Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Angola – Fábrica de Cerveja Cuca apoia a integração social através do futebol de rua



Aconteceu no passado fim-de-semana no Cazenga e Sambizanga as finais dos campeonatos de futebol de rua do Bucavu e Festa da Bola, com vinco ao apuramento do torneio Cuca Freestyle, que terá início em Janeiro de 2019. Inserido no programa de responsabilidade social que visa aproximar a marca das comunidades, a CUCA continua a apoiar pelo segundo ano consecutivo, o projecto desportivo CUCA futebol freestyle.

Durante 4 meses o manifesto do futebol esteve presente nos municípios do Sambizanga com o campeonato do Bucavu e no Cazenga com o campeonato da Festa da Bola, onde pelo Campeonato do Bucavu fez-se campeão a equipa do Benfica ao derrotar a equipa Brás por 01 bolas a 0, já no campeonato da Festa da Bola fez-se campeão a equipa Totalistas ao derrotar a equipa Relâmpago por 03 bolas a 02.

A Cuca continua a ser o grande impulsionador dos jovens talentos nos bairros periféricos de Luanda, contudo, a marca ajuda na operacionalização e logística necessária à realização das várias acções socioculturais e desportivas. “Acreditamos que este apoio pode vir a mudar a vida de jovens que precisam de uma oportunidade para mostrarem aquilo que sabem fazer”, disse Angelo Ambriz o gestor da marca CUCA. De Outubro a Dezembro, a Cuca dá continuidade ao projecto, com a realização de mais dois campeonatos que terão lugar em Viana e no Rangel. Em Janeiro arranca o Torneio Cuca freestyle, onde os três melhores classificados de cada campeonato (Bucavu, Festa da Bola, Copa do Rangel e Copa By Cuca) disputarão a grande Taça Cuca Futebol Freestyle.

Para Angelo Ambriz, gestor da marca Cuca, “o Torneio Cuca surge na perspectiva de mostrar o futebol-arte que é jogado nos bairros, as suas características subvertem o objectivo natural do futebol que é de marcar golos. Aqui as capacidades técnicas de fazer manobras, malabarismos com a bola, é que trazem uma forma diferente de jogar. Esta modalidade tem ganho cada vez mais expressão nos bairros um pouco por toda a cidade de Luanda, isso motiva-nos em estarmos presentes e a apoiar”.

A Cuca tem um grande histórico na realização e no apoio de acções do género, destacando-se, que outrora a Cuca foi o maior impulsionador no futebol nacional, com a realização de grandes eventos desportivos, com destaque para o futebol. Estes eventos realizados pela marca, trouxeram olheiros internacionais ao país e fez com que grandes estrelas do futebol nacional, como Justino Fernandes entre outros jogassem em grandes campeonatos e tivessem dimensão como o caso do futebol Português. In “Correio Kianda” - Angola

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Moçambique - Fábrica da Heineken entra em funcionamento a partir do primeiro semestre de 2019

Moçambique vai começar a produzir cerveja de marca Heineken a partir do primeiro semestre de 2019. A fábrica, cujo investimento está avaliado em 100 milhões de dólares, estará localizada na zona de Bobole, no distrito de Marracuene, província de Maputo.

O empreendimento será erguido num espaço de 113 hectares que comportarão todos os compartimentos importantes nas diferentes fases de produção, incluindo área social e de serviços de assistência médica.

O empreendimento promete criar valor para a economia moçambicana, através da abertura de centenas de postos de trabalho e de utilização de matéria-prima maioritariamente nacional. De acordo com o Director-geral da Heineken Moçambique, Nuno Simes, serão criados cerca de 200 postos de trabalho directos e muitos outros indirectos. Do ponto de vista de utilização da matéria-prima nacional, e em linha com a estratégia de usar 60% da matéria-prima proveniente de África até 2020, a Heineken Moçambique promete explorar possibilidades de montar uma cadeia de valor que explore fornecimentos de moçambicanos, daí que vai oferecer oportunidades também aos produtores agrícolas. Neste capítulo, a Heineken prevê melhorar os rendimentos das culturas e capacitar produtores, melhorando o seu padrão de vida.

Ainda de acordo com os responsáveis da Heineken, a aposta no mercado moçambicano (um dos 20 mercados que explora em África), é um sinal de que Moçambique ainda é um mercado promissor, com elevadas taxas de crescimento económico (apesar do abrandamento no ano passado), com população jovem e com diversas oportunidades para se consolidar e atrair mais investimentos no futuro.

O Governo considera que a abertura da fábrica da Heineken no país é prova do seu comprometimento pelo desenvolvimento do sector da indústria, de um modo geral, mas de forma particular, o ramo alimentar.

Max Tonela, Ministro da Indústria e Comércio, considera que a instalação da fábrica da Heineken no país representa, igualmente, um avanço nos esforços de substituição de importações e uma mais-valia no que diz respeito ao alargamento da base tributária (colecta de impostos).

