Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta CE-CPLP. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta CE-CPLP. Mostrar todas as mensagens

sábado, 18 de maio de 2024

Lusofonia - Livro retrata histórias de vida e vivências profissionais de quem conhece o desafio da migração nos países da CPLP

Uma obra que pretende destacar as vivências, os momentos de superação e a coragem de todos aqueles que conheceram o desafio da migração, em particular, nos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Este é o livro ‘Carreiras Lusófonas – Experiências e Desafios da Migração’, da autoria da luso-timorense Berta Montalvão, membro da Comissão Executiva da Confederação Empresarial da CPLP.


A obra foi apresentada na tarde de 16 de maio, na sede da CPLP, em Lisboa. ‘Carreiras Lusófonas – Experiências e Desafios da Migração’ retrata as histórias de vida de 16 cidadãos lusófonos com experiência de trabalho em pelo menos um país da CPLP. Além dos desafios da mobilidade, abordam-se as questões relacionadas com os vínculos familiares, a gestão das emoções, o crescimento pessoal, a integração numa nova cultura e a trajetória profissional, promovendo-se reflexões sobre a busca de melhores condições de vida, as oportunidades de trabalho e o desenvolvimento de competências.

Em algumas histórias são focados os motivos para a partida e as ambições e projetos de vida que pretenderam alcançar com as decisões que tomaram. Noutras é abordada a partida inesperada de um país, fruto do período da independência das colônias portuguesas.

Através de um storytelling, o livro revela os testemunhos de quem já viveu e trabalhou em diferentes países da lusofonia, além de Portugal: Edson Athayde (Brasil), Cláudio Bento França (Angola), Pedro Lagrifa (Angola), Helena Viegas Lopes (Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Angola), Matilde Freitas Fortes (Cabo-Verde, Angola), Silvânia Santos (Brasil), Isabel Nolasco (Timor-Leste), Nelson Costa (Moçambique, Angola), Roselyn Silva (São Tomé e Príncipe), Izabel de Paula (Brasil), Soraia Sulemane (Moçambique, Angola), Nádia Neves (Cabo Verde, Angola), Abdel Camará (Guiné-Bissau), Sidney Cerqueira (Guiné-Bissau), Rui Dinis (Brasil) e Berta Montalvão (Timor-Leste, Angola).

“São 16 histórias reais, de pessoas comuns, que vivem ou viveram na primeira pessoa a experiência da migração. Esta pluralidade de perspetivas torna o livro relevante e enriquecedor para quem pretende compreender as experiências e os obstáculos dos profissionais migrantes. Para quem pretende sair do seu país, pode contribuir para um melhor planeamento do movimento migratório, evidenciar novas realidades sociais e diferentes formas de trabalhar, promover uma atitude positiva perante a mudança e maior resiliência face a situações nunca antes experienciadas”, afirma Berta Montalvão.

A origem da obra prende-se com o percurso de vida e trabalho de Berta Montalvão, na área de Gestão de Recursos Humanos, em mercados emergentes como Angola e Timor-Leste, desde 2005, que lhe deu a oportunidade de se cruzar com pessoas com histórias de vida impactantes.

A ideia de escrever o livro começou a desenhar-se após 2020, quando regressou a Portugal para estar junto da família, depois de perder o pai, e ter recebido o desafio para uma posição de liderança numa empresa de reconhecimento mundial. O feedback da entrevista, conduzida por um conceituado headhunter, acabou por dar o mote para a obra.

“Na altura, disponibilizei-me a ouvir o que tinham para me oferecer, já que o meu perfil tinha despertado o interesse para me contactar. Aconteceu tudo muito rápido e, ao fim de algumas semanas, a mesma fonte que inicialmente referiu que o meu currículo tinha sido considerado para a posição em causa, dizia-me que, afinal, não correspondia ao que pretendiam, por falta de network e experiência de trabalho em Portugal. Não fazia sentido, sobretudo, porque não tinha sido eu a candidatar-me”, começa por explicar a autora, adiantando que aquelas palavras “entoaram na cabeça durante semanas”.

“Quis ir ao cerne da questão e perceber qual o ‘mal’ do meu percurso profissional em Angola e em Timor-Leste. Demorei algum tempo a aceitar os parcos argumentos, e isso motivou-me a começar a responder a anúncios de emprego para perceber a reação do mercado de trabalho. As respostas não tardaram a surgir: quase todas, com palavras de encorajamento, davam conta que não tinha sido selecionada e que tinham optado por outros candidatos mais qualificados. Quando comecei a falar com alguns amigos que tinham regressado a Portugal há mais tempo, percebi que não estava sozinha”, conta Berta Montalvão, revelando ter sido esse o incentivo final para redigir o livro.

O prefácio da obra foi redigido por Zacarias da Costa, Secretário Executivo da CPLP, que na apresentação da obra destacou a pertinência da temática da migração: “Num momento em que este tema volta a estar no centro dos debates, é oportuna esta ocasião. É um livro que proporciona uma visão perspicaz e envolvente sobre a vida dos nossos cidadãos no espaço da CPLP. A temática da migração, tão intrínseca à experiência humana, desempenha um papel crucial na essência política, económica e social da CPLP. Como uma comunidade unida na sua diversidade, a CPLP representa a ideia de mudança e deslocação de pessoas através das fronteiras internacionais, quer por opção, quer por circunstâncias inesperadas”.

Zacarias da Costa salientou que a obra “oferece um olhar único e perspicaz sobre os desafios sociais e os impactos da migração dentro da CPLP” e “reforça a necessidade de uma agenda de mobilidade atenta às necessidades e aspirações de todos”.

