Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 1 de novembro de 2025

Cabo Verde - Neuza de Pina lança novo single “Nós Rikeza”

A cantora e compositora Neuza de Pina lançou na passada semana, dia 24, em todas as plataformas digitais, o seu mais novo single intitulado “Nós Rikeza”


Segundo uma nota da produtora Harmonia, o tema Nós Rikeza é da autoria do músico e compositor João de Sousa da Veiga, e é uma celebração da diversidade cultural de Cabo Verde.

Na mesma nota, Neuza de Pina explica que a decisão de gravar esta música prende-se pela letra, que fala de Cabo Verde, e pelo ritmo, uma combinação perfeita daquilo com que tem habituado os seus fãs e que se tornou a sua marca pessoal.

“É uma música que mostra gratidão e fala muita verdade sobre Cabo Verde, um país pobre, mas rico em cultura”, afirma Neuza.

A mesma fonte acrescenta que a composição em si é um convite para celebrar e valorizar as nossas raízes e orgulhar-se da nossa identidade cultural. “É mais um filho que descreve a sua terra e acredito que todos os cabo-verdianos têm orgulho imenso de fazer parte dessa nação, que muito tem a oferecer-nos ainda”.

A cantora defende que, apesar da música tradicional e o mercado nesse género serem desafiadores, continua firme no seu propósito de divulgar o que é da terra e de raiz. “Por amor a Cabo Verde e aos cabo-verdianos pelo mundo.”

A mesma fonte frisou que o videoclipe de Nós Rikeza foi gravado nas ilhas de Cabo Verde, principalmente na Cidade Velha, o berço da cabo-verdianidade e hoje classificado como Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO. O arranjo musical mais uma vez esteve a cargo do músico Kim Alves. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”


sábado, 16 de agosto de 2025

Cabo Verde - Neuza de Pina lança novo single “Pidi Perdon”

A cantora foguense Neuza de Pina acaba de lançar, em todas as plataformas digitais, o seu mais novo single intitulado “Pidi Perdon”


Segundo uma nota da produtora Harmonia, a canção revelada na sexta-feira da semana passada celebra a importância do perdão, que é muito mais do que fraqueza. É sim uma demonstração de força e maturidade emocional, conforme defende a artista.

“Para muitas pessoas, o acto de pedir desculpa é difícil, como se fosse necessário humilhar-se para o fazer. Esta música é uma chamada de atenção: pedir perdão é necessário. Perdoar cura a alma”, refere.

A mesma fonte realça que “Pidi Perdon” retrata a história de dois irmãos, mas esta realidade pode ser a de qualquer pessoa.

Neuza de Pina reforça na mesma nota que a falta de perdão aliada ao orgulho nos tempos actuais tem destruído muitas famílias.

“Mas quantas famílias estão divididas por orgulho? Quantos irmãos que não se falam? Pais e filhos que se odeiam? Tudo isso poderia ser resolvido com uma simples "desculpa", mas em vez disso, escolhem viver amargurados, afastados... quando a paz está a um passo”, enfatiza.

A cantora conta que cresceu a ouvir a expressão «sangui ka ta laba» que significa que o sangue não se lava, ou seja, que não se deve cortar laços com a família. “Mesmo que não queiras falar com alguém, o sangue continua o mesmo. A ligação permanece”.

Para a Harmonia, muito mais do que uma música "Pidi Perdon" é um apelo ao perdão e um combate ao orgulho, que tantas vezes nos impede de sermos felizes.

O single conta com letra e a melodia de Neuza de Pina e o arranjo musical de Kim Alves. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”



sábado, 27 de julho de 2024

Cabo Verde - Neuza de Pina lança “Neuzany” em colaboração com Ceuzany

A artista Neuza de Pina lançou o seu mais novo single em colaboração com Ceuzany, intitulado “Neuzany”. O single que já tem videoclipe, está disponível em todas as plataformas digitais desde esta sexta-feira


Segundo uma nota da produtora Harmonia, “Neuzany” é um conceito de amizade entre as duas artistas, Neuza de Pina e Ceuzany, para celebrar uma forte ligação entre as duas que se conheceram, quando Ceuzany era membro do “Cordas do Sol” e Neuza era fã deste emblemático grupo de Santo Antão.

Este conceito surgiu, conforme a mesma fonte, há mais dez anos atrás quando foi sugerido por um fã que a junção dos nomes, das duas formaria “Neuzany”, num momento em que partilharam o palco num concerto em Portugal. “Segundo Neuza de Pina, a ideia de fazer este single surgiu naquele exacto momento, e foi logo abraçada pela Ceuzany que incentivou a amiga a escrever a letra”.

A mesma fonte explica que a mistura de “Monti cara ma Vulcão” vai além da música, “reflecte a irmandade que as duas criaram durante mais de uma década de amizade baseada no amor pela música e pela vida”.

Neuza de Pina acredita que este tema é o início de uma era, em que poderá surgir várias oportunidades das duas voltarem a partilhar o palco, e levar ao mundo a alegria que existe dentro das mesmas.

Trata-se de uma coladeira que conta com o arranjo de Hernâni Almeida, e foi gravado no Studio La Villa e Kapital Studio. O videoclipe foi gravado em São Vicente com a produção da Harmonia e captação de imagens da MM Lines production. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”


domingo, 30 de dezembro de 2018

Cabo Verde – Cantora Neuza de Pina inspira-se nas suas origens

Cidade da Praia – A cantora Neuza de Pina já lançou nas plataformas digitais o seu mais recente trabalho “Badia di Fogo”, um disco que segundo revelou, reflecte a sua infância e histórias que marcaram sua vida.

Em conversa hoje com a Inforpress, Neuza de Pina começou por explicar que “Badia di Fogo” é uma música de sua autoria e que a escolha do título foi motivada pela forte recordação da sua infância e pela vontade de homenagear a memória da mãe.

“Nasci na Praia e quando era pequena a minha mãe estava no leito da morte e entregou-me aos cuidados da minha madrinha. Quando ia à escola e, como falava um crioulo fundo, da ilha do Fogo, os colegas troçavam de mim chamando-me “sampadjuda”, “barriga batata”, “coração de barata” e “badia de Fogo” e ficava chateada porque tomava isso como um desprezo”, contou.

Questionada afinal quem é verdadeiramente Neuza de Pina, a artista respondeu que, apesar de ter nascido na Praia, cidade pela qual é apaixonada, sente uma ligação “fora do normal” com a ilha do Fogo.

“Sou da Praia, menina de Santiago, mas o meu coração e sangue são do Fogo. Quando estou na ilha do vulcão sinto-me em casa e mais perto da minha mãe”, revelou, acrescentando que o título é reflexo de uma filha do Fogo que nasceu no outro lugar do arquipélago.

Depois de em 2017 ter vencido o programa de entretenimento “Casa do Líder”, Neuza foi mãe e manteve-se um pouco afastada dos palcos, tendo, entretanto, este ano lançado “Culanfuntun” e agora brinda seus fãs com “Badia di Fogo”, cuja apresentação em Cabo Verde deverá acontecer no primeiro trimestre de 2019 e, seguidamente, levará o disco aos palcos de Angola, Itália e Estados Unidos.

O CD, conforme avançou, contém 10 faixas, sendo nove músicas inéditas, quatro de sua autoria e uma já gravada por Ramiro Mendes, os arranjos musicais estiveram a cargo do Kaku Alves e conta com a participação de artistas como Michel Montrond, Kaly e Totinho.

As espectativas relativamente a esse trabalho, de acordo com Neuza de Pina, são altas uma vez que neste disco está a estrear-se como compositora de “Badia di Fogo” e traz temas como “Izilda”, “Badia di Fogo”, “Nha dono” e “Armanda”, que conforme elucidou, são histórias transformadas em arte e que todos perceberão melhor quando ouvirem o CD.

Considerando-se amante da música tradicional cabo-verdiana, no geral, e da ilha do Fogo, em especial, o segundo CD, afirmou, é um trabalho que foi feito com muito esforço e dedicação e revela uma Neusa “artista mais madura e segura de si e das suas ambições”.

“Este trabalho traduz mais a minha maturidade no campo da música. Comparativamente ao primeiro CD, sinto-me mais confiante, segura daquilo que quero e com os pés bem assentes no chão e cada vez mais tenho a certeza que a minha paixão e o meu lugar é no mundo da música tradicional”, afirmou, mostrando-se optimista que “Badia di Fogo” será bem aceite pelo público.

Neuza de Pina nasceu a 10 de Novembro de 1985 na cidade da Praia, ilha de Santiago. Aos 24 anos, a trabalhar num restaurante local, despertou o interesse de colegas e de quantos a escutavam, insistindo que usasse o microfone e cantasse para o público.

Em 2013, lançou o seu primeiro trabalho “Flôr de Bila”, que teve sucesso no país e na diáspora e revelou os segredos dos ritmos da ilha do Fogo, como “talaia baxo”, o “rabolo” ou o “samba”. In “Inforpress” – Cabo Verde