Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 12 de junho de 2019

Cabo Verde - IPC e Fundação Amílcar Cabral socializam versão zero do Plano Estratégico de Educação Patrimonial

Cidade da Praia – O Instituto do Património Cultural e a Fundação Amílcar Cabral realizam hoje, 12 de Junho, na Cidade da Praia, um ateliê de socialização do Plano Estratégico de Educação Patrimonial.

Em parceria com a Fundação Lelio e Lisli Basso da Itália, este encontro, segundo um comunicado a que a Inforpress teve acesso, visa partilhar a versão zero do documento, e recolher as contribuições das entidades públicas e da sociedade civil com responsabilidade em matéria de preservação e salvaguarda do património cultural cabo-verdiano.

O presidente do IPC, Jair Hamilton Fernandes, dissera, por altura da assinatura do protocolo de cooperação com a Fundação Amílcar Cabral para a elaboração deste plano, em Fevereiro, que este instrumento vai ser “útil” na criação de dinâmicas a nível de preservação patrimonial, junto das estruturas formais do ensino, dos não formais e, sobretudo, vai possibilitar uma melhor articulação entre as instituições do Estado e a sociedade civil.

“Sabemos que no currículo escolar temos a história de Cabo Verde, temos algumas referências ao património, mas não de uma forma sistematizada e este é o propósito do plano estratégico”, asseverou.

Este responsável dissera ainda que com o documento válido, numa segunda fase vão, através do Ministério da Educação, fazer com que a educação patrimonial, a educação para cidadania e ambiental conste dos currículos escolares em Cabo Verde.

A elaboração deste plano foi uma das recomendações saídas da I Conferência sobre “Educação Patrimonial em Cabo Verde”, organizada pelo IPC, em parceria com a Comissão Nacional da Unesco para Cabo Verde, em Dezembro de 2017.

Nessa ocasião, os integrantes aconselharam a criação de um documento orientador que permite ao professor implementar as actividades extra-curriculares, centradas no património cultural, mas também, no plano curricular, enquanto factor de promoção do conhecimento integral do património cultural local e nacional.

O PEEP é financiado pela União Europeia no contexto do programa temático para Organizações da Sociedade Civil e Autoridades Locais ‘’Preservação e melhoria do património social, cultural e ambiental como factor de diversificação e desenvolvimento do turismo sustentável e solidário em Cabo Verde’’. In “Inforpress” – Cabo Verde

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Cabo Verde - Quer que memória do ex-Campo de Concentração do Tarrafal seja factor de promoção de diálogos pela paz

Cidade da Praia – O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente manifestou, na Cidade da Praia, o desejo de Cabo Verde em ver transformada a memória do ex-Campo de Concentração do Tarrafal num factor de promoção de diálogos pela paz.

O governante lançou esta aposta em declarações à imprensa onde informou que o processo de candidatura do ex-Campo de Concentração a Património da Humanidade deverá ser abordado durante a Cimeira da CPLP que terá lugar nos dias 17 e 18 de Julho, na ilha turística do Sal sob o lema “Cultura, pessoas e oceanos”, e que marca o arranque da presidência cabo-verdiana da organização.

Segundo Abraão Vicente, à volta deste processo o Governo está a fazer o trabalho de montagem conceptual e de uma equipa científica através do Instituto do Património Cultural (IPC), tendo explicado ainda que neste momento está-se a fazer a apresentação internacional do processo de modo que a candidatura seja feita em conjunto com outros países.

A ideia é criar um projecto museológico que ensina aos cabo-verdianos, aos portugueses, angolanos, guineenses e ao mundo em geral, o quê é que Cabo Verde e a nação crioula aprendeu com a existência de um campo de concentração, e ligar o Campo de Concentração do Tarrafal a todo o sistema prisional construído durante a época salazarista, mas numa perspetiva cabo-verdiana de modo a promover diálogos pela paz.

Tendo em conta que se trata de um campo que teve duas fases na sua história e que envolveu os outros países da comunidade, Cabo Verde quer que a candidatura seja feita em conjunto com Angola, Portugal e envolvendo a Guiné-Bissau, explicou o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas.

O Campo de Concentração do Tarrafal conhece um dos períodos mais negros da sua história nos anos 30. Com o decreto-lei n.º 26 539 de 23 de Abril de 1936, o regime salazarista criou na localidade de Achada de Chão Bom, no concelho de Tarrafal (ilha de Santiago), o estabelecimento prisional Campo de Concentração que ficou eternamente conhecido como o “campo de morte lenta”.

Entrou em funcionamento em 29 de Outubro de 1936, onde recebeu os primeiros prisioneiros, oponentes políticos ao regime, camponeses, operários, soldados, marinheiros, estudantes, intelectuais, sindicalistas.

Entre 1936 e 1954, funcionou como colónia penal destinada a cidadãos desafectos do regime. Dos 340 presos que foram levados para o “campo de morte lenta”, 32 prisioneiros políticos perderam a vida, sendo o mais conhecido o secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Bento Gonçalves que morreu a 11 de Setembro de 1942.

Os restantes sofreram mazelas físicas e psicológicas que os iriam marcar para a vida. No pós-guerra, derrotado o regime fascista nazi, o regime fascista português foi pressionado para que o campo do Tarrafal fosse encerrado, o que acabou por acontecer em 26 de Janeiro de 1954.

A prisão mortífera é encerrada para vir a ser reaberta, em 1961, por ordem de Adriano Moreira, na altura ministro do Ultramar.

O Campo de Concentração do Tarrafal abriria novamente as portas, sob a gestão do mesmo regime, mas destinado a diferentes prisioneiros, desta vez aos partidários dos movimentos de libertação anticoloniais e independentistas que, no início dos anos sessenta, começaram a surgir em Angola, Guiné-Bissau e Moçambique.

Foi designado por um novo nome, “Campo de Trabalho do Chão Bom” (o nome da pequena aldeia junto ao campo), mas a filosofia continuou a mesma.

A repressão e a inumanidade só terminariam uma semana depois de 25 de Abril de 1974. No dia 01 de Maio de 1974, os últimos prisioneiros foram libertados. In “Inforpress” – Cabo Verde

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Geórgia – Taxa de variação homóloga do IPC situou-se em 3,4% no mês de Agosto de 2014

No mês de Agosto de 2014, a variação homóloga do Índice Preços no Consumidor (IPC) da Geórgia foi de 3,4%, com os preços da alimentação e bebidas não alcoólicas a subirem 6,4% e as bebidas alcoólicas e tabaco a terem um aumento de 5,4%. Em sentido inverso estão o vestuário e calçado com uma quebra nos preços de -5,2%.

No sector dos transportes os preços encareceram 2,8% que tiveram um impacto de 0,34% no total da inflação anual. Este aumento teve como base o acréscimo de despesas administrativas e custos de pessoal, 5,4%, enquanto os preços para aquisição de veículos desceu -2,6%.

A variação média dos últimos doze meses passou de 1,8% em Julho para os 2,2% em Agosto de 2014, enquanto há um ano atrás, Agosto de 2013, estava com uma variação negativa de -0,8%. Baía da Lusofonia com base no “GEOSTAT”


Fonte: GEOSTAT