Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 20 de novembro de 2024

Artistas de Macau expõem na galeria da UCCLA

Encontra-se patente ao público, na galeria da UCCLA, em Lisboa, até 20 de dezembro, uma vibrante exposição coletiva de 25 artistas macaenses, intitulada “Aqui e Agora”, numa linha de contemporaneidade marcada, quase paradoxalmente, pelos longos e longínquos passos da História, de filosofias e de ritos orientais que se entrecruzam com as tradições do Ocidente.



A mostra percorre diversas formas de expressão artística, como a escultura, a pintura e a fotografia, mas sem perder um fio condutor que não só nos transporta, em polícromas moções, para novéis destinos, mas que também nos oferece dons e verdades de Macau, de par com dons e verdades portuguesas, nesses tempos de ontem, como nos de hoje.  

A curadoria pertence a James Chu e a José Drummond.  

Organizada pela UCCLA e pela Art For All Society (AFA), no âmbito do 25.º aniversário do retorno da Região Administrativa Especial de Macau à China, a exposição conta com o patrocínio do Governo da Região Administrativa Especial de Macau e Fundo de Desenvolvimento da Cultura, e foi apoiada pelo Instituto Cultural de Macau, com parceria institucional da Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa dos Observadores Consultivos da CPLP, da Câmara Municipal de Lisboa e do Observatório da China.

Fotografias da exposição “Aqui e Agora”


quarta-feira, 4 de setembro de 2024

UCCLA - Inaugura a exposição “Aqui e Agora” de artistas de Macau

Terá lugar na UCCLA, no dia 20 de setembro, às 18 horas e 30 minutos, a inauguração de “Aqui e Agora” - Exposição coletiva de artistas contemporâneos de Macau no âmbito do 25.º aniversário do regresso da Região Administrativa Especial de Macau à China, numa organização conjunta da UCCLA e da Art For All Society (AFA).


Com curadoria de James Chu e José Drummond, a mostra reúne trabalhos de 25 artistas. Cada obra de arte funciona como um marco temporal, capturando e preservando as experiências, memórias e emoções dos artistas no contexto atual. Tal como um retrato do presente, estas obras fixam no tempo a evolução cultural de Macau, refletindo as transições e continuidades que definem a sua identidade.

A exposição conta com o patrocínio do Governo da Região Administrativa Especial de Macau e Fundo de Desenvolvimento da Cultura, e com a parceria institucional da Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa dos Observadores Consultivos da CPLP, da Câmara Municipal de Lisboa e do Observatório da China.

Horário:

A exposição estará patente ao público até ao dia 20 de dezembro. De segunda a sexta-feira, das 10 às 13 horas e das 14 às 18 horas.

Aqui e Agora:

A exposição Aqui e Agora, patente na sala de exposições da UCCLA, organizada pela Art For All com apoio do Instituto Cultural de Macau, junta 25 artistas em celebração do 25.º aniversário da transferência de soberania de Macau para a China - um acontecimento que marcou um novo capítulo na rica e multifacetada história de Macau.

Em Aqui e Agora somos levados a uma introspeção profunda sobre a complexidade e a riqueza do património cultural de Macau, uma cidade que se distingue como um espaço singular de encontro entre as culturas portuguesa e chinesa. A interação dinâmica entre estas duas civilizações, ao longo de mais de quatro séculos, moldou uma identidade cultural única e híbrida, que se manifesta de forma vibrante nas obras apresentadas. Esta é uma exposição que procura fomentar um diálogo reflexivo entre os visitantes e as obras de arte, incentivando uma apreciação das nuances culturais que definem esta região única.

O título remete-nos à ideia de presença e de captura do momento atual. Nesta exposição, cada obra de arte funciona como um marco temporal, capturando e preservando as experiências, memórias e emoções dos artistas no contexto atual. Tal como um retrato do presente, estas obras fixam no tempo a evolução cultural de Macau, refletindo as transições e continuidades que definem a sua identidade. Este conceito sublinha a importância de reconhecer e valorizar os momentos significativos que moldam a nossa compreensão do passado e a nossa visão do futuro.

