Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 12 de setembro de 2022

Portugal - Instituto Português do Mar e da Atmosfera acaba de publicar em formato digital o livro "Os peixes na rota de Magalhães - Proposta de nomenclatura portuguesa"

A obra é da autoria dos investigadores do IPMA, Miguel Carneiro, Rogélia Martins, Dina Silva, Ivânia Quaresma e Irineu Batista e insere-se no âmbito das Comemorações do V Centenário da Primeira Viagem de Circum-Navegação (1519-1522), realizada por Fernão de Magalhães e concluída por Juan Sebastián Elcano.

Durante a sua vida, Fernão de Magalhães navegou por mares e oceanos e parte dessas áreas geográficas percorridas estão agora incluídas em 47 zonas económicas exclusivas sob jurisdição dos atuais “países” que as administram. Nestas regiões ocorrem cerca de 9500 espécies de peixes. Para além destas, incluem-se outras espécies não diretamente relacionadas com as rotas de Fernão de Magalhães, mas que importa acrescentar.

O objetivo principal deste trabalho foi estabelecer um único nome vulgar português (europeu) para cada uma das 16767 espécies listadas, propondo-o como denominação “oficial” portuguesa.

Como refere o Presidente do IPMA, Miguel Miranda, no prefácio "A viagem de Magalhães (...) mostrou definitivamente que o oceano une e não divide, que promove o contacto entre culturas, e que pode ser o principal veículo de humanidade. Para que isso seja possível temos que construir formas comuns de linguagem e de comunicação e que juntar a tradição, que é local, com a ciência que é universal. Este trabalho é um pequeno contributo nesse sentido." IPMA - Portugal

 

sábado, 24 de outubro de 2020

Portugal - Navio-escola Sagres retomará logo que possível viagem que Fernão Magalhães fez há 500 anos

 


A viagem do navio-escola Sagres no âmbito das comemorações do V Centenário da Circum-Navegação por Fernão Magalhães “será retomada” assim que a pandemia da covid-19 o permitir, segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

“A viagem do navio-escola Sagres será retomada logo que a evolução da pandemia o permita”, garantiu o ministro, precisamente no dia em que há 500 anos, no extremo sul da Argentina, Fernão Magalhães virou o Cabo das Onze Mil Virgens, como o navegador português haveria de batizá-lo, em homenagem ao dia de Santa Úrsula e às onze mil virgens, e que hoje tem o seu nome.

“O nosso plano é utilizar a viagem da Sagres de forma a que, em cada porto a que acostar, haver atividades culturais e comemorativas da viagem de circum-navegação e foi o fato de isso se ter tornado impossível que ditou a suspensão da viagem”, explicou o governante, numa conferência de imprensa que se seguiu à terceira reunião da Comissão Nacional para as Comemorações do V Centenário da Circum-navegação, em que estiveram igualmente presentes o ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, e José Manuel Marques, presidente da Estrutura de Missão do V Centenário da 1.ª Circum-Navegação.

“Continua a ser nossa intenção recriar a viagem de circum-navegação, estamos articulados com o Governo de Espanha, que também tem o compromisso de recriar a viagem de circum-navegação com o seu próprio navio-escola”, sublinhou Santos Silva, e a prova disso, reforçou, é que na proposta do Orçamento do Estado para 2021 “está lá prevista a verba financeira necessária”.

A pandemia causou impactos substanciais no programa das comemorações, mas a circunstância de estar repartido por três anos, “dá alguma margem de manobra ao projeto”, disse, por seu lado, Serrão Santos.

“O fato de estas comemorações terem sido planificadas para durar três anos está-nos a dar oportunidade de adaptar as comemorações às circunstâncias deste impacto inesperado da covid-19, que, ao contrário da viagem de Magalhães, deu a volta ao mundo em muito pouco tempo”, disse o ministro do Mar.

