Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 27 de maio de 2022

África - Pena de morte aumentou 22% em 2021 na África subsaariana, alerta Amnistia internacional

Pelo menos 373 novas sentenças de morte foram proferidas em 19 países, um aumento de 22% em relação a 2020. República Democrática do Congo e Mauritânia entre os países que mais aumentaram



A aplicação da pena capital na África subsaariana, em 2021, aumentou 22% relativamente ao período homólogo, com 373 novas execuções, revelou esta semana a Amnistia Internacional (AI) no seu relatório sobre a pena de morte em 2021.

“Pelo menos 373 novas sentenças de morte foram proferidas em 19 países, um aumento de 22%, devido aos fortes aumentos na República Democrática do Congo e na Mauritânia, e apesar de uma queda significativa na Zâmbia”, destaca o documento. “O número de execuções, registado no Botsuana, Somália e Sudão do Sul mais do que duplicou para 33”, acrescenta.

Do lado das boas notícias, a organização não-governamental (ONG) salienta que em julho, o parlamento da Serra Leoa adotou por unanimidade uma lei que abole a pena de morte para todos os crimes e na República Centro-Africana e no Gana, os processos legislativos para abolir a pena de morte foram iniciados e continuam em andamento. A AI refere que registou comutações ou indultos de sentenças de morte em 19 países, entre os quais seis da África subsaariana: Botsuana, República Democrática do Congo, Serra Leoa, Sudão do Sul, Zâmbia e Zimbabué.

A ONG de defesa dos direitos humanos registou sete libertações de pessoas condenadas à morte em quatro países, três das quais na Zâmbia e uma no Quénia.

A Etiópia, a Tanzânia e o Uganda proferiram sentenças de morte não o tendo feito em 2020, enquanto o inverso ocorreu nas Comores e no Níger.

“No final de 2021, pelo menos 28670 pessoas estavam sob sentença de morte. Nove países detinham 82% dos totais conhecidos”, dois dos quais, Nigéria (pelo menos 3036) e Argélia (1000) fazem parte da África subsaariana.

Segundo a AI os métodos de execução usados em 2021 nos países que aplicam a pena de morte incluem a decapitação, enforcamento, injeção letal e tiro.

Quanto a condenações proferidas em casos judiciais que não seguiram os padrões internacionais de julgamento justo, a ONG identifica na África subsaariana processos realizados na Argélia, Camarões, Nigéria e Somália. A Gâmbia continuou a observar as moratórias oficiais das execuções, destaca a Amnistia Internacional.

Finalmente, segundo a classificação da AI, o Burkina Faso é o único país da África subsaariana que é considerado “abolicionista unicamente para crimes comuns”.

A Argélia, Camarões, Eritreia, Essuatíni, Gana, Libéria, Malawi, Maldivas, Mali, Mauritânia, Níger, Quénia, República Centro-Africana, Serra Leoa, Tanzânia, Tunísia e Zâmbia figuram na lista de países “abolicionistas na prática”.

“Trata-se de países que mantêm a pena de morte para crimes comuns, como assassínio, mas podem ser considerados abolicionistas na prática, pois não executaram ninguém nos últimos 10 anos ou mais e acredita-se que tenham uma política ou prática estabelecida de não realizar execuções”, explica a AI.

Na lista de países “retentivos”, ou seja, que mantêm a pena de morte somente para crimes comuns, a organização identifica o Botsuana, Comores, Etiópia, Gâmbia, Lesoto, Nigéria, República Democrática do Congo, Somália, Sudão, Sudão do Sul, Uganda e Zimbabué.

“A minoria de países que ainda mantêm a pena de morte está em alerta: um mundo sem assassínios sancionados pelo Estado não é apenas imaginável, está ao nosso alcance e continuaremos a lutar por isso. Continuaremos a expor a arbitrariedade, discriminação e crueldade inerentes a essa punição até que ninguém seja deixado sob sua sombra. Já é hora de a punição final cruel, desumana e degradante ser consignada aos livros de história”, escreve no relatório a secretária-geral da AI, Agnès Callamard.

A dirigente salienta que a organização “registou 579 execuções em 18 países em 2021, um aumento de 20% em relação às 483 registadas em 2020”.

“Esse número representa o segundo menor número de execuções registado pela Amnistia Internacional desde pelo menos 2010”, concluiu. In “Milénio Stadium” - Canadá

 


terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

China - Financiamento de infraestruturas em África ultrapassa todos os outros países juntos

O financiamento chinês para projectos de infraestrutura na África Subsaariana ascendeu a 23 mil milhões de dólares, entre 2007 e 2020, mais do que a soma do financiamento feito pelos Estados Unidos, Europa e Japão, segundo um relatório. A pesquisa, desenvolvida por Nancy Lee e Mauricio Cárdenas González, do Centro para o Desenvolvimento Global, em Washington, apurou que os empréstimos concedidos pelos Estados Unidos nos últimos 13 anos para a construção de infraestruturas corresponde a apenas 10% dos investimentos feitos pelos dois principais bancos de desenvolvimento da China, o China Exim Bank e o China Development Bank.

