Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Biologia alimentar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Biologia alimentar. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Internacional - Estudo alerta que as redes tróficas naturais estão em perigo

Não é só o clima que está a mudar, mas a parte viva do nosso planeta também está a ser rapidamente modificada pela ação humana, dando corpo a um conjunto de Alterações Biológicas Globais. O alerta é de três investigadores da Universidade de Coimbra (UC), da Oregon State University (USA) e do Instituto Mediterráneo de Estudios Avanzados (CSIC-UIB, Espanha), num artigo científico publicado hoje na Web Ecology.

Neste trabalho, os investigadores recolheram evidências «incontornáveis» de que essas alterações biológicas «não afetam apenas algumas espécies isoladas, mas que simplificam redes alimentares inteiras, ameaçando a persistência das comunidades biológicas naturais a longo prazo. Devemos tomar medidas urgentes para proteger a integridade das cadeias tróficas naturais, sob o risco de empurrarmos rapidamente ecossistemas inteiros para fora dos seus limites de segurança», afirma Ruben Heleno, coautor do artigo e investigador do Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

De referir que há quase três décadas, 1700 cientistas emitiram um primeiro aviso à humanidade, alertando para a necessidade de proteger a “rede de interdependências entre seres vivos (…) cujas interações e dinâmicas apenas em parte compreendemos”. Desde então, cientistas de todo o mundo abraçaram completamente esta missão de descobrir as regras que regem a formação, funcionamento e resiliência das complexas redes de interações biológicas que em última análise suportam a vida na Terra.

Recentemente, um segundo aviso foi emitido e assinado por mais de 15 000 cientistas de 187 países declarando que “para prevenir a miséria generalizada e uma catastrófica perda de biodiversidade, a humanidade não pode seguir na atual trajetória de business as usual e deve enveredar por uma alternativa mais sustentável”.

No estudo agora publicado, explica Ruben Heleno, «adotamos uma visão mais alargada de biodiversidade e reavaliamos o estado das redes alimentares no mundo, a sua capacidade de resistir face a ameaças externas, e sobre a capacidade de detetarmos sinais de alerta que nos avisem sobre o eventual colapso das redes tróficas naturais».

As evidências, prossegue, «mostram que a maioria dos motores das alterações globais, como por exemplo o aumento da temperatura, as invasões biológicas, perda de biodiversidade, fragmentação de habitat, e sobre-exploração, tendem a simplificar as redes tróficas, concentrando os fluxos de matéria e energia na natureza através de menos vias, ameaçando a persistência das comunidades biológicas no longo prazo. Ainda mais preocupantes, são as observações que mostram que comunidades inteiras podem passar rapidamente de elevados níveis de diversidade para comunidades totalmente empobrecidas, onde apenas algumas espécies se mantêm, com poucos ou nenhuns sinais de alerta».

O investigador da UC salienta ainda que, «de um modo geral, a melhor evidência mostra claramente que para além de termos de enfrentar o desafio das alterações climáticas e de contrariar a tendência de extinção de espécies ameaçadas, precisamos igualmente de enfrentar o desafio de travar as alterações biológicas globais e especificamente de proteger as redes alimentares na natureza, ou arriscamo-nos a assistir ao colapso de ecossistemas inteiros». Em simultâneo, nota Ruben Heleno, «precisamos de perceber melhor os potenciais efeitos sinergísticos ou atenuadores entre os motores das alterações climáticas e biológicas. Aqui, destacamos os principais desafios à conservação das redes alimentares na natureza e os avanços recentes que nos podem ajudar enfrentar esses desafios». Universidade de Coimbra - Portugal



sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Portugal – Universidade do Minho cria laboratório de Biologia Alimentar



A Universidade do Minho vai criar um laboratório de formação, investigação e conhecimento na área da Biologia Alimentar, em Vila Nova de Famalicão, na antiga Didáxis, local “propicio à partilha de conhecimento e inovação”, adiantou a autarquia.

Em comunicado enviado à Lusa, a câmara de Famalicão explica que a nova estrutura da academia minhota vai ficar instalado na “no futuro Centro Tecnológico das Carnes” e beneficiara ainda do facto “do concelho ser epicentro de um conjunto de empresas de referência nacional e internacional no setor”.

Segundo explica a autarquia, “até ao final do ano, cerca de 30 investigadores da Universidade do Minho estarão a trabalhar em Vila Nova de Famalicão, mas o objetivo é expandir o laboratório e alargá-lo a outras áreas”

Além dos laboratórios de investigação, o espaço, recentemente adquirido pela autarquia, terá ainda um conjunto de salas para formação e uma incubadora para transferência de conhecimento, sendo os setores a privilegiar o âmbito alimentar (carnes, bolachas e produtos relacionados e laticínios), áreas identificadas como sendo de referência para o município.

“Este espaço é uma mais-valia para o concelho. Vem acrescentar uma nova resposta ao nível do ensino e da investigação”, afirma no texto o presidente da autarquia, Paulo Cunha.

O autarca refere ainda ser “muito gratificante para a câmara municipal constatar o interesse de uma instituição como é o caso da Universidade do Minho, em trazer para Famalicão um centro de investigação de excelência que não só responderá a necessidades locais como a outras dinâmicas de outros âmbitos, nomeadamente empresariais e económicas”.

No texto, a autarquia explica que a Universidade do Minho “reconhece a importância do município de Vila Nova de Famalicão, como parceiro para o desenvolvimento da sua atividade de formação (avançada), investigação e para o reforço da valorização e transferência de conhecimento”.

As duas entidades vão assim assinar um protocolo que “pretende responder à necessidade de reforçar a interação da Universidade do Minho com o município, contribuir para a dinamização da atividade económica, reforçar a atividade cientifica da UMinho em cooperação com o tecido industrial da região, apostar na formação avançada dos quadros das empresas, promover a transferência e valorização de conhecimento gerado e apostar em áreas de atividade económica emergente no concelho”.

Para além da Universidade do Minho, o edifício receberá a partir de setembro um polo do Instituto Politécnico de Cávado e do Ave (IPCA) que se vai juntar ao polo do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) com oferta dos Cursos Técnicos Superiores Profissionais, em várias áreas. In “Mundo Português” - Portugal