Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 31 de julho de 2025

São Tomé e Príncipe - Professores de matemática concluem formação intensiva para melhorar ensino

O reforço da qualidade do ensino da matemática constitui uma das prioridades estratégicas do Ministério da Educação. Neste âmbito, está em fase de conclusão um curso de capacitação destinado aos professores de matemática do ensino secundário.


Ao todo, 64 professores participam nesta formação intensiva, que combina sessões presenciais e online. A iniciativa, promovida pelo Ministério da Educação com apoio financeiro da Fundação Calouste Gulbenkian, procura reforçar as competências pedagógicas dos docentes e melhorar o ensino da matemática em São Tomé e Príncipe.

“Estamos empenhados em reforçar as competências dos professores e em introduzir metodologias inovadoras, com o objetivo de alcançar melhores resultados no ensino da matemática nos próximos anos”, afirmou Maider de Sousa, técnico do Ministério da Educação, Cultura, Ciência e Ensino Superior.

Isabel Orbigo, da Associação Portuguesa de Matemática, é uma das formadoras. Destaca o empenho dos participantes e mostra-se confiante numa melhoria significativa do desempenho dos professores.

“Os professores demonstram grande abertura para melhorar. Sentem a necessidade de partilhar experiências, explorar novos manuais e documentos, e conhecer diferentes perspetivas. Essa atitude é muito encorajadora”, destacou Isabel Orbigo, formadora.

Iniciada em dezembro, a formação aproxima-se da sua fase final com a realização do Bootcamp de Matemática São Tomé e Príncipe 2025, que consolida os conhecimentos adquiridos ao longo dos sete meses.

“Senti-me desafiado a voltar a estudar para me manter atualizado. O intercâmbio de ideias com os colegas e o contacto com novas técnicas vão permitir-me aperfeiçoar o processo de ensino-aprendizagem”, sublinhou Hernâni Teixeira, professor de Matemática.

O curso é coordenado pela Direção-Geral do Planeamento e Inovação Educativa e decorre no Instituto Superior de Educação, em São Tomé. José Bouças – São Tomé e Príncipe in “Téla Nón”


terça-feira, 3 de setembro de 2024

Malásia – Jovem de 19 anos tem mais de mil troféus e já entrou no Livro de Recordes

Nos últimos 14 anos, Yap Wen Min, de 19 anos, ganhou mais de 1000 troféus em concursos de matemática, ciências, debates e oratória, tanto a nível local como internacional.


Recentemente, a adolescente residente em Kuala Lumpur alcançou outro marco ao entrar no Livro de Recordes da Malásia (MBR) por ser a pessoa mais rápida a resolver uma multiplicação de 50 dígitos em 24,61 segundos. Para esse feito, fez uma operação matemática de multiplicação de dois números, cada um com 50 algarismos, sem calculadora.

Yap disse que conseguir entrar no MBR foi uma das conquistas que ambicionava há anos. “O que mais me emociona não é o reconhecimento em si, mas o crescimento e a transformação pessoal que me levou até ele. À medida que me concentrei em melhorar a minha mentalidade e em melhorar as minhas capacidades, a minha entrada na MBR tornou-se um resultado natural”, explicou.

“Esta experiência tem sido gratificante para mim devido às lições inestimáveis ​​- que normalmente não se encontram nos manuais – que a viagem me ensinou”, disse Yap numa entrevista à imprensa local.

Yap, que acabou de terminar os estudos básicos, está actualmente num ano sabático antes de continuar a licenciatura em economia. Completou o feito MBR em Abril. Realizar uma multiplicação de 50 dígitos é desafiante e requer competências avançadas de cálculo matemático e mental devido ao grande número de dígitos envolvidos.

Segundo salientou, os maiores desafios que enfrentou para alcançar este feito foram gerir o seu tempo e lidar com o desgaste mental. “No entanto, foi nestas dificuldades que descobri uma versão mais forte de mim mesmo. Ao longo desta jornada, tive a sorte de contar com o apoio dos meus mentores que me orientaram, desafiaram e encorajaram a continuar a ultrapassar os meus limites”, explicou Yap Wen Min, que pratica matemática durante seis horas por dia.

Também mentora da organização sem fins lucrativos Teach for Malaysia, Yap comenta que tem sido uma viagem incrível e que está entusiasmada com o quão longe chegou. “Não se trata apenas da conquista em si, mas de tudo o que aprendi ao longo do caminho”, referiu, salientando que “estou ansiosa pela próxima aventura, resolver o próximo complexo desafio e vendo até onde posso contribuir”.

Yap, a mais nova de dois irmãos, sente-se atraída pela matemática porque considera que os números são uma das ferramentas mais fiáveis ​​para descobrir verdades e validar ideias. “Como apaixonada por Economia, fascina-me a forma como a Matemática ajuda a analisar e a resolver problemas do mundo real. A economia, ao contrário de outras disciplinas, não é uma disciplina fixa e estática. As suas teorias mudam de tempos a tempos, o que requer muitos debates e capacidades analíticas”, referiu.

Já alcançou muitas conquistas, incluindo o prémio de ouro na Olimpíada Internacional de Aritmética Matemática da Taça ShenMo da China em 2023 e o prémio de prata na Olimpíada Internacional de Matemática da Tailândia em 2022, e em 22 de Agosto, conquistou a medalha de prata na competição Kijang Economics, um evento nacional que testa alunos em empreendedorismo, literacia financeira e negócios.

Para os que não gostam de matemática, a jovem sugere que a vejam como um puzzle ou padrão, em vez de apenas um requisito para as notas e exames. “Ao fazê-lo, pode ajudar-nos a compreender muito melhor as coisas que acontecem ao nosso redor. Não tenham medo de pedir ajuda quando algo não faz sentido. À medida que se tenta mais e se cometem mais erros, seremos capazes de encontrar a lógica por trás disto ou o método que mais nos convém”, disse ela.

