Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 30 de julho de 2019

São Tomé e Príncipe – Hotel vai nascer na Lagoa Azul



É um dos resultados do Fórum Empresarial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, realizado no início de Julho em São Tomé.

A Agência de Promoção de Investimentos que organizou o encontro dos empresários em São Tomé, anunciou que a Direcção Geral do Turismo conseguiu acordo com uma empresa da China, para construir um hotel na região da Lagoa Azul. «Um projecto foi aprovado. É a construção de uma unidade turística na Lagoa Azul», anunciou o Presidente da APCI.

Segundo Rafael Branco, o projecto inicial estava avaliado em 60 milhões de dólares. No entanto grupo privado chinês que vai construir o hotel na Lagoa Azul, reclamou que o espaço a ser concedido para erguer o hotel, não é suficiente para uma injecção de 60 milhões de dólares. «O Investidor considera que não há espaço suficiente para construir um hotel de 60 milhões de dólares, e considera que 30 milhões seriam suficientes», explicou.

Para além do projecto para construção de um hotel na Lagoa Azul, o fórum de empresários da China e da CPLP em São Tomé, permitiu ao empresariado são-tomense negociar com parceiros sobretudo da China, cerca de 30 outros projectos de investimentos. «O nosso sector privado sofre de várias limitações. Mas houve projectos muito bem apresentados, com os critérios exigidos. No entanto, um dia, não é suficiente para fechar um negócio», sublinhou o Presidente da APCI.

As empresas nacionais que partilharam projectos com as congéneres da China e da CPLP, continuam a negociar, as possibilidades de investimentos. «Tivemos conhecimento de alguns empresários que manifestaram ter feito bom negócio, estando a decorrer as negociações entre as partes», acrescentou Rafael Branco.

A Agência de Promoção de Investimentos de São Tomé e Príncipe, foi instituída no ano 2012, mas segundo Rafael Branco, presidente nomeado em 2019, só agora está a dar os seus primeiros passos. «A agência não é ainda o que o país precisa. Precisa ser mais dinâmica, e que possa seguir os passos do investidor, e acompanhar o sector privado nas diferentes fases de implementação dos projectos», pontuou.

A realização do décimo quarto fórum empresarial China – CPLP, entre os dias 7 e 8 de Julho, foi o primeiro desafio da instituição. Mesmo assim deu nota positiva aos seus trabalhos na organização do Fórum que trouxe mais de 400 empresários, a maioria chineses, à descoberta das potencialidades de São Tomé e Príncipe.

Ainda para este ano, a APCI, pretende realizar mais dois fóruns empresariais em São Tomé. O Primeiro será com empresários angolanos e já está marcado para Setembro próximo.

Segundo Rafael Branco, em parceria com Portugal, também será realizado este ano um fórum entre pequenos e médios empresários de Portugal e de São Tomé e Príncipe. Abel Veiga – São Tomé e Príncipe in “Téla Nón”

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Portugal – Novo hotel em Lisboa vai expor peças arqueológicas

A construção do hotel Corpo Santo, que vai abrir este mês no Cais do Sodré, foi marcada por achados arqueológicos valiosos, que serão parte integrante da sua oferta turística


A construção está na reta final, e a obra foi acompanhada a tempo inteiro por um arqueólogo, que ficou surpreendido com a quantidade de peças históricas de valor que iam sendo sucessivamente descobertas, perfazendo um espólio que encheu 110 contentores. Estes achados arqueológicos, que incluíram 32 metros de muralha fernandina posta a descoberto, vão ser parte integrante do Hotel Corpo Santo, o novo hotel de cinco estrelas que vai abrir em Lisboa em finais de agosto.

Ocupando praticamente um quarteirão inteiro na zona do Cais do Sodré, o Hotel Corpo Santo envolveu a reabilitação de três edifícios inteiro e tem entradas para Rua do Arsenal, o Largo do Corpo Santo (em frente à igreja do Corpo Santo) e a Travessa do Cotovelo.