O programa destas comemorações, reforçou Serrão Santos, “está focado no percurso de exploração” feito pelo navegador português, que “foi orientado pelo comércio das especiarias e que permitiu, não só provar que todos os oceanos estão unidos, como é possível circum-navegar a terra. Começou aí a globalização”, disse.

É, portanto, “um projeto que comemora uma expedição que demorou três anos. Está focado na partida, também no evento único e fantástico que hoje se assinala, que é a passagem do Estreito das Onze Mil Virgens, que é como Fernão de Magalhães lhe chamou; não está focado na chegada”, disse ainda o ministro do Mar.

O presidente da Estrutura de Missão do V Centenário da 1.ª Circum-Navegação reconheceu também que, se a recriação da viagem de Magalhães iniciada com a partida de Lisboa em janeiro do navio-escola Sagres, era “o projeto bandeira” das comemorações, “a suspensão da viagem comprometeu todo o conjunto de iniciativas que estavam previstas”.

Nesta fase, a estrutura de missão está empenhada num “processo de reprogramação” junto com as instituições e parceiros associados às comemorações em todos os territórios onde o navio deverá passar quando a viagem for retomada.

Investimento

Oito projetos financiados com um total de 2,3 milhões de euros, nas áreas de observação da Terra, clima, mobilidade e biodiversidade, foram apresentados na sessão comemorativa do V centenário da viagem.

Os projetos, a realizar durante três anos (ou quatro em casos justificados), são financiados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), que lançou em 2019 um concurso no âmbito das comemorações dos 500 anos da primeira viagem à volta ao mundo, feita entre 1519 e 1522 pelos navegadores português Fernão de Magalhães e espanhol Juan Sebastián Elcano.

As propostas de trabalho selecionadas propõem-se, por exemplo, aplicar a inteligência artificial à previsão de ondas (Instituto Superior Técnico), “desenvolver a próxima geração de sensores geoquímicos para a monitorização em tempo real do movimento do magma em profundidade” (Fundação Gaspar Frutuoso) e explorar dados da expedição de circum-navegação antártica para “um melhor conhecimento de nuvens e precipitação” (Universidade de Aveiro), segundo o Ministério da Ciência.

Outros projetos incidem sobre a monitorização e gestão de recursos pesqueiros ao longo da rota Atlântica de Magalhães-Elcano (Universidade do Minho), as toxinas de serpentes da Amazônia (Requimte – Rede de Química e Tecnologia), aditivos de base nanotecnológica para revestimentos anticorrosivos marítimos (Universidade de Aveiro), a gestão da polinização e agricultura sustentável (Ciimar – Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental) e genética, história e cultura humanas no espaço da circum-navegação (Ipatimup – Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto).

Cada projeto vai receber até 300 mil euros, totalizando os oito 2,3 milhões de euros, de acordo com o ministério.

Ao concurso, aberto entre março e abril de 2019, podiam concorrer equipas de pesquisadores de universidades, empresas, laboratórios ou instituições sem fins lucrativos.

O programa das comemorações do V centenário da viagem Magalhães-Elcano incluía o lançamento de um concurso para projetos de investigação e inovação nas áreas associadas à circum-navegação. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”

sábado, 9 de maio de 2020

Portugal - Navio-escola Sagres regressa amanhã a Lisboa



O navio-escola Sagres regressa no domingo a Lisboa, um mês e meio depois de ter sido cancelada a viagem de celebração dos 500 anos da circum-navegação de Fernão Magalhães devido à pandemia de covid-19, anunciou a Marinha.

Na sua conta oficial no Instagram, a Marinha informou da data de chegada do navio-escola, que partiu de Lisboa em 05 de janeiro para uma viagem à volta do mundo, mas que foi interrompida em 24 de março devido ao surgimento do surto epidémico.

“Face à situação de pandemia da covid-19, que afeta mais de 180 países em todo o mundo, o navio-escola Sagres, que ruma à Cidade do Cabo, na África do Sul, onde se prevê que chegue esta quarta-feira, dia 25 de março, recebeu ordens para regressar a Lisboa”, segundo um comunicado do Ministério da Defesa Nacional divulgado em 24 de março.

O navio saiu da capital portuguesa no início de janeiro para uma viagem à volta do mundo que teria duração de pouco mais de um ano.

Previa-se que o navio passasse por 22 portos de 19 países diferentes e que seria a Casa de Portugal durante os Jogos Olímpicos de Tóquio, competição que foi adiada para 2021.

O Ministério da Defesa Nacional justificava que a decisão de interrupção da viagem “foi tomada na sequência das medidas de segurança que os diferentes países estão a adotar para protegerem os seus portos, Portugal incluído, limitando a atracação e desembarque de tripulações e passageiros de navios”, o que inviabiliza “o pleno cumprimento da missão”.

O Governo considerava ainda que “a continuidade desta expedição poderia potenciar um maior risco de contágio entre os 142 elementos da guarnição, que se encontram bem de saúde”. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Brasil - Inaugurada praça no Rio de Janeiro em homenagem a Fernão de Magalhães



Uma praça em homenagem ao navegador português Fernão de Magalhães foi inaugurada nesta terça-feira no Rio de Janeiro, com a presença de figuras de Estado, que frisaram a importância do momento na história entre Portugal e Brasil.

O local da praça, agora denominada de “Praça da Circum-Navegação”, não foi escolhido ao acaso, estando localizada em frente à Baía de Guanabara, um dos primeiros locais onde Fernão de Magalhães aportou há 500 anos na América, aquando da sua histórica viagem ao serviço da coroa espanhola, e onde o navio-escola “Sagres” atracou na segunda-feira, após ter saído de Portugal em 05 de janeiro, para também ele seguir as pisadas do navegador português.

“Mais do que ser direcionada a Portugal, esta placa é direcionada ao navegador português e à circum-navegação. Tínhamos o plano de dar o nome de Fernão de Magalhães a uma praça ou escola, mas não foi possível designar dessa forma porque já existe uma artéria aqui com esse nome. Dessa forma, decidimos chamá-la de ‘circum-navegação’, mas na placa está descrita a homenagem a Magalhães”, disse à Lusa o cônsul-geral de Portugal no Rio de Janeiro, Jaime Leitão.

“É também um momento interessante porque foi feito simultaneamente à estadia da ‘Sagres’ no Rio de Janeiro, que está aqui mesmo em frente. Quando propus este lugar, achei também graça ao facto de a praça estar ao lado de uma roda-gigante [Rio Star, maior roda-gigante da América Latina], numa alusão à circum-navegação, também ela redonda”, acrescentou Jaime Leitão, impulsionador do projeto.

Na cerimônia de homenagem sob chuva, estiveram também presentes figuras como a secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, o embaixador de Portugal em Brasília, Jorge Cabral, e prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella.

Ao som da banda da Marinha de Guerra Portuguesa, que tocou os hinos do Portugal e do Brasil, foi feita a homenagem ao navegador português, tendo o prefeito Crivella declamado versos do poeta Fernando Pessoa, num elogio à “bravura” dos portugueses, quando descobriram o território brasileiro.

“Nós não podemos deixar de proclamar que na origem do povo brasileiro existe a fibra de uma nação que não se conformou com a determinação geográfica de viver entre a Espanha e o mar e, na força dos seus navegadores, cruzou os abismos para construir novos mundos. O Brasil é herança dessa valentia e bravura. No nosso sangue pulsam as mais altas tradições desse povo heroico que marcou a história”, indicou Crivella.

“Ao inaugurarmos esta praça, vibram na nossa alma essas conquistas lusitanas. Apesar da independência nunca nos desunimos. O Brasil estará eternamente ligado a Portugal. Lembro-me dos versos de Fernando Pessoas que dizia ‘Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal’, e o Rio de Janeiro fez muitas lágrimas para que aqui chegassem os navegadores, como foi esse, que hoje homenageamos. Agradeço poder marcar estes laços eternos, aqui”, declarou o prefeito na inauguração da praça.