“Tentem encontrar as ligações entre a matemática e os hobbies. Não importa se gostam de desporto, música ou arte, há matemática por trás de tudo. Depois de vermos como a matemática se aplica aos nossos interesses, começará a parecer mais divertido e menos árduo”, concluiu. In “Jornal Tribuna de Macau” com “Agências Internacionais”


segunda-feira, 11 de março de 2024

Portugal - Como pode a Matemática ajudar a descobrir o invisível?

"O universo das Formas e a Forma do Universo" é o tema da próxima edição das "Tardes de Matemática", marcada para 16 de março, na Casa Comum. Entrada livre


O que poderemos dizer sobre O Universo das Formas e a Forma do Universo? É sobre este exercício que António Machiavelo, docente da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, vai refletir no próximo dia 16 de março, às 16h00, na Casa Comum (à Reitoria) da U.Porto, em mais uma edição das Tardes de Matemática.

Há mais de 3800 anos que a Matemática fornece ferramentas que eventualmente permitiram descobrir “a forma do mundo” em que vivemos. Também ajudaram a explorar “outros mundos” do nosso sistema solar. A história mais recente da humanidade permitiu-lhe ir mais além nesta busca por territórios desconhecidos. Conseguimos descobrir “mundos” noutros sistemas planetários.

De que ferramentas falamos? O que nos permite não só explorar o macrocosmo, como também o microcosmo? Qual a eficácia da Matemática nesta e noutras aplicações? E porquê? De que forma poderá a Matemática ajudar a descobrir o invisível? Já terá acontecido? Em que casos?

A proposta para esta “Tarde de Matemática” passa por tentar desvendar coisas que desafiam não só o senso comum, mas também a própria imaginação. Perceber se conseguimos determinar a forma global do Universo. Já agora… Será finito ou infinito? Se for finito terá uma orla?

Muito território por onde avançar. Esta palestra vai tentar abranger todas estas questões e mostrar como é possível cogitar universos finitos sem um “fim”. Universos que desafiem, até, a imaginação mais arrojada. Quem sabe, até, um deles poderá muito bem ser aquele que habitamos…

A entrada é livre. Universidade do Porto - Portugal


terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

Portugal - Universidade de Coimbra lança concurso de matemática destinado a alunos do ensino básico e secundário

O Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), em conjunto com a Delegação Regional do Centro da Sociedade Portuguesa de Matemática e o Centro de Matemática da UC, está a organizar o concurso “Matemática e Grandes Obras de Arte”, destinado a alunos do 3.º ciclo do ensino básico e secundário.


Para participar basta escolher uma obra de arte clássica, mostrar a sua relação com a Matemática e recriá-la incluindo, obrigatoriamente, o símbolo π, uma vez que o tema do concurso é “π na obra de arte…”. As candidaturas estão a decorrer até ao próximo dia 16 de fevereiro e as inscrições devem ser submetidas através do preenchimento deste formulário.

Este concurso, que já vai na terceira edição, pretende mostrar que fazer matemática requer imaginação e criatividade, para além de muito trabalho, rigor e espírito crítico, mas também aliar a imaginação e o espírito criativo dos jovens ao seu interesse pela Matemática, apresentando ideias matemáticas através de um desenho original com a recriação de uma grande obra de arte clássica.

Para mais informações pode consultar a página do concurso. Universidade de Coimbra - Portugal


sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

Macau - Alunos são os segundos melhores em matemática e terceiros melhores em ciência

Os alunos de Macau são os segundos melhores na literacia em matemática, os terceiros melhores em ciência e os sétimos em leitura, indicam os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) do ano passado, revelados ontem pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).


O segundo lugar dos alunos de Macau na literacia em matemática é o melhor registo de sempre alcançado pelos estudantes da região. Segundo a avaliação, os alunos de Macau tiveram um resultado de 552 a matemática, apenas ultrapassados pelos estudantes de Singapura, que conseguiram um resultado de 572. A média da OCDE é de 472 pontos. Ainda na área da matemática, os alunos de Taiwan ficaram em terceiro lugar, enquanto os alunos de Hong Kong ficaram em quarto. O Japão fecha o top-5 dos resultados a matemática.

Em ciência, os alunos de Macau conseguiram 543 pontos, ficando abaixo de Singapura, com 561, e do Japão, com 547. A média da OCDE neste caso é de 485 pontos.

Já no que toca à leitura, Macau conseguiu 510 pontos. Nesta disciplina, os alunos de Singapura ficaram novamente em primeiro lugar, com 543 pontos. Irlanda (516), Japão (516), Coreia (515), Taiwan (515) e Estónia (511) foram os outros países e regiões que ficaram à frente de Macau. A média da OCDE no que toca à leitura é 476.

Além disso, a OCDE destacou que entre os países ou economias de alto desempenho, Macau é a região em que o desempenho em literacia em matemática está menos dependente do contexto socioeconómico e cultural dos alunos.

Por outro lado, Macau não acompanhou a tendência de decréscimo do desempenho médio dos alunos durante a pandemia, como aconteceu com a maioria dos países ou economias que participam no estudo. “A OCDE reconhece que o sistema de educação básica de Macau demonstrou resiliência e adaptabilidade durante a pandemia de COVID-19. As escolas de Macau garantiram que os alunos continuassem a receber uma educação de qualidade mesmo na adversidade e mantivessem um desempenho excepcional”, lê-se num comunicado divulgado pela Direcção dos Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), que acrescenta que “a OCDE acredita que o investimento e o apoio do Governo de Macau na educação foram cruciais para o sucesso do sistema educativo de Macau no PISA 2022”.

