Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 10 de abril de 2026

Portugal - Universidade de Coimbra lidera projeto de reutilização de água tratada na agricultura

Iniciativa promove o aproveitamento de efluentes municipais para uma gestão mais sustentável dos recursos hídricos


O projeto SAFEWATER, liderado pelo investigador João Gomes do CERES - Chemical Engineering and Renewable Resources for Sustainability, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, já está em andamento e visa promover a reutilização sustentável de água tratada para fins agrícolas, contribuindo para uma gestão mais eficiente dos recursos hídricos e para a adaptação às alterações climáticas.

Desenvolvido em parceria com a InovCluster, os Serviços Municipalizados de Castelo Branco, o AdP VALOR e com a cooperação do Parque Natural do Tejo Internacional, o projeto testa a aplicação de tratamento quaternário de efluentes provenientes da ETAR de Castelo Branco assim como do sistema de drenagem municipal, permitindo a sua utilização na irrigação agrícola, nomeadamente na região do Parque Natural do Tejo Internacional.

Esta abordagem pretende reforçar a resiliência do setor agrícola, promovendo soluções inovadoras para a gestão da água em territórios sensíveis e valorizando as potencialidades locais.

O SAFEWATER integra múltiplas áreas de investigação e inovação, incluindo microbiologia aplicada à agricultura, gestão e operação de redes de água e soluções tecnológicas e práticas inovadoras para o setor agrícola.

O projeto promove, ainda, a cooperação entre investigadores, entidades públicas e parceiros do setor privado, fomentando a partilha de conhecimento e o desenvolvimento de soluções práticas que possam ser replicadas noutras regiões.

Financiado pela Fundação “la Caixa” e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), o SAFEWATER destaca-se como um contributo estratégico para a transição para modelos mais sustentáveis no uso eficiente da água, reforçando a inovação territorial e a sustentabilidade ambiental. Universidade de Coimbra - Portugal


quinta-feira, 1 de agosto de 2024

Portugal - Desenvolvido tratamento inovador que remove fármacos das águas residuais através da biofiltração da amêijoa asiática

Um grupo de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), em colaboração com a Faculdade de Farmácia (FFUC), desenvolveu um tratamento inovador que utiliza a biofiltração da amêijoa asiática para remover fármacos das águas residuais.

Este trabalho está a ser desenvolvido no âmbito do projeto Development of biofiltration strategies for water recovery (BIOFREE), um dos vencedores da 4.ª edição dos Prémios Projetos Semente de Investigação Científica Interdisciplinar da Universidade de Coimbra.

«Este projeto pretende tirar partido da amêijoa asiática, dando-lhe uma aplicação e, simultaneamente, ajudar no seu combate, uma vez que é uma espécie invasora. O objetivo é remover fármacos presentes nas águas residuais permitindo a sua reutilização mais segura», esclarece João Gomes, investigador do Centro de Engenharia Química e Recursos Renováveis para a Sustentabilidade (CERES) do Departamento de Engenharia Química (DEQ).

Até ao momento, «fizemos quatro ensaios laboratoriais em que testámos a eficácia deste processo por 24 e 48 horas e também com amêijoa reutilizada. Detetámos 17 compostos pertencentes a seis grupos fármaco-terapêuticos diferentes, sendo que onze foram removidos com sucesso pelas amêijoas», revela André Pereira, docente da FFUC.

De acordo com os investigadores do projeto, não há uma diferença considerável ao nível dos tempos testados. «Obtivemos uma média de remoção de 44% em 24 horas e em 48 horas a percentagem é de 46, ou seja, o aumento de tempo não promoveu diferenças significativas. Apesar de parecer abstrato, é bom, pois implica que o volume de água a reter no tratamento seja menor. Este sistema funciona claramente bem», asseguram.

Segundo João Gomes, «o grande desafio foi construir um biofiltro eficiente que permita que a amêijoa fique retida, pois como espécie invasora convém que não haja libertação desta para o meio ambiente, apenas da água tratada», desvenda.