Também Berta Nunes sublinhou a importância do esforço dos navegadores portugueses, como Fernão de Magalhães ou Pedro Álvares Cabral, reconhecendo “algumas menos valias” e “percalços” do período dos descobrimentos.

“Com o navio-escola Sagres e com o descerramento desta placa, a circum-navegação, Fernão de Magalhães e [o navegador espanhol] Sebastião de Elcano ficam aqui imortalizados para memória futura, sendo muito importante este ato simbólico, que irá preservar esta memória. Foi também Portugal que há 500 anos conseguiu globalizar o mundo no sentido de ligar territórios e culturas desconhecidas”, afirmou a secretária de Estado.

O embaixador Jorge Cabral admitiu que a programação que Portugal tem delineada para celebrar os 500 anos da viagem de Circum-navegação é “ambiciosa”, afirmando que a inauguração de uma rua ou praça em nome do navegador português foi sempre um objetivo primordial.

“Esta placa é uma referência que vai aqui ficar registrada. Sempre tivemos a expectativa de conseguir concretizar este objetivo, aqui, perto da Baía de Guanabara, onde a frota de Magalhães aportou na América. A nossa programação é ambiciosa, passando por todos os países que fizeram parte da rota do navegador. No caso do Brasil, em que temos esta proximidade histórica, é muito importante este registo físico da chegada da frota”, realçou o diplomata.

No âmbito das referidas celebrações, o navio-escola “Sagres” chegou na segunda-feira ao Rio de Janeiro através das águas da baía de Guanabara, reentrância costeira que deu nome à embarcação quando esta pertencia à Marinha do Brasil, após mais de um mês a navegar à vela, depois de ter saído de Portugal no dia 05 de janeiro para uma viagem de circum-navegação.

A viagem vai prolongar-se durante 371 dias, sendo que a próxima paragem é Montevidéu, capital do Uruguai.

O navio-escola “Sagres” vai passar por mais de 20 portos de 19 países diferentes.

Em 30 de dezembro, a embarcação da Marinha chega a Portugal, mais precisamente, a Ponta Delgada, nos Açores, estando o regresso a Lisboa agendado para 10 de janeiro de 2021. In “Mundo Lusíada” - Brasil com “Lusa”

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Portugal - Navio-Escola "Sagres" prepara-se para assinalar circum-navegação

Lisboa - O navio-escola Sagres que realiza em 2020 uma viagem de um ano integrada nas comemorações do V Centenário da Circum-Navegação de Fernão de Magalhães vai empreender projetos científicos e cumprir os "desafios" da rota à volta do mundo.



"Do ponto de vista da navegação há duas zonas diferentes, mas bastante desafiantes: uma é toda a passagem do Estreito de Malaca, toda a zona da Indonésia e Filipinas, até à chegada ao Japão. Depois há a passagem do Estreito de Magalhães, Cabo Horn, na parte mais a sul da viagem, que por ser uma zona pouco amigável em termos meteorológicos vai ser um desafio, quer para o navio, quer para a guarnição", disse à Lusa o comandante do NRP "Sagres", António Maurício Camilo.

O navio-escola parte de Lisboa no dia 05 de janeiro do próximo ano sendo a rota "uma mistura" entre a viagem de Fernão de Magalhães combinando a presença em Tóquio durante os Jogos Olímpicos, no mês de julho.

"Sobrepondo a viagem com a nossa viagem efetiva diria que 70% da viagem de Magalhães será repetida embora uma parte dela no sentido oposto devido aos condicionalismos da presença no Japão", refere o comandante destacando a rota entre o Atlântico e o Pacífico como um dos momentos significativos da viagem.

"Um dos eventos principais, no dia 20 de outubro, em Punta Arenas (Chile) vai coincidir com uma reunião com o navio-escola espanhol Juan Sebastian Elcano e de outros navios-escola da América Latina e depois até Callao (Peru) -- refazendo a entrada de Magalhães no Pacífico", afirma sublinhando a importância que atribui ao momento.