A DSEDJ assinala ainda que, “ao longo das últimas duas décadas, Macau melhorou constantemente o seu desempenho nas três literacias, servindo como modelo de excelência e equidade, sendo um dos poucos sistemas educativos a nível mundial que foram minimamente afectados pela pandemia”.

O PISA é um estudo internacional, coordenado pela OCDE, que visa avaliar globalmente a preparação dos alunos do ensino secundário, com a idade de 15 anos, para enfrentarem desafios e oportunidades na vida real. O PISA funciona num ciclo de três anos e foca-se nas competências e capacidades que uma pessoa moderna deve possuir, compreendendo, principalmente, as áreas de leitura, matemática e ciência. O foco da avaliação do PISA 2022 foi a literacia em matemática. Participaram nesta avaliação um total de 690 mil alunos do ensino secundário, provenientes de 81 países e economias. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”




quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

Internacional - Programa de Avaliação de Alunos (PISA) analisa os conhecimentos de alunos de todo o mundo

Os alunos portugueses de 15 anos pioraram os seus desempenhos nos testes internacionais de Matemática e Leitura do PISA de 2022, invertendo a tendência de melhoria que se vinha registando na última década.


O Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) voltou a analisar os conhecimentos a Matemática, Leitura e Ciência de alunos de todo o mundo - em 2022 participaram cerca de 690 mil alunos de 81 países e economias - e o retrato do desempenho dos estudantes releva "uma quebra sem precedentes", em que Portugal não foi exceção.

Aos jornalistas, o governante referiu que "mesmo com queda de resultados", há "convergência" com a média da OCDE. Referiu, no entanto, ser "muito difícil" apontar os fatores ou as políticas educativas responsáveis pelos resultados.

"​​​​​​De acordo com a OCDE há uma descida que tem a ver com a pandemia [de covid-19], mas a pandemia não explica tudo, porque há uma queda na média da OCDE desde 2012, em particular, que não foi ainda suficientemente explicada", disse o ministro.

João Costa referiu que "esta quebra nos resultados acontece em países até com políticas curriculares bastante diferenciadas".

O ministro sublinhou que interessa agora "é agir, depois das avaliações".

Os quase sete mil alunos de 224 escolas portuguesas que realizaram as provas de 2022 obtiveram piores resultados do que os seus colegas em 2018, colocando Portugal entre os países que mais baixaram de pontuação a Matemática, refere o relatório da OCDE hoje divulgado.

"Em comparação com 2018, o desempenho médio caiu dez pontos de pontuação em Leitura e quase 15 pontos de pontuação em Matemática, o que equivale a três quartos de um ano de aprendizagem", sublinha Mathias Cornmann, secretário-geral da OCDE, no texto introdutório do relatório.

Em Portugal, os resultados dos alunos foram ainda mais graves: Os estudantes obtiveram 472 pontos a Matemática, ou seja, menos 20,6 pontos do que nas provas realizadas em 2018. Já em comparação com os resultados nas provas de 2012, desceram 14,6 pontos.

Portugal surge assim na lista dos 19 países que baixaram mais de 20 pontos a Matemática, sendo que as notas desceram entre os alunos mais carenciados, mas também entre os mais privilegiados.

Três em cada dez alunos não conseguiram demonstrar ter conhecimentos mínimos a Matemática, ou seja, não atingiram o nível dois numa escala de seis valores.

Apenas 7% dos estudantes portugueses se destacaram, atingindo os níveis de proficiência mais elevados (5 e 6) a Matemática, uma disciplina que voltou a ser dominada por seis países asiáticos.

Em Singapura, 41% dos estudantes demonstrou conhecimentos bastante elevados, assim como 32% dos estudantes de Taiwan.

Seguiram-se os alunos de Macau e China (29% com muito bons resultados), Hong Kong (27%), Japão (23%) e Coreia (23%).


A condição socioeconómica é um dos fatores que mais influencia os resultados académicos e, em Portugal, os estudantes portugueses de famílias mais privilegiadas tiveram uma pontuação média de 522 pontos, ou seja, 101 pontos acima da média dos alunos mais carenciados.

Esta diferença de resultados não se afasta muito da média dos países da OCDE (93 pontos), segundo o estudo hoje divulgado, que procurou os casos de sucesso entre os mais carenciados.

Em Portugal, cerca de 9% dos estudantes desfavorecidos conseguiram estar entre os melhores alunos a Matemática, sendo a média da OCDE de 10%.

Apesar de o PISA de 2022 estar mais focado no retrato dos conhecimentos a Matemática, também foi feita uma prova de Leitura e, mais uma vez, os resultados médios pioraram: Os estudantes portugueses obtiveram 477 pontos, o que representa uma descida de 15,2 pontos em relação a 2018 e de 12,8 pontos face a 2012.

Apesar da descida, 77% dos alunos portugueses conseguiram atingir, pelo menos, o nível dois, ficando acima da média da OCDE (74%). Este resultado significa que estes jovens conseguem, pelo menos, identificar as ideias principais num texto de extensão moderada, encontrar informação e refletir sobre o propósito e a forma de um texto.

Apenas 5% dos portugueses conseguiram obter um nível 5 ou 6 em Leitura (7% é a média da OCDE), um nível que já implica ser capaz de compreender textos bastante longos, lidar bem com conceitos abstratos e conseguir estabelecer distinções entre um facto e uma opinião.

Já na prova de Ciências, Portugal surge como um caso de sucesso, ao contrariar a tendência de agravamento dos resultados: Em 2022, obtiveram 484 pontos, apenas menos 7,3 pontos do que em 2018 e do que em 2012.