‘Carreiras Lusófonas – Experiências e Desafios da Migração’ está disponível para venda em:

https://www.editorarh.pt/carreiras-lusofonas-experiencias-e-desafios-da-migracao. In “Mundo Lusíada” - Brasil


quarta-feira, 20 de março de 2024

Lusofonia – Embaixador da China em Lisboa reuniu-se com delegada de Macau na CE-CPLP para reforçar cooperação trilateral

A delegada para a China e Macau na Confederação Empresarial da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP), Carmen Wu, reuniu-se na semana passada com o Embaixador da República Popular da China em Portugal, Zhao Bentang, durante uma visita a Lisboa da delegação da CE-CPLP


Carmen Wu, assistente do CEO da Quinta da Marmeleira e filha do fundador da empresa Wu Zhiwei, sucede em Janeiro ao pai na CE-CPLP e foi eleita como delegada para a China e Macau. De acordo com o comunicado da associação actualmente liderada por Nelma Fernandes, o encontro visou fomentar a cooperação entre as empresas chinesas e macaenses e as empresas da CPLP, reforçando em particular as relações com o Fórum de Macau e com o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM).

Na reunião, Zhao Bentang, segundo noticiou o Jornal Macau, encorajou a representante da China e Macau na CE-CPLP a aproveitar as vantagens da associação para fortalecer os intercâmbios entre os países de língua portuguesa e a China, nomeadamente Macau, bem como facilitar as trocas amigáveis e a cooperação estreita entre as empresas e pessoas entre as partes. O Embaixador da China em Portugal pretende ainda promover a participação das empresas dos países de língua portuguesa na iniciativa ‘Uma Faixa, Uma Rota’, de modo a reforçar a comunicação entre diferentes comunidades e a compreensão mútua de diferentes culturas.

Por outro lado, Carmen Wu revelou ainda que está a trabalhar de forma a que mais empresas e organizações de vários países lusófonos possam vir a Macau participar na Conferência Ministerial do Fórum de Macau, que se vai realizar entre 21 e 22 de Abril. In “Ponto Final” - Macau


domingo, 7 de janeiro de 2024

Macau e países de língua portuguesa lamentam a morte do empresário Wu Zhiwei

A morte prematura do conceituado empresário e filantropo de Macau, Wu Zhiwei, está a ser lamentada na região e em todos os países de língua portuguesa, de cujas relações com a China era um entusiasta.


Nelma Fernandes, Presidente da Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP) manifestou pesar pela morte, no dia 2 de Janeiro, de Wu, até agora dirigente da CE-CPLP na China, radicado em Macau.

Em comunicado, Fernandes sublinhou o papel de Wu no apoio à abertura da primeira delegação da CE-CPLP na China através de Macau e na criação de condições de acesso ao mercado chinês.

“Personalidade de destaque no mundo empresarial de Macau, [Wu] foi Presidente do Grupo Quinta da Marmeleira, notável joalheiro através de Tin Min Jade, filantropo que promoveu a cultura em Portugal, Macau e China”, acrescentou a CE-CPLP. Wu foi também benfeitor das escolas secundárias Fomento e Mira Rio e de diversas instituições em Portugal.

Foi membro do Conselho Eleitoral do Chefe do Executivo da Região Administrativa Especial de Macau e membro do Conselho Consultivo do Povo Chinês para a Província de Anhui.

Wu também foi vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria Chinesa (CCILC), que reagiu quinta-feira “com admiração e grande pesar” à sua morte. Outros cargos ocupados por Wu foram Vice-Presidente da PORCHAM – Câmara de Comércio Portuguesa na China e membro da Associação Comercial de Macau.

Durante o período pandémico, Wu Zhiwei foi o primeiro empresário português a fornecer equipamentos de proteção a todas as missões diplomáticas portuguesas na China.

“Um homem de alto valor, preocupado com o bem-estar das pessoas e sempre comprometido com as causas que abraçou. Uma perda inestimável”, acrescentou o presidente da Confederação Empresarial da CPLP.

“Continuamos certos de que a sua missão e legado continuarão a desempenhar um papel importante na construção da nossa Comunidade. A sua família, a CPLP e o mundo perderam um homem exemplar”, refere o comunicado.

Em Novembro de 2023, foi galardoado na VIII Gala da CCILC com o Prémio de Mérito Empresarial “One Belt, One Road”. In “China-Lusophone Brief” - Macau



sábado, 16 de setembro de 2023

Assinado contrato que viabiliza banco de dados de comércio exterior da CPLP


A Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (FUNCEX) e a Confederação Empresarial da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP) deram o pontapé de saída para viabilizar o projeto ‘COMEX Data CPLP’ que será o “maior banco de dados de comércio exterior alguma vez já produzido”. Este novo projeto prevê a realização de estudos e levantamentos que cruzarão os dados comerciais dos nove países aderentes à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). O objetivo central é fomentar o comércio dos Estados-membro da CPLP entre si e com outros países e demais blocos económicos no mundo.

O contrato para o desenvolvimento dessa base de dados foi assinado no último dia 4 de setembro durante a conferência “O Atlântico – A Nova Carta do Humanismo”, em Lisboa, no âmbito das celebrações do 27.º aniversário da CPLP. Em Portugal, Higor Ferro Esteves, diretor geral da FUNCEX Europa, será o gestor do projeto. O protocolo que viabiliza esta iniciativa entre a FUNCEX e a CE-CPLP havia sido assinado no dia 24 de abril, em Lisboa.

Na opinião de António Pinheiro, presidente da FUNCEX, este projeto beneficia as relações comerciais entre os países falantes de português.

“Hoje, mais um marco nas nossas relações ganhará notoriedade. Assinaremos um contrato com a Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa no domínio das relações internacionais. (…) Será possível identificar oportunidades, promover encontros de negócios e viabilizar o acesso ao empresariado das nações da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e também na Ásia”, comentou António Pinheiro durante o seu discurso.