A obra, iniciada em abril de 2015, tem sido condicionada pelos sucessivos achados arqueológicos e a sua localização numa zona sensível no centro histórico da cidade.
“Encontrámos tanta peça e com tanto valor, e isto vai-nos diferenciar entre os hotéis de cinco estrelas, pois queremos passar aos nossos hóspedes esta parte importante da nossa história que estava escondida”, salienta Pedro Pinto, diretor do Hotel Corpo Santo, cargo que assumiu após ter saído em maio do Altis Belém, onde exercia idênticas funções.

Tirar uma “selfie” junto à muralha fernandina (construída no séc. XIV)

“Como arqueólogo, para mim é fantástico trabalhar numa obra destas, em que se descobriu um espólio arqueológico extraordinário”, enfatiza António Valongo, o arqueólogo que acompanhou a construção do Hotel Corpo Santo, um procedimento obrigatório nesta zona da cidade.



“Toda esta área sofreu bastante com o terramoto de 1755. Identificámos aqui elementos extraordinários e muito bem preservados que foram abandonados no terramoto. Encontrámos parte das casas nobres do infante D. Pedro, temos um excelente conjunto de cerâmica dos séc. XV e XVI, cachimbos de produção inglesa ou holandesa, eu próprio não tinha noção da quantidade e do valor das peças que aqui se podiam encontrar”, descreve o arquiteto.

O 'ex-libris' entre estes achados foi a descoberta de um troço de 32 metros de muralha fernandina, “que condicionou bastante o projeto uma vez que se trata de um monumento nacional”.

Mas o que à partida era uma condicionante da construção acabou por tornar-se numa mais-valia do próprio projeto hoteleiro: os achados arqueológicos da obra vão passar a estar em exposição, como numa espécie de 'museu' numa sala polivalente do hotel, que funcionará como área de lazer ou de reuniões, onde se destacará a muralha fernandina, que foi recuperada.

“Este espaço vai corresponder às expectativas do lado do rigor científico. Mas isto não é um museu, é um espaço vivo para partilhar a história da cidade e para ser usufruído pelas pessoas, por exemplo as que querem tirar uma 'selfie' junto à muralha fernandina”, refere o diretor do hotel Corpo Santo.

Inicialmente, há mais de 70 peças arqueológicas identificadas para estar em exposição no hotel, “mas o espólio é tanto que vamos ter sempre algo de novo para mostrar”, salienta Pedro Pinto.

O Hotel Corpo Santo envolveu investimentos privados, de uma família portuguesa, que atingiram 20 milhões de euros. Está equipado com um Spa e tem 79 quartos, dos quais dois são suítes, instaladas no topo e com vista aberta para o Cais do Sodré e o rio Tejo. Todos os quartos são diferentes, devido às características do edifício, e têm banho ou duche com cromoterapia, com base em alternância de cores.



Cada um dos cinco pisos do hotel é dedicado a uma área geográfica de expansão portuguesa pelo mundo (designadamente Norte e África, África central, Ásia e América do sul, além de Lisboa propriamente dita) e tem um cheiro próprio associado a essas regiões (desde o aroma dos cafés a canela ou outras especiarias).

“Fomos a esse detalhe, de desenvolver um cheiro próprio para cada um dos pisos, que correspondem a zonas onde estiveram os portugueses”, faz notar Pedro Pinto, lembrando que a entrada do hotel será marcada por um mural pintado à mão, numa alusão à história da cidade e a sua ligação ao rio.

Outra mais valia do hotel será o restaurante, com entrada pela Rua do Arsenal, que se vai chamar 'Porta' e vai estar aberto todo o dia. “Não queremos que seja associado a um restaurante de hotel, mas que também seja frequentado pelos residentes e as pessoas que trabalham aqui à volta”, salienta Pedro Pinto. “A nossa ideia nesta rua é sermos mais que um hotel, mas uma unidade vivida por todos na cidade, sejam turistas ou residentes”.
“Somos um hotel descomplexado relativamente aos tradicionais hotéis de cinco estrelas”, frisa Pedro Pinto. “Queremos dar serviço, mas também que o cliente se sinta bem, e tão à vontade como em sua casa”.