O relatório indica que 78% dos alunos conseguiram ter, pelo menos, nível dois (OCDE é 76%). Entre estes, 5% tiveram desempenhos muito bons (nível 5 e 6), mostrando ser capazes de aplicar de forma criativa e autónoma os seus conhecimentos de ciência numa variedade de situações.

Numa comparação entre sexos, os rapazes portugueses voltam a ser melhores a Matemática (mais 11 pontos) e as raparigas a Leitura (mais 21 pontos).

No texto introdutório do relatório, Mathias Cornmann alertou que "um em cada quatro jovens de 15 anos é atualmente considerado como tendo um fraco desempenho em Matemática, Leitura e Ciências, em média, nos países da OCDE". InDiário de Notícias” - Portugal




terça-feira, 19 de julho de 2022

Cabo Verde - Universidade de Cabo Verde acolhe 2ª edição do “Campos da Matemática Gulbenkian”

Cidade da Praia – A Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) iniciou a 2ª edição do “Campos da Matemática Gulbenkian” em Cabo Verde, tendo como público-alvo 36 alunos do 11º ano das ilhas de Santiago, Fogo, Maio e Brava, e respectivos professores.

O evento, financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, terá a duração de cinco dias e visa, segundo a coordenadora do Campos de Cabo Verde, Telma Silva, promover actividades que estimulem o interesse pela Matemática, através das suas aplicações na resolução de problemas do quotidiano.

“O Campo consiste em trabalhar com alunos do 10º e, este ano, 11º ano, que são estimulados a gostarem da Matemática e são apresentadas novas janelas onde poderão observar a matemática que nunca viram na sala de aula e nas suas diferentes aplicabilidades”, disse a coordenadora Telma Silva.

A iniciativa, segundo disse, começou em 2021 com alunos do 10º ano que, durante duas semanas, foram na altura trabalhados em diversas áreas de matemática e preparados para a 2ª edição do Campos.

“Este ano estamos com a 2ª edição que também vai para zona do Barlavento onde serão abrangidos 30 alunos de São Vicente, Santo Antão, São Nicolau, Sal e Boa Vista, e os seus respetivos professores”, afirmou.

Ainda segundo Telma Silva, o ponto alto do Campos de Matemática é fazer com que os estudantes entendam a Matemática que, entre os alunos, é sempre tido como o “calcanhar de Aquiles”.

Para a delegada do Ministério da Educação do concelho da Praia, Constantina Afonso, que presidiu a abertura oficial do Campos de Matemática, esta acção ajuda os jovens estudantes a aprender que a Matemática é uma disciplina que pode ser aprendida a se divertir.

Neste domínio, informou que o Ministério vai iniciar o ano lectivo 2022/2023 com algumas mudanças no currículo, sendo que a disciplina de Matemática vai fazer parte de outras áreas do 10º e 11º ano, que não seja a CTI e Económica e Social.

A selecção para participar no Campos de Matemática é feita através de um concurso com alunos com média superior a 16 valores no 10º ano.

Na cidade do Mindelo, o Campos de Matemática terá como público-alvo 30 alunos do 10º ano das ilhas do Barlavento (Santo Antão, São Vicente, São Nicolau, Sal e Boa Vista) e os seus respectivos professores.

O Campos da Matemática Gulbenkian em Cabo Verde é um projecto criado e financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, organizado e executado pela Universidade de Cabo Verde, com o apoio do Ministério da Educação.

Entre os objectivos do Campos da Matemática Gulbenkian está o desenvolvimento da curiosidade e o gosto de aprender matemática, desenvolver o gosto pela experimentação matemática, fomentar o gosto pela participação na aula e em grupos de trabalho, desenvolver o raciocínio lógico, argumentativo e abstrato, assim como desenvolver as capacidades de compreensão, análise, aplicação e síntese.

A primeira edição do Campos teve lugar em Julho de 2021, nas instalações da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), no Campus do Palmarejo, e contou com 40 alunos do 10º ano e 16 professores do Secundário, de todas as ilhas do Sotavento. In “Inforpress” – Cabo Verde

 

terça-feira, 12 de julho de 2022

Universidades da Galiza e Norte de Portugal lançam 4 pós-graduações conjuntas

As universidades públicas da eurorregião Galiza-Norte de Portugal vão lançar, no próximo ano letivo, quatro pós-graduações conjuntas, “pioneiras a nível europeu” pelo seu perfil cooperativo, transfronteiriço e multidisciplinar. Em causa estão as universidades do Minho, Porto, Trás-os-Montes e Alto Douro, Corunha, Santiago de Compostela e Vigo

Em comunicado, a Universidade do Minho refere que as e os estudantes terão acesso a uma rede de recursos partilhada pelas universidades, desde docentes conceituados a literatura disponível.

A oferta inclui os doutoramentos em Matemática e Aplicações e em Ciências Sociais e Envelhecimento, além dos mestrados em Desafios das Cidades e em Direito Transnacional da Empresa e das Tecnologias Digitais.

A primeira fase de candidaturas decorre até 24 de junho e a segunda fase entre 01 e 15 de setembro, em Portugal, tendo as aulas início em outubro.

Os cursos resultam do projeto “Universidade Sem Fronteiras”, que é liderado pela UMinho e junta as seis universidades públicas do Norte de Portugal e da Galiza, a par da Fundação Centro de Estudos Eurorregionais.

O investimento total ronda 1,99 milhões de euros, dos quais 1,49 milhões oriundos de programas comunitários.

“Acreditamos que os novos cursos podem abrir portas a outras formações e até motivar universidades terceiras a replicarem este modelo pioneiro”, considera a coordenadora do projeto e vice-reitora para a Educação e Mobilidade Académica da UMinho, Filomena Soares.