Por sua vez, Higor Ferro Esteves defende que é necessário reforçar o papel da CPLP na conexão comercial entre os seus estados-membros e que o Brasil “reúne todas as condições para liderar este processo através da FUNCEX”, que conta com “experiência no desenvolvimento de bases de dados para o comércio exterior e na identificação de oportunidades”.

O evento na capital portuguesa contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, do filósofo e sociólogo francês, Edgar Morin, que tem hoje 102 anos de idade, além de outras autoridades. Ígor Lopes – Brasil in “Mundo Lusíada”


 

quarta-feira, 2 de agosto de 2023

CE-CPLP - Nelma Fernandes e Rita Santos, do Conselho Regional da Ásia e Oceânia das Comunidades Portuguesas, discutem colaboração futura

Foi em Lisboa que Nelma Fernandes, Presidente da Direcção da Confederação Empresarial da CPLP, e Rita Santos, Presidente do Conselho Regional da Ásia e Oceânia das Comunidades Portuguesas, se encontraram para discutir oportunidades de cooperação e fortalecimento das relações empresariais dos países lusófonos, Macau e China.


No encontro foram exploradas diversas áreas de interesse mútuo, como o comércio, investimentos, turismo e educação, indicou o Conselho das Comunidades em nota de imprensa. Nelma Fernandes destacou a importância de incentivar o intercâmbio de conhecimentos e experiências no sector empresarial, de promover a integração entre os países da CPLP, Macau e China.

Rita Santos enfatizou a relevância do trabalho do Conselho para a promoção da cultura e dos interesses dos portugueses que vivem e trabalham na Ásia, sublinhando a importância de buscar parcerias estratégicas com a Confederação Empresarial da CPLP, a fim de expandir as oportunidades de negócios e fortalecer as relações económicas entre os países da CPLP e as comunidades portuguesas pelo mundo.

Para além de expressar optimismo em relação às possibilidades de colaboração futura, as duas responsáveis concordaram em continuar o diálogo para identificar áreas de interesse específicas e assim promover o desenvolvimento económico e empresarial, comprometendo-se em trabalhar em conjunto para criar um ambiente propício ao investimento, facilitando a troca de informações e experiências entre as comunidades empresariais.

A colaboração pode promover o crescimento económico e a criação de empregos, entre a CPLP e a China, através da utilização de Macau, e das novas oportunidades que a região oferece, nomeadamente a Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau, em Hengqin, e o incentivo que esta iniciativa representa no desenvolvimento da diversificação adequada da economia de Macau, salientou ainda o mesmo comunicado. Rita Gonçalves – Macau in “Ponto Final”




quinta-feira, 25 de maio de 2023

CE-CPLP – Recebida pelo Chefe do Executivo da RAEM

A presidente da confederação, Nelma Pontes Fernandes, esteve reunida com o Chefe do Executivo e prometeu organizar a vinda de várias empresas a Macau para participarem na futura Conferência Ministerial do Fórum de Macau


A presidente da Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP), Nelma Pontes Fernandes, prometeu organizar a vinda de várias empresas e entidades dos países de língua portuguesa para participarem na próxima Conferência Ministerial do Fórum de Macau. A promessa foi deixada num encontro na segunda-feira com o Chefe do Executivo, Ho Iat Seng.

Em Fevereiro, Ho Iat Seng adiantou que tinha a esperança de que a Conferência Ministerial do Fórum de Macau pudesse acontecer até ao final do ano. O evento está a ser adiado desde 2019, devido às restrições da pandemia e pela adopção da política de zero-casos de covid-19.

Nelma Pontes Fernandes recordou também a recente visita da delegação oficial do Governo da RAEM a Portugal, e considerou que esta serviu para que as empresas portuguesas ficassem a conhecer melhor a situação de Macau, assim como as perspectivas da Zona de Cooperação Aprofundada e da Grande Baía.

A responsável deixou ainda o desejo de que a visita a Macau, à Zona de Cooperação Aprofundada e à Grande Baía permita estabelecer uma relação de cooperação de curto, médio e longo prazo, de forma a impulsionar a ligação entre a China e os países de língua portuguesa, permitindo a Macau realizar o seu papel de plataforma.

Da estratégia

Por sua vez, Ho Iat Seng considerou que a visita “demonstra a confiança das empresas da CPLP no futuro de Macau, da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, e da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau”.

Ho insistiu também em explicar a estratégia de desenvolvimento da diversificação 1+4, de promover a estrutura industrial, e desenvolver as chamadas “quatro indústrias principais”, respectivamente a de big health, finanças modernas, tecnologia de ponta, e convenções, exposições, comércio, e cultura e desporto.

O Chefe do Executivo deixou ainda o desejo que a Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa aproveite “as suas funções de elo e de ponte” para promover junto das empresas dos países de língua portuguesa “o desenvolvimento de Macau, da Zona de Cooperação Aprofundada e da Grande Baía, a fim de reforçar a cooperação económica e comercial e o papel de Macau como plataforma entre a China e os países de língua portuguesa”. João Filipe – Macau in “Hoje Macau”


CE-CPLP - Discutiu protocolo de investimento com a Associação de Trabalhadores da Função Pública de Macau

A Confederação Empresarial da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP) e a Associação de Trabalhadores da Função Pública de Macau discutiram a possibilidade de ser assinado um protocolo para que os membros da ATFPM possam investir em empresas na CPLP.


Segundo um comunicado da ATFPM, o assunto esteve em cima da mesa durante uma reunião que decorreu na segunda-feira de manhã. “A Presidente Dra. Nelma Fernandes também manifestou interesse em assinar um protocolo de Cooperação com a ATFPM devido à existência de sócios ligados ao tecido empresarial que procuram parcerias com os empresários dos Países de Língua Portuguesa”, foi revelado.

A ocasião serviu também para que a presidente da CE-CPLP convidasse Rita Santos a visitar a sede da confederação, numa visita a Portugal que a secretária-geral da ATFPM tem agendada para Julho.