Os autores também observaram que não há evidências de qualquer “tendência ascendente” no financiamento de infraestruturas no continente pelos Estados Unidos. E apontaram que, ao contrário da perceção que existe nos EUA e na Europa, de que a China é responsável pelo financiamento de centrais a carvão e outros projetos poluentes em África, os autores apuraram que o “investimento da China em energias renováveis excedeu o seu investimento em combustíveis fósseis”.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou na quinta-feira, no Senegal, um plano de investimentos para África que mobilizará cerca de 150 mil milhões de euros, o primeiro plano regional no quadro da nova estratégia de investimento da União Europeia, designada Global Gateway.

Na sua visita ao continente, em novembro passado, o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, enfatizou a “necessidade de fortalecer a democracia em África” e, numa referência implícita à China, disse que sabia que os africanos estavam “desconfiados das amarras” que frequentemente acompanham os compromissos estrangeiros. “A nossa abordagem será sustentável, transparente e orientada para o valor”, acrescentou o chefe da diplomacia norte-americano.

O Centro para o Desenvolvimento Global lembra, no entanto que as promessas de investimento continuam a não ser cumpridas. “Não há indicação de que mais das vastas quantidades de capital privado global e investimentos institucionais estejam a começar a fluir para infraestruturas na África Subsaariana (SSA)”, descreveu. In “Ponto Final” - Macau

 

sexta-feira, 2 de julho de 2021

FAO - Apela para maior disponibilidade de alimentos em África

São Tomé e Príncipe é o único país de língua portuguesa que deve alcançar 80% das cinco metas nutricionais da Organização Mundial da Saúde, OMS. Um terço das crianças da região subsaariana tem problemas de crescimento e 75% dos africanos não têm o suficiente para pagar por uma dieta saudável com frutas, proteínas, vegetais e animais


O número de crianças afetadas pelo atraso de crescimento continua em alta na África Subsaariana. 

A região concentra 91% de crianças sofrendo de nanismo. No continente, 57,5 milhões de menores enfrentam o problema. A região africana é a única do globo com tendência de alta.

Lusófonos 

Dentre os países de língua portuguesa, São Tomé e Príncipe está entre três nações a caminho de atingir quatro das cinco metas nutricionais da Assembleia Mundial da Saúde.  Com uma prevalência de desnutrição de 12%, o país tem a mais baixa taxa entre os lusófonos africanos.

O Panorama sobre Segurança Alimentar e Nutrição em África cita um programa de fortificação de alimentos com pó de micronutrientes múltiplos que cobre todas as crianças são-tomenses abaixo dos cinco anos.

No período entre 2017 e 2019, Angola teve uma taxa de desnutrição de 18,6%, seguida de Cabo Verde com 18,5% e Moçambique com 32,6%.

Já a Guiné-Bissau não apresenta dados no estudo, mas consta entre os países que sofrem pela influência de insegurança, da desaceleração económica e de choques climáticos que inter-relacionados aumentaram a prevalência da desnutrição. 

O país deve atingir as metas de combate ao excesso de peso e amamentação exclusiva.

Dependência

Angola está entre 12 nações africanas em vias de cumprir a meta de combate ao baixo peso para a altura.

Cabo Verde aparece entre os mais afetados com a queda abrupta nas viagens por causa da pandemia, pela forte dependência do turismo. O país tem uma prevalência de carência de vitamina A abaixo de 10%, que afasta o problema como uma ameaça à saúde pública.

Já em Moçambique, impactos climáticos e desacelerações económicas causaram a alta prevalência de subnutrição. O país tem 1,7 milhão de pessoas sofrendo de insegurança alimentar aguda devido a fatores como chuvas fracas, dois ciclones, aumento dos preços dos alimentos básicos e infestação generalizada pela lagarta-do-cartucho-do-milho.

O estudo envolveu especialistas da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, da Comissão Económica da ONU para a África, ECA, e da Comissão da União Africana.

Dieta

O Panorama sobre Segurança Alimentar e Nutrição em África destaca que quase três quartos da população regional não podem pagar o suficiente para uma dieta saudável com frutas, proteínas, vegetais e animais.

O documento revela que mais da metade não tem acesso a uma alimentação adequada que forneça uma mistura de carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais essenciais para a manutenção de saúde básica.

Mesmo uma dieta que forneça um mínimo de energia suficiente está fora do alcance de mais de 10% da população da região.

Custos

O Panorama sobre Segurança Alimentar e Nutrição em África recomenda uma transformação dos sistemas agroalimentares regionais promovendo dietas saudáveis mais acessíveis.