Chamando a atenção para a localização central, em frente à igreja do Corpo Santo no Cais do Sodré, “tendo ao lado o mercado da Ribeira e a Praça do Comércio, e a caminho da Baixa ou do Chiado”, o diretor do Hotel Corpo Santo conclui que “este é um hotel que vai permitir aos turistas uma vivência própria e única de Lisboa como cidade, também pelos achados arqueológicos, e é isto que nos irá diferenciar”. Conceição Antunes – Portugal in “Expresso”

Aceda ao hotel Corpo Santo aqui

Corpo Santo Hotel Largo do Corpo Santo 23 - 25, Lisboa 1200-129 Portugal Telefone: +351 218 272 537

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Portugal – Hotel Vila Galé Elvas vai nascer no antigo Convento de São Paulo

No centro histórico da cidade alentejana, no antigo Convento de São Paulo, que depois da extinção das ordens religiosas se tornou tribunal militar, vai nascer um novo hotel: o Vila Galé Elvas. O projeto foi apresentado na sexta-feira, pelo presidente da administração do grupo hoteleiro, Jorge Rebelo de Almeida, na Câmara Municipal da região, onde se deu a assinatura do contrato de exploração. O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, e a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho estiveram presentes.

“Esta é uma daquelas circunstâncias em que me sinto muito feliz por ser português”, começou por dizer Jorge Rebelo de Almeida, acrescentando que “a Vila Galé tem que ter desafios e se há coisa maravilhosa, é o Alentejo”. Para o presidente do grupo, “as empresas que estão bem na vida têm a obrigação de fazer coisas públicas e que não são tão óbvias”, nomeadamente, a criação desta unidade em Elvas. “Se todos nós nos envolvermos neste projeto, vai ser um grande destino, tal como foi com Évora”, destacou. Além disso, sublinhou que “Elvas é uma cidade que tem uma oferta hoteleira escassa e que precisa de algum dinamismo”.

Também o presidente da Câmara de Elvas, Nuno Mocinhas, se mostrou entusiasmado referindo ser “com muito gosto que temos esta empresa no nosso concelho”, com a esperança de que “se envolva para além do convento”.

O grupo Vila Galé vai investir cerca de cinco milhões de euros no futuro hotel, que vai ter 64 quatros, dois restaurantes, um bar e uma adega, piscina exterior, Spa com piscina interior e ainda, um salão de eventos. Uma iniciativa que vai gerar entre 25 a 30 novos postos de trabalho na região.

O Convento de São Paulo foi construído entre os séculos XVII e XVIII. Depois da extinção das ordens religiosas foi Tribunal Militar até 2004. A estrutura, já em degradação, foi a primeira a ter assinado o contrato de exploração do projeto Revive, promovido pelo Ministério da Economia, da Cultura e das Finanças, em que se abriu o património ao investimento privado para desenvolvimento de projetos turísticos.

O Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, presente na ocasião, referiu que “o Grupo Vila Galé ensina-nos que o turismo faz-se. Estou certo que ninguém se vai enganar, vamos fazer deste projeto um projeto vencedor para a Vila Galé e para o país”. Ressaltando ainda que “este é o primeiro projeto assinado de uma série, mas queremos ter mais assinados até ao fim do ano. Não podemos deixar o património degradar-se”.

Neste sentido, o presidente do grupo Vila Galé afirmou que “o turismo não é o salvador da pátria, mas é um pilar importante da economia”, e que “contribuir para o desenvolvimento do interior, assim como “recuperar o património, é um dever de todos nós”.

“O Alentejo já tem tudo aqui, só temos que mostrá-lo. Ainda não é um destino, apesar de já ser reconhecido, temos muito trabalho a fazer”, frisou Jorge Rebelo de Almeida. Adiantou ainda que uma das possíveis iniciativas para dinamizar a região é a “recuperação do turismo equestre”, isto porque, “temos uma coisa maravilhosa que é o cavalo lusitano.” In “Ambitur” – Portugal