Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta CFM. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta CFM. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Moçambique - Regista crescimento nos índices de carga transportada



Moçambique registou um crescimento de 77% da carga transportada desde 2015. De acordo com o Ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, em 2018, o sistema ferroviário nacional transportou 23,7 milhões de toneladas, contra 13,4 milhões de toneladas transportadas em 2015.

Falando, na última sexta-feira, 5 de Abril, no encerramento do Conselho de Directores da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), Mesquita acrescentou que estes resultados foram conseguidos, pelo facto desta empresa e as concessionárias dos sistemas ferro-portuários terem assumido com determinação e responsabilidade as acções inscritas no Plano Quinquenal do Governo (PQG), particularmente, a componente da ampliação e a modernização das infra-estruturas ferro-portuárias do País.

Como perspectivas, o ministro desafiou os gestores das infra-estruturas ferro-portuárias para consolidarem os resultados alcançados, bem como a melhorar a eficiência e competitividade do transporte ferroviário no País: “Queremos que o nosso sistema ferro-portuário e os respectivos corredores de transporte acrescentem mais valor à nossa economia, contribuindo cada vez mais na melhoria do Produto Interno Bruto e da Balança Comercial. Por isso, temos que ser mais criativos para atingirmos melhores índices de competitividade”, disse Carlos Mesquita.

Em 2018, os CFM obtiveram um resultado operacional de 2,5 mil milhões de meticais, mantendo-se na lista das empresas do sector empresarial do Estado que, de forma consistente, vêm apresentando resultados líquidos positivos aos longo dos anos.

De acordo ainda com o ministro dos Transportes e Comunicações, a eficiência e a competitividade das infra-estruturas nacionais passam por uma abordagem integrada e harmoniosa entre os investimentos realizados nas ferrovias e nos portos.

“Nessa perspectiva, registamos com satisfação a implementação do plano de investimentos integrado que contempla o aumento da capacidade de manuseamento portuário e a melhoria do transporte ferroviário no Corredor de Maputo, estando a lograr resultados satisfatórios”, disse.

Para Carlos Mesquita, a experiência do Corredor de Maputo deve ser replicada nos corredores da Beira e Nacala, sendo fundamental o papel dos CFM junto às concessionárias para a dinamização do desenvolvimento harmonioso do sistema ferro-portuário nacional.

Mesquita orientou ainda aos gestores dos CFM para implementarem na íntegra as medidas definidas pelo Governo, para minimizar o sofrimento das vítimas do ciclone que devastou o Centro do País, nomeadamente o desconto em 50% no transporte de passageiros nas linhas de Sena e Machipanda, desconto em 50% do transporte de material de construção de fabrico nacional, bem como o transporte gratuito de donativos, para alem da implementação de outras medidas que a empresa julgar aplicáveis, no quadro da emergência causada pela calamidade que abateu as províncias de Sofala, Manica, Zambézia e norte de Inhambane.

Por seu turno, o presidente do Conselho de Administração dos CFM, Miguel Matabel, revelou que, embora a empresa esteja a registar resultados positivos, ainda persistem alguns desafios que devem ser ultrapassados.

“Parte dos desafios estão relacionados, por exemplo, com os descarrilamentos que prejudicam sobremaneira a nossa balança de facturação e, sobretudo, interferem na confiança que tanto almejamos dos clientes”, enfatizou Miguel Matabel. In “Olá Moçambique” - Moçambique

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Moçambique - CFM investe em locomotivas e vagões

A Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM) investiu cerca de 33 milhões de euros na aquisição de cinco locomotivas novas e 300 vagões-plataforma



Uma fonte da empresa, citada pela “AIM”, adiantou que as locomotivas, que já se encontram em Maputo, têm capacidade para rebocar vagões carregados com 2 700 toneladas, contra as 1 800 toneladas conseguidas pelo equipamento actualmente em uso.

As novas máquinas foram compradas nos EUA, enquanto os vagões virão da vizinha África do Sul, esperando-se que cheguem a Moçambique dentro em breve.

A CFM não adquiria vagões há mais de duas décadas, sendo que durante os últimos anos manteve a actividade possível recorrendo a requalificações constantes do material circulante, uma solução tida como bastante onerosa.

Para minimizar o défice em material circulante, os CFM vinham também alugando equipamentos nos países vizinhos, especialmente no Zimbabué, o que, segundo a fonte da empresa, também irá cessar.

“Com esta aquisição, os CFM podem responder às necessidades dos clientes, tanto na Linha de Ressano Garcia, como na Linha de Limpopo, respectivamente, da Áfricado Sul e do Zimbabué”, disse. In “Transportes & Negócios” - Portugal

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Moçambique - CFM voltam a transportar carvão da África do Sul

Os Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) vão voltar a transportar carvão da África do Sul para o porto da Matola, após uma interrupção de 20 anos, disse hoje à “Lusa” fonte da empresa

Com este regresso, a empresa pública prevê que o número de comboios que transportam carvão para os portos de Maputo e Matola passe de quatro para sete por dia, o que representará o transporte de cerca 21 mil toneladas por dia na linha de Ressano Garcia, que liga Moçambique e África do Sul.

Para garantir que a linha, de 88 quilómetros, suporte estas operações, está em curso um plano de reabilitação. Além da reconstrução de duas pontes, a empresa prevê a substituição de travessas numa extensão de 24 quilómetros.

A previsão da empresa é de que os comboios dos CFM transportem anualmente cerca de sete milhões de toneladas na linha de Ressano Garcia, aumentando a captação de receitas.

O transporte de carvão da África do Sul para o porto da Matola usando locomotivas dos CFM foi interrompido em 1998 devido à falta de meios da empresa moçambicana, explicou Adélio Dias, porta-voz dos CFM.

As operações ficaram entregues, nestas duas décadas, à operadora sul-africana Transnet Freight Rail (TFR). In “Transportes & Negócios” - Portugal

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Angola - Modernização da linha de Moçâmedes formalmente concluída

Onze anos volvidos sobre o início das obras e cinco depois da sua conclusão, o China Hyway Group procedeu à entrega definitiva das infra-estruturas ferroviárias do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes (CFM) ao presidente da sociedade gestora, Daniel Quipaxe

As obras de reabilitação e modernização dos CFM iniciaram-se em 2006 e ficaram concluídas em 2012, mas entretanto houve que proceder a alguns trabalhos complementares para conferir maior segurança à circulação ferroviária.

As obras consistiram na colocação de 967 quilómetros de carris, do Namibe ao Cuando Cubango, passando pela Huíla, na substituição das chulipas de madeira por outras de betão e na construção de raiz de um ramal com 105 quilómetros entre a estação da comuna do Dongo a de Tchamutete (município da Jamba) para garantir o transporte do minério de ferro.

Foram ainda erguidas 57 estações ao longo do traçado, sendo três especiais, sete de primeira classe, 11 de 2.ª e 36 de 3.ª, assim como a instalação de um novo e moderno sistema de telecomunicações por fibra óptica e sinalização completa, e construído de raiz um novo centro de formação profissional, estando em curso o processo de equipamento das suas oficinas.

O ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, que assistiu à cerimónia de entrega, ontem, no Huíla, disse que o acto marca o início de um novo ciclo na história do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes, linha que começou a ser construída em 1905, abriu à circulação em 1910 e continuou a ser aumentada até chegar a Menongue (antiga Serpa Pinto) em Dezembro de 1961. In “Transportes & Negócios” - Portugal

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Angola - Recebe as primeiras locomotivas GE

O primeiro lote de 15 locomotivas que vão reforçar a capacidade dos Caminhos-de-Ferro de Angola chegou ao país em finais de Novembro passado, anunciou em Luanda o ministro dos Transportes Augusto da Silva Tomás.

As locomotivas, fabricadas pela General Electrics, foram desembarcadas nos portos de Luanda, Lobito e Namibe a fim de entrarem ao serviço das empresas Caminhos-de-Ferro de Luanda (CFL), Caminhos-de-Ferro de Benguela (CFB) e Caminhos-de-Ferro de Moçâmedes (CFM).