Por sua vez, Rita Santos afirmou, face a Nelma Fernandes, que existe “liberdade de circulação de pessoas” na Grande Baía e que essa é uma vantagem para as empresas que pretendem entrar no Interior. Actualmente, qualquer cidadão dos países de língua oficial portuguesa, mesmo que seja residente em Macau, necessita de um visto para entrar na Grande Baía.

Mais-valias

Segundo o comunicado, a secretária-geral da ATFPM salientou “as mais-valias da complementaridade da Grande Baía com a RAEM, nomeadamente as vantagens do porto franco, baixos impostos, mobilidade e flexibilidade dos recursos financeiros e liberdade de circulação de pessoas, bens e mercadorias na sua maioria isentas de tarifas alfandegárias e trampolim para o grande mercado do interior do continente”.

No decurso do encontro, terão ainda sido trocadas opiniões sobre “diversos assuntos”, como as “formas de maior incremento das relações comerciais e económicas no âmbito das importações e exportações (indústria, comércio e serviços) entre os países membros da CPLP, utilizando Macau como plataforma de serviços”.

Além de Nelma, participou no encontro Vitório Rosário, membro da Comissão Executiva da CE-CPLP, e o presidente da direcção da ATFPM, o deputado José Pereira Coutinho. João Filipe – Macau in “Hoje Macau”


quarta-feira, 3 de maio de 2023

Lusofonia - Países lusófonos terão banco de dados comum inédito no âmbito do comércio exterior


O espaço econômico da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vai contar em breve com o maior banco de dados de comércio exterior alguma vez já produzido. É o que assegura Higor Ferro Esteves, diretor geral da FUNCEX Europa, entidade localizada em Portugal, e que serve de base de atuação, no velho continente e na África, da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior – FUNCEX, com sede no Brasil. Nelma Fernandes, presidente da Confederação Empresarial da CPLP (CE-CPLP), é uma das impulsionadoras desta solução que promete dar maior qualidade às conexões comerciais das nações lusófonas.

O projeto foi anunciado no último dia 24 de abril em Lisboa, durante um evento que discutiu as “Relações Comerciais – Brasil – CPLP” e que foi organizado pela FUNCEX, em parceria com a CE-CPLP e o banco português Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Torres Vedras. Esta iniciativa decorreu no âmbito da Cimeira Luso-Brasileira e teve como intuito “fortalecer as relações comerciais e de cooperação entre o Brasil e a CPLP”.

Segundo apurámos, o banco de dados vai surgir fruto de um protocolo assinado entre a FUNCEX e a Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e vai possibilitar cruzar os dados comerciais dos nove países aderentes à CPLP. A ideia é fomentar o comércio dos Estados-membro da CPLP entre si e com outros países.

“O evento foi muito positivo. Tivemos a presença de empresários e instituições do Brasil, de Portugal e dos demais países lusófonos. O protocolo assinado foi de fundamental importância, pois será possível identificar os produtos que poderão ser comercializados com maior potencial de sucesso econômico. Pretendemos fomentar a comercialização de bens e serviços através de uma importante ferramenta de análise de oportunidades de negócios, que será conhecida como ‘COMEX Data CPLP’”, avançou Higor Ferro Esteves.

Novas ações

Este responsável sublinhou ainda que a iniciativa, que decorreu em Lisboa e que serviu também para ressaltar a relevância do papel do Brasil nessa comunidade, contou com a presença de especialistas e autoridades, como Nelma Fernandes, presidente da Confederação Empresarial da CPLP; Manuel Guerreiro, presidente da Câmara de Crédito Agrícola Mútuo de Torres Vedras e administrador da Agrimútuo; Walter Baère, diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social do Brasil; além de Flávio Lara Rezende, presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), Daniel Coêlho, presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (FENACON), Ana Correia, presidente da Câmara de Comércio da Região das Beiras, e Augusto Senna, Chief Commercial Officer (CCO) na BMV Global | ESG, entre outros nomes.

“A FUNCEX Europa conseguiu, com este evento, dar mais um passo na sua finalidade de desenvolver relações com a CPLP”, afirmou Higor Ferro Esteves.

Por sua vez, António Pinheiro, presidente da FUNCEX, disse que a parceria com a Confederação Empresarial da Comunidade de Países de Língua Portuguesa é “fundamental” no processo de internacionalização da Fundação que preside e que um dos objetivos da entidade é “estabelecer conexões ainda mais profundas com a CPLP, tendo como parceira fundamental a CE-CPLP, uma organização fundada em Lisboa em 2004 e que visa incentivar a cooperação econômica entre os Estados-membros com foco nos seis espaços econômicos onde estão inseridos”.

“E se é na língua portuguesa, e na cultura comum, que temos o nosso principal ativo, enquanto membros da CPLP, é importante também avançarmos, a exemplo do que já tem sido feito, no sentido de estabelecermos condições sociais, econômicas e comerciais que tornem este grupo ainda mais forte, mais integrado, mas representativo e capaz de promover uma nova dinâmica não só entre os seus pares, mas também com outras nações”, finalizou António Pinheiro. Ígor Lopes - Brasil In “Mundo Lusíada”


 

quinta-feira, 3 de novembro de 2022

Cabo Verde - Vai apresentar candidatura à liderança da Confederação Empresarial da CPLP

Cidade da Praia – O presidente da Câmara de Comércio e Serviços de Sotavento avançou que Cabo Verde vai apresentar candidatura à presidência da Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP), cujas eleições acontecem ainda este mês.

Marcos Rodrigues fez esta afirmação à imprensa, à margem de uma audiência com o Presidente da República, José Maria Neves, para falar, entre outros assuntos, da pretensão de fazer parte do corpo directivo desta confederação.

Segundo o responsável, o chefe de Estado manifestou todo o seu apoio para que Cabo Verde participe nesta candidatura à liderança da CE-CPLP, com o objectivo de dinamizar o mercado desta comunidade.

“Ele abraçou com bastante alegria o processo, e garantiu todo o seu engajamento na interseção dos restantes pares dos países da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa], naquilo que for necessário para alavancar as questões empresariais e alargar o mercado”, explicou.

Para que Cabo Verde participe nesta candidatura, de acordo com Marcos Rodrigues, o país terá de preencher um conjunto de requisitos, nomeadamente a competência e a capacidade de congregar uma agenda clara na questão da industrialização dos espaços do que compõe os países da CPLP, no ponto de vista da formação profissional, sobretudo no sector da saúde, educação e trocas empresariais.

O presidente da Câmara de Comércio de Sotavento referiu ainda que abordou com José Maria Neves o tema dos transportes inter-ilhas e que, conforme indicou, a problemática coloca em risco os negócios, sobretudo, das empresas, dificultando os que operam nestas condições. In “Inforpress” – Cabo Verde

 

terça-feira, 3 de maio de 2022

CE-CPLP - Empresários lusófonos criticam Portugal por não aplicar reciprocidade no acordo da mobilidade

Lisboa – A Confederação Empresarial da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP) acusou Portugal de não estar a dar um tratamento recíproco aos cidadãos lusófonos que procuram vistos, e defendeu que é preciso fazer mais pela mobilidade.

“Existe ainda muito trabalho a ser feito a nível dos governos para que a implementação [da mobilidade] seja efectiva”, lê-se num comunicado enviado à Lusa no seguimento da reunião de direcção e assembleia-geral desta entidade, no qual se afirma que Portugal, em particular, deve acelerar os esforços.

“Os empresários apesar de reconhecerem as especificidades regionais no que toca a legislação para entrada de cidadãos estrangeiros nos seus países, sustentam que por exemplo, a entrada dos cidadãos dos países da CPLP nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) encontra maior facilidade comparativamente a entrada dos cidadãos dos PALOP em países como Portugal por exemplo, não havendo por isso a reciprocidade desejada”, lê-se no comunicado de imprensa.

Os empresários do mundo lusófono reconhecem o esforço dos governantes, mas alertam que “têm vindo a enfrentar sérias dificuldades no que concerne a obtenção de vistos de entrada para a República de Portugal em particular, vendo assim frustradas as suas intenções de interagir e fazer negócios com este país da CPLP”, escreve-se no comunicado.

Na reunião do dia 13, que elegeu Jorge Pais como secretário-geral interino da organização que representa os empresários lusófonos, a CE-CPLP alertou que “apesar do avanço dado aquando da assinatura do acordo de Mobilidade pelos governos da CPLP em Julho de 2021 na cimeira dos chefes de Estado e de Governo da CPLP em Luanda com vista ao seu início em Janeiro de 2022, a implementação continua a deixar a desejar, não satisfazendo os intentos dos empresários da CPLP e em particular dos PALOP”.

O acordo define que a mobilidade na CPLP abrange os titulares de passaportes diplomáticos, oficiais, especiais e de serviço e os passaportes ordinários.

A questão da facilitação da circulação tem vindo a ser debatida na CPLP há cerca de duas décadas, mas teve um maior impulso com uma proposta mais concreta apresentada por Portugal na cimeira de Brasília, em 2016, e tornou-se a prioridade da presidência rotativa de Cabo Verde, de 2018 a 2021.

O acordo de mobilidade já foi ratificado por Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Portugal, Moçambique, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe. O processo está por concluir em Angola – onde já foi aprovado pelo parlamento -, e Guiné Equatorial.

Para além do tema da mobilidade, a CE-CPLP anunciou também que preencheu as vagas do Brasil e da Guiné Equatorial, com a entrada da FUNCEX e do Consórcio de Empresas da Guiné Equatorial, respectivamente.

Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste são os nove Estados-membros da CPLP. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”

 

segunda-feira, 4 de abril de 2022

Macau - Proposta aliança bancária aos empresários da CPLP

A Associação de Bancos de Macau (ABM) vai propor este mês à Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP) a criação de uma aliança com os bancos dos países lusófonos. O vice-presidente da ABM, Sam Tou, disse à Lusa que o repto será lançado na próxima reunião ‘online’ com a CE-CPLP, “em meados de Abril”.

A ABM é um associado benemérito da CE-CPLP desde Junho de 2020 e teve em Fevereiro uma reunião ‘online’ com a confederação, sublinhou o também director executivo do Banco Nacional Ultramarino (BNU). A eventual criação da aliança bancária, “através da plataforma da CE-CPLP”, vai depender da resposta da direcção da confederação, disse Sam Tou.

O executivo disse que a associação “tem estado a trabalhar activamente com as suas congéneres nos países de língua portuguesa e estabeleceu uma rede muito estreita de contactos e cooperação”.

Sam Tou lembrou que a ABM assinou em Maio de 2019, em Macau, um acordo de cooperação com associações de bancos de Portugal, Moçambique, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. O acordo previa a criação de uma aliança para apoiar o lançamento na China de produtos financeiros dos países de língua portuguesa e para oferecer serviços financeiros a empresas chinesas interessadas em investir em mercados lusófonos.

A aliança poderá “promover a cooperação entre bancos nos países de língua portuguesa e em Macau, o que poderia contribuir para o papel de Macau como uma plataforma comercial e de serviços entre a China” e os mercados lusófonos”, defendeu Sam Tou.

Estes são também os dois principais objectivos do Comité do Desenvolvimento dos Serviços Financeiros Sino-Portugueses, criado pela nova direcção da ABM. O comité é liderado pelo BNU, com a vice-presidência entregue à sucursal em Macau do Banco da China, que tem presença em Portugal, Brasil, Angola e Moçambique.

Os membros incluem ainda o Banco Well Link, que incorporou o Novo Banco Ásia, a sucursal em Macau do Haitong Bank, o sucessor do Banco Espírito Santo Investimento, a sucursal local do banco português Millennium BCP, a sucursal do chinês ICBC em Macau e o banco local CMB Wing Lung Bank. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau

 

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Moçambique - Confederação Empresarial da Comunidade de Países de Língua Portuguesa exige medidas contra raptos no país

A direção da Confederação Empresarial da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP) exigiu neste dia 19 a Moçambique a adoção urgente de medidas contra os raptos que têm ocorrido no país, e sanções exemplares contra os responsáveis.

“Em virtude da segurança constituir uma das bases fundamentais na construção e consolidação da nossa comunidade, somos assim a reclamar das autoridades competentes, no caso em especial de Moçambique, mas também dos restantes países da CPLP, a urgente adoção de medidas eficazes que previnam a repetição de situações semelhantes, bem como conduzam à rápida e satisfatória solução destes casos, sancionando exemplarmente os seus responsáveis”, lê-se numa carta enviada ao secretário executivo da CPLP.

Assinada por todos os representantes da CE-CPLP nos países lusófonos e por todos os membros da comissão executiva da CPLP, esta nota de ‘Apelo aos países membros da CPLP contra ondas de rapto em Moçambique’ foi também enviada ao embaixador representante de Moçambique na CPLP.

No texto, defende-se que a CPLP “torne patente o seu absoluto e consensual repúdio por atentados deste tipo que põem em causa o progresso social” e que, para além disso, prejudica a imagem do país.

“A segurança, sendo um bem absolutamente fundamental de qualquer nação, torna-se ainda mais indispensável na atratividade do investimento necessário À criação de riqueza e emprego, insubstituíveis pilares do desenvolvimento econômico e social”, lê-se ainda na nota.

Na semana passada, duas pessoas, um médico e um empresário da área de restauração, foram raptadas em menos de uma hora na capital moçambicana.

Na sexta-feira, o filho mais velho do presidente da Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP), o moçambicano Salimo Abdula, foi raptado, embora este último caso tenha ocorrido na África do Sul, segundo a imprensa local.

O Presidente moçambicano anunciou em dezembro a possibilidade de criação de uma unidade policial anti-raptos para combater a onda de crimes que se regista nas principais cidades moçambicanas, com mais de 10 casos registados durante 2020.

“Reiteramos a premente necessidade de se conjugarem desde já todos os esforços, a todos os níveis, para resolução do caso em apreço, dada a sua exemplaridade, bem como para estabelecer, de uma forma geral, as medidas políticas, legislativas e de reforço policial que garantam a segurança de todos os cidadãos e em particular dos que se encontrem mais expostos, mercê da sua atividade empresarial ou profissional”, conclui-se no texto enviado à Lusa. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”

 

domingo, 9 de maio de 2021

São Tomé e Príncipe – Regresso do Presidente da República depois de participar na Cimeira de Negócios da CPLP na Guiné-Equatorial

São Tomé - O Presidente da República de São Tomé e Príncipe, Evaristo Carvalho, regressou este sábado ao seu país, depois de ter participado na reunião-cimeira de negócios da CPLP, na Guiné-Equatorial. 

Além de participar nesse certame, Evaristo Carvalho reuniu–se à margem deste encontro com o chefe de Estado equato-guineense, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo com quem abordou assuntos de interesse comum e bilateral. 

São Tomé e Malabo iniciaram há mais de dois anos negociações com vista a criação de uma empresa única e exploram conjunta de petróleo e gás na zona de sobreposição da fronteira marítima entre a Guiné-Equatorial e São Tomé e Príncipe. 

Nessa cimeira de três dias da CPLP organizada pela Confederação Empresarial dos Estados de língua Portuguesa, CPLP, terminou, sexta-feira, traduziu–se em assinaturas de vários protocolos entre esses países e autoridades equato-guineenses assim como uma chamada ‘’Declaração de Malabo’’. 

Após esta reunião cimeira, os chefes de Estado e do governo da CPLP vão reencontrar-se em Luanda ainda este ano para discutirem o complexo dossier respeitante à circulação de pessoas e bens no espaço da CPLP. 

A delegação presidencial São-tomense integrava, além de alguns membros do gabinete de Evaristo Carvalho, os ministros dos negócios estrangeiros Edithe Tem-Jua e Osvaldo Abreu, ministro dos Recursos Naturais. 

O certame de três dias decorreu no Centro Internacional de Conferências de Sipopo, em Malabo e contou com a participação de mais de 250 empresários de Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Manuel Dênde – São Tomé e Príncipe in “STP-Press”

 

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Guiné Equatorial - CPLP não pode continuar alheada da situação de violência armada em Cabo Delgado, Moçambique

O Presidente da Guiné Equatorial afirmou que a comunidade lusófona não pode continuar alheada da situação de violência armada na província moçambicana de Cabo Delgado, sublinhando que uma "família de irmãos" deve regular-se pela solidariedade


"A nossa organização não deve permanecer alheia a esta tragédia, que ultrapassa a dimensão de simples conflito interno", disse Teodoro Obiang, assinalando que Moçambique está a ser palco de "agressões perpetradas, programadas e financiadas a partir do exterior" que estão a "ceifar vidas humanas", provocando deslocações de pessoas, destruição de bens públicos e privados e "semeando o terror".

O chefe de Estado da Guiné Equatorial falava na sessão de abertura da primeira cimeira de negócios da Confederação Empresarial da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP), que até sexta-feira reúne no Centro Internacional de Conferências de Sipopo, em Malabo, na ilha de Bioko, cerca de 250 empresários, além de delegações oficiais de vários países lusófonos.

Teodoro Obiang assinalou, neste contexto, que "os problemas comuns devem ser enfrentados em unidade".

"A CPLP deve tomar boa nota: uma família de irmãos deve ser regulada pelos princípios de equidade e solidariedade", disse.

