Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Alemanha - Dois livros infantis portugueses estão entre os melhores de 2021

Os livros ilustrados portugueses “Noa” e “Para que serve?”, destinados aos mais novos, figuram entre as melhores obras de literatura para crianças e jovens de 2021, selecionadas pela Biblioteca Internacional da Juventude. Do Brasil foram escolhidas as obras “Eu sou a monstra” e “Mapinguari”

José Maria Vieira Mendes, Madalena Matoso, Susana Cardoso Ferreira e Raquel Costa são os autores dos livros alvo desta escolha.

Aquela biblioteca, sediada em Munique, reúne anualmente uma seleção dos melhores livros para a infância e juventude publicados em vários países e em diversas línguas, elabora um catálogo de divulgação internacional e atribui um selo intitulado “White Ravens”.

A Biblioteca Internacional de Munique revelou que este ano foram escolhidos 200 títulos de 54 países, entre os quais duas obras da literatura portuguesa: “Noa”, da escritora e tradutora Susana Cardoso Ferreira, com ilustrações de Raquel Costa, e “Para que serve?”, do autor José Maria Vieira Mendes, ilustrada por Madalena Matoso.

Sobre “Noa”, editado pela Oficina do Livro, a organização do White Ravens sublinha a “linguagem figurativa rica” de Susana Cardoso Ferreira, na abordagem aos temas da perda e da superação do luto, narrando a história de uma menina que vai viver com o avô, depois de perder os pais num naufrágio.

Aquela biblioteca internacional escolheu ainda “Para que serve?”, editado pela Planeta Tangerina, por ser um livro “pouco usual e bastante brilhante – simples, inteligente, surpreendente, divertido e hábil em apresentar ideias simples aos leitores”, lê-se no catálogo.

O livro assume que “um mundo sem confusão e investigação é um mundo triste e aborrecido”. Por isso atravessa um universo de “coisas que sabemos para que servem (coisas que servem para pouca coisa e por isso é mais fácil saber para que servem)”, desafiando sempre o leitor a perguntar “para que serve perguntar para que serve?”, o que leva sempre mais longe a ideia de um “porquê”.

Em língua portuguesa, mas de produção brasileira, foram ainda escolhidos “Eu sou a monstra”, de Hilda Hilst e Ixchel Estrada, “Mapinguari”, de André Miranda e Gabriel Goes, e “Peças de um dominó”, escrito e ilustrado por Pedro Tavares. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


domingo, 25 de julho de 2021

Andorinha das canções








Vamos aprender português, cantando

 

Andorinha das canções

 

Raio de luz

vives nessa canção

solta essa voz

seduz meu coração

 

Raio de Sol

vives dentro de mim

na noite escura

que com bravura abraça a Lua

 

Vives cantando por aí

feita andorinha das canções

és vento e brisa

harpa do mar

 

Barco à deriva das marés

poeta das emoções

de quem te ouviu cantar

de quem te ouviu cantar

 

Rasgo de voz

leva-me na tua pele

da tua luz

um travo cor de mel

 

Raio de Sol

vives dentro de mim

e a noite escura

que com bravura abraça a Lua

 

Abraça a noite

e diz-me o que é que vês

abraça o Sol

e abraça-me outra vez

 

Vives cantando por aí

feita andorinha das canções

és vento e brisa

harpa do mar

 

Barco à deriva das marés

poeta das emoções

de quem te ouviu cantar

de quem te ouviu cantar

 

Vives cantando por aí

feita andorinha das canções

és vento e brisa

harpa do mar

 

Barco à deriva das marés

poeta das emoções

de quem te ouviu cantar

de quem te ouviu cantar

 

Nuno Barroso – Portugal

Noa - Portugal


 

domingo, 14 de julho de 2019

Naquela mesa












Vamos aprender português, cantando


Naquela mesa ele sentava sempre
e me dizia sempre, o que é viver melhor,
naquela mesa ele contava estórias
e hoje na memória eu guardo e sei de cor
naquela mesa ele juntava a gente e contava contente
o que fez de manhã
e nos seus olhos era tanto brilho
que mais que sua filha, eu fiquei sua fã

Eu não sabia que doía tanto
uma mesa no canto, uma casa, um jardim
se eu soubesse o quanto dói a vida
esta dor tão doída não doía assim
agora resta uma mesa na sala
e hoje ninguém mais fala no seu bandolim
naquela mesa está faltando ele e a saudade dele
está a doer em mim

naquela mesa está faltando ele e a saudade dele
está a doer em mim

Naquela mesa ele sentava sempre
e me dizia sempre, o que é viver melhor,
naquela mesa ele contava estórias
que hoje na memória eu guardo e sei de cor
naquela mesa ele juntava a gente e contava contente
o que fez de manhã
e nos seus olhos era tanto brilho
que mais que sua filha, eu fiquei sua fã

Eu não sabia, não sabia que doía tanto
uma mesa no canto, uma casa, um jardim
se eu soubesse o quanto dói a vida
esta dor tão doída não, não doía assim
agora resta uma mesa na sala
e hoje ninguém mais fala no seu bandolim
naquela mesa está faltando ele e a saudade dele
está a doer em mim

Naquela mesa está faltando ele e a saudade dele
está a doer em mim

Naquela mesa está faltando ele e a saudade dele
está a doer em mim

Naquela mesa está faltando ele e a saudade dele
está a doer em mim

Noa – Portugal

Composição: Sérgio Bittencourt - Brasil