Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 14 de abril de 2024

Portugal - Em Outubro haverá um congresso internacional dedicado a José Afonso

Um congresso internacional para discutir “a prática musical” e a “intervenção cívica” do músico José Afonso vai acontecer em Outubro em Setúbal, revelou a Associação José Afonso

O congresso está marcado para 26 e 27 de Outubro, no Fórum Municipal Luísa Todi, e a organização espera que seja “uma oportunidade, até hoje inédita, de amplo cruzamento de vários saberes sobre o percurso de José Afonso”, numa altura em que se assinalam os 50 anos do 25 de Abril.

Além disso, a associação quer “estimular a localização e recolha de documentação e material fonográfico relacionado com José Afonso para posterior preservação”.

Ainda sem programa oficial anunciado, estão previstas conferências, comunicações, “sessões testemunhais”, exposições e concertos e a espera-se que reúna tanto “especialistas dedicados ao estudo das várias facetas” da obra de José Afonso, como “colaboradores e amigos do cantor”.

Entre os temas a abordar no Congresso estão a intervenção política de José Afonso antes e depois do 25 de Abril de 1974, “o impacto dos anos de Moçambique”, “os aparelhos repressivos”, as “influências culturais e filosóficas” ou ainda “a mulher na obra de José Afonso”.

A comissão organizadora integra responsáveis da Associação José Afonso, do Instituto de História Contemporânea, da câmara municipal de Setúbal e do Instituto de Etnomusicologia.

José Afonso nasceu em 1929, em Aveiro, e morreu em 1987, em Setúbal, cidade se encontram sepultados os seus restos mortais.

A obra do cantautor tem estado a ser reeditada, em acordo com a família, num plano editorial que se iniciou em 2021 e que se prolongará pelos próximos dois anos, disponibilizando álbuns que há muito estavam indisponíveis no mercado e que atestam o percurso lírico e musical do compositor.

Neste plano editorial foram reeditados, por exemplo, o disco de estreia na editora Orfeu, “Cantares do Andarilho” (1968), e também “Cantigas do Maio” (1971), “Venham Mais Cinco” (1973) e “Com as Minhas Tamanquinhas” (1976).

Autor de “Grândola, Vila Morena”, uma das canções escolhidas para senha do avanço das tropas, na Revolução de Abril de 1974, José Afonso morreu em 23 de Fevereiro de 1987, de esclerose lateral amiotrófica, diagnosticada cinco anos antes.

Em 2020, o Ministério da Cultura abriu um processo de classificação da obra de José Afonso, mas, até Dezembro passado, estava por concluir, porque nem todos os proprietários permitem uma avaliação dos bens e materiais fonográficos, segundo informações divulgadas no final de 2023 pela então designada Direcção-Geral do Património Cultural. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”


segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Portugal - Historiador da Universidade de Toronto recebe Prémio Amílcar Cabral

O historiador Esmat Elhalaby, da Universidade de Toronto, Canadá, venceu a primeira edição do Prémio Amílcar Cabral, uma iniciativa do Instituto de História Contemporânea e do Padrão dos Descobrimentos

Esmat Elhalaby, de ascendência palestiniana, especializado em História do Médio Oriente e do sul da Ásia, venceu o prémio com o artigo “Empire and Arab Indology”, publicado na revista Modern Intellectual History, do universo da Cambridge University Press.

Segundo o júri, o artigo “apresentava uma abordagem particularmente inovadora a um tema pouco estudado, o percurso de Wadi’Al-Bustani, advogado, ativista, poeta, tradutor e comentador de obras canónicas da indologia para o árabe”.

Foram ainda atribuídas menções honrosas a Oliver Crawford, da London School of Economics, e a Ismay Milford, da Universidade de Edimburgo.

O Prémio Amílcar Cabral foi criado este ano pelo Instituto de História Contemporânea, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, e o Padrão dos Descobrimentos, para reconhecer estudos científicos sobre “as resistências anticoloniais” desde o século XV até à atualidade.

O prémio consiste numa bolsa de investigação em Lisboa, destina-se a investigadores de qualquer nacionalidade, de universidades portuguesas ou estrangeiras, que estudem e produzam conhecimento, através de um artigo de investigação histórica, “sobre qualquer temática e problemática relativa à história das resistências anticoloniais e dos impérios coloniais”, refere a organização.

A primeira edição do Prémio Amílcar Cabral foi “anunciada simbolicamente a 10 de junho”, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, pela EGEAC, a empresa municipal que gere os equipamentos culturais de Lisboa, incluindo o Padrão dos Descobrimentos.

O júri da primeira edição do prémio é composto por António Tomás (Universidade de Joanesburgo), Francisco Bethencourt (King’s College London) e Manuela Ribeiro Sanches (Instituto de História Contemporânea).

O prémio foi batizado com o nome do político e intelectual Amílcar Cabral (1924-1973), um dos fundadores do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e que “contribuiu de forma singular para o fim do colonialismo europeu em África”. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


sábado, 12 de junho de 2021

Portugal - Criado Prémio Amílcar Cabral para estudos sobre “resistências anticoloniais”

O Instituto de História Contemporânea e o Padrão dos Descobrimentos criaram o Prémio Amílcar Cabral, para reconhecer estudos científicos sobre “as resistências anticoloniais” desde o século XV até à atualidade, foi anunciado quinta-feira (10), em Lisboa


O prémio destina-se a investigadores de qualquer nacionalidade, de universidades portuguesas ou estrangeiras, que estudem e produzam conhecimento, através de um artigo de investigação histórica, “sobre qualquer temática e problemática relativa à história das resistências anticoloniais e dos impérios coloniais”, refere a organização.

“O artigo poderá incidir sobre qualquer contexto geográfico mundial e sobre qualquer período histórico, da atualidade ao século XV”, lê-se no comunicado.

A primeira edição do Prémio Amílcar Cabral foi “anunciada simbolicamente a 10 de junho”, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, pela EGEAC, a empresa municipal que gere os equipamentos culturais de Lisboa, incluindo o Padrão dos Descobrimentos.

O prémio, que tomará a forma de uma bolsa de investigação, é também uma iniciativa do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa.

O júri da primeira edição do prémio é composto por António Tomás (Universidade de Joanesburgo), Francisco Bethencourt (King’s College London) e Manuela Ribeiro Sanches (Instituto de História Contemporânea).

O prémio foi batizado com o nome do político e intelectual Amílcar Cabral (1924-1973), um dos fundadores do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e que “contribuiu de forma singular para o fim do colonialismo europeu em África”. In “África 21 Digital” - Brasil