O chefe de Estado equato-guineense falou à plateia de empresários por videoconferência, pedindo desculpas pela impossibilidade de estar fisicamente presente no centro de conferências, justificando a ausência com "questões de última hora" relacionadas com a pandemia de covid-19.

Num discurso lido em português, Teodoro Obiang alertou ainda para a "ameaça séria" da crescente actividade de pirataria no Golfo da Guiné, que, considerou, afeta 90% do comércio e coloca em causa a "própria existência" de países como a Guiné Equatorial.

"Este assunto requer a atenção da comunidade internacional e uma reflexão que nos permita unir esforços para a erradicação deste fenómeno", afirmou.

Assinalando que a realização da cimeira coincide com a aprovação de um novo programa de integração da Guiné Equatorial na CPLP, no qual foi consagrada a vertente económica, sublinhou as oportunidades que o seu país oferece no domínio da energia, pescas, agricultura, indústrias transformadoras, turismo, transportes ou formação.

"São vastas as áreas de intervenção para os nossos parceiros económicos", disse, considerando que a "estabilidade política" converte a Guiné Equatorial "num país propício para o investimento estrangeiro".

Aos empresários prometeu "maior abertura" do mercado, "melhoria contínua" do ambiente de negócios e criação de melhores condições para as empresas.

Apontou que o país "acabou de ratificar” o acordo para a criação da zona de livre comércio africano, considerando que "abre novas perspectivas e vantagens para as empresas operarem a partir da Guiné Equatorial".

Anunciou, neste sentido, ter proposto à CE-CPLP a construção de uma zona industrial em Bata, na parte continental do país, "com grandes oportunidades de negócios" para o estabelecimento de parcerias com as empresas da Guiné Equatorial.

"Disponibilizaremos terrenos e facilidades administrativas e fiscais para este projeto. Queremos que as empresas da nossa comunidade se instalem na Guiné Equatorial e contribuam para o crescimento e desenvolvimento económico e social que vão tornar esta comunidade mais forte e competitiva", disse.

No discurso, Teodoro Obiang afirmou também "a determinação, firmeza e fidelidade” aos objectivos e princípios da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

"Juntos somos mais fortes, vamos avançar e libertar os nossos povos da fome e da miséria a que se encontram votados", disse.

Antiga colónia espanhola, a Guiné Equatorial aderiu à CPLP em 2014, mediante o cumprimento de um roteiro que prevê, entre outros aspetos, a abolição da pena de morte - compromisso que ainda não foi cumprido - e a generalização do uso da língua portuguesa.

Governada há 42 anos pelo Presidente Teodoro Obiang, a Guiné Equatorial é um país rico em recursos, mas com largas franjas da população abaixo do limiar da pobreza.

Um dos principais produtores de petróleo de África, é considerado pelos grupos de direitos humanos como um dos países mais repressivos do mundo, devido a acusações de detenções e torturas de dissidentes e alegações de fraude eleitoral. In “Novo Jornal” – Angola com “Lusa”

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Guiné Equatorial - Realiza em Fevereiro “Cimeira de Negócios” da CPLP

Lisboa – A Guiné Equatorial vai acolher em Malabo de 14 a 16 de Fevereiro a primeira “Cimeira de Negócios” da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), desde que aderiu à organização em 2014, anunciou a embaixada equato-guineense em Lisboa.

A cimeira, patrocinada pelo Governo equato-guineense e pelo secretariado executivo da CPLP, e organizada pela Confederação Empresarial da CPLP, tem como objectivo “impulsionar, desenvolver e fortalecer a cooperação económica e empresarial” entre os Estados-membros da organização dos países de língua portuguesa e observadores associados.

Segundo um comunicado da embaixada equato-guineense, o encontro da CPLP deverá levar “à Guiné Equatorial grandes empresas de todos os nove países, espalhados por quatro continentes”.

Empresas dos sectores do petróleo e gás, indústria, pesca, agricultura, transformação alimentar, meio ambiente, turismo, transportes, saúde e formação dos nove países da CPLP vão ter acesso a um menu de “oportunidades de negócio no país”, a ser apresentado pelo governo anfitrião, assim como conhecer as instituições locais de suporte ao investimento internacional, ainda segundo o texto.

A queda dos preços do petróleo, em consequência da violenta quebra de consumo mundial provocada pela pandemia de covid-19, teve um forte impacto na economia da Guiné Equatorial, que em Agosto remodelou o Governo, e em Outubro substituiu o ministro das Finanças, como recurso de combate à crise, assumido pelo próprio Presidente Teodoro Obiang Nguema.

O chefe de Estado declarou na altura ter sido obrigado “a tomar medidas rigorosas para mitigar os efeitos de uma grave recessão económica e prevenir a instabilidade política e social”.

Obiang sublinhou então que “razões económicas” justificaram a dissolução do Governo anterior e que o novo executivo – ainda que fundamentalmente com o mesmo elenco – devia “procurar soluções específicas e viáveis para resolver os actuais problemas enfrentados pelos países do mundo e os problemas económicos”.

A consultora Economist Intelligence Unit (EIU) considerou no início do quarto trimestre deste ano que a Guiné Equatorial vai necessitar de mais ajuda financeira além do programa do Fundo Monetário Internacional (FMI), antevendo uma queda de 5,5% no PIB em 2021.

“Antevemos que a Guiné Equatorial vá pedir mais assistência além do seu actual pacote de financiamento, e cumprir as condições prévias de financiamento dos credores será uma das principais prioridades políticas, com o Governo a tentar encontrar maneiras de gerir o forte choque nas receitas causado pela pandemia”, escreveram os peritos da unidade de análise económica da revista britânica The Economist.