O fornecimento das locomotivas é resultado do memorando que o governo de Angola e a General Electric Company assinaram em Fevereiro de 2013, em Chicago. O memorando, rubricado pelo CEO da GE Transportation, Lorenzo Simonelli, e pelo ministro dos Transportes angolano, Augusto Tomás, estende a colaboração ao sector de aviação civil e à reparação de locomotivas até então avariadas.

Nos termos do memorando, as primeiras 15 locomotivas deveriam ter chegado a Angola em 2014 e as restantes 85 num período de cinco anos, mas a degradação da situação financeira do país atrasou a sua concretização. Ainda assim, a entrega agora concretizada antecipa o previsto para o primeiro semestre de 2017.

As unidades encomendadas por Angola estão a ser construídas em Erie, Pennsilvânia.

Além das locomotivas, a General Electric vai fornecer peças e formar técnicos angolanos na manutenção dos equipamentos. In “Transportes & Negócios” - Portugal

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Moçambique – Linha férrea de Sena retomou a actividade

O comboio de carvão regressou à linha férrea de Sena, transportando carvão mineral extraído nos campos de produção de Moatize, na província de Tete, para exportação a partir do Porto da Beira, em Sofala.

Após cerca de seis meses de completa paralisação devido à tensão político-militar, uma composição-tipo formada por quatro locomotivas e 84 vagões carregados do minério pertencente à companhia brasileira Vale chegou a meio da manhã de ontem ao Terminal de Carvão do Porto da Beira, sinalizando o retorno à exploração de uma rota estratégica para os negócios da Empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM, E.P.).

Antes da paralisação do transporte de carvão, a linha férrea de Sena chegou a conhecer um tráfego intenso, com uma média diária de 22 comboios em ambos sentidos, transportando desde carvão mineral da Vale, passando por carga dos CFM e passageiros das várias comunidades servidas pela via. 

Segundo dados apurados pelo “Notícias”, o reatamento da circulação de comboios na linha de Sena segue-se a um entendimento entre os CFM e a Vale, com a primeira agora a assumir os encargos com a segurança da composição e respectiva carga.

Ainda este ano foi concluído um projecto de reabilitação e ampliação que conferiu à linha de Sena uma capacidade de carga fixada em 20 milhões de toneladas de carga por ano, contra os anteriores 6,5 milhões de toneladas.

Com a reabilitação passaram para a história os sistemáticos episódios de descarrilamento, que resultavam em danos avultados, tanto para os CFM, como para os donos das mercadorias.

As obras de reabilitação e ampliação, orçadas em 163 milhões de dólares, foram executadas pelo consórcio português Mota-Engil & Edvisa e consistiram no aumento das linhas de cruzamento de 750 para 1500 metros em todas as 40 estações e apeadeiros, de modo a permitir a circulação de comboios-tipo com até 100 vagões puxados por seis locomotivas.

A restauração física da Linha de Sena também contemplou a reabilitação de todas estações e a construção de uma, em Cateme, bem como a abertura de apeadeiros nos locais de maior aglomerado populacional em toda a extensão para dar resposta ao pedido das comunidades que sempre manifestaram o interesse de ver a circulação do comboio trazer ganhos para a população.

A recente recuperação do preço do carvão de coque, de 80 para 160, e do térmico de 50 para 72 dólares norte-americanos a tonelada renova as expectativas dos operadores numa exploração rentável daquele recurso na bacia sedimentar do Zambeze, localizada em Tete.

Até 2011 o preço de uma tonelada de carvão de coque custava 296 dólares no mercado internacional, enquanto o térmico era vendido a 121 dólares em finais de 2015, uma queda que afectou a produção e consequentemente as exportações. Esta situação teve igualmente impacto na redução da força de trabalho e no desempenho da economia da província de Tete. In “Jornal de Notícias” - Moçambique

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Moçambique – Inauguração da nova ponte ferroviária sobre o rio Umbelúzi

O Presidente da República, Filipe Nyusi, inaugurou na passada quarta-feira, 28 de Setembro de 2016, a nova ponte ferroviária sobre o rio Umbelúzi, no distrito de Boane, província do Maputo, uma infra-estrutura que vai permitir o aumento da capacidade de carga para cinco milhões de toneladas por ano na Linha de Goba.

