Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Macau - Cinemateca Paixão acolhe workshop de pintura de azulejos portugueses

No âmbito do corrente Festival de Cinema entre a China e os Países de Língua Portuguesa, que está a decorrer de 22 de Novembro a 13 de Dezembro, a Cinemateca Paixão será palco de um “Workshop de Pintura de Azulejos Portugueses”, onde os participantes poderão conhecer as técnicas tradicionais deste reconhecido património cultural imaterial, este sábado, dia 30 de Novembro. Outros eventos que fazem parte do Festival, incluem a “Projecção ao Ar Livre” com curtas-metragens locais, no dia 7 de Dezembro e um “Diálogo sobre a obra de Miguel Gomes” no dia 8 de Dezembro



O Festival de Cinema entre a China e os Países de Língua Portuguesa solidifica-se como uma importante plataforma de intercâmbio cultural, promovendo um diálogo enriquecedor entre as distintas tradições cinematográficas das duas regiões. O evento, que está a decorrer de 22 de Novembro a 13 de Dezembro de 2023, integra o 6.º “Encontro em Macau – Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa”, e oferece um vasto conjunto de actividades que visam não apenas a exibição de obras cinematográficas, mas também a promoção da cultura e das artes.

Entre as actividades programadas, destaca-se o próximo “Workshop de Pintura de Azulejos Portugueses”, agendado para o dia 30 de Novembro. Esta sessão será estruturada em duas partes. A primeira destinada a pais e filhos, que terá lugar das 11h30 às 12h30, e outra para participantes individuais, das 15h00 às 16h00. O workshop será conduzido por um instrutor profissional que guiará os participantes na exploração da história e das técnicas tradicionais de pintura de azulejos portugueses. Os participantes terão a oportunidade de apreciar diferentes estilos de azulejos, além de aprender sobre os métodos de produção desta arte tão característica da cultura portuguesa e património cultural imaterial reconhecido pela UNESCO.

Após o workshop, o festival prossegue com uma série de actividades igualmente enriquecedoras. No dia 7 de Dezembro, terá lugar a “Projecção ao Ar Livre – Novas Forças Visuais em Macau”, que ocorrerá na revitalizada zona dos Estaleiros Navais de Lai Chi Vun. Este evento contará com a exibição de quatro curtas-metragens do programa “Macau – O Poder da Imagem”. A projecção será seguida por uma sessão de partilha com os realizadores, proporcionando assim um espaço de interação e diálogo com o público.

No dia 8 de Dezembro, o festival albergará o “Diálogo: O Fabuloso Miguel Gomes, Contador de Histórias”, mais uma vez na Cinemateca Paixão. Este evento promete ser uma reflexão sobre a narrativa cinematográfica, utilizando como base materiais inspirados em “As Mil e Uma Noites” e outros filmes do realizador português Miguel Gomes. Este diálogo será uma oportunidade para explorar como Gomes retrata as histórias de Portugal através da sua obra, promovendo uma compreensão mais profunda da sua visão artística.

A programação do festival ainda inclui várias sessões de cinema com base nas temáticas das diferentes secções. Por exemplo, a secção “Alegria de Dupla Exibição” foca-se nas obras de realizadores como Guan Hu e Miguel Gomes. Uma outra oportunidade para apreciar distinções e semelhanças nas abordagens cinematográficas entre os dois países.

Sobre os resultados mais recentes das actividades, a dinâmica do festival tem vindo a estimular a participação da comunidade, através de eventos como a “Visita de Pais e Filhos aos Galaxy Cinemas”, realizada no passado dia 23 de Dezembro, onde o intuito foi de dar aos mais novos a oportunidade de conhecer o funcionamento de uma sala de cinema, desde a venda de bilhetes até à projecção de filmes.

Por último, os participantes do festival têm ainda ao seu dispor um programa de promoção especial, designado “Cinemateca Paixão X Galaxy Cinemas”, que possibilita descontos nas entradas de cinema. Elói Carvalho – Macau in “Ponto Final”


sábado, 17 de agosto de 2024

Estados Unidos da América - Festival de Cinema de Nova Iorque conta com filme português

A primeira longa-metragem da realizadora Marta Mateus, “Fogo do Vento”, vai fazer parte da secção “Correntes” do Festival de Cinema de Nova Iorque, anunciou a organização na quinta-feira

A secção onde o filme vai ser apresentado inclui 12 longas-metragens e 28 ‘curtas’ de mais de 20 países, e pretende “traçar um retrato mais completo do cinema contemporâneo com ênfase nas novas e inovadoras formas e vozes”, segundo a organização, em comunicado.

