Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Brasil – 2.ª edição do Festival Viva a Língua – Festival da Língua Portuguesa na cidade de Salvador

Festival “Viva a Língua” celebra a lusofonia em Salvador com música, gastronomia, fotografia e debates


A capital baiana será palco da 2.ª edição do Festival Viva a Língua – Festival da Língua Portuguesa, que acontece nos dias 3, 9, 11 e 15 de outubro em espaços simbólicos como o Palacete Tira-Chapéu, Cineteatro 2 de Julho, Varanda do Sesi, Boteco Português e Gabinete Português de Leitura.

Com programação que atravessa música, gastronomia, fotografia e debates, o festival reunirá nomes de destaque da cena lusófona, como o chef angolano Helt Araújo, que resgata a culinária do seu país por meio da Fundação Ovina Yetu; o guitarrista e compositor português Pedro Jóia, parceiro de artistas como Ney Matogrosso; a cantora e compositora baiana Sued Nunes, indicada ao Grammy Latino; e o fotojornalista português Nuno André Ferreira, vencedor do World Press Photo.

A abertura será no dia 3 de outubro, com um concerto gratuito de Pedro Jóia na Varanda do Sesi, no Rio Vermelho, em homenagem ao centenário do músico português Carlos Paredes. Na sequência, o público poderá participar de um jantar no Boteco Português, comandado pelo chef Gonçalo Ramirez, que promete uma imersão gastronômica na cultura lusitana.

No dia 9 de outubro, o Palacete Tira-Chapéu recebe um jantar a seis mãos com Helt Araújo, Angeluci Figueiredo e Gonçalo Ramirez, seguido de show de Sued Nunes. Já em 11 de outubro, o Gabinete Português de Leitura abre as portas para a mostra fotográfica “São João – Cá e Lá”, fruto do intercâmbio entre os fotógrafos Lenon Reis (Brasil) e Nuno André Ferreira (Portugal).

O encerramento será no dia 15 de outubro, no Cineteatro 2 de Julho, com o debate “Conversa com História”, mediado pelo historiador Rafael Dantas e pelo jornalista português Ricardo Duarte, reunindo pesquisadores do Brasil, Angola e Guiné-Bissau para discutir memória, pertencimento e identidade.

Para Ricardo Duarte, idealizador do festival, Salvador é cenário ideal para o encontro da lusofonia. “É fantástico concretizar mais este capítulo do Viva a Língua. A cidade é o ponto perfeito para experiências únicas e trocas genuínas através da arte”, afirma.

O festival é realizado por meio do programa de isenção fiscal Viva Cultura, da Prefeitura de Salvador, com apoio da Embaixada de Portugal no Brasil, Consulado-Geral de Portugal em Salvador, Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, entre outras instituições. Ana Vilalva – Brasil in “Let’sgo Bahia”


domingo, 14 de janeiro de 2024

Brasil - Cidade brasileira de Salvador celebra lusofonia com festival de 15 dias

A cidade brasileira de Salvador está a acolher um festival cuja missão é celebrar a lusofonia e a diversidade da língua portuguesa, disseram à Lusa os produtores do Festival Lusoteropolitana.


“Celebrar a lusofonia a partir das artes cénicas” do teatro, circo, dança e música de Portugal, Cabo Verde e Brasil, é a missão, resumiu assim à Lusa, João Guisande, que há dez anos transita o atlântico entre Brasil e Portugal.

"Cartas d’Abril", do Grupo CARB, de Portugal, que reflecte os 50 anos após a Revolução dos Cravos em Portugal, "Desassossego", do grupo "Teatro Seu", de Uibaí (município brasileiro do estado da Bahia), inspirado na obra de Fernando Pessoa são alguns dos espectáculos que desde a passada sexta-feira e até ao dia 28 estarão em acção em Salvador.

"Spiritu Labrador", do artista cabo-verdiano Rony Blastoyse, que conecta manifestações africanas com Hip Hop, FreeStyle e Afrobeat, é também um dos destaques do festival que acontece “em pleno verão de Salvador, aproveitando todo o turismo e movimento”, frisou João Guisande.

Ao todo são 60 artistas participantes no festival.

O produtor espera que o evento, que já vai na sua terceira edição, consiga ajudar a criar uma rede de artistas lusófonos, mas também “abrir espaços para que espectáculos da Bahia possam ir para Portugal, para Moçambique, Cabo Verde, Angola”.

Também à Lusa, o produtor Fabio Vidal lembra que Salvador, capital do estado onde, em 1500, o português Pedro Álvares Cabral aportou, é o local indicado para um festival de celebração à Lusofonia, já que é um “local de acolhimento”

Esta altura do ano, detalhou o produtor, é muito voltada para o Carnaval, especialmente em Salvador, que acolhe uma das maiores festividades culturais do país.

“O nosso movimento é um pouco sair, não acabar com o Carnaval, mas gerar uma outra possibilidade de viver a cidade, também com outras linguagens artísticas”, disse. In “Expresso das Ilhas” – Cabo Verde com “Lusa”