Macau, como ponto de encontro entre Oriente e Ocidente, tem desempenhado um papel crucial na promoção de um diálogo intercultural que enriquece não só as suas tradições locais, mas também o património global. Este diálogo é refletido na arte do território, que frequentemente incorpora elementos visuais, simbólicos e filosóficos de ambas as culturas, criando uma estética única, uma visão multifacetada, que desafia e enriquece o espectador. As obras apresentadas, explorando temas que vão desde a identidade cultural até às transformações urbanas e sociais, e onde se descobre pintura, escultura, instalação, fotografia e vídeo revelam um talento e uma sensibilidade que refletem tanto a continuidade quanto a transformação cultural num testemunho de contemporaneidade e herança cultural. UCCLA


segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Macau - Leong Fei In e Zhang Xinjun seleccionados para intercâmbio artístico através da organização Art For All Society

Os artistas Leong Fei In e Zhang Xinjun apresentam uma exposição no Macau Art Garden, que cria uma história visual sobre uma ilha desconhecida e reúne também memórias de Macau. Durante este ano vão realizar uma residência artística e uma nova exposição conjunta



A exposição “One Plus One · Macau and Overseas Artists Exchanged Exhibition: Island”, organizada pela Art For All Society (AFA), está aberta ao público até dia 27 de Janeiro no Tak Chun Macau Art Garden. É a segunda edição de um programa de intercâmbio cultural, que conta desta vez com obras da artista local Leong Fei In, e do artista Zhang Xinjun, da China Continental.

No local da exposição nasceram nove pequenas ilhas de tamanhos e formatos distintos, construídas a partir de materiais como areia de quartzo tingida e especiarias antigas. As paredes revelam agora diferentes montanhas pintadas em cores vivas, acompanhadas de algumas palavras. Durante a visita, o público pode andar entre o trabalho.

“Leong Fei In alargou o conceito de ‘ilha’ a um sentido do corpo e visão do mundo, usando dados históricos das ilhas de Macau e do Sudeste Asiático que foram afectadas durante a era náutica, como pano de fundo para criar a história visual virtual ‘ilha desconhecida’”, comunicou a AFA.

Por sua vez, Zhang Xinjun juntou imagens relacionadas com a história, paisagens e pessoas de Macau. O artista organizou assim memórias do território, que assumem forma visual de tecido, em que os traços foram feitos através de queima de incenso. Estas imagens, explica a nota da AFA, “advieram de mal-entendidos do artista sobre o território através de informação indirecta”.

Em 2019 realizou-se pela primeira vez a exposição “one plus one”, com artistas de Macau e do exterior, em Pequim. A mostra da nova edição foi inaugurada no final de 2020, e está patente ao público entre as 11h e 19h, de segunda a sábado.

Tempo para criar

Ao longo de 2021, os dois artistas seleccionados vão realizar residências artísticas em Macau e uma nova exposição conjunta numa galeria local. O “One Plus One” é um programa de intercâmbio cultural, que pretende fortalecer as trocas artísticas e culturais entre Macau e artistas do exterior. Neste âmbito, a cada dois anos, a AFA seleciona um artista em representação de Macau e outro do exterior, cooperando com institutos artísticos da China Continental, Hong Kong ou do estrangeiro para organizar uma exposição conjunta.

Desta vez, foram Leong Fei In e Zhang Xinjun os eleitos. “Através deste projecto, a AFA espera trazer mais estímulos externos aos artistas [locais], dando-lhes uma oportunidade de ganharem mais experiências fora de Macau e obterem uma experiência criativa numa cena artística mais ampla”, indicou a entidade.

A artista Leong Fei In concluiu o mestrado em Artes Visuais na University of the Arts London, em 2016. O seu trabalho abrange técnicas como gravuras, livros, esculturas de papel e instalações, através das quais explora temas como espaço, memória e tensão. As exposições a solo incluem “In between”, em Kyoto no ano de 2017, ou “The Weight of Context” na AFA, em 2018.