Entre os destaques da secção “Correntes” encontra-se a estreia mundial de “Little, Big and Far” (“Pequeno, grande e longe”, em tradução livre), do norte-americano Jem Cohen.

Também no festival de Nova Iorque, vai estar “Grand Tour”, de Miguel Gomes, que venceu a melhor realização em Cannes este ano.

O 62.º Festival de Cinema de Nova Iorque vai ter lugar naquela cidade norte-americana entre 27 de setembro e 14 de outubro.

“Fogo do Vento”, que se estreou no Festival de Locarno, acompanha alguns dos protagonistas do filme anterior da realizadora, a curta-metragem “Farpões Baldios”, aprofundando histórias de uma comunidade alentejana, “num filme político que convoca a memória das gerações anteriores”, indo “da resistência à ditadura salazarista ao tempo presente, numa reflexão sobre guerra e paz”, que marca “a importância do seu discurso no atual contexto mundial”, segundo a sua apresentação.

A primeira longa-metragem de Marta Mateus é uma coprodução da portuguesa Clarão Companhia, da realizadora e do cineasta Pedro Costa, com a suíça Casa Azul Films e a francesa Les Films d’Ici. “Fogo do Vento” sucede à premiada “Farpões Baldios”, estreada no Festival de Cannes, na Quinzena dos Cineastas, em 2017.

“Um dia, no Verão de 2017, apareceu-me um touro negro no pensamento. Dias depois, chegou-me a imagem de um incêndio, de terra queimada. Aprendi a dar atenção aos signos, aos sonhos, às visões, a guardar os mais leves prenúncios presentes numa ideia, num sopro de vento. Essas são as imagens inaugurais a partir das quais fui tecendo uma trama que cruza as vivências das pessoas da minha comunidade no Alentejo, as imagens das nossas memórias e as que a imaginação inventa”, escreveu a cineasta na nota de intenções, citada num comunicado da Portugal Film. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


domingo, 26 de maio de 2024

França - Miguel Gomes vence prémio de melhor realização no Festival de Cannes

O realizador português Miguel Gomes venceu o prémio de melhor realização do Festival de Cinema de Cannes, pelo filme “Grand Tour”, foi anunciado na cerimónia de encerramento.


É a primeira vez que Miguel Gomes é distinguido na competição oficial do festival de Cannes.

Miguel Gomes recebeu o prémio das mãos do cineasta alemão Wim Wenders e num curto discurso agradeceu ao cinema português, sublinhando a raridade que é haver filmes portugueses na competição oficial, e estendeu o agradecimento a “grandes cineastas” como Manoel de Oliveira, que o inspiraram a fazer cinema.

Há 18 anos, em 2006, na competição de longas-metragens esteve “Juventude em Marcha”, de Pedro Costa.

A história de “Grand Tour” segue um romance de início do século XX, com Edward (Gonçalo Waddington), um funcionário público do império britânico que foge da noiva Molly (Crista Alfaiate) no dia em que ela chega para o casamento.

“Contemplando o vazio da sua existência, o cobarde Edward interroga-se sobre o que terá acontecido a Molly… Desafiada pelo impulso de Edward e decidida a casar-se com ele, Molly segue o rasto do noivo em fuga através deste ‘Grand Tour’ asiático”, refere a sinopse.

Esta semana, em conferência de imprensa em Cannes, Miguel Gomes, 52 anos, explicou que “Grand Tour” é um filme “sobre a determinação das mulheres e a cobardia dos homens” e tem ainda como ponto de referência um livro de viagens, “Um gentleman na Ásia”, de Sommerset Maugham.

Na preparação deste filme, ainda antes da pandemia da Covid-19, Miguel Gomes fez um arquivo de viagem pela Ásia – por exemplo, Myanmar (antiga Birmânia), Vietname, Tailândia, Japão -, para traçar o trajeto das personagens, recolhendo imagens e sons contemporâneos para uma longa-metragem de época de 1918.

Só depois desse périplo, Miguel Gomes rodou as cenas com os atores em estúdio, em Roma. O argumento é coassinado pelo cineasta com Mariana Ricardo, Telmo Churro e Maureen Fazendeiro.

“O que é interessante no cinema é que se pode viajar para um mundo alternativo, um mundo ficcional que contém todos os tempos; as memórias do tempo passado, o tempo atual em que vivemos, o presente”, disse Miguel Gomes na mesma conferência de imprensa.

“Grand Tour” foi produzido por Uma Pedra no Sapato, de Filipa Reis, em coprodução com Itália, França, Alemanha, China e Japão.

Miguel Gomes já tinha estado anteriormente em Cannes, na Quinzena de Cineastas onde apresentou “Aquele querido mês de agosto” (2008), “As mil e uma noites” (2015) e “Diários de Otsoga” (2021), correalizado com Maureen Fazendeiro.

Miguel Gomes soma vários prémios em festivais internacionais, nomeadamente o prémio da crítica do festival de Berlim com “Tabu” (2012), o prémio de melhor realizador (repartido com Maureen Fazendeiro) no Festival Mar del Plata (Argentina) com “Diários de otsoga” (2021) e o prémio especial do júri em Guadalajara (México) com “Aquele querido mês de agosto” (2009).

A 77ª edição do Festival de Cinema de Cannes começou no dia 14 e terminou ontem.

Palma d’Ouro para “Anora” do norte-americano Sean Baker

O júri da competição oficial, presidido por Greta Gerwig, atribuiu a Palma de Ouro de melhor longa-metragem a “Anora”, de Sean Baker, uma “história de Cinderela” sobre uma jovem prostituta de Nova Iorque que se casa com o filho de um oligarca russo, que lhe trará problemas.

Nos agradecimentos, Sean Baker dedicou o prémio “a todas as trabalhadoras do sexo” e afirmou que continuará a fazer filmes para que sejam exibidos nas salas de cinema.

Na cerimónia, destaque ainda para a atribuição de um Prémio Especial para “Les graines du figuier sauvage”, filme do iraniano Mohammad Rasoulof, que fugiu do Irão e se apresentou em Cannes, onde também recebeu o prémio FIPRESCI, da crítica internacional, e o prémio do Júri Ecuménico.

Na competição oficial, o Grande Prémio foi para “All We Imagine as Light”, de Payal Kapadia, e o Prémio do Júri foi para “Emilia Pérez”, de Jacques Audiard, um filme que mereceu ainda um prémio coletivo de Melhor Atriz para as interpretações de Adriana Paz, Zoe Saldaña, Karla Gascón e Selena Gomez.

Curta-metragem de Daniel Soares com menção especial

O realizador português Daniel Soares venceu uma menção especial no Festival de Cinema de Cannes, com a curta-metragem “Bad for a moment”, que estava integrada na competição oficial, anunciou o júri.

O filme de Daniel Soares, que fez a estreia mundial em Cannes, tem produção de O Som e a Fúria e de Kid With a Bike e tinha sido selecionado para a competição oficial, a disputar a Palma d’Ouro.

“Um evento de ‘team-building’ corre mal e obriga o dono de um atelier de arquitetura a encarar a realidade do bairro popular que a sua empresa está a gentrificar”, refere a sinopse do filme.

O elenco integra João Villas Boas, Ana Vilaça, Isac Graça, Cláudia Jardim, João Patrício, entre outros.

Daniel Soares, realizador, fotógrafo e argumentista, nascido na Alemanha, é ainda autor de outras curtas-metragens, nomeadamente as premiadas “O que resta” (2021) e “Please make it work” (2022).

“Bad for a moment” estava na competição oficial em Cannes na mesma secção que atribuiu a Palma d’Ouro em 2009 a “Arena”, de João Salaviza.

Este ano, o prémio máximo de melhor curta-metragem de Cannes foi para o filme “The man who could not remain silent”, de Neboljsa Slijepcevic. In “LusoJornal” - França



sábado, 15 de agosto de 2020

Suíça - Filme ‘Selvajaria’ de Miguel Gomes premiado no Festival de Locarno



O novo filme do realizador português Miguel Gomes, intitulado ‘Selvajaria’, recebeu o prémio especial do júri no programa ‘The Films After Tomorrow’ do Festival de Cinema de Locarno, na Suíça, anunciou a organização.

‘Selvageria’, uma coprodução entre Portugal, França, Brasil, China e Grécia, é uma adaptação livre da obra literária brasileira ‘Os Sertões’, de Euclides da Cunha, “dando conta da obscura guerra que teve lugar na Bahia no ano de 1897”, refere a produtora O Som e a Fúria.

O júri, que atribuiu esta distinção no valor de 50 mil francos suíços (46511 euros), foi composto por Nadav Lapid, Lemohang Jeremiah Mosese e Kelly Reichardt.

O programa ‘The Films After Tomorrow’ (“Os Filmes Depois de Amanhã”) pretendeu apoiar “realizadores que foram forçados a parar de trabalhar por causa da pandemia”, com um júri a atribuir prémios aos melhores projetos.

Além de ‘Selvajaria’, também o novo filme do argentino Lisandro Alonso, que conta com coprodução portuguesa, recebeu um prémio de 3000 francos suíços (2790 euros). In “Mundo Português” - Portugal