Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 26 de abril de 2022

Timor-Leste – Partidos que compõem o governo consolidam plataforma política e acordo pré-eleitoral

Os três partidos actualmente no Governo timorense, Fretilin, PLP e KHUNTO chegaram a um acordo pré-eleitoral para as próximas legislativas, marcadas para 2023, consolidando a atual plataforma


A decisão foi tomada num encontro dos líderes dos três partidos, Mari Alkatiri secretário-geral da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), Taur Matan Ruak presidente do Partido Libertação Popular (PLP) e José Naimori, conselheiro máximo do Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO)

Numa declaração conjunta divulgada ontem, a plataforma explica que decidiu reforçar a coesão “na sua representação Parlamentar e Governativa de modo a garantir a continuidade da estabilidade governativa”, criando ainda “canais de diálogo com todos os órgãos de soberania, com particular destaque para com o Presidente da República e os tribunais”.

Os três líderes comprometeram-se ainda a “erguer todos os meios de prevenção de crises, reagindo, sempre que necessário para afastar cada vez mais dos horizontes de Timor-Leste o espetro de conflito” e “criar uma nova dinâmica de inclusão capaz de contribuir para o reforço da vida e cultura institucionais do Estado e das Instituições públicas”.

Finalmente, decidiram “ampliar a Plataforma de Entendimento com vista a competir nas eleições legislativas de 2023”, preparando um “amplo acordo pré-eleitoral, definindo para a plataforma uma vida institucional própria, sólida e moderna”.

A declaração surge na sequência da vitória de José Ramos-Horta nas eleições presidenciais de 19 de Abril, em que derrotou com uma ampla margem Francisco Guterres Lú-Olo, o atual chefe de Estado que era apoiado pelos três partidos.

Ramos-Horta foi apoiado pelo Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), de Xanana Gusmão, entre outras forças políticas, que defende a dissolução do parlamento para resolver o que considera ser várias violações constitucionais. Além do possível cenário de dissolução, pode estar ainda em cima da mesa uma nova votação no parlamento para eleição de um presidente do órgão de soberania e uma eventual moção de censura ao Governo. Para triunfar, seria necessário que deputados das bancadas do Governo, que representam atualmente 36 dos 65 lugares votassem com a oposição.

A declaração conjunta dos três partidos tem em conta o resultado das presidenciais e a “necessidade de uma profunda análise e debate dentro da própria Plataforma e fora dela sobre o desenrolar das campanhas nas duas rondas e o desfecho final”.

Tem ainda em consideração a “situação absolutamente calma e estável que se verificou ao longo das campanhas e durante as votações que contrastam com as ameaças de um perigo iminente de crise face a promessa de menos ponderadas ou imponderadas decisões de um dos candidatos”.

Os encontros das três forças políticas envolvem não apenas os líderes, mas ainda as bancadas parlamentares “e todos os membros do VIII Governo sustentado pela Plataforma”. O objectivo, sublinha, é de “analisar de uma forma clara os fatores de caráter objetivo e subjetivo que contribuíram para a conjuntura política atual de modo a se poder prevenir situações a serem, eventualmente, provocadas por imponderados e irresponsáveis atos de terceiros”.

José Ramos-Horta toma posse a 20 de Maio, dia em que se cumpre o 20.º aniversário da restauração da independência de Timor-Leste. In “Ponto Final” - Macau


terça-feira, 28 de dezembro de 2021

CPLP - Quer mais jovens na ação em favor da eficiência de sistemas alimentares

A criação de uma aliança e modelos de governança foi debatida em Nova Iorque por representantes da ONU com integrantes da CPLP. A iniciativa deve ser lançada no primeiro trimestre de 2022


Uma coligação internacional para a promoção de sistemas alimentares territoriais sustentáveis deve ser lançada em março, numa parceria liderada pela Comunidade dos Países da Língua Portuguesa, CPLP.

O bloco mobiliza países e parceiros a participar na aliança. A CPLP é formada por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Bloco

Em dezembro, o diretor de Cooperação do bloco da CPLP, Manuel Lapão, explicou numa entrevista à ONU News como jovens dos nove países-membros têm espaço de atuação na iniciativa.

“A população vulnerável sofre na pele, em primeiro lugar, as implicações daquilo que eu, há pouco, colocava: das alterações climáticas, da dificuldade de acesso a alimentos, do acesso à saúde, do acesso à escola, ao primeiro emprego e enfim. Esse de facto é um tremendo desafio para a CPLP”, concluiu Lapão.

Contou que os contatos em andamento abordam vias para definir quais os possíveis modelos de governança a adotar e com a ação de jovens em todo o bloco.

Decisões

“Como envolver os jovens nesta coligação? Os jovens têm de ser chamados para o processo de tomada de decisão. O que a CPLP tem feito nos últimos anos, com a sua estrutura de cúpula da juventude que é o Fórum de Juventude da CPLP, é procurar trazer a presença de jovens para onde se decide sobre vários assuntos: reuniões ministeriais de vários setores, e nós os temos chamado para que a voz de jovens possa ser ouvida e possa ser tida em conta nas decisões que estão a ser adotadas.”

Em 2011, a CPLP definiu o grupo como prioritário numa das áreas de intervenção da Estratégia de Segurança Alimentar e Nutricional. A promoção do acesso e utilização dos alimentos para melhoria dos modos de vida tem os jovens como atores-chave a alcançar.

Na nova aposta, o representante vê campos de atuação para corresponder às aspirações juvenis.

Oportunidade

“Na singularidade da nossa comunidade, sendo uma organização de concertação política e diplomática, temos que trazer os jovens para que a sua voz seja ouvida e as decisões incorporem aquilo são os seus problemas, os seus anseios e os seus desejos. E a partir daí, nós poderemos esperar que, provavelmente, essas políticas ao ser implementadas sejam conducentes a um melhor enquadramento da temática da juventude. Mas se há um desafio que pode ser uma oportunidade para o futuro da CPLP que é trabalhar cada vez mais próximos da nossa juventude.”

Para além de encontros com os representantes dos Estados-membros da organização junto das Nações Unidas foram contactados os observadores Argentina, Canadá, Espanha, França, Índia, Itália, Japão, Namíbia, Peru e Turquia.

O conselheiro da ONU sobre Sistemas Alimentares e a Interseção com o Alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, Zachary Bleicher, avaliou com a CPLP a cimeira global sobre o tema realizada em setembro. ONU News – Nações Unidas


terça-feira, 2 de abril de 2013

Coligação

Uma ampla coligação concorre às próximas eleições a realizar-se no dia 26 de Maio de 2013 para a Assembleia Nacional da Guiné Equatorial, para os 30 municípios e pela primeira vez para o Senado, instituição criada na reforma constitucional de Novembro de 2011.

No passado sábado, dia 30 de Março de 2013, firmou-se um acordo de coligação entre o partido do Presidente Teodoro Obiang, o Partido Democrático da Guiné Equatorial (PDGE) que na anterior Assembleia tinha 99 dos 100 deputados e dez dos doze partidos legalizados da oposição na Guiné Equatorial.

A assinatura desta coligação realizou-se no Palácio África em Bata e foi subscrito pelos seguintes partidos da oposição: Aliança Democrática Progressista (ADP), Convenção Liberal Democrática (CLD), Convergência Social Democrática e Popular (CSDP), Partido Coligação Social Democrata (PCSD), Partido Liberal (PL), Partido Social Democrata (PSD), Partido Socialista da Guiné Equatorial (PSGE), União Democrática Nacional (UDENA), União Democrática Social (UDS) e União Popular (UP).

Apenas dois partidos vão às urnas sozinhos, a Acção Popular da Guiné Equatorial (APGE) e a Convergência Para a Democracia Social (CPDS) o único partido da oposição que na anterior legislatura conseguiu eleger um deputado, sendo agora estes os partidos da oposição à coligação liderada pelo PDGE de Teodoro Obiang.

O ilegalizado Partido do Progresso da Guiné Equatorial (PP) de Severo Matias Moto Nsa fez saber entretanto, que apoiará o partido que garantir amplas liberdades para o povo da Guiné Equatorial.

Estão em disputa 100 lugares na Assembleia Nacional e 60 no Senado, cabendo ao Presidente da República nomear mais 15 personalidades para completar os 75 membros do Senado. Baía da Lusofonia