Trata-se da primeira maior infra-estrutura do género construída após a Independência nacional e que custou aos cofres da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) perto de 590 milhões de meticais.

A nova ponte, com 362 metros de extensão e que assenta em cinco pilares de betão com uma altura que varia entre os sete e 11,5 metros, poderá suportar 27 toneladas por eixo, contra os anteriores 18,5, o que irá permitir a circulação de locomotivas com maior capacidade e composições de acima de 100 vagões, contra 50 da antiga ponte.

No seu discurso, Filipe Nyusi realçou a importância da nova ponte no desenvolvimento da economia nacional e regional dado que “os diferentes agentes e operadores económicos passam a ter ao seu dispor uma obra moderna e de qualidade, que vai garantir o transporte de pessoas e bens em condições seguras e em maiores quantidades. Esta ponte vai ajudar no escoamento de mercadorias e cativar mais tráfego para a Linha de Goba”.

Mais adiante, o Presidente da República instou a empresa CFM a continuar a apostar no desenvolvimento de infra-estruturas capazes de fazer face à demanda. “Um sistema de transporte eficiente e competitivo só se desenvolve com infra-estruturas modernas”.

“Essa missão deve incidir, fundamentalmente, na construção de novas infra-estruturas ou na substituição, elevação, inovação, modernização e expansão das existentes”, disse Filipe Nyusi, que recomendou à empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique a ser proactiva na mobilização de tráfego com vista à rentabilização da nova ponte.

Por seu turno, o ministro dos Transportes e Comunicações referiu que a inauguração da nova ponte sobre o rio Umbelúzi acontece “num contexto em que o Sector dos Transportes e Comunicações é chamado a mobilizar a sua capacidade para a modernização e ampliação da sua rede ferroviária nacional, para responder ao novo quadro de aumento de carga ferroviária em quase todas as nossas linhas”.

Para responder a este novo quadro, segundo Carlos Mesquita, o sector dos Transportes e Comunicações está a implementar um vasto programa de ampliação das infra–estruturas ferroviárias noutras frentes, como os estudos para a ampliação da capacidade da linha de Ressano Garcia, obras de ampliação da linha-férrea de Sena, consolidação das operações no Porto de Nacala-a-Velha, reabilitação do Porto de Nacala, entre outras acções programadas.

Já o presidente do Conselho de Administração da empresa CFM, Victor Gomes, fez saber que, no âmbito deste projecto, está prevista a construção de um bloco de duas salas de aula, na Escola Primária Completa Antigos Combatentes, e uma maternidade e a respectiva vedação, ambos no bairro Paulo Samuel Kankhomba, no distrito de Boane. In “Olá Moçambique” - Moçambique

domingo, 27 de dezembro de 2015

Moçambique - CFM constrói porto seco em Chimbunila

Os Caminhos de Ferro de Moçambique, vão construir um Porto Seco, próximo ano, no povoado de Uti, distrito de Chimbunila, no Niassa, em substituição da actual Estação na Cidade de Lichinga.

O futuro porto seco dista catorze quilómetros da Cidade de Lichinga e vai compreender uma área de cem hectares.

No local, serão erguidos igualmente armazéns, terminal de contentores e parque de viaturas de grande tonelagem, além de outras infra-estruturas.

Até este momento, foram reabilitados mais de oitenta quilómetros da linha férrea Lichinga-Cuamba e espera-se que o comboio inicie a circular nos meados do próximo ano.

O Governador do Niassa, Arlindo Chilundo, disse que a construção do Porto Seco em Uti, deve-se aos grandes encargos financeiros que iria acalentar ao Estado para indemnizar os cidadãos que construíram as suas residências muito próximo da linha, na Cidade de Lichinga.

A reabilitação daquela ferrovia é financiada pelo Banco Emiratos Árabes Unidos com noventa e oito milhões de meticais, numa extensão de cerca de duzentos e cinquenta quilómetros.

O Comboio deixou de circular no troço Cuamba-Lichinga, em dois mil e dez, devido a degradação acentuada da linha, situação que é aliada a dificuldades de trânsito na estrada Lichinga-Cuamba, encarece o custo de vida no Niassa. In “Rádio Moçambique” - Moçambique