

Por mais que digas, que me consegues esquecer

sei que tens medo, de pra sempre me perder

e vai ser tarde,

quando disseres que tens saudades

vai ser tão tarde

 

Não fui eu quem disse pra te ires embora

mas no final tu já fizeste a tua escolha

pra tu não estares aqui

para não estares aqui

 

mas

 

Sei que ainda pensas em nós

que queres ouvir a minha voz

 

Por mais que digas, que me consegues esquecer

sei que tens medo, de pra sempre me perder

e vai ser tarde,

quando disseres que tens saudades

vai ser tão tarde

 

Por mais que digas, que me consegues esquecer

sei que tens medo, de pra sempre me perder

e vai ser tarde,

quando disseres que tens saudades

vai ser tão tarde

 

Tarde demais

tarde demais

 

Por mais que digas, que me consegues esquecer

sei que tens medo, de pra sempre me perder

e vai ser tarde,

quando disseres que tens saudades

vai ser tão tarde

tarde demais

 

Nuno Ribeiro - Portugal