Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Don Kikas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Don Kikas. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 10 de dezembro de 2024

Angola - Livro “Nas asas do meu sonho” descreve várias facetas da vida e carreira do músico

O livro “Nas asas do meu sonho” da autoria do músico Don Kikas foi apresentado, sexta-feira, no Miami Beach, em Luanda, em celebração aos 50 anos de vida do artista e descreve de forma detalhada a trajectória de vida e a carreira musical



Na obra, o autor traz várias etapas da vida, com realce para “Luanda e a minha aventura europeia”, “Os PALOP e a diáspora” e “Um novo eu”. Don Kikas explicou ao Jornal de Angola que em “Luanda e a minha aventura europeia” conta sobre a sua emigração para Portugal, isso, em 1992, começando assim a sua aventura no continente europeu.

“Imagina um jovem que tinha 18 anos viajar sozinho para a Europa e tentar continuar os estudos e realizar o sonho como iniciante na música, isso foi para mim uma grande aventura”, partilhou.

Ao abordar sobre os “PALOP e a diáspora”, justificou, “encontrei uma diáspora que não era somente de angolanos, mas, também de cabo-verdianos, guineenses, moçambicanos e todas estas nacionalidades compõem uma diáspora em Portugal”.

Don Kikas explicou que durante a sua carreira artística nunca pensou em escrever um livro, mas, ao celebrar os trinta anos como músico, decidiu partilhar algumas imagens de arquivo nas redes sociais e sentiu as reacções do público.

O artista sentiu que as reacções do público foram boas e que as imagens serviam de incentivo e inspiração para outras pessoas e, para além de partilhar as fotografias pensou em adicionar a sua história de vida.

Don Kikas acrescentou que deseja que a sua história de vida influencie outros jovens promissores que abraçam a música. “Quem não me conhece e até para aqueles que já me conhecem são capazes de ficar surpreendidos, porque vão encontrar o processo da minha trajectória”, admitiu.

Os sonhos, disse, comandam a vida e se acreditarmos neles conseguiremos alcançar tudo que se deseja. O autor explicou que escreveu o livro durante um ano e que o processo foi bastante trabalhoso e desafiador.

“Tive que consultar várias pessoas que já fizeram parte da minha vida e conhecem as diversas facetas que vivi. Recolhi, igualmente, muitos depoimentos para estar mais situado sobre a minha própria história”.

O momento mais difícil ao escrever a obra, recordou, foi ter que lidar com épocas que não eram confortáveis para si, porque todas as pessoas têm momentos bons e ruins e, também tenho “as minhas frustrações e traumas, mas, tive que enfrentá-los ao escrever o livro”.

“Tive a oportunidade de trabalhar com bons profissionais desde a pessoa que fez a revisão do livro e aquelas que estão a tratar da distribuição do mesmo, por isso, sou grato pelo apoio de todos”.  

Um momento místico

Durante a apresentação do livro “Nas asas do meu sonho” o momento era místico entre a música e a leitura. Don Kikas enquanto encantava o público com alguns temas musicais, aproveitou o momento para desafiar os fãs, a escolherem um “trecho” do livro e de seguida fazer uma leitura.

Carlos Roque, Daniel Nunes, Gil Gomes, Maria Simão, Greice Vieira Lopes, o casal Hermínio e Valdemira de Lemos e Bruno Ivo estiveram entre os contemplados no desafio feito pelo artista.

Don Kikas aproveitou o ensejo para animar o público ao musicalizar temas como “Esperança moribunda”, “Sexta-feira”, "Sex baby”, “Pura sedução” e “Angolanamente sensual”.

Uma carreira sólida

Valdemira de Lemos disse que está curiosa para ler o livro, mas, espera conhecer mais o seu ídolo ao “degustar nas entrelinhas do livro”. E apesar do tempo, explicou, o músico continua a ter uma carreira sólida.

“Nunca pensei que o Don Kikas um dia publicaria um livro, mas, quando tive o conhecimento da apresentação da obra aqui no Miami Beach, fiquei bastante empolgada em vir para adquirir o meu exemplar”.

Por sua vez, Bruno Ivo ressaltou que o livro é “mesmo uma asa que serve para todos os seus fãs”, porque o artista traz a sua trajectória de vida e serve para inspirar inúmeras gerações.