Numa nota sobre a economia do país enviada aos clientes, os analistas da EIU estimaram que a Guiné Equatorial enfrentará uma recessão de 12,7% do PIB este ano e que em 2021 a economia volte a quebrar, ao contrário do que prevê o FMI, que antecipa um crescimento da economia equato-guineense no próximo ano.

Desde a sua independência de Espanha, em 1968, a Guiné Equatorial tem sido considerada pelos grupos de direitos humanos como um dos países mais repressivos do mundo, devido a alegações de detenção e tortura de dissidentes e de fraude eleitoral.

Obiang, que tem liderado o país desde 1979, quando derrubou o seu tio, Francisco Macias, num golpe de Estado, é o Presidente em funções há mais tempo em todo o mundo.

A Guiné Equatorial integra a CPLP desde 2014, que é ainda composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”

 

sábado, 31 de outubro de 2020

Moçambique - Salimo Abdula nomeado para o prémio Euroknowledge

 


O empresário moçambicano Salimo Abdula foi um dos nomeados para o prémio Euroknowledge 2020, que este ano foi realizado virtualmente, a partir de Londres, devido às restrições impostas pelas medidas de prevenção da pandemia do novo coronavírus.

Euroknowledge Leadership Award é um dos maiores reconhecimentos anuais a individualidades que se destacam nas suas realizações. Este prémio celebra líderes exemplares que deram uma contribuição significativa e impactante nos sectores empresariais e de desenvolvimento humano, tais como saúde, educação, ambiente, liderança e responsabilidade social corporativa.

Já atribuído a figuras como Bill Gates e Aliko Dangote, este ano, o empresário Salimo Abdula foi honrosamente nomeado para receber o prémio, numa cerimónia que ocorrereu no dia 30 de Outubro, na House of Lords, em Londres.

“É um privilégio ter o nosso nome ligado a um prémio que já teve personalidades como Bill Gates e Aliko Dangote, grandes figuras na arena empresarial mundial, e esta nomeação eleva, sem dúvidas, o nome de Moçambique, a marca da CPLP e das diversas entidades a que estamos ligados, por isso, gostaria de agradecer a todos pela confiança e, especialmente, à comissão da Euroknowledge e à Women Leadership of Africa, que muito apoiaram para esta nomeação” , afirmou o empresário Salimo Abdula.

Salimo Abdula é um dos empresários moçambicanos preocupados com o crescimento dos níveis de desenvolvimento humano, económico e de liderança. Tem vindo a desenvolver várias acções de responsabilidade social, como empresário, indivíduo e no comando das empresas que dirige, para além do apadrinhamento de iniciativas juvenis e não só.

Além de representar a Intelec Holdings, é actualmente Presidente do Conselho Empresarial da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, entidade que nos últimos tempos tem tomado a dianteira para assegurar a melhoria do ambiente de negócios na comunidade.

Entre várias outras, estas foram as razões que levaram a Women Leadership of Africa a indicá-lo para o prémio, sendo o único a nível da região Austral de África e, também, único entre os Países de Língua Oficial Portuguesa.

A cerimónia de entrega dos prémios decorreu online, seguida de uma mesa-redonda para debater liderança e filantropia, com diferentes homens de negócios de todo o mundo. In “Olá Moçambique” - Moçambique

sábado, 6 de julho de 2019

UCCLA - Recebe evento de Tânia Tomé que traz a energia do sucesso a Portugal

‘Inspira Liderança’ é o evento de Tânia Tomé, que traz a Portugal o conceito Succenergy, uma poderosa ferramenta de liderança, que será apresentado hoje, 6 de julho, às 15 horas, no auditório da UCCLA.

Considerada uma das 100 personalidades mais influentes do Mundo pelo Mipad - New York 2018, organismo reconhecido pelas Nações Unidas, a economista e coach internacional Tânia Tomé reforça a importância da liderança como motor do desenvolvimento das nações, sendo que, para liderar o “nós” é preciso liderar o “eu”.

Nesse sentido, o conceito ‘Succenergy - Activa tua energia’ apresenta-se como um instrumento fundamental e ferramenta soft skill necessária para apoiar o processo de desenvolvimento pessoal.

No seu percurso dedicado ao empoderamento de pessoas através dos seus projetos, empresas e plataformas, Tânia Tomé esteve recentemente no Brasil, onde esgotou um evento para dirigentes, primeiras-damas e empreendedoras sobre liderança e empoderamento da mulher, organizado pela Federação Goiana dos Municípios. No Brasil, liderou também eventos em Campinas e São Paulo. Tânia Tomé, que é também CEO da Ecokaya Holding, tem dado palestras e capacitações pelo mundo, destacando-se a passagem por países como Uganda, Ruanda, Cabo Verde, Moçambique e EUA.

O evento ‘Inspira Liderança’ conta também com a participação do empresário e presidente da Confederação Empresarial da CPLP, Salimo Abdula, e da jornalista e Coach de Desenvolvimento Pessoal, Vanessa Colaço.

Mais sobre Tânia Tomé

Licenciada em Economia e pós-graduada em Controlo de Gestão pela Universidade Católica. É Jovem Africana Líder pelo Barack Obama Iniciative, Prémio Académico pela Fundação Portugal - África presidida pelo Presidente Mário Soares e Prémio de Mérito da Presidência de Moçambique. Foi bancária por mais de 13 anos e lidera o Grupo Ecokaya há 7 anos.

É mentora do Programa de Empreendedorismo da Fundação Tony Elumelu , presidente da Cimeira de Liderança 2018, embaixadora de diversas iniciativas e presidente da ONG Educação Para o Desenvolvimento.

Mais informações:

Inscrições em https://bit.ly/2F3IRkc




Morada:
Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu Nacional dos Coches), em Lisboa
Autocarros: 714, 727 e 751 - Altinho, e 728 e 729 - Belém
Comboio: Estação de Belém
Elétrico: 15E - Altinho 
Coordenadas GPS: 38°41’46.9″N 9°11’52.4″W