Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Angola - Livro “A Luz Difícil e o Sonho” em destaque no projecto Noite de Poesia

O livro retrata o amor por uma mulher que é personificado ao afecto por um país, concretamente Angola. Publicada no ano passado, sob a chancela da Editora Imprensa Nacional, junta a sensibilidade com o pensamento, ao falar do amor pelo país, sem deixar de referenciar os aspectos negativos da pátria.


O escritor apresenta uma visão poética crítica e demonstra que a pátria amada ainda não é como se espera, por enfrentar muitas dificuldades, mas, ainda assim, não deixa de sonhar e manifesta, em cada parágrafo do texto, a esperança de um país melhor para se viver.

A obra apresenta um conjunto de imagens de memórias próximas, que contemplam a representação de Angola. Todas as ilustrações concorrem para a caracterização de uma nação que se transforma na casa dos sonhos do poeta. Segundo Antónia Paulo, Assessora de Comunicação e Imagem da Fundação Arte e Cultura, o escritor foi seleccionado pelo seu percurso enquanto figura ligada à política, mas sobretudo pela sua produção literária, que considera significativa para a consolidação da poesia em Angola.

“A instituição pretende preservar e divulgar o legado de escritores angolanos, pois existe uma base de dados de autores que a Fundação pretende homenagear ao longo das próximas edições”, destacou a organizadora. O recital, a ser protagonizado pelos alunos do clube de poesia da Fundação, que vão ser acompanhados por dez poetas convidados, vai apresentar poemas de Nelson BonaVena, bem como textos originais da sua autoria, num exercício de valorização do talento emergente e de diálogo entre a antiga e a nova geração.

Música ao vivo

Antónia disse ainda que o evento não vai resumir-se apenas à declamação de poemas. Trata-se de um momento artístico plural que inclui música ao vivo, de formas a criar um ambiente intimista e sensível, com a finalidade de aproximar o público dos autores e das obras.

“Para esta primeira edição do ano, os momentos musicais vão estar a cargo dos cantores Jato Lopes e Dane Moreira, artistas já habituais no palco da instituição, reconhecidos pela capacidade de enriquecer as sessões com interpretação vocal e instrumental”, lembrou.

Quanto ao que o público pode esperar desta edição, a responsável afirmou que a expectativa é elevada e que o evento foi pensado para atrair leitores, admiradores de literatura e interessados em conhecer o trabalho do artista e não só.

A organizadora disse igualmente que a instituição procura criar condições para que o público seja exposto a obras contemporâneas, de forma a fortalecer o vínculo entre a sociedade e a produção artística angolana. “A Fundação tem procurado desempenhar um papel activo na construção de pontes entre a cultura e o tecido social, através de iniciativas que também abrangem a responsabilidade social”, ressaltou.

Sobre o autor

Nelson Bonavena é poeta, contista, ensaísta e crítico literário revelado à literatura angolana no suplemento cultural Vida & Cultura do Jornal de Angola, nos primórdios dos anos 1980.

Integrante do Movimento Cultural Kiximbula, foi mentor e coordenador da revista Archote — Chama Jovem da Literatura Angolana (1986-1987), que juntou escritores de todos os géneros, como António Azzevas, Rui Augusto, José Luís Mendonça, D’Oriana, Domingos de Nascimento, Lisa Castel, Emmanuel Sobrinho, Dudu Peres, Ngamilanhi, Teodoro Sikuete e João Faria.

