Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Cabo Verde - Associação de Cinema e Audiovisual lança concurso de curtas-metragens sobre símbolos nacionais

Associação de Cinema e Audiovisual de Cabo Verde está a realizar um concurso de produção de curta-metragens sobre símbolos nacionais. As inscrições decorrem até 30 de Outubro



Associação de Cinema e Audiovisual de Cabo Verde está a realizar um concurso de produção de curtas-metragens sobre símbolos nacionais.

O concurso, no âmbito dos 45º aniversário da Independência Nacional, tem como objetivo a educação comportamental do cidadão perante os símbolos da nação e contribuir para interiorizar nos mesmos o significado das cores e design da bandeira, letras do hino e armas nacionais.

As candidaturas on-line (na página oficial do CACV) ou presenciais (na sede da ACACV no Parque 5 de Julho, na Praia) arrancaram a 18 de Agosto e decorrem até 30 de Outubro para todos os cabo-verdianos residentes e na diáspora.

Regulamento

Segundo o regulamento do concurso divulgado pela ACACV, a curta metragem (gravada em qualquer formato, sem restrição dos equipamentos utilizados) terá uma duração mínima de 3 minutos e máxima de 5, na língua cabo-verdiana ou português, e os elementos da equipa técnica têm de ser todos naturais de Cabo Verde.

Os vencedores serão conhecidos no dia 5 de Novembro, Dia Mundial do Cinema.

Além da projecção dos seus trabalhos, diplomas e troféus, os vencedores receberão uma quantia de 200 mil escudos (1º classificado), 150 mil escudos (2º classificado) e 100 mil escudos (3º classificado).

Para mais informações sobre o concurso e o regulamento, os interessados devem contactar a página oficial da ACACV ou dirigir-se à sua sede no Parque 5 de Julho, na cidade da Praia. In “A Nação” – Cabo Verde

sábado, 30 de maio de 2020

Estados Unidos da América - Curta metragem “A Margem” de Rodrigo Tavares premiada no Indiex Film Festival, em Los Angeles

O diretor da companhia Teatraço – Teatro Amador de Tabuaço, Beto Coville, venceu o prémio de melhor ator secundário, pelo desempenho na curta metragem “A Margem”, de Rodrigo Tavares, no Indiex Film Festival, em Los Angeles, anunciou o certame



O Indiex Film Festival tem por objetivo a difusão e apoio a “projetos independentes, especialmente de baixo ou sem orçamento”, assim como a produções feitas em contexto escolar, “por alunos de cinema”, segundo o seu ‘site’. É organizado numa base bimestral, em Los Angeles, nos Raleigh Studios de Hollywood.

“A Margem” foi produzida com o apoio da Câmara Municipal de Tabuaço e esteve nomeada em mais duas categorias no Indiex Film Festival, de acordo com o comunicado da autarquia: melhor curta-metragem e melhor atriz de drama, Luísa Ortigoso.

“É sempre gratificante ver o nosso trabalho reconhecido. Vindo de fora é uma sensação diferente, porque ninguém nos conhece e só levam em conta o nosso desempenho. Se nos premeiam é sinal de que gostaram realmente”, reagiu Beto Coville, citado pela câmara.

O ator sublinhou ainda que “este filme é um trabalho de equipa” e, nesse sentido, partilha “o mérito” com Luísa Ortigoso e Rodrigo Tavares, sem esquecer o diretor de fotografia, Mário Melo Costa, e a estrutura da sua própria companhia, Teatraço.

A Câmara de Tabuaço recorda que já financiara outros dois filmes: “Tábuas com História” (2016), dirigido por Marcantonio Del Carlo, Melhor Filme Internacional, no Los Angels Brazilian Film Festival (LABRFF), e “Transfugo” (2019), também de Rodrigo Tavares, com elementos do grupo Teatraço e rodado em Tabuaço.

Na edição mais recente do Index Film Festival, o prémio de melhor ‘curta’ foi para “All That You Love Will Be Carried Away”, do norte-americano Thad Lee, enquanto o de melhor ‘curta’ estrangeira foi para “Il Vestito”, de Maurizio Ravallese, de Itália.

“A Strange Calm”, de Austin Rourke, dos Estados Unidos, venceu o prémio de melhor curta-metragem produzida em contexto escolar. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


sexta-feira, 1 de maio de 2020

Países Baixos - Realizador português vence festival de cinema

O filme “A mordida”, do realizador português Pedro Neves Marques, foi distinguido como a melhor curta-metragem de ficção no festival de cinema holandês Go Short, foi anunciado.

O festival deveria ter decorrido em Nijmegen, nos Países Baixos, mas, por causa da covid-19, foi alterado para uma edição ‘online’ que começou no dia 15.

Os prémios desta edição foram anunciados ‘online’ e “A mordida”, de Pedro Neves Marques, recebeu o prémio de melhor curta-metragem internacional de ficção, ficando ainda automaticamente nomeado para os prémios da Academia Europeia de Cinema.

A mordida” situa-se “algures entre o terror, a ficção científica e um drama queer”, com a narrativa centrada numa “relação poliamorosa e não-binária que procura sobreviver a uma epidemia que atravessa o Brasil”, lê-se na sinopse.

“O júri ficou muito impressionado com a narrativa inovadora e híbrida constantemente a oscilar entre um conto de ficção científica, um manifesto queer ou de poliamor e ativismo que denuncia a situação política no Brasil”, refere o festival.

O filme tem produção luso-brasileira e, segundo a agência Portugal Film, já foi exibido em vários festivais, nomeadamente no Canadá, Estados Unidos, Grécia e Suíça.

Esta é a terceira curta-metragem de Pedro Neves Marques, sucedendo a “Semente exterminadora” (2017) e “A arte que faz mal à vista” (2018).

Na competição do Go Short havia outros filmes de produção ou coprodução portuguesa: “Purple boy”, de Alexandre Siqueira, “Sol Negro”, de Maureen Fazendeiro, “Noite Perpétua”, de Pedro Peralta, “Salsa”, de Igor Dimitri, e “Estas mãos são minhas”, de André Miguel Ferreira.

A programação do festival conta ainda com os filmes “Entre sombras”, de Mónica Santos e Alice Guimarães, “Cães que ladram aos pássaros”, de Leonor Teles, e “Les extraordinaires mésaventures de la jeune fille de Pierre”, de Gabriel Abrantes. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

sábado, 18 de abril de 2020

França - Três animações com produção portuguesa selecionadas para o Festival de Annecy

Três curtas-metragens com produção ou coprodução portuguesa integram a competição do Festival de Cinema de Animação de Annecy, que decorrerá em junho e em versão ‘online’.

A organização divulgou na quarta-feira parte da programação oficial e confirmou que a edição deste ano de um dos mais relevantes eventos do cinema de animação decorrerá apenas na Internet, entre 15 e 20 de junho, por causa das restrições impostas em França para conter a pandemia da doença Covid-19.

Da programação revelada, há três filmes com produção portuguesa na competição de curtas-metragens: “A mãe de sangue”, do artista visual Vier Nev, “Altotting”, Andreas Hykade, com coprodução de Abi Feijó e direção de arte de Regina Pessoa, e “Purple boy”, de Alexandre Siqueira, coproduzido por Rodrigo Areias.

“Desenvolver o Annecy 2020 Online é em simultâneo um desafio técnico e humano”, refere a direção em comunicado, reconhecendo que o festival desempenha “um papel imprescindível para todo o setor do cinema de animação”.

O festival já tinha revelado que adiou para 2021 alguns eventos, nomeadamente a edição física do mercado Mifá, um tributo ao cinema de animação africano e a celebração do 60º aniversário.

A programação completa será anunciada em maio. In “LusoJornal” - França

sábado, 7 de dezembro de 2019

Brasil - Menção Especial do Júri da 15ª edição do Festival Internacional Mobile Filme para a curta metragem de David Murad sobre alterações climáticas

O filme com a duração de um minuto e realizado através de um telefone móvel foi o único filme brasileiro a concurso à 15ª edição do Festival Internacional Mobile Filme ACT NOW, uma iniciativa que conta com o apoio das Nações Unidas e do YouTube



Criado em 2005 o festival rege-se por um único princípio; um telefone móvel, um minuto, um filme. Permite que qualquer pessoa, independente da sua condição económica, concorra, exprimindo a sua sensibilidade sobre o tema a concurso, utilizando uma tecnologia idêntica para todos os concorrentes. Sendo totalmente digital, consegue chegar a um público, o mais lato possível, através de um telefone móvel, computador, televisão ou mesmo uma sala de cinema.

Este ano a organização recebeu cerca de 900 inscrições de 91 países e seleccionou 50 filmes de 24 países que estiveram a escrutínio do público entre os dias 17 e 30 de Novembro.

Segundo a organização, a curta metragem de David Murad “comoveu profundamente o júri, que decidiu dar a menção honrosa” e ao mesmo tempo “mostrar o seu apoio ao cinema brasileiro e aos seus criadores.” Para o júri, as histórias apresentadas a concurso “representam abordagens e realidades diferentes, que lidam com o desperdício, a falta de água, o desmatamento, o activismo jovem, a questão climática e a população excessiva” e os trabalhos “provocam, levantam questões e aumentam a consciência sobre a necessidade de actuar agora contra a alteração climática.” 

A curta metragem de David Murad, fala sobre o ataque que a Amazônia tem sofrido nos últimos anos com a conivência do poder político brasileiro. “O tema deste ano do festival é agir contra as mudanças climáticas e a primeira coisa a se fazer com relação a esta questão é parar de negá-la. Boa parte dos políticos em todo o mundo, inclusive no Brasil, insistem no erro básico que é negar, e dizer que não existe mudança climática e não existe aquecimento global, que a Amazônia não está sendo mais queimada do que antes sempre foi. Essa negação está acontecendo de maneira muito forte no Brasil, inclusive. O filme é sobre isso: como negar fatos pode ser prejudicial para o futuro” afirmou David Murad.

O autor da curta metragem baseou-se no discurso do presidente brasileiro Jair Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU que afirmou, defendendo as suas políticas para o meio ambiente, que “a Amazônia permanece praticamente intocável”.

O Grande Prémio Internacional foi atribuído à curta metragem “Wallet” da iraniana Fatima Nofely, que recebeu € 20 mil para produzir um novo filme. O júri declarou que a obra segurou a sua atenção “com a beleza e força de sua história.” A realizadora leva os espectadores “para um mundo não muito distante, onde a água se tornou uma moeda de troca”.  Wallet” será exibido no próximo ano como suporte à exibição do filme de longa metragem a estrear “Walking on Water”, de Bonne Pioche. Baía da Lusofonia