Os habitantes do continente enfrentam custos alimentares mais elevados do que em outras regiões com um nível de desenvolvimento similar e a alimentos básicos como cereais e raízes com amido. Algumas razões para a situação são sistémicas.

O relatório realça que embora a prevalência da baixa estatura esteja diminuindo, ela cai muito lentamente. Apesar do progresso, quase um terço das crianças na África Subsaariana ainda enfrentam dificuldades para crescer. ONU News – Nações Unidas



domingo, 3 de janeiro de 2021

África – Após uma recessão de 2,5% em 2020, África subsaariana deve crescer 4,9% este ano


Londres – A consultora Capital Economics considerou que a África subsaariana deverá crescer 4,9% este ano, recuperando da recessão do ano passado motivada pela pandemia de covid-19, classificada de “tempestade” por estes analistas britânicos.

“Depois da tempestade de 2020, os decisores políticos na África subsaariana desejam acalmia em 2021, mas com a distribuição de vacinas a ser um dos principais desafios na região, a recuperação económica pode ser mais lenta que noutras partes do mundo”, escrevem os analistas numa análise às economias africanas.

No documento, enviado aos clientes e a que a Lusa teve acesso, a Capital Economics escreve que “as iniciativas de alívio da dívida também não deverão ser grande ajuda”, o que faz com que a recuperação económica fique nos 4,9% este ano, depois da contracção de 2,5% em 2020.

“Os decisores políticos africanos têm uma montanha para escalar no que diz respeito à encomenda e distribuição de vacinas”, escrevem, apontando que “a fraca infra-estrutura e equipamentos de congelação também fazem com que a distribuição em África seja mais difícil que noutras partes do mundo”.

Os esforços das instituições financeiras multilaterais, por outro lado, também não serão uma panaceia para os males africanos: “Um dos principais legados do covid-19 é deixar os governos africanos com um peso da dívida maior do que no início da pandemia”, apontam.

As iniciativas de alívio da dívida, como a Iniciativa de Suspensão do Serviço da Dívida (DSSI), “não esteve à altura das expectativas devido às potenciais consequências negativas da adesão, envolvimento selectivo da China e falta de participação do sector privado”, dizem os analistas, alertando que a “Moldura Comum” para tratar a dívida, acordada no final do ano pelo G20, também não deverá resolver o problema.

“A Moldura Comum do G20 também não deverá ser solução, porque o plano, apesar de apresentar condições de redução da dívida com uma participação mais alargada dos credores, deverá ser insuficiente para minorar a desconfiança mútua que existe entre os detentores privados de dívida e a China”, conclui-se no texto.

África ultrapassou as 65 mil mortes associadas à covid-19, segundo os dados mais recentes sobre a pandemia divulgados hoje pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que contabiliza mais de 2,7 milhões de infecções no continente.

De acordo com o escritório da OMS para África, até 01 de Janeiro, data dos dados mais recentes, o continente somava 65432 mortes e 2755500 infecções. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”


 

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Portugal - Oportunidades de Negócio em Energias Renováveis na África


















África Subsaariana

A África subsaariana viu a sua economia duplicar desde 2000. O continente africano tem recursos energéticos renováveis substanciais e ainda pouco utilizados, cujo aproveitamento poderia ajudar a colmatar o aumento esperado em 80% até 2040 para a procura de energia, segundo dados da Agência Internacional de Energia. Aliado ainda ao crescimento da classe média e ao aumento da urbanização no continente, são estes os principais indicadores de que África é uma região com enorme potencial onde poderá investir neste sector.

Programa África-UE para a Cooperação nas Energias Renováveis (RECP)

O RECP - Renewable Energy Cooperation Programme é um programa com diversos doadores internacionais, que apoia o desenvolvimento das energias renováveis em mercados africanos.

Os principais objectivos do RECP são:
- Assessoria em matéria de políticas energéticas;
- Cooperação com o sector privado;
- Apoio na elaboração de projectos para acesso ao financiamento;
- Identificação de oportunidades de negócios e de potenciais parceiros europeus e africanos

Este workshop pretende apresentar o RECP e abordar de que forma as empresas portuguesas poderão beneficiar deste programa, para além de dar a conhecer vários exemplos práticos de acordos de cooperação empresarial.

Participe neste workshop, aprofunde os seus conhecimentos e aumente a sua rede de contactos na área das energias renováveis!


LOCAL E HORÁRIO

Esta sessão realiza-se na sede da Câmara de Comércio, no dia 20 de Junho de 2016, das 14h00 às 17h35.

A participação nesta acção é gratuita para Associados e Não-Associados mediante inscrição prévia. Para tal, basta clicar aqui. Posteriormente será enviado um e-mail com a confirmação do registo. Se pretende reunir com os oradores deve indicar no campo de observações o nome do mesmo. Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa