Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 17 de setembro de 2024

CPLP - Concerto “Mulheres da Lusofonia” com apoio do Camões para chegar a outros países da Comunidade

O concerto “Mulheres da Lusofonia”, que em Maio passado se estreou em Lisboa, vai poder chegar às capitais de outros Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), disse o embaixador do Brasil junto da CPLP.


Segundo o diplomata Juliano Nascimento, esta iniciativa, que reuniu oito cantoras de oito dos Estados-membros da CPLP num concerto no Centro Cultural de Belém, com o apoio financeiro do Fundo Especial da CPLP, neste caso integralmente com recursos do Brasil, conta agora também com a ajuda financeira do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua para chegar às “capitais de outros Estados-membros” da organização. “Tivemos a generosa colaboração do Camões [e esta contribuição] vai permitir que a gente leve o ‘show’ para outras capitais nos PALOP”, salientou, realçando que os locais onde chegará “dependerá um pouco da manifestação dos outros países”.

O embaixador disse que será preciso falar com a cantora brasileira Fafá de Belém, “a idealizadora desse ‘show'”, para perceber se o espetáculo terá o mesmo formato e músicos da edição de Lisboa, e com os outros representantes de Estados-membros da CPLP em Lisboa para saber que disponibilidades têm os seus países para acolher o evento e como podem ajudar também, de modo a que possa ser apresentado num maior número de capitais.

Sobre o valor da contribuição do Camões, o diplomata preferiu não dar números, adiantando apenas que agora há condições para realizar mais espetáculos, quando inicialmente a verba não chegava sequer para dois. Sem adiantar valores, fonte do Camões confirmou à Lusa que foi alocada uma verba disponível de Portugal no Fundo Especial da CPLP para apoiar estes concertos.

Em Maio, a cantora brasileira Fafá de Belém contou que a ideia do concerto começou a germinar em 2018, quando, a convite da portuguesa Ana Laíns, participou nas Festas do Mar, onde a conheceu pessoalmente, bem como à cantora guineense Karyna Gomes. “A ideia é cantar a voz da mulher na língua portuguesa”, acrescentou Fafá, que coordenou o espetáculo com entrada gratuita, que surgiu no âmbito das comemorações do mês da Língua Portuguesa, em maio, e foi financiado também pelo Fundo Especial da CPLP.

Além da portuguesa Ana Laíns, da brasileira Fafá de Belém e da guineense Karyna Gomes, o projeto contou com a participação de Anabela Aya (Angola), Anastácia Carvalho (São Tomé e Príncipe), Lura (Cabo Verde), Piki Pereira (Timor-Leste) e Selma Uamusse (Moçambique). Cada uma das cantoras interpretou dois temas do seu repertório, e homenagearam, de alguma forma, mulheres que foram muito importantes na expansão da língua portuguesa, como Amália Rodrigues e Cesária Évora. In “Ponto Final” - Macau


terça-feira, 14 de maio de 2024

Lusofonia - Oito cantoras apresentam em Lisboa canções na língua que as une

Oito cantoras vão levar ao Centro Cultural de Belém, na próxima quarta-feira, “a civilização lusófona que [as] liga”, no concerto “Mulheres da Lusofonia”, disse Ana Laíns, uma das intérpretes, à agência Lusa.


Ana Laíns está, aliás, na origem desta ideia, disse à Lusa a brasileira Fafá de Belém, outra das intérpretes.

“Isto começou quando a Ana [Laíns] me convidou para participar [em 2018] nas Festas do Mar e conheci-a, pessoalmente, e também a [guineense] Karyna Gomes, que me apareceu como se fosse uma entidade”, disse Fafá de Belém, referindo que a ideia começou logo a germinar.

“A ideia é cantar a voz da mulher na língua portuguesa”, declarou Fafá de Belém.

Além de Ana Laíns, Fafá de Belém e Karyna Gomes, o projeto conta com Anabela Aya (Angola), Anastácia Carvalho (São Tomé e Príncipe), Lura (Cabo Verde), Piki Pereira (Timor-Leste) e Selma Uamusse (Moçambique).

Cada uma das cantoras interpreta dois temas do seu repertório, e vão também “homenagear, de alguma forma, mulheres que foram muito importantes na expansão da língua portuguesa, como Amália Rodrigues e Cesária Évora”.

Assim, “todas juntas, interpretamos dois temas, ‘Tanto Mar, de Chico Buarque e esse hino à mulher empoderada, que luta pela sua própria vida, ‘Maria, Maria’, de Milton Nascimento”, disse Ana Laíns que assume a curadoria e produção executiva do espetáculo, apoiado, entre outras entidades, pela Fundação Guimarães Rosa, do Brasil.

As cantoras serão acompanhadas por um ensemble composto por Paulo Loureiro (piano e orquestrações), Rolando Semedo (baixo), Carlos Lopes (acordeão), João Ferreira (percussão), Ana Filipa Serrão e José Pereira (violinos), Joana Cipriano (viola d’arco) e Catarina Gonçalves (violoncelo).

“A nossa meta é continuar, atravessar os mares”, disse Fafá de Belém que projeta que este seja “um espetáculo de carreira e seja apresentado noutros palcos portugueses, mas também africanos e brasileiros, onde as músicas africanas são pouco conhecidas”, disse a cantora brasileira, referindo o “fator pedagógico” deste concerto, em “esclarecer o povo brasileiro sobre a sua própria origem”.

Ana Laíns, por seu turno, adiantou à Lusa que “há conversações a decorrer com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para levar este conceito, este projeto, a todos os países da lusofonia”.

Laíns reconheceu que apresentar o espetáculo em Timor-Leste “é o maior desafio”.

Do projeto consta a timorense Piki Pereira, atualmente a residir no Reino Unido, e que não faz carreira profissional na música, mas o “espetáculo equitativo”, é “uma possibilidade de mostrarmos os nossos projetos”.

Nesta digressão há a vontade de uma maior aposta nos palcos do Brasil, país onde, embora presente, muito generalizada e assimilada, é “pouco conhecida, ainda, a influência das músicas africanas”, disse Fafá, que acrescentou: “Eu sou uma branca ninada por amas pretas, nós fomos embalados pelos negros vindos de África.”

“A primeira leva de escravos que chegou a Belém do Pará veio da Guiné-Bissau”, disse Fafá, referindo-se à sua terra natal.

O espetáculo, com entrada gratuita, surge no âmbito das comemorações do mês da Língua Portuguesa, o mês de maio, e é financiado pelo Fundo Especial da CPLP. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”