Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

China - Destilação de bebidas alcoólicas começou há mais de três mil anos

Uma equipa de investigadores chineses confirmou que a produção de bebidas destiladas no país remonta ao final da Dinastia Shang (1600 a.C.-1046 a.C.), o que antecipa a origem conhecida desta tecnologia em mais de mil anos.



A conclusão surge de uma análise a um líquido encontrado num recipiente de bronze descoberto em 2010 nas Ruínas de Daxinzhuang, em Jinan, capital da província de Shandong, no leste da China, adiantou na terça-feira a agência de notícias estatal Xinhua.

O recipiente, selado pela ferrugem há mais de uma década, foi recentemente aberto a estudos.

Uma amostra do líquido foi analisada no Laboratório Conjunto Internacional para Investigação Arqueológica Ambiental e Social da Universidade de Shandong, onde foi confirmada a presença de etanol, identificando o conteúdo como licor destilado.

Esta descoberta destaca-se por ser a mais antiga do género no contexto chinês.



De acordo com Wu Meng, investigador associado do laboratório que liderou o estudo, o vinho de fruta e o vinho de arroz produzidos por fermentação sem destilação contêm açúcar e proteína, bem como etanol.

“No entanto, o líquido encontrado desta vez não contém açúcar nem proteína, confirmando que se trata de uma bebida destilada”, explicou Wu.

O especialista salientou ainda que “a origem do licor destilado na China sempre foi um tema importante no estudo da história da ciência, tecnologia e cultura do vinho no país”.

Para além do valor arqueológico, esta descoberta destaca o avanço tecnológico e cultural da Dinastia Shang, também conhecida pelos seus contributos para a metalurgia e a escrita.

Os investigadores enfatizaram a relevância destas descobertas para a compreensão da evolução histórica da ciência, tecnologia e cultura do vinho na China.

As Ruínas de Daxinzhuang, onde a descoberta foi feita, são um local importante para o estudo da civilização Shang, com múltiplas descobertas que lançam luz sobre a sua complexa organização social e económica.

No final de 2023, outra equipa de arqueólogos encontrou uma garrafa com mais de 7000 anos no sítio de Peiligang, na província de Henan (centro), a mais antiga do género na China, ligada à cultura Yangshao, conhecida pelo seu desenvolvimento inicial no curso médio do Rio Amarelo.

Os especialistas sugerem que a garrafa pode ter sido utilizada para fermentar bebidas, o que fornece provas do conhecimento das técnicas de fermentação naquela época e enriquece o estudo da origem da civilização agrícola chinesa. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”


terça-feira, 15 de novembro de 2022

Macau - Casal cria o “Owl Man”, o primeiro gin produzido na Região

Rebeca Fellini e o marido acabam de criar a primeira marca de gin “Made in Macau”, intitulada “Owl Man”. A bebida é totalmente produzida no território, numa destilaria localizada na Taipa, e pretende mostrar o nome de Macau ao mundo. A produção é recente e, para já, as garrafas são vendidas online e em alguns pontos de venda presenciais


“Owl Man” é o nome da nova marca de gin totalmente produzida pela mão de Rebeca Fellini e do marido. A destilaria fica na Taipa e a ideia do negócio começou há cerca de dois anos, durante a pandemia. “O meu marido já produzia cerveja apenas pelo gosto de o fazer. Quando apareceu a pandemia fechou tudo, ficámos presos em Macau e um dia disse-me que, como eu não gostava de cerveja, queria fazer gin. No aniversário dele dei-lhe um kit”, contou Rebeca Fellini ao HM.

Começava então uma viagem atribulada, com muita burocracia e desafios por enfrentar por se tratar do estabelecimento de uma nova marca de uma bebida alcoólica no território. Finalmente com uma licença de produção obtida há poucas semanas, já se podem encontrar as primeiras garrafas de “Owl Man” no mercado. “Não exportamos ainda. Este mês estamos em exclusividade num centro comercial em Macau. No próximo mês estaremos num supermercado para venda online e depois em alguns bares e restaurantes.”

O confinamento acabou por fomentar a ideia deste negócio. “Na pandemia começamos todos a beber mais, por estarmos presos em casa, mas houve uma coisa boa, que foi o facto de muitos serviços terem passado a funcionar online. Para nós foi muito positivo. O meu marido começou a pesquisar sobre destilarias e o mundo maravilhoso do gin e eu também comecei a pesquisar mais sobre esta área.”

Há dois anos, um dos primeiros desafios foi encontrar água tónica no mercado, algo que hoje já se consegue encontrar com maior facilidade. Depois, iniciou-se uma viagem pelos sabores do gin e pela aprendizagem de todo o processo de destilação.

“Ficámos fanáticos, e eu gosto muito de gin. Foi aí que percebemos que poderíamos produzir o nosso próprio gin. Um dia o meu marido resolveu enviar um email para o Instituto de Promoção do Comércio e Investimento de Macau (IPIM). Muitas pessoas disseram-nos que seria impossível fazer gin em Macau. Foi muito difícil, foram dois anos gastos na criação de um lugar, em encontrar uma destilaria, a tratar do processo de importação e exportação. Queríamos que fosse um produto de Macau”, adiantou Rebeca Fellini.

Fazer a diferença

Uma vez que Rebeca Fellini é professora e formada em linguística, o nome do produto acabou por nascer de uma brincadeira com as línguas, pois Macau, em mandarim, é “Aomen”, palavra que, quando dita, é semelhante a “Owl Man”. “Tentámos que quem não soubesse falar Macau em chinês conseguisse dizer a palavra com este trocadilho. Queremos representar Macau em mandarim brincando com a fonética, para que a pessoa consiga ler ‘Owl Man’ e dizer ‘Macau’ em mandarim.”

Rebeca Fellini confessa que pretendem apostar num produto diferenciador face a outros gins que já existem no mercado. “Quisemos que o gosto do gin pudesse, com uma simples água tónica, ser apreciado por pessoas que não sejam especialistas em gin. Há quem tenha de misturar o gin com diferentes águas tónicas para conseguir um paladar. Além disso, só existem dez exemplares no mundo da máquina que usamos para fazer a destilação.”

A bebida é feita, na maioria, com produtos locais, embora o casal também importe algumas especiarias. Rebeca Fellini confessa que, para já, a produção de gin é a aposta principal, mas a porta não está fechada à produção de outras bebidas alcoólicas.

“A destilação pode ser aplicada a outros processos, como o whisky. Queremos fazer outras bebidas, mas isso são planos para o futuro”, concluiu. Andreia Silva – Macau in “Hoje Macau”


segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Quénia - Quinta solar transforma água do mar em água potável


A organização não-governamental GivePower esforçou-se para encontrar solução para populações com dificuldades em encontrar água potável, criando uma quinta solar capaz de converter água salgada em água potável.

O processo recorre a uma quinta solar que faz uso de energia renovável para destilar água salgada e convertê-la em água que pode ser bebida. A primeira quinta solar deste tipo foi criada em Kiunga, no Quénia, onde esta quinta solar da GivePower é capaz de saciar a sede a 35 mil pessoas por dia, muito mais do que a população desta vila de apenas 3500 habitantes.

Além da sede, esta quinta solar resolve também o problema da água contaminada que levava a condições debilitantes e até a doenças. Além disso, se antigamente os habitantes de Kiunga tinham de andar horas para ter água potável, neste momento poderão dedicar-se a outras atividades. E, para as pessoas, a quinta solar não tem o mesmo impacto negativo de outros processos, que envolvem produtos químicos e resíduos salinos nocivos ao meio ambiente.

Antes da instalação, os 3,5 mil habitantes de Kiunga precisavam de viajar durante uma hora para conseguir água. A única fonte disponível era um poço com água imprópria. Com o sucesso da operação da primeira fazenda solar de água, a GivePower expandiu a sua área de atuação e está a instalar sistemas similares em outras partes do mundo como o Haiti e comunidades isoladas na Colômbia. In “Green Savers Sapo” - Portugal