O mestrado em Desafios das Cidades une as seis academias e é lecionado em castelhano, português e galego. Tem 36 vagas, regime ‘b-learning’ e três semestres.

Os e as estudantes vão adquirir conhecimento em seis domínios (património construído, ambiente, ciências sociais e educacionais, tecnologias de informação, governança, economia), suportando ações ligadas à construção de cidades sustentáveis, inteligentes, eficientes, resilientes e inclusivas.

O mestrado em Direito Transnacional da Empresa e das Tecnologias Digitais tem também três semestres em regime ‘b-learning’ e 30 vagas.

Lançado pelas universidades do Minho e Santiago de Compostela, visa reforçar as competências de licenciados em Direito que queiram exercer uma profissão jurídica a nível ibérico e internacional.

A formação foca o direito internacional privado, o direito da UE, o direito português e espanhol e o direito comparado, aliando uma forte vertente aplicada às novas tecnologias.

Já o doutoramento em Matemática e Aplicações envolve as seis academias parceiras, tem três anos de duração, regime diurno, quatro idiomas (português, castelhano, galego, inglês) e 30 vagas.

As pessoas formandas vão desenvolver técnicas, linguagens e ferramentas teóricas e computacionais adequadas para a resolução de problemas.

Por outro lado, vão aprofundar a abordagem autónoma de contextos matemáticos, obter competências em modelação inovadora e resolver fenómenos científicos neste âmbito.

O doutoramento em Ciências Sociais e Envelhecimento envolve as universidades do Porto, Trás-os-Montes e Alto Douro, Corunha, Santiago de Compostela e Vigo, possui três anos em regime normal, quatro idiomas (português, castelhano, galego e inglês) e 20 vagas ao dispor.

Trata-se de uma formação avançada sobre envelhecimento demográfico e longevidade a partir da lente das ciências sociais.

Pretende ser uma referência ibérica e agregar variadas áreas disciplinares, capitalizando as suas semelhanças e também as suas diferenças para aprofundar este fenómeno multidimensional. In “Portal Galego da Língua” – Galiza com “ominho.pt”


quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Angola - Mais de 40 mil professores começaram a receber formação em língua portuguesa e matemática

Uma acção de formação para capacitar 43107 professores do ensino primário e 3008 do ensino secundário começou em Luanda. A iniciativa do Ministério da Educação, no âmbito do Projecto Aprendizagem para Todos (PAT), financiado pelo Banco Mundial (BM), estende-se até ao dia 10 de Dezembro.

A formação dos mais de 40 mil agentes da educação tem como objectivo o reforço das suas competências em língua portuguesa e matemática.

O ciclo de formação arrancou na capital, com uma formação de formadores destinada aos directores de escolas, professores do ensino primário e secundário, coordenadores de classe, de disciplina, de curso e membros da comunidade educativa, refere uma nota do Ministério da Educação.

"Reforçar as competências dos formandos em relação à prática pedagógica de Língua Portuguesa e Matemática, as competências dos professores e gestores para o funcionamento das escolas conforme as directrizes de segurança no contexto da covid-19 constituem alguns dos objectivos desta formação", segundo a nota ministerial.

As autoridades angolanas propõem-se também a esclarecer eventuais dúvidas sobre os programas em curso, definidos para as diferentes disciplinas e níveis de ensino, e a sensibilizar os professores para uma gestão adequada dos programas de ensino. In “Novo Jornal” - Angola

 

 

terça-feira, 27 de abril de 2021

Angola – Elevação dos Sona a património cultural imaterial

Os "Sona", arte etnomatemática de contar histórias através de desenhos na areia, símbolo cultural tchokwe, pertencente ao povo Côkwe, foram elevados este mês a património cultural imaterial pelo Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente, soube o Novo Jornal


A escrita matemática tem estado na base de várias publicações em livros e artigos científicos de investigadores de todo o mundo. O Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente, depois de acolher as recomendações dos membros participantes na primeira Conferência Internacional Sobre Educação Matemática em Angola, realizada em 2019 na província da Lunda-Norte, elevou-a a património.

A elevação dos Sona a património cultural imaterial vem publicada em Diário da República de 20 de Abril, consultado pelo Novo Jornal esta terça-feira, 26.

Carlos Yoba, o reitor da Universidade Lueji A' Nkonde, disse ao Novo Jornal que a universidade, num esforço conjunto com o governo da Lunda-Norte, conseguiu junto do Ministério da Cultura elevar os Sona a património cultural.

"Os Sona é um conjunto de figuras geométricas que as populações, fundamentalmente da zona do leste de Angola, fazem recurso para as suas comunicações no âmbito cultural e social. Serve, no campo da matemática, para ajudar os estudantes a fazer cálculos a todos os níveis. No processo de aprendizagem são jogos matemáticos que os mais velhos utilizam na região para transmitir conhecimentos e experiência. Daí o seu impacto no processo da aprendizagem", explicou.

O estudo dos Sona, segundo Carlos Yoba, transcende as fronteiras nacionais e esta escrita é investigada por especialistas africanos, europeus e americanos que entram directamente em contacto com os povos.

"Estamos de parabéns por conseguir elevar este material cultural tchokwe a património cultural imaterial nacional. Isso resguarda e conserva a nossa originalidade", contou, acrescentando que "sempre houve muito interesse por parte dos estrangeiros em aprofundar os Sona. E nós estávamos um pouco adormecidos e quase perdíamos a originalidade".

O reitor da Universidade Lueji A' Nkonde considera ser urgente a inserção dos Sona no currículo do ensino da Matemática em Angola, porque garante uma formação multicultural para todas as franjas.