A Heineken promete surpresas na cerveja que vai produzir em Moçambique. Também promete acções de promoção de consumo responsável do produto pela sociedade.

Presente na cerimónia de lançamento da primeira pedra para a materialização da obra, a embaixadora do Reino dos Países Baixos (de onde a Heineken é originária), Pascalle Grotenhuis, revelou tratar-se de uma “oportunidade das empresas, tanto moçambicanas como internacionais mostrarem a vontade de realmente investir em Moçambique a longo prazo. É o que a Heineken está a fazer: investir em Moçambique a longo prazo. Estão a construir a sua presença localmente e a confiar no futuro da economia de Moçambique”.

As autoridades provinciais e locais, na voz do governador da província, Raimundo Diomba, e do Administrador do Distrito de Marracuene, Juvêncio Mutacate, reforçaram o desejo em ver parte das oportunidades a serem criadas pela fábrica a beneficiarem as populações nativas. Benigno Papelo – Moçambique in “Revista Capital”

sábado, 16 de novembro de 2013

Música e cerveja

Associação de Músicos vai ter nova casa na Fábrica da Cerveja de Faro

Foi construída há cerca de 80 anos para fazer cerveja. Agora, irá produzir bandas musicais e muita cultura. A antiga Fábrica de Cerveja da Portugália, na Vila-Adentro de Faro, vai acolher a Associação Recreativa e Cultural de Músicos (ARCM), associação farense que está prestes a ficar sem casa. Uma solução temporária, mas que evita que os «Músicos» tenham de suspender a atividade até que consigam construir uma nova sede de raiz.

A limpeza do espaço deverá começar já em dezembro e a mudança começará no início do ano que vem, de modo a dar tempo à ARCM de mudar o muito material que tem e levá-lo para o novo espaço. «Já acordámos com os senhorios que até à meia-noite de 31 de março de 2014, temos de entregar a chave», revelou o presidente da ARCM Armindo Silva à Rádio Universitária do Algarve RUA FM (102.7 FM) e ao Sul Informação.

Tendo isto em conta, a Câmara de Faro avançou com esta solução, que vem resolver um grande problema à ARCM. Apesar de já terem terreno, igualmente cedido pela autarquia e algum material, os «Músicos» ainda estão longe de ter todas as condições reunidas para a rápida construção de um edifício que pudesse garantir que as muitas bandas de música que ensaiam nas suas instalações não ficassem sem alternativa.

«A Associação de Músicos sempre fez um trabalho que deve ser elogiado e divulgado, que é uma referência a nível nacional, pela perseverança que têm tido a trabalhar com os jovens», considerou o vice-presidente da Câmara de Faro Paulo Santos.



«Agora, vão ocupar um espaço emblemático da cidade, que pode até marcar um ponto de viragem na relação que há entre a Câmara e as associações. A ARCM vai ocupar parte da Fábrica da Cerveja, mas esta medida poderá ser estendida a outras associações», disse o autarca.

«Aquele espaço dinamizado e com outras caraterísticas poderá servir, não só, para o trabalho que a Associação de Músicos desenvolve no dia-a-dia, mas também para fazer pontes e parcerias com outras coletividades, algo que eles fazem permanentemente e de que são um bom exemplo», concluiu Paulo Santos.

A atual sede da ARCM conta com 18 salas de ensaio, que permitem a mais de 30 bandas ensaiar e evoluir. Tem, também, um estúdio de gravação e um espaço para acolher eventos de dimensão considerável.

Valências que são fruto do trabalho dos sócios da ARCM, responsáveis por uma série de melhorias feitas nos armazéns que vão ocupar até março. Um local que, por isso, é especial e que marca a história da associação, hoje com 23 anos.



«Queremos fazer as festas de aniversário, da associação e da sede (16 de fevereiro e 10 de março), na atual sede, como despedida. Depois, lá para abril ou maio, começar com a atividade regular na Fábrica. Mas as bandas têm de mudar antes», disse Armindo Silva.

«Recebemos esta notícia com ânimo e alegria. Não tínhamos alternativa para quando fosse colocado o ponto final, a 31 de março e passámos a ter. O presidente Bacalhau e vereador Paulo Santos disseram-nos que poderíamos ir para lá, provisoriamente, até resolvermos a situação da nova sede. Mas vamos acelerar as coisas lá do outro lado», revelou Armindo Silva.

«Agora, sabemos que as bandas não vão ter de parar e podem continuar os projetos que têm. Isso para nós é o mais importante», acrescentou.

A antiga fábrica da Portugália, que foi construída nos anos 30 do século XX, já foi colocada à venda em Hasta Pública pela Câmara Municipal, mas nunca houve propostas no sentido de a comprar. A venda do espaço continua em cima da mesa, caso surjam interessados com uma proposta ao nível das expetativas da autarquia, mas, até lá, a música dar-lhe-á vida. Hugo Rodrigues in “SulInformação” - Portugal