Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 7 de maio de 2025

Moçambique - Antonieta Matsinhe vence Prémio Eloquência Camões

O Centro Cultural Português, a Faculdade de Ciências da Linguagem, Comunicação e Artes da UP-Maputo e o Centro de Língua Portuguesa – Camões, instalado naquela universidade, comemoraram o Dia Mundial da Língua Portuguesa através da realização da Grande Final da 22.ª edição do Prémio Eloquência Camões.



De acordo com uma nota de imprensa, o júri, composto pela actriz Ana Magaia, pela professora universitária Paula Cruz e por José António Marques, Leitor do Camões, ICL, na UP-Maputo, avaliou as habilidades oratórias dos 10 concorrentes finalistas, tendo concedido o primeiro lugar a Antonieta Matsinhe, o segundo lugar a Leonel Maísse e o terceiro lugar a Dionísia Munguambe, estudantes do Curso de Licenciatura em Ensino de Português da UP-Maputo. Foi ainda agraciado com uma Menção Honrosa o estudante do Curso de Literatura Moçambicana na Universidade Eduardo Mondlane, Deus Taímo.

Os dez finalistas, além de terem beneficiado de um curso de formação na arte da expressão oral, ministrado pela actriz Ana Magaia, receberam também um pacote de livros oferecido pela Plural Editores. O Camões – Centro Cultural Português em Maputo atribuiu, ainda, prémios pecuniários aos três primeiros classificados.

Criado em 2002, o Prémio Eloquência Camões pretende motivar os estudantes para a importância da oralidade em português no mercado de trabalho, em áreas tão variadas como a comunicação social, a docência, a publicidade, o teatro, o cinema, entre outras. In “O País” - Moçambique


sábado, 7 de dezembro de 2024

Angola - Novo livro de Elsa Bárber leva conhecimento às crianças sobre figura histórica do país

A obra literária “Njinga Mbande–A Rainha de Angola”, da autoria de Elsa Bárber, já se encontra nas bancas, depois da cerimónia de venda e sessão de autógrafos, realizada numa das unidades hoteleiras de Luanda



Num acto bastante concorrido, diversas figuras testemunharam o lançamento, com destaque para a Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, o ministro da Cultura, Filipe Zau, e membros do corpo diplomático.

Na intervenção, a escritora sublinhou que foi uma grande responsabilidade escrever sobre a figura de Njinga Mbande, personagem central da criação desta obra infanto-juvenil que levou mais de um ano a ser concluída. Lançada sob a chancela da Plural Editores, Elsa Bárber explicou que foi um grande desafio em todo o processo de criação da obra, que posteriormente foi submetida a revisores nacionais e estrangeiros antes da publicação.

“É muita responsabilidade escrever sobre a Rainha Njinga. Escolhi esta figura por ser uma mulher inspiradora. Essa obra vai para escolas, sobretudo do primeiro ciclo, para que as crianças tenham conhecimento das figuras da nossa ancestralidade e os seus feitos no engrandecimento da História do país”, traçou a escritora.

Por sua vez, o ministro Filipe Zau felicitou a autora por esse trabalho que considerou bastante pedagógico, que combina no enredo e nos desenhos uma forma interessante para trazer o sentido de identidade às crianças de forma muito mais lúdica e educativa.  

“Quem é professor tem aqui um manual importante para as nossas crianças e, sobretudo, para elevar o nosso sentido de auto-estima à volta de coisas que nos dizem respeito”, sugeriu Filipe Zau.

Na qualidade de apresentador da obra, o escritor John Bella considerou a iniciativa bastante louvável e manifestou sentir-se lisonjeado pela autora ter recorrido a si para a apresentação e prefácio. John Bella referiu que a obra vem mais uma vez cimentar que o conhecimento da nossa história tem de ser a base da escrita, sendo a literatura uma ferramenta poderosa.

“Os livros viajam e vão a diversas partes do mundo. Esse é um contributo muito valioso no roteiro da História angolana. É preciso reconhecer que a Rainha Njinga Mbande foi muito mais escrita no estrangeiro, mas actualmente o quadro mudou, porque o trajecto desta celebra rainha é cada vez mais contado pelos próprios angolanos”, observou.  

Paulo Ribeiro, director-geral da Plural Editores, disse que a obra de Elsa Bárber inaugura uma colecção infanto-juvenil que tem como grande foco o ensino, visando lançar biografias de personagens que foram importantes para o país.

Segundo argumentou, o objectivo é promover a leitura dos mais novos, para que estejam em contacto com literatura mas, também, conheçam o percurso de figuras marcantes da História do país.

“Quisemos começar esta colecção com esta grande mulher da História africana, que foi a Rainha Njinga Mbande. E a escritora Elsa Bárber aceitou este desafio”, revelou.

O artista plástico Alvaro Macieira foi uma das figuras presentes, tendo referido na ocasião que a obra perpetua o legado de Rainha Njinga Mbande, uma figura lendária cuja pesquisa sobre o seu trajecto e feitos devem ser contínuos para dar a conhecer aos mais novos.

“Este livro é importante porque a história é contada de forma didáctica, na voz de uma avó que conta aos seus netos a história da rainha”, apontou.  

Composto por 30 páginas, “Njinga Mbande – A Rainha de Angola” é o novo título na trajectória desta jurista e escritora, membro da União dos Escritores Angolanos. Katiana Silva – Angola in “Jornal de Angola”  


terça-feira, 12 de março de 2024

Moçambique - Carlos dos Santos lança “O Domador de Medos”

Intitulada “O Domador de Medos”, esta é mais uma obra dirigida ao público infanto-juvenil. Porém, embora seja uma fábula para crianças, a obra contém uma mensagem inspiradora para todos aqueles que sentem medo, independentemente da sua idade.


A história decorre entre três inimigos fidalgais que, a dado momento das suas vidas, se questionam porque é que têm medo uns dos outros, e se perseguem irracionalmente desde há gerações: um rato, um gato e um cão.

Carlos dos Santos entende que esta é uma pergunta que “todos nós nos devemos fazer em relação aos medos que sentimos. Porque uma cabeça cheia de medos não tem espaço para sonhos”. O autor recorre a António Gedeão para recordar que “sempre que um homem sonha, o mundo pula e avança”.

O livro, com 64 páginas, é uma edição da Plural Editores e conta com ilustrações de Fernando Hugo Fernandes.

Carlos dos Santos é autor de várias outras obras destinadas ao público infanto-juvenil. In “O País” - Moçambique