"Os investigadores concluíram durante a conferência que aspectos culturais bem compreendidos podem influenciar positivamente no processo de ensino e aprendizagem, daí que devem ser valorizados".

Os Sona eram usados para comunicação dos ancestrais da Lunda-Norte, em forma de gravuras em paredes de casas, árvores e na areia das aldeias para serem decifradas pelos demais membros da comunidade.

De difícil decifração, as gravuras encontram-se actualmente no Museu do Dundo e em livros que retratam a culturas bantu, mas já foram retratadas na longa-metragem "Os deuses da água", numa co-produção entre a Argentina e Angola, em 2013.

Sona (plural de lusona), termo que serve para designar a escrita em geral (letras, figuras e desenhos), são a combinação de pontos e traços feitos na areia. Trata-se de uma cultura dos Cokwe e de povos relacionados como os Luchazi e Ngangela, que vivem no leste de Angola e em zonas vizinhas, na Zâmbia e na República Democrática do Congo. Os sona são uma forma de manifestação cultural com grande valor para a Matemática.

Jorge Dias Veloso, o promotor da primeira Conferência Internacional Sobre Educação Matemática em Angola, disse ao Novo Jornal que o conhecimento dos Sona tem passado de geração em geração pela via oral, o que tem contribuído para a redução significativa dos conhecedores desta arte.

No entanto, prossegue, o departamento de Matemática, da Escola Superior Pedagógica da Lunda-Norte, da Universidade Lueji A' Nkonde, trabalha com os seus estudantes no sentido de levar ao conhecimento da sociedade o grande valor desta arte.

O Novo Jornal soube, junto das autoridades governamentais da Lunda-Norte, que está ser preparado um grande acto para dar a conhecer às populações e aos estudantes a elevação dos Sona a Património Cultural Imaterial Nacional. Fernando Calueto – Angola in “Novo Jornal”


segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Timor-Leste - Embaixador sul-coreano pede a governo timorense investimento na educação

Díli- O Embaixador sul-coreano em Timor-Leste (TL), Lee Chin Bum, pediu ao Governo timorense um maior investimento na educação por considerar que este setor é a chave do desenvolvimento do país.

Para Lee Chin Bum, um país não se pode desenvolver sem que sejam promovidas as competências dos cidadãos, nomeadamente em Matemática e Ciências.

“Timor-Leste deve investir significativamente na área de educação. Caso contrário, não poderá sair da situação atual”, disse o embaixador, esta sexta-feira (02/10), aos jornalistas, no âmbito da sua participação como orador de um seminário realizado pela Universidade de Díli (UNDIL), em Mascarenhas, Díli.

O diplomata recorda que o mundo vive atualmente uma era tecnológica, que permite aos cidadãos aprender através da internet, frisando que esta seria uma possibilidade para melhorar a educação em Timor-Leste.

“Agora, nesta situação pandémica da Covid-19, muitos alunos não vão às escolas, aprendendo apenas em casa. O único meio para a aprendizagem é o uso de computadores e internet”, recordou.

Isabel da Costa Ferreira, fundadora da Quesadhip Ruak, sublinhou, por sua vez, a importância deste seminário para os timorenses, em especial os jovens.

Recordando o tema escolhido pelo Embaixador Lee Chin Bum para este seminário sobre o “Milagre da Coreia adaptado a Timor-Leste”, a esposa do atual Primeiro-Ministro defendeu também a necessidade de uma educação de qualidade.

“Vimos que a verdadeira chave desta experiência foi a mudança de mentalidade e um profundo investimento na área da educação. Além das infraestruturas, é necessária qualidade dos professores. Acho que Timor-Leste pode preencher estes requisitos, mas tudo depende da nossa boa vontade”, disse Isabel Ferreira.

Já Juliana Imaculada Marques Abílio, uma estudante da UNDIL, destacou o papel dos jovens para o desenvolvimento de Timor-Leste.

“O embaixador sul-coreano disse que a juventude tem o poder de fazer mudanças no país, através da educação e da ciência”, recordou Juliana, apelando ainda ao Executivo a um maior investimento no setor de educação. In “Timor Post” – Timor-Leste

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Fundação Calouste Gulbenkian - Candidaturas para a 2ª edição dos estágios científicos avançados em Matemática para os PALOP

Dirigido a:

Docentes e investigadores do ensino superior dos PALOP

Candidatura aberta

Concurso para a realização de estágios científicos avançados de curta duração (3 ou 4 meses) para docentes e investigadores do ensino superior, nacionais e residentes nos PALOP que pretendam efetuar estágios científicos avançados em instituições de ensino superior e centros de investigação em Portugal.

Os estágios deverão ser selecionados com base nas opções apresentadas no documento “Lista de Estágios”. Devem ter início até 14 de setembro e estar concluídos até 20 de dezembro de 2020.

Apoio

A Fundação Calouste Gulbenkian assegura as despesas com a viagem de ida e volta entre o país de origem e Lisboa/Porto, seguro de viagem e acidentes pessoais e uma bolsa mensal.

Candidaturas

As candidaturas devem ser obrigatoriamente submetidas através do formulário online, disponível de 13 de janeiro a 6 de março 2020, conforme Regulamento.

Faça login para criar uma conta (guarde os seus dados para posteriormente acompanhar o seu processo)

Leia atentamente o regulamento e junte toda a documentação necessária antes de submeter a candidatura.

As candidaturas só são aceites até dia 6 de março de 2020. Aconselhamos a que não deixe a sua candidatura para os últimos dias do prazo. Fundação Calouste Gulbenkian Portugal

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Macau - Alunos da Região melhoram em todos os índices e sobem ao 3.º lugar a nível mundial

Os testes do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), cujos resultados foram ontem revelados, mostram que os alunos de Macau melhoraram a literacia científica, matemática e de leitura. Macau fica, assim, no 3.º lugar de entre os 79 países e economias a participar no programa da OCDE. Macau foi mesmo a única região a apresentar um “progresso contínuo e rápido em termos de qualidade educativa”, diz a organização



Macau é a única região, de entre as 79 que participaram no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), que registou um “progresso contínuo e rápido em termos de qualidade educativa”, notou a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Os resultados do índice, divulgados ontem pela Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ), mostram que os alunos de Macau melhoraram os índices de literacia matemática, científica e de leitura. Em cada um dos três indicadores, Macau está no 3.º posto a nível mundial.

O PISA é um estudo internacional coordenado pela OCDE que avalia a preparação dos alunos de 15 anos que frequentam o ensino secundário a nível global. Participaram neste estudo, que se realiza de três em três anos, um total de 600 mil alunos. O teste consiste num teste digital de duas horas e num questionário de 40 minutos. Em Macau, 3775 alunos fizeram o teste.

O teste realizou-se em 2018, mas os resultados foram apresentados ontem por Cheung Kwok Cheung, administrador do projecto nacional do PISA de Macau, e por Lou Pak Sang, director da DSEJ, e mostram que a literacia matemática tem vindo a aumentar desde 2003, o primeiro ano em que Macau participou no estudo. Em 2015, o índice de literacia matemática foi de 544 pontos e este ano os alunos de Macau chegaram aos 558. Macau fica em 3.º lugar do índice, atrás de China – cujos resultados foram contabilizados apenas em Pequim, Xangai, Jiangsu e Guangdong – e Singapura, respectivamente, e à frente de Hong Kong, que está na 4.ª posição. Portugal ficou-se pelo 28.º lugar.

Os resultados da literacia científica também registaram uma subida. Dos 529 pontos que se registaram em 2015, Macau chegou, em 2018, aos 544. Macau fica em 3.º lugar na literacia científica, também atrás da China, que fica em 1.º lugar, e de Singapura, que fica em 2.º. Na literacia científica, em 4.º fica a Estónia. Hong Kong desce para 9.º e Portugal fica em 26.º lugar. Segundo o relatório, a percentagem de alunos de Macau que se situam num nível elevado aumentou “significativamente” para 13,6%. Os alunos de Macau mostram-se “habilitados a resolver problemas científicos de grau mais elevado” e são “possuidores de uma forma de pensamento igual à dos cientistas”.

Macau fica também em 3.º lugar da classificação geral relativamente à literacia de leitura. Macau fez 525 pontos em 2018 e tinha feito 509 em 2015. À semelhança dos outros dois índices, China fica em 1.º e Singapura em 2.º. Hong Kong volta ao 4.º posto e Portugal em 24.º.

Diferenças de género atenuadas, ‘bullying’ em queda

Segundo os dados do PISA, as diferenças de género nos alunos de Macau foram esbatidas. As alunas têm tido melhores resultados do que os alunos. Em 2018, o desempenho médio em literacia de leitura das alunas de Macau continua a ser melhor do que o dos alunos, mas a diferença tem vindo a diminuir. Em 2009, a diferença entre rapazes e raparigas era de 34 pontos e em 2018 foi de 22. Houve, assim, “uma aproximação ao nível detido pelas raparigas de Macau ou mesmo uma progressão superior à obtida por estas”, indicou a DSEJ na apresentação.

Na literacia matemática os alunos também diminuíram a distância para as alunas. “Em comparação com os resultados obtidos no PISA 2015, o progresso dos rapazes de Macau na literacia matemática foi 2,5 vezes superior ao das raparigas”, indica o relatório. No que toca à literacia científica, o progresso dos rapazes foi 1,4 vezes maior do que o apresentado pelas raparigas.

Segundo Lou Pak Sang, “o Governo e as escolas de Macau atribuem grande importância ao fenómeno do ‘bullying’. Macau aparecia no fundo da tabela de 2015 e agora está a meio. Os resultados do estudo do PISA 2018 demonstraram que, após três anos de esforço, a situação do ‘bullying’ nas escolas de Macau melhorou”. Segundo o relatório, a percentagem de alunos frequentemente alvo de intimidação foi de 10%. Já 27% dos estudantes de Macau foram vítimas de ‘bullying’. Nestes dois parâmetros, Macau aproxima-se da média da OCDE, que é, respectivamente, 7% e 27%.

A DSEJ atribui os resultados positivos ao plano de prevenção de ‘bullying’ e à formação dos docentes, no sentido de melhorar o seu trabalho pedagógico para “fazer com que os alunos aprendam com sucesso e obtenham atenção e carinho, no sentido de aumentar o seu sentimento de pertença às escolas e propiciar uma vida de aprendizagem agradável”. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”

andrevinagre.pontofinal@gmail.com

sábado, 9 de novembro de 2019

Timor-Leste - UNESCO TL realiza competição de Ciências e Matemática

DÍLI — A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO, em inglês) de Timor-Leste ofereceu a oportunidade a alunos do terceiro ciclo do ensino básico, secundário e universitários de participar num concurso no âmbito da comemoração do Dia Mundial da Ciência para a Paz e o Desenvolvimento.

O Coordenador do Centro de Estudos de Ciência e Matemática da Comissão Nacional de Timor-Leste para o UNESCO, Luís Nívio de Fátima Soares, explicou o funcionamento da competição.

“Queremos dizer que estes grupos de estudantes foram vencedores no mesmo evento realizado no ano passado. Agora, já percebem os mecanismos da competição. Damos-lhes, por isso, novos tópicos para desenvolverem sozinhos”, disse o Coordenador do Centro de Estudos da Ciência e Matemática da Comissão Nacional de Timor-Leste para UNESCO, Luís Nívio de Fátima Soares, à Agência TATOLI numa entrevista no suco de Letefoho, Same vila, nesta quinta-feira.

Luís recordou que o júri selecionado pela comissão organizadora desta competição é especializado em Ciências e Matemática.

Segundo o responsável, o papel do júri é também ajudar os participantes, nomeadamente através de explicações científicas, caso se verifiquem problemas de domínio da linguagem científica.

A comissão organizadora recebeu 74 listas de grupos, mas depois da seleção de documentos só 50 puderam participar no concurso.

Entre estes grupos, 32 pertencem ao ensino secundário geral, 14 ao terceiro ciclo do ensino básico e ensino superior, nomeadamente à Faculdade de Educação, Arte e Humanidades (FEAUH) da Universidade Nacional Timor Lorosa’e (UNTL).

Está apenas ausente deste concurso o município de Aileu. Os aproximadamente 400 participantes selecionados, incluindo professores, mostram-se entusiasmados com a competição.

“Observo que são muito ativos neste evento por quererem adquirir novas experiências”, frisou. Tomé Amado – Timor-Leste in “Tatoli”

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Timor-Leste – Cinco estudantes participaram em competição de matemática na Malásia



DÍLI — Cinco estudantes timorenses provenientes de quatro escolas de Díli – Escola Secundária Geral (ESG) de São Pedro, ESG de 4 Setembro UNAMET, Escola de Hospitalidade e Turismo, em Becora, e ESG de Canossa – participaram numa competição internacional sobre Ciências e Matemática que teve lugar no passado dia 21 de setembro, na Malásia.

Fizeram parte deste lote os estudantes Lucrécia Araújo dos Reis, Celina Maria Vandashiva Tilman, Verónica Dias Monteiro, Marlina Marques Cabral e Alberto Salomão dos Santos.

A Ministra da Educação, Juventude e Desporto (MEJD), Dulce de Jesus Soares, considerou que os estudantes que participaram nesta competição internacional de Ciências e Matemática serão futuros cientistas.

Segunda a ministra, a oportunidade que foi dada a estes cinco alunos, que puderam  demonstrar todas as suas competências em matéria de Ciências e Matemática, servirá de referência para todos os estudantes, destacando o nome do Estado timorense.

O objetivo da deslocação desta comitiva, composta por estudantes, é competir com outros participantes, provenientes de 120 estabelecimentos de ensino de todo o mundo.

A participação dos alunos timorenses nesta competição deve-se ao facto de Timor-Leste se ter tornado membro ativo da SEAMEO (Southeast Asian Ministers of Education Organization, em inglês) e possuir uma quota ativa no Centro de Matemática e Línguas.

“Temos de estar todos orgulhosos, como cidadãos timorenses, por as nossas filhas e os nossos estudantes demonstrarem as suas competências, competindo num evento internacional, onde marcaram presença 120 escolas de todo o mundo”, disse a ministra, Dulce de Jesus, em declarações aos jornalistas, no MEJD, em Vila Verde.

A ministra recordou que esta competição se realizou pela segunda vez, tendo participado 11 países, o equivalente a 280 escolas espalhadas pelo mundo inteiro. “Os nossos cinco alunos deslocaram-se à Malásia para competirem juntamente com 120 escolas selecionadas para as meias-finais”, informou.

Segundo a governante, a prestação destes alunos serve de motivação para que todos os estudantes timorenses sigam o mesmo exemplo.

Lucrécia Araújo dos Reis, uma das participantes, manifestou, entretanto, o seu orgulho por representar as cores do seu país nesta competição internacional, na Malásia. Sugeriu, no entanto, ao MEJD que desse também oportunidade a que escolas de diferentes municípios participassem nas próximas edições.

“Estou muito contente por levar o nome de Timor-Leste além-fronteiras, participando nesta competição internacional tão prestigiada. Estarei, no entanto, mais satisfeita se o Governo der também oportunidade aos colegas estudantes de escolas de outros municípios”, afirmou.

O tema central desta competição incide nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), pelo que cabe a cada escola apresentar projetos implementados associados aos ODS.

“Da nossa parte, Timor-Leste, criou um jardim escolar, utilizando para o efeito materiais a partir do lixo reciclado”, contou.

Lucrécia Araújo dos Reis, estudante da ESG São Pedro de Comoro, destacou ainda a importância de todos se empenharem para adquirirem mais conhecimento e novas competências, visto que “o mundo está atualmente muito competitivo em qualquer área”.

Segundo fontes do MEJD, a seleção dos estudantes timorenses esteve a cargo da ASTI (Association Science Technology of Innovation, em inglês).

O Coordenador da ASTI, Charles F. Guterres, informou, por seu turno, que o procedimento relativo à seleção dos candidatos incidiu apenas em quatro estabelecimentos de ensino, todos localizados em Díli, alegando que não foi possível alargar a outros municípios por falta de tempo.

“A seleção recaiu nestes cinco estudantes. Deverão, no entanto, possuir um bom rendimento escolar, incluindo o domínio da língua inglesa”, salientou o coordenador aos jornalistas, nesta segunda, no MEJD, Vila Verde, em Díli.

De acordo com Charles F. Guterres, a seleção arrancou em início de fevereiro deste ano, tendo em maio sido enviada a proposta para ser submetida a avaliação.  Já a 21 de agosto, a ASTI submeteu o relatório final para a Malásia a fim de a aprovação estar consumada.

“Timor-Leste competiu juntamente com mais de 120 países, no dia 21 de setembro, para então serem apurados os candidatos para a grande final, na Malásia”, disse. Tomé Amado – Timor-Leste in “Tatoli”