Com este projeto pretende-se prevenir futuros problemas ambientais, mas também de saúde animal e humana. Para André Pereira, não é possível dissociar a saúde animal da humana e ambiental. «A questão dos fármacos é um bom exemplo. O que acontece é que depois de os tomarmos vão para a ETAR e daí para o rio, afetando o ecossistema animal, ambiental e, posteriormente, a nossa saúde, através da água do rio que é captada para consumo humano. É sempre importante perceber que estamos a atuar nestas três vertentes, que são indissociáveis», conclui. Universidade de Coimbra - Portugal 


domingo, 29 de agosto de 2021

Cabo Verde - Jovem aposta na criação de abelhas no interior de Santiago

As abelhas destacam-se por disseminar o pólen e fertilizar vários tipos de flora selvagem, bem como culturas agrícolas essenciais, como o tomate, o mirtilo e a abóbora. No entanto, encontram-se ameaçadas pelo calor extremo e outros factores. Foi pensando na sua preservação, que nos últimos quatro anos, o activista ambiental, João Gomes, vem apostando na apicultura


A apicultura é um ramo da zootecnia, voltada para a criação de abelhas. Essa técnica, segundo o portal brasileiro revista agropecuária, pode ter por objectivo a produção de mel, própolis, geleia real, pólen, cera de abelha e veneno, ou mesmo fazer parte de um projecto de paisagismo.

Ao Expresso das Ilhas, João Gomes conta que há já alguns anos que a apicultura é desenvolvida pela Associação Vercellese Verso Santa Cruz, num projecto financiado por uma igreja valdense na Itália. A referida associação, em parceria com a Câmara Municipal de Santa Cruz, no interior da ilha de Santiago, oferece formação em apicultura aos jovens daquela localidade.

“Eu, por exemplo, beneficiei-me dessa formação e depois apaixonei-me por esse bicho porque trabalho muito com conservação e protecção do meio ambiente. Como é uma espécie que está em via de extinção, achei por bem fazer esta formação e uma outra na Itália para adquirir mais conhecimento e propagá-lo em Cabo Verde”, relata.

João Gomes afirma que enquanto um multiplicador do conhecimento, vem desenvolvendo a apicultura de modo a ajudar a agricultura no país.

Nos últimos quatro anos de existência da apicultura, João construiu 11 colmeias, ou famílias de abelhas.

“A apicultura teve início na década de 90 em Santa Cruz, o projecto foi interrompido por falta de apoio. Hoje estamos avançados. Contamos onze colmeias povoadas. Vamos iniciar agora uma segunda acção de formação já que estamos na preparação do apeado que está formado, o que permite dar uma formação de início ao fim”, assegura.

Segundo explica o activista, hoje é possível dar aos jovens uma formação em apicultura do início ao fim, porque a existência de famílias de abelhas, permite ir além da teoria. Diferente da época em que se formou, em que depois da teoria, era preciso iniciar a apicultura do zero.

“Isso está ultrapassado. Quem vem tomar formação, além da que eu tinha tomado, vai poder assistir no terreno a algo que já está avançado. Isso vai ajudá-los muito no processo de aprendizagem, o que é bom e dá para ver que Cabo Verde está num bom caminho”, afirma.

Cada colmeia pode ter entre 40 a 70 mil abelhas, dependendo do estado de saúde de cada família. No caso das famílias estarem fortes, esclarece João Gomes, cada colmeia pode conter até 70 mil indivíduos.

Importância da apicultura

João Gomes expende que no país, assim como no resto do mundo, todas as abelhas estão no activo na natureza. Daí que se torna importante que hoje, se capacitem jovens de modo a multiplicar as colmeias que os apicultores devem ter conservado devido a diminuição do número das mesmas na natureza.

“Se corrermos o risco de perder todas as abelhas que estão no meio ambiente, será um grande problema reintroduzi-las”, alerta.

Assim, o activista ambiental reitera que se a apicultura for feita de forma organizada, vai permitir ajudar as abelhas, independentemente das localidades onde estiverem, independentemente das alterações climáticas que vêm afectando a espécie.

Nas suas declarações, garante que o primeiro objectivo deste projecto é a protecção e conservação da espécie que está em via de extinção.

Entretanto, aponta outros benefícios da apicultura como a produção do mel, própoles, cera, pólen e geleia real, todos uma fonte de rendimento e uma ajuda para a saúde humana.

“Ainda não produzimos nada para venda já que a nossa prioridade é reproduzir as famílias que temos e maximizá-las. Quando estiverem fortes e tiverem condições de produzir mel e os outros derivados tanto para o consumo como para a comercialização aí, sim, faremos isso”, diz.

Embora ainda não sejam produzidas para serem comercializadas, João Gomes destaca que há muita procura por esses produtos, sobretudo do mel e própoles.

“Porque estamos a desenvolver um medicamento com própoles, álcool e cana-de-açúcar para combater fungos e bactérias. Algumas pessoas deram-se conta e mesmo não tendo para comercializar, algumas vezes temos tido procura. Porque por vezes oferecemos a amigos e a novidade se espalha. Temos tido procura da ilha de Boa Vista, mas sobretudo da ilha de Santiago, mais especificamente da cidade da Praia, Santa Cruz e Tarrafal”.

Remoção de enxames em residências

Conforme o entrevistado, a remoção de enxames em casas de família é algo corriqueiro. Mas, o grupo enfrenta algumas dificuldades para tal.

“Há lugares que são distantes e ir fazer uma captura requer custo. Se for um enxame que invadiu uma casa e está numa árvore a remoção é fácil. Contudo, se for um enxame que vive numa parede há já algum tempo, é mais difícil”, descreve apontando para uma colmeia removida em Achada Santo António, Praia.

Para remover aquela colmeia, especificamente, João Gomes narra que foram precisas três noites, em que o grupo teve de regressar à Santa Cruz às 3h00 da manhã.

“Se a pessoa tiver condições de suportar os custos nos trabalhos mais difíceis é melhor, porque sair daqui de Santa Cruz, levar o carro, uma colmeia e uma equipa de quatro a cinco pessoas, custa. Se for um local de remoção simples, um lugar mais perto por exemplo, não custa nada”, compara.

Os equipamentos do grupo de apicultores liderado por João Gomes foram doações da Associação Vercellese Verso Santa Cruz. Outras foram trazidas da Itália ou produzidas pelo próprio activista, apesar da possibilidade de importar.

Desafios

Na apicultura, os enxames são recolhidos e alojados em caixas apropriadas chamadas colmeias, durante a noite, onde continuam a trabalhar.

“As abelhas têm apenas quatro horas de descanso. Logo no início do amanhecer, por volta das 5h30 começam a sair das caixas para as suas actividades, em diferentes lugares. Até o pôr-do-sol recolhem todo o pólen, néctar, cera e outras coisas que precisam e regressam para as caixas”, detalha.

No sítio de João Gomes, algumas caixas são produções suas, e outras vieram da Itália. Aliás, frisa, o grupo recebeu, recentemente, 30 caixas colmeias, desmontadas.

Para João Gomes, o principal desafio na apicultura em Cabo Verde consiste em formar as famílias devido à seca dos últimos anos. Isto porque as abelhas dependem da flora apícola.

“Se não houver flor, as abelhas morrem. E em todas as partes do mundo as abelhas estão a morrer de fome e as nossas não são excepção”, pormenoriza.

Ao se formar uma família, há uma grande preocupação em alimentar as abelhas que estão a enfraquecer. E quando retiradas do seu habitat, João Gomes sublinha que se não estiverem bem controladas acabam por morrer.

“Há necessidade de capturar essas famílias, nutri-las, dar-lhes a força necessária para se tornarem numa família forte. Para isso temos um suplemento que veio da Itália, açúcar pasteurizado que é para alimentar as nossas abelhas e salvá-las. Estamos no processo de resgatar todas as abelhas que estão fracas na natureza, dar-lhes força para não sofrerem nenhum dano que possamos causar”, ressalva.

Em cada caixa há um nutritor, trata-se de um depósito onde são depositadas um xarope feito com um quilo de açúcar e um litro de água. O xarope, de acordo com o entrevistado, fortifica as abelhas na falta de flora apícula.

A ideia dos apicultores de Santa Cruz é até o final do ano ter pelo menos 20 colmeias povoadas.

“Estamos com 11 colmeias povoadas, mas já fizemos mais de 50 capturas. Porque a apicultura funciona da seguinte forma, quando uma caixa é nova, nunca recebeu nenhuma abelha, fica difícil mantê-las. Ao contrário dos humanos que preferem uma casa nova e bem construída. Às vezes é preciso muito cuidado e muita técnica para capturar as abelhas, colocar numa caixa e mantê-la de modo a formar uma família. No início era mais complicado, mas agora temos mais conhecimento e conseguimos formar famílias rapidamente”, explica.

Apicultura para toda a ilha

João Gomes refere que para um desenvolvimento da apicultura em toda a ilha de Santiago, conta com um parceiro em Rui Vaz, Emileno Ortet, que trabalha com agricultura.

O objectivo é criar uma unidade de agricultura naquela localidade por ser cheia de eucalipto, uma planta que produz grande quantidade de mel.

“Na ilha de Santiago, na Serra Malagueta e Rui Vaz há uma grande potencialidade para fazer o estudo da apicultura. E com o Emileno Ortet acredito que brevemente conseguiremos montar uma unidade de apiado. Já temos algumas colmeias preparadas para Rui Vaz e depois pretendo fazer alguma recolha de abelhas no próprio Rui Vaz e levar outras daqui e de outros lugares da ilha de Santiago”, avança.

A apicultura que pretendem desenvolver, continua, é móvel. Assim, em toda a ilha de Santiago, onde se verificar uma boa flora apícola, vão lá estar para capturar as abelhas que depois serão fortificadas.

“Aliás, Cabo Verde deve apostar muito na babosa, porque a babosa é uma flora apícola e gostaria que Cabo Verde apostasse na plantação de plantas que são floras apícolas. Há muitas plantas que não têm nada a ver com a apicultura e flora apícola. E hoje todos os países do mundo apostam nestas plantas para salvar as abelhas e o planeta”, recomenda. Sheilla Ribeiro – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”


quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Angola – Novo disco de Nástio Mosquito

É um acontecimento importante para a cultura angolana, acreditem. Hoje sai o novo disco do Nástio Mosquito. “Gatuno, EImigrante & Pai de Família” é o álbum sucessor de “Se eu fosse angolano – S.E.F.A.” (2014), e constitui a segunda peça de uma trilogia que vai-se fechar num terceiro, que se chamará “Funcionalidade Espiritual” ou “Espiritualidade Funcional”.

Primeiramente, fã me declaro. Mas o que acontece em “Gatuno, EImigrante & Pai de Família” é de uma intensidade poética e musical que coloca ao Nástio num outro patamar, como fazedor de canções, como cantor que redescobre a sua voz, como músico que também é, entre os vários papéis e personagens que veste e despe, sempre sem medo.

O som da banda que o acompanha, formada por Ndu (percussão), João Gomes (teclado) e Hugo Antunes (contrabaixo), chega-nos compacto, como uma massa sonora que se mexe entre o jazz, os ritmos angolanos, o soul, o rock psicandélico e outras etiquetas que só servem para confundir. Porque acredito mesmo que existe aqui algo de singular, que faz deste trabalho um álbum de culto. Um novo clássico.

O nosso Ndu, um músico fantástico, assegura uma paisagem rítmica do mais rico e completo que há, sem nunca soar fora do lugar, casando na perfeição com a cadência da voz do Nástio e com a forma com que ele diz as palavras. É a raiz, o cordão umbilical com a terra batida. Hugo Antunes faz um trabalho exemplar no contrabaixo, levando as músicas para uma atmosfera expansiva, abrindo espaços verdadeiramente surpreendentes, em groove e em harmonia. João Gomes chega com os seus teclados e pianos, como se viesse de um túnel do tempo, como um vinil antigo, de som fumado, negro e às vezes psicadélico.

Depois há a voz do Nástio. E há uma nova voz do Nástio em “Gatuno, EImigrante & Pai de Família”, mais profunda, mais honesta, mais de dentro, com uma melancolia intimamente bela e simples. Arrisco-me a dizer que há menos personagem e mais dele nestas canções e esse movimento vem sem hesitação, como aquilo que é preciso e necessário.

As letras, quase todas escritas num dialecto particular do inglês, são uma reflexão sobre questões de identidade, à semelhança do “S.E.F.A.”, mas dando um passo adiante, sobre a idade do tempo, sobre a fé, sobre o poder, sobre o verbo “ser”. Muitas vezes ouvimos a voz de um homem negro à procura de si, do seu lugar noutras geografias, o tal “eimigrante”, deslocado, fragmentado, confuso. Outras vezes ouvimos o personagem que já conhecemos: irónico, crente, descrente, desapegado, apegado, louco, politizado, ousado, o “gatuno”.

Mas onde o Nástio nos prende neste disco é com essa voz melancólica, que chega a ser sentimental, frágil e humanizada, o tal “pai de família”. Esse é, para mim, o universo mais revelador deste disco.

Assim começa, com o acorde inicial de “Bloody kind of love”, abrindo uma janela íntima onde a voz do cantor aparece pungente e dolida e redentora. “Encosta na parede” aprofunda a proposta e acho mesmo que estas duas canções de abertura são as minhas favoritas.

Todas as letras são ricas, cheias de significados, do início ao fim. E no meio de tudo isto, ainda queremos cantar com ele os coros, que ficam na rádio-cabeça. Queremos chamar juntos pelo “Hilário”, dançar com ele, mergulhar na doçura de “The age I don’t remember”, meio Leonard Cohen, com uma homenagem escondida ao André Mingas, lembrando o verso: “deixa esse vinho fermentar, virar licor”.

É disso mesmo que se trata. Um vinho velho. Uma nova idade. Um outro olhar. Uma voz mais grave ainda. E uma obra que é um novo clássico.

Queremos mais deste Nástio. Mais e mais. Aline Frazão – Angola in “Rede Angola”

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Volta ao mundo

Português dá volta ao mundo da lusofonia e dos Descobrimentos num veleiro

A falta de apoios financeiros é a grande preocupação do português João Gomes, residente em Macau, que, na companhia da família, vai fazer a volta ao mundo no veleiro “Dee”, com paragens em todos os países lusófonos ou ligados aos Descobrimentos portugueses.

A viagem começa em Fevereiro e deverá demorar três anos. Com o português seguem a mulher, Nae – de origem tailandesa -, a filha Maria, de um ano, e um cão.

A aventura luso-tailandesa no “Dee”, agora ancorado na República Dominicana, onde tem início a “expedição”, – custou cem mil dólares (73.600 euros) na aquisição do barco e obrigou a um investimento semelhante para o equipar de acordo com as exigências do projecto.

“Saímos amanhã, terça-feira de madrugada (dia 14 de Janeiro de 2014), de Macau rumo a Nova Iorque e no dia seguinte para Puerto Plata, na República Dominicana”, disse esta segunda-feira à Veja Portugal João Gomes.



“O nosso cachorro já saiu na sexta-feira, estará agora em Miami. E chegará à República Dominicana amanhã, terça-feira”, adiantou.

Quanto ao projecto, “continua tudo na mesma acerca de apoios: o Governo de Macau não apoia porque o objectivo é celebrar os 500 anos da chegada dos portugueses à China, algo que a China não quer celebrar! De Portugal também não há qualquer apoio”, explicou João Gomes.

Além dos financiamentos publicitários, a família têm também no seu site uma entrada para donativos em www.gofundme.com/sailingdee ou http://www.sailingdee.com/.

O primeiro país lusófono que desejam visitar é Timor-Leste, seguindo-se os territórios de Macau, Goa, Damão e Diu, Moçambique, Angola, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Brasil e Portugal, onde a família deverá chegar em 2016.

Ao longo da viagem, o casal contará as aventuras no site e fará reportagens para o semanário de Macau “O Clarim”, bem como para uma revista de Hong Kong e outra da Tailândia. Está também prevista a realização de uma série de televisão. Estas iniciativas pretendem apenas fazer face a despesas relacionadas com a viagem. in Veja Portugal - Portugal

Esta viagem como está projectada irá passar pelas três principais regiões do mundo assoladas pela pirataria marítima. Baía da Lusofonia