"Os navios vão navegar em companhia. Tem um significa histórico e político e vai permitir trocar algumas pessoas da guarnição com outros navios e julgo que vai ter um impacto interessante", diz Maurício Camilo que nunca navegou o Estreito de Magalhães.

"Eu nuca passei no Estreito de Magalhães e a única referência que tenho de uma situação mais parecida são os fiordes. Trata-se de um conjunto de fiordes na passagem do Atlântico para o Pacífico. Em termos de navegação o mais parecido são os fiordes da Noruega. Uma navegação cautelosa como em todas em zonas mais apertadas. Vai ser um grande desafio porque o navio só navegou no Estreito de Magalhães uma vez, em 2010", explica.

O navio-escola Sagres vai embarcar 144 tripulantes que vão cumprir a rota completa durante 371 dias e vai embarcar durante cerca de três meses dois grupos de cadetes.

O primeiro grupo de cadetes - que terminam em 2020 o segundo ano da Escola Naval - vai cumprir a rota entre de Díli (Timor-Leste) e o Japão.

Entre Tóquio e Honolulu, no Pacífico, vão embarcar os cadetes do primeiro ano.

Os cadetes vão pôr em prática os conceitos teóricos que aprenderam durante o ano letivo na Escola Naval e depois embarcam para ganharem experiência.

Paralelamente aos aspetos relacionados com a navegação o navio-escola vai empreender uma série de projetos científicos relacionados com a presença de microplásticos e a medição de parâmetros atmosféricos na água e na atmosfera. “Agência Lusa”

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Reino Unido - Cinco séculos da circum-navegação celebrados em Londres na Organização Marítima Mundial



Londres - O 500.º aniversário da viagem de circum-navegação iniciada pelo navegador português Fernão de Magalhães, em 1519, é hoje celebrado na Organização Marítima Mundial, em Londres, numa iniciativa conjunta das embaixadas de Portugal e de Espanha no Reino Unido.

Uma conferência com o historiador português João Paulo Oliveira e Costa e o jornalista Francisco Taronjí vai debater e refletir sobre a primeira volta completa ao mundo, iniciada pelo navegador português Fernão de Magalhães e completada pelo navegador espanhol Juan Sebstián Elcano, em 1522.

"O propósito é recordar uma viagem de grande importância e significado científico comandada em grande parte do seu percurso por um navegador português, que muitos consideram ter dado uma contribuição significativa para o que hoje se chama 'globalização'", disse à agência Lusa o embaixador de Portugal no Reino Unido, Manuel Lobo Antunes.

Este acontecimento merece ser celebrado na sede da Organização Marítima Mundial porque, acrescentou, "contribuiu para um melhor conhecimento científico do globo, abrindo rotas marítimas alternativas para o comércio de produtos entre a Ásia e a Europa".

Portugal e Espanha têm previsto um programa de ações conjuntas para comemorar os 500 anos da primeira volta ao mundo, da qual faz parte uma viagem de circum-navegação pelos navios-escola Sagres (português) e Juan Sebastián Elcano (espanhol).

Está também prevista uma exposição itinerante organizada pelos Ministérios da Cultura dos dois países, a coprodução de uma série televisiva, e a elaboração de um estudo sobre a "Projeção mundial do espanhol e do português".

A apresentação de uma Declaração dos Ministros da Cultura da União Europeia, sobre o significado da circum-navegação, é outra das ações apresentadas.

As embaixadas de Portugal e de Espanha também vão coordenar a organização de atividades conjuntas nos países da Rota de Magalhães-Elcano: Brasil, Uruguai, Argentina, Chile, Filipinas, Brunei, Indonésia, Timor-Leste, Moçambique, África do Sul e Cabo Verde. In “Sapo Timor-Leste” com “Lusa”