“Musicalmente ele já inspira, por isso acredito ser importante que depois de certo tempo de estrada, da experiência e o que vai observando das pessoas e a transformações que faz com as suas músicas, é motivo suficiente para transformar em livros como forma de legado para outras gerações”. Armindo Canda – Angola in “Jornal de Angola”


terça-feira, 29 de junho de 2021

UCCLA - Concerto solidário de Don Kikas

O auditório da UCCLA vai ser o palco do concerto solidário do cantor e compositor angolano Don Kikas, no dia 2 de julho, pelas 20h30.

As receitas resultantes deste concerto revertem a favor da construção da Escola Paroquial de Cristo Rei da Paz em Benfica, Luanda, Angola.

Os bilhetes para o concerto solidário encontram-se disponíveis, pelo valor de 12 euros (bilhete individual) através do email anabela.simao@uccla.pt, até às 14 horas, do dia 2 de julho.

A entrada está sujeita à lotação da sala, de acordo com as indicações definidas pela Direção Geral de Saúde.


Biografia de Don Kikas:

Don Kikas, nascido Emílio Costa em Angola, na cidade do Sumbe, província do Kwanza-Sul. Ainda nos primeiros meses da sua infância, emigra para o Brasil com os seus pais onde começa a ganhar o gosto pela música e o sonho de um dia vir a ser um artista.

Aos 8 anos de idade, já em Angola, compôs a sua primeira canção com a ajuda da mãe. Participava em alguns concursos para cantores infantis, e as vitórias consecutivas serviam de incentivo para continuar a cantar, a compor e a sonhar.

Aos 18 anos vai para Portugal para continuar os estudos, nessa altura em Lisboa, começa a cantar em discotecas e bares da cidade até surgir o convite para gravar o seu primeiro disco em 1994, editado em 1995 com o título “Sexy Baby”. Foi a rampa de lançamento para o sucesso, e dois anos depois é lançado o seu segundo álbum “Pura Sedução”, no qual, para além da Kizomba, procurou mostrar que o Semba, considerado na altura música para os “mais velhos” podia ser consumido e preservado pelos jovens. Com esse disco abriu portas em vários novos mercados e arrecadou alguns galardões, com destaque para o seu primeiro “Disco de Prata” e o prémio de “Música do Ano” para o tema “Esperança Moribunda”, atribuído pela Rádio Nacional de Angola.

Em 1999, grava em Lisboa, Paris e Boston o álbum “Xeque-Mate”, que arrecadou no ano 2000 os galardões de “Disco de Ouro” por mais de 20.000 cópias vendidas; “Disco do Ano”, “Voz do Ano” e “Melhor Kizomba do Ano” para o tema “Na Lama do Amor”, atribuídos pelos prémios Rádio Luanda. Foi ainda convidado pelo artista brasileiro Martinho da Vila para uma parceria musical que originou uma digressão pelo Brasil, depois seguiram-se convites para digressões pela Europa, Estado Unidos de América, Macau, Moçambique, Cabo-Verde, etc.

Em 2003, com mais de 50 músicos de várias origens, grava o álbum “Raio X”, experimentando assim uma incursão por novas sonoridades e estilos ligados à cultura nacional e internacional. Com “Raio X” Don Kikas arrecadou o galardão de “Disco de Prata” em Portugal e seguiram-se várias digressões em novos mercados.

Já em 2005, numa nova fase da sua carreira, Don Kikas junta alguns dos melhores músicos do mercado para gravar o álbum “Viagem”, editado em 2006 pela sua própria editora AMG (Angola Music Group). Um álbum duplo, que viaja entre as sonoridades modernas e dançantes como a kizomba e o zouk (CD1), passando pelas tradições do Semba, da kazukuta e do kilapanga (CD2).

A 15 de Maio de 2011 é lançado em Angola o sexto álbum de originais com o título "Regresso à Base". Disco gravado entre Luanda, Lisboa e Paris, este "Regresso à Base" marca mais uma nova etapa na carreira do artista, sendo um sucesso logo à saída com vendas superiores a 10.000 cópias em Luanda, no primeiro dia.

Don Kikas tem pisado palcos por todo o mundo, tem feito parcerias musicais com vários artistas de renome nacional e internacional, compõe para si e para muitos outros. Sempre com o nome de Angola na voz e no peito.