Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 27 de setembro de 2024

Portugal - História da tapeçaria portuguesa contada em 86 obras na Cordoaria Nacional

Uma exposição sobre a tapeçaria portuguesa, com 86 obras, 27 artistas e mais de 50 documentos, que contam a história desta forma de artesanato, a partir de 1946, foi inaugurada na quinta-feira, na Cordoaria Nacional, em Lisboa.


“Não vá o diabo tecê-las! A Tapeçaria em diálogo a partir da coleção Millennium bcp” tem curadoria de Rita Maia Gomes e pretende apresentar uma “abordagem expositiva inédita que pretende assinalar figuras de referência, instituições e acontecimentos que constituem marcos importantes da história da tapeçaria portuguesa a partir de 1946”, indicou a organização, em comunicado.

Resultado de uma colaboração entre a Lisboa Cultura e a Fundação Millennium bcp, esta mostra é apresentada como “uma exposição sem precedentes sobre tapeçaria”, que proporciona “uma viagem sedutora e surpreendente pelo universo da tapeçaria portuguesa”.

No piso 0, encontra-se um conjunto de tapeçarias produzidas pela Manufatura de Tapeçarias de Portalegre, que contempla tapeçarias produzidas a partir de originais de artistas como Artur do Cruzeiro Seixas, Graça Morais, Lourdes Castro, Manuel Cargaleiro, Maria Helena Vieira da Silva, José de Almada Negreiros, Júlio Resende ou Júlio Pomar, entre outros.

A exposição dará ainda a conhecer ao visitante uma “peça única de 1961”: uma obra de Guilherme Camarinha, que foi recentemente limpa e restaurada.

No piso 1, é apresentado todo um outro caminho trilhado pela história da tapeçaria – paralelamente ao trabalho desenvolvido pela Manufatura de Tapeçarias de Portalegre ao longo de 78 anos -, recorrendo a obras provenientes de instituições, coleções particulares e espólios de artistas.

“A narrativa expositiva ilustra e documenta as pesquisas e as experiências de artistas que se interessaram por explorar as potencialidades plásticas da tapeçaria – que deixa de ser exclusivamente a transposição de uma pintura, caminhando para uma tapeçaria de autor em que o artista é simultaneamente aquele que concebe e que executa”, explicam os organizadores.

Mostra-se aqui a evolução da tapeçaria em termos de técnicas, de materiais e de possibilidades de presença espacial, não estando condicionada à parede e ao registo bidimensional.

O historial destas tapeçarias é contado desde a década de 1940 até à atualidade, ancorado em obras de Altina Martins, Alves Dias, Amândio Silva, Charters de Almeida, Eduardo Nery, Flávia Monsaraz, Gisella Santi, Helena Lapas, Isabel Laginhas, João Abel Manta, Júlio Pomar, Margarida Reis, Maria Isabel Barreno, Mário Dionísio, Paula Rego e Teresa Segurado Pavão.

A exposição é de entrada livre e vai estar patente até 12 de janeiro do próximo ano, podendo ser visitada de terça-feira a domingo. In “Mundo Lusíada” - Brasil


segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

UCCLA - Inauguração da exposição “Liberdade - Portugal, lugar de encontros”

No ano em que se assinalam os 50 anos do 25 de Abril, a UCCLA vai inaugurar a exposição “Liberdade - Portugal, lugar de encontros” no dia 8 de fevereiro, às 18 horas.


Com curadoria de João Pinharanda, a exposição pretende dar voz à expressão artística propiciada pela conquista da Liberdade em Portugal. Com o 25 de Abril de 1974 e o fim da Guerra Colonial criaram-se condições para uma multiplicidade de encontros.

Na seleção curatorial de João Pinharanda são-nos apresentados 28 olhares artísticos contemporâneos, oriundos dos países que se expressam oficialmente em língua portuguesa. Estes artistas têm em comum o facto de terem tido ou ainda terem em Portugal um lugar de encontro e trabalho, que pode não ser central nem determinante no seu olhar, mas que não deixa de ser um laço, com a restante realidade artística. A manifesta pluralidade de perspetivas decorre não só da diversidade de origens geográficas e das vivências pessoais, que moldaram a respetiva sensibilidades e criatividade individual.

A mostra assume-se como uma exposição de cruzamentos e de encontros, daqueles que partiram e regressaram, dos que chegaram e ficaram, ou partiram de novo, ou nunca mais regressaram… Mas todos eles olharam para Portugal e registaram um encontro em imagens; ou olharam, a partir de Portugal, para os seus próprios mundos. Fizeram-no com Liberdade criativa e crítica, oferecendo-nos peças de um puzzle que outros artistas completarão e que nós próprios somos chamados a completar.

De destacar as múltiplas as técnicas utilizadas na produção das peças expostas, que incluem pintura, serigrafia, fotografia, escultura, azulejo e tapeçaria. 

As obras presentes permitem-nos viajar à descoberta de um mundo onírico e de criatividade onde se percecionam muitas das influências que inspiraram estes artistas e as respetivas gerações, com especial destaque para a expressão da liberdade e do espírito anticolonial, as influências espirituais ou religiosas, as influências culturais e literárias e as questões relacionadas à identidade. 

A entrada é livre.

A exposição engloba um núcleo no Centro Cultural de Cabo Verde (CCCV), que será inaugurado no dia 15 de fevereiro.

Lista de artistas expostos:

Abraão Vicente Alfredo Cunha

Ana Marchand

Ângela Ferreira

António Ole

Carlos Noronha Feio

Cristina Ataíde

Emília Nadal

Eugénia Mussa

Fidel Évora

Francisco Vidal

Gonçalo Mabunda

Graça Morais

Graça Pereira Coutinho

Herberto Smith

Joana Vasconcelos

José de Guimarães

Keyezua

Manuel Botelho

Mário Macilau

Nú Barreto

Oleandro Pires Garcia

Pedro Chorão

Pedro Valdez Cardoso

René Tavares

Vasco Araújo

Vhils (Alexandre Farto)

Yonamine

 

Morada:

UCCLA - Avenida da Índia, n.º 110 - Lisboa

CCCV - Rua de São Bento, n.º 640 - Lisboa

Horário:

UCCLA - 8 de fevereiro a 10 de maio de 2024

Segunda a sexta-feira, das 10 às 18 horas

CCCV - 15 de fevereiro a 15 de abril de 2024

Terça a quinta-feira, das 12 às 19 horas; Sexta e sábado, das 13 às 20 horas


segunda-feira, 22 de julho de 2019

Portugal - Obra de arte portuguesa no coração do aeroporto de Heathrow



Uma obra de Vanessa Barragão está exposta no aeroporto britânico de Heathrow onde irá ficar permanentemente.

A peça foi desenvolvida de propósito para celebrar a parceria entre o aeroporto de Heathrow, em Londres, e os Kew Gardens – jardins botânicos nos arredores de Londres com mais de 50 mil plantas.

A tapeçaria, feita com materiais reciclados, demorou cerca de 520 hora a criar e é a maior peça da portuguesa (6 metros por 2).

Vanessa Barragão não esconde a satisfação ter criado uma tapeçaria que representa um mapa do mundo e os principais pontos de ligação com o aeroporto inglês e com uma mensagem: “estão assinaladas algumas espécies botânicas e também alguns corais ameaçados pela poluição” explica a artista. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo