Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Angola - Leitores de diferentes gerações reflectem em torno da obra literária de Manuel Rui

A Biblioteca Contr’Ignorância, no município do Rangel, em Luanda, realiza neste Sábado, 18, mais uma edição do Clube de Leitura Handyman, desta vez para reflectir em torno da obra “Quem Me Dera Ser Onda”, do escritor angolano Manuel Rui, publicado pela primeira vez em 1982


A iniciativa vai reunir crianças, adolescentes, jovens e adultos a fim de descobrir novos mundos e conversar sobre a referida obra, com o objectivo de incentivar o diálogo, a reflexão e a descoberta de novos conhecimentos através dos livros, bem como valorizar a literatura angolana e a produção literária do país.

Segundo o coordenador de Projectos da biblioteca, Dilson Maria, uma das maiores virtudes desta sessão reside na diversidade de interpretações que cada participante construirá a partir da mesma obra. Na sua perspectiva, embora todos leiam o mesmo livro, cada leitor desenvolve uma leitura própria, influenciada pelas suas vivências, pela realidade social e pela sua sensibilidade.

“O clube não pretende convencer ninguém de que uma determinada obra é boa ou má. Pelo contrário, acreditamos que são precisamente os livros que suscitam dúvidas, desconforto ou opiniões divergentes que proporcionam conversas mais profundas e enriquecedoras”, afirmou.

O responsável esclareceu ainda que o encontro está aberto para quem já leu a obra e para aqueles que desejam apenas conhecer o funcionamento do clube de leitura.

Questionado sobre a escolha de “Quem Me Dera Ser Onda” para esta edição, explicou que a equipa acompanha regularmente os títulos mais procurados pelos utilizadores da biblioteca, procurando seleccionar obras capazes de despertar o interesse de crianças, adolescentes e adultos e estimular um debate participativo. Musseque Segunda – Angola in “O País”


sábado, 27 de junho de 2026

Angola - Casa de Cultura Rainha Njinga A Mbande do Rangel focada na formação artística e intelectual da juventude local

A instituição, ocupando as instalações da antiga Biblioteca do Rangel, recuperadas pela Fundação Obra Bella com o aval do Governo da Província de Luanda, vem-se destacando na vertente educativa com resultados sólidos, especialmente na área da informática


A Casa de Cultura Rainha Njinga A Mbande, localizada no Bairro Nelito Soares, município do Rangel, destaca-se como um espaço vital para a formação artística e intelectual da juventude local, operando sob um modelo filantrópico e de parceria comunitária.

Apesar das limitações financeiras inerentes ao seu modelo filantrópico e dos desafios técnicos de infra-estrutura, projecta um crescimento estratégico para 2027, focado na profissionalização da sua promoção mediática e na estabilização de parcerias para eventos de maior porte.

Ocupando as instalações da antiga Biblioteca do Rangel, recuperadas pela Fundação Obra Bella com o aval do Governo da Província de Luanda, a Casa de Cultura Rainha Njinga A Mbande é constituída por uma Oficina de Artes, Biblioteca Manuel Pedro Pacavira, Sala de Convívio, Anfiteatro, Ginásio, Salas de Aulas, Escritórios, Casas de banho e cozinha.

Mas, entre elas, o teatro, informática, as artes plásticas são as actividades que mais se têm destacado. Para melhor conhecer por dentro a realidade deste importante Espaço Cultural, abordamos o seu responsável, Dom Caetano, que, numa curta visita guiada aos diferentes compartimentos da estrutura, detalhou o panorama operacional e a dinâmica que se impõe, realçando o compromisso da instituição com a formação comunitária e a preservação da identidade cultural local.

O responsável referiu que, apesar dos desafios financeiros e logísticos, a instituição mantém uma oferta cultural robusta e gratuita, focada no crescimento intelectual e artístico da juventude angolana. Realçou que, nesta sua acção educativa, em apenas 18 meses, mais de 60 formandos concluíram o curso, com muitos já inseridos no mercado de trabalho.

Ressaltou que, como instituição de direito privado vinculada à Fundação Obra Bela, o Centro Cultural tem como objectivo promover benfeitorias na comunidade do Rangel. Augusto Nunes – Angola in “O País”