Membro da União dos Escritores Angolanos (UEA) desde 1986, publicou Ulcerado de Míngua Luz (1987), Os Limites da Luz (2003), Literatura Angolana do Séc. XIX: Pedro Félix Machado (2012) e Cordeiro da Matta: O Poeta do Rio Kwanza (2012). Consta de várias colectâneas de poesia e de ensaios e tem colaboração em revistas em Angola, Brasil, Portugal, Itália, Senegal, França e Estados Unidos da América. In “O País” - Angola


sábado, 17 de janeiro de 2026

Angola - Artistas plásticos homenageiam Fernando Lucano em exposição colectiva

O artista plástico Fernando Lucano, falecido em 2024, vai ser homenageado a título póstumo, pela primeira vez, por um grupo de quatro artistas plásticos angolanos, numa exposição colectiva a ter lugar na próxima Quarta-feira, 21, do corrente mês, na Galeria Tamar Golan, concretamente na Fundação Arte e Cultura, a partir das 19h00


Segundo informações avançadas pela Assessora de Comunicação e Imagem da Fundação Arte e Cultura, Antónia Paulo, a amostra surge como uma iniciativa de quatro artistas plásticos, nomeadamente Wilson Belas, Saitido Sa damy, Nelo Teixeira e Paulo Amaral, que conviveram com o artista, para homenagear e agradecer a generosidade de Lucano, que durante muito tempo dedicou a sua vida à arte plástica.

Antónia Paulo referiu que Lucano foi um dos artistas com quem a instituição manteve mais proximidade, e acompanhou de perto a sua evolução artística, facto que culminou com a apresentação da sua primeira exposição no referido espaço.

“A Fundação Arte e Cultura quer agradecer e, sobretudo, honrar a memória e a arte de Lucano, uma vez que o artista sempre fez parte desta família, e já é falecido”, destacou. In “O País” - Angola


quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Angola - Antoninho expõe “Aprimores da Alma”

A exposição individual do artista plástico Antoninho, intitulada “Aprimores da Alma”, vai ser inaugurada, hoje, a partir das 18h00, na Galeria Tamar Golan, em Luanda, durante as festividades da Ilha de Luanda


A actividade vai acontecer no Centro Cultural da Fundação Arte e Cultura e as dez obras do artista plástico vão ficar patentes até ao dia 4 de Dezembro.

Em declarações, ontem, à imprensa, o artista plástico Fernando de Carvalho "Tozé” disse que a exposição "Aprimores da Alma”, transporta-nos para uma viagem pelas subtilezas dos traços pictórios com pinceladas e linhas sensuais do autor, numa expressiva simbiose artística das variadas formas de representação da matriz e identidade cultural nacional.

"Nesta exposição o artista propõe-nos uma antologia de dez peças, nas quais podemos encontrar as expressividades culturais, vivências, hábitos e costumes de personagens e atitudes, tais como o pescador, a ideologia religiosa expressa de forma surrealista na obra com o título ‘África para onde ides?”’.

As criações destas obras, explicou, foram inspiradas e baseadas na mais pura sensibilidade artística e na dedicação por todas as formas de vida com o "Aprimores da Alma”.

Uma noite de homenagem

A cantora e compositora Tonicha Miranda será distinguida, hoje, pela Fundação Arte e Cultura, pelos seus feitos enquanto moradora da Ilha do Cabo.

O responsável da comunicação da Fundação Arte e Cultura, Clodovil Henrique, disse que a iniciativa surge da programação da instituição, que homenageia sempre os ídolos, no mês considerado da Dipanda e das Festividades da Ilha de Luanda.

"Através da criação do Acervo Cultural Digital E-Zomba, queremos continuar a promover e a disponibilizar a rica cultura angolana tanto a nível nacional, como global. Tonicha Miranda é uma artista de mão cheia com uma biografia interessante e muito resiliente. Por isso, decidimos homenagear essa grande artista em nome dos povos ilhéus”.

Clodovil Henrique referiu que a artista é uma defensora dos valores tradicionais, como a rebita, a composição para grupos carnavalescos e apoia o aprendizado de instrumentos como a serpentina (usada na rebita), assim como a ajuda a nova geração a cantar em línguas nacionais.

"Para a noite de homenagem à Tonicha Miranda, vai partilhar o palco com Ângela Ferrão, uma convidada especial que participou no novo álbum da artista, vão poder oferecer animação com alguns temas”. Armindo Canda – Angola in “Jornal de Angola”