O artista Zhang Xinjun nasceu em Zhengzhou, Henan. Terminou a formação na Academia de Belas Artes de Sichuan em 2005, e na Academia Central de Belas Artes em 2009. “Mine”, na Alemanha, ou “Hou Zhairen not surnamed Hou”, em Pequim, são exemplos de exposições a solo. Salomé Fernandes – Macau in “Hoje Macau”


quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Macau – 10ª edição do Salão de Outono

Inspirado na tradição artística parisiense do início do século XX, a exposição Salão de Outono tem sido uma plataforma de lançamento de novos artistas de Macau na última década com a atribuição do Prémio Fundação Oriente para as Artes Plásticas. Em ano do 10º aniversário, o evento conta com a presença no dia da inauguração do escritor angolano Ondjaki para uma sessão de música e ‘spoken word’ com o título “Chão de Novo”



A exposição ‘Salão de Outono 2019’ vai ser inaugurada no próximo dia 2 de Novembro, às 17h30, na Casa Garden com a apresentação de um total de 78 obras de quase 50 artistas locais. Organizado pela Art For All Society (AFA) e pela Fundação Oriente, o evento comemora o 10.º aniversário este ano com uma amostra do que se faz em Macau a nível artístico, e a divulgação do Prémio Fundação Oriente para as Artes Plásticas, que garante desde logo ao vencedor um prémio monetário e a oportunidade de visitar Portugal para um programa de intercâmbio artístico de um mês.

As 78 obras de arte seleccionadas pelo júri incluem pintura a óleo e a acrílico, aguarela, desenho, escultura, fotografia, gravura e instalação. Segundo a informação veiculada pela organização, na décima edição do evento participaram não só jovens e potenciais artistas, mas também artistas que já desempenham um papel central no cenário da arte contemporânea de Macau, nomeadamente Cai Guo Jie, Erik Fok, Lai Sio Kit, Francisco Ricarte, Ricardo Meireles ou Sylviye Lei.

Em declarações ao Ponto Final, Ana Paula Cleto, delegada de Macau da Fundação Oriente, fez um balanço positivo da primeira década do ‘Salão de Outono’ e considerou que evento tem sido determinante para ajudar a desenvolver o trabalho de jovens artistas locais. “Não podemos deixar de confirmar que o projecto em si foi essencial para o desenvolvimento do trabalho dos artistas em Macau”, começa por dizer Ana Paula Cleto, acrescentando que desde que a Fundação Oriente começou a organizar este evento com a AFA, tem-se notado um aumento de “acontecimentos deste género, no sentido de exposições, a acontecerem em Macau”.

Uma opinião partilhada por Alice Kok, presidente da AFA, que assinala também o aumento do número de artistas e de produção artística de qualidade na última década por causa do ‘Salão de Outono’. “Há um aumento óbvio do número de artistas e de produção artística nos últimos dez anos. Hoje em dia têm surgido jovens com produções artísticas muito mais maduras em comparação com artistas da mesma idade que surgiam há dez anos. As produções dos jovens artistas são mais maduras e variadas em termos de qualidade e expressões”, afirmou Alice Kok ao Ponto Final.



“Nos últimos anos, o número de entradas tem sido mais ou menos o mesmo, mas em comparação com o Salão de Outono de há dez anos houve um aumento no total. Nestes últimos dez anos testemunhámos um grande florescimento das expressões artísticas criadas por jovens de Macau. O Salão de Outono foi criado exactamente para isso. Todos os anos é como um banquete com obras de arte à disposição onde compartilhamos o nosso apreço pelas crescentes formas de arte criadas por artistas locais. Penso que é um evento muito importante para manter uma tradição e celebrar a nossa colheita artística”, frisa a presidente da AFA.

Presente desde o início do projecto, Ana Paula Cleto acompanhou a evolução e a qualidade dos trabalhos apresentados tanto para o Salão Outono, como nas próprias candidaturas ao Prémio Fundação Oriente para as Artes Plásticas.

“Os artistas, de certa forma, começaram a ser menos introvertidos no sentido de mostrarem a sua arte e começaram a participar em mais exposições. Esta é uma possibilidade que nós damos a muitos artistas que não têm nenhuma hipótese de expor em lugar nenhum, nem em Macau, nem fora de Macau, de mostrarem as suas obras pela primeira vez. Portanto, nesse sentido, o Salão de Outono é um marco importante”, frisou Ana Paula Cleto, acrescentando também que se nota uma enorme diferença no crescimento dos jovens artistas de Macau após a residência em Lisboa.

“Penso que esta primeira possibilidade que nós damos aos jovens artistas de participarem no Salão de Outono, e depois a projecção com o prémio, eles depois lançam-se. Vão a Portugal, fazem uma exposição em Lisboa, são vistos por pessoas interessadas, coleccionadores, e naturalmente que isto dá-lhes uma perspectiva, eu diria que isto lhes dá asas para voarem, e vê-se perfeitamente a diferença do antes de irem a Portugal e o depois, é muito evidente”, afirmou Ana Paulo Cleto ao Ponto Final.

Prémio Fundação Oriente para as Artes Plásticas

Para além da exposição de 78 obras de quase 50 artistas locais na Casa Garden, o Salão de Outono é ainda palco para a atribuição do Prémio Fundação Oriente para as Artes Plásticas, que garante ao vencedor um prémio monetário e uma residência artística em Portugal.

No ano passado, a vencedora do Prémio Fundação Oriente para as Artes Plásticas foi Yang YiJun com uma escultura em madeira dela própria em tamanho quase natural, e com uma expressão que marcou o público pelo realismo da figura.

“Este ano concorrem 21 pessoas ao Prémio Fundação Oriente para as Artes Plásticas, o que foi um número muito bom porque foi o ano em que tivemos mais candidatos com peças muito boas, o que fez com que nós atribuíssemos algumas menções honrosas, mas a obra vencedora é muito interessante e com um conceito por detrás da obra com uma abordagem moderna e ao mesmo tempo clássica”, revelou Ana Paula Cleto ao Ponto Final.



Poesia em língua portuguesa na voz de um escritor angolano

Na comemoração dos 10 anos do “Salão de Outono”, a Fundação Oriente convidou o escritor Ondjaki e a violoncelista brasileira Maria Clara Valle para apresentarem um espectáculo de música e ‘spoken word’ com o título “Chão de Novo”, que se irá realizar no dia da inauguração do evento, às 19h30, no jardim da Casa Garden.

O espectáculo estabelece o encontro da poesia em língua portuguesa, dita pelo escritor Ondjaki, com a música da brasileira Maria Clara Valle. A poesia é de escritores de língua portuguesa e o espectáculo varia entre a leitura dos poemas e a música.

“Os salões de Outono em França não eram só exposições de obras de arte, eram outras intervenções artísticas também, e essa também foi sempre a ideia de complementar este Salão de Outono com mais alguma coisa, para além da pintura, da escultura, da gravura, das artes plásticas, e o ano passado já tínhamos convidado para um espectáculo o poeta português José Anjos com o músico João Morais, que é conhecido pelo ‘O Gajo’, e para além desses dois músicos, convidámos uma rapariga chinesa para dizer poesia em chinês, e fizemos um espectáculo no jardim da Casa Garden, precisamente à mesma hora do que vai acontecer este ano”, começou por dizer a delegada de Macau da Fundação Oriente sobre a oportunidade de trazer este ano o escritor angolano.

“Para este ano, considerámos que deveríamos trazer novamente alguém e surgiu-nos a oportunidade de trazer o Ondjaki. E o Ondjaki é o Ondjaki, um excelente escritor. Para além desse espectáculo vamos ter ainda um concerto de Jazz. Espero que estes espectáculos sejam ainda melhores do que nas últimas edições, e que venha a enriquecer este evento que realizamos todos os anos. Esperemos contar com mais presenças deste género, nem sempre é possível”, assinalou Ana Paula Cleto. In “Ponto Final” - Macau

pontofinalmacau@gmail.com