Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Brasil - Equipe da Universidade de São Paulo vence desafio internacional de carros autônomos



Carro virtual sem motorista

Um carro autônomo virtual - que funciona sem que alguém precise dirigi-lo - programado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) ganhou um desafio internacional para aumentar a segurança desses veículos.

Por meio da plataforma virtual Carla (Car Learning to Act), 69 laboratórios de pesquisa ao redor do mundo participaram da competição inédita que testou, em um ambiente de simulação, a desenvoltura dos carros sem motorista.

O Desafio de Direção Autônoma Carla incluiu 211 participantes e somou mais de 6,5 mil quilômetros percorridos, durante mais de 5,7 mil horas.

A equipe da USP obteve o melhor desempenho em três das quatro categorias do desafio. O time ainda conseguiu o segundo lugar na única categoria que não venceu e conquistou um prêmio total de US$ 17 mil.

"A gente focou sempre em diminuir, o máximo possível, as infrações que o veículo cometia durante o trajeto," explicou Iago Pachêco, membro da equipe.

Competição de carros autônomos

A competição internacional exigia que os veículos virtuais percorressem rotas variadas, encarando engarrafamento, chuva, placas de trânsito, semáforos, carros desavisados, pedestres incautos, além de outros imprevistos.

As equipes tinham que programar os veículos nos laboratórios e enviar os códigos para os computadores que processavam a informação. A plataforma, por sua vez, verificava como cada veículo tinha se comportado e computava os pontos. Diferentemente de jogos de rally virtual, não ganhava o mais rápido, mas o que cometia menos infrações.

As quatro categorias do desafio se diferenciavam pelos tipos de sensores disponíveis. Em algumas havia menos equipamentos à disposição - apenas câmera e GPS - já em outras era possível captar dados usando sensores a laser, por exemplo. "Em cada categoria, o veículo deveria percorrer várias rotas. E os pontos conseguidos na categoria eram calculados pela média obtida em cada rota," explicou Júnior Rodrigues da Silva, também membro da equipe.

O desempenho dos carros na competição gera estatísticas que ajudam a identificar o patamar das pesquisas na área de automação de carros. "É uma plataforma pública a que todo mundo tem acesso. Isso permite comparar diversas abordagens de veículos autônomos. Cada laboratório tem um estilo diferente, algoritmos diferentes, de trabalhar com veículos," explicou Pachêco.

Os pesquisadores da USP vão agora utilizar os conhecimentos obtidos na competição para aplicá-los em um veículo real. "Já temos um veículo que funciona, mas durante a competição desenvolvemos alguns complementos que não estão presentes no veículo atual. A ideia é passar para o veículo atual e avaliar o desempenho dele em situações reais," finalizou Pachêco. In “Inovação Tecnológica” - Brasil

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Portugal - Os carros autónomos elétricos fabricados em Coimbra

Até há pouco tempo, a entrada na maioridade significava, acima de tudo, poder conduzir. Mais do que votar, os adolescentes dos anos 90 ansiavam por tirar a carta de condução. O automóvel era sinónimo de liberdade e maturidade e também, muitas vezes, de oportunidades de trabalho



Atualmente, as coisas mudaram tanto que o interesse dos millennials em ter um carro baixou para níveis que os fabricantes de automóveis consideram preocupantes. Aliás, algumas marcas nos Estados Unidos estão já a incluir outras opções na sua oferta, como por exemplo, a possibilidade de subscrever uma viatura através de uma assinatura mensal, o equivalente a ver uma série na Netflix ou HBO em vez de comprar o DVD. Jorge Saraiva, um dos fundadores da Tula Labs, tem consciência desta mudança de hábitos: “O automóvel elétrico atual não vai resolver o problema dos engarrafamentos. A nossa aposta vai claramente para a utilização dos transportes públicos e para a possibilidade de, depois de usarem o comboio, as pessoas terem acesso a um sistema modal que lhes permita percorrer o último troço do trajeto para chegarem a casa ou ao trabalho. A nova geração de jovens já não quer um automóvel, não lhes interessa comprar um automóvel nem possuir viatura própria.”

Fiel a esta ideia, a empresa de Coimbra, pioneira e especialista no mercado de veículos autónomos, desenvolveu um sistema versátil e dinâmico que permite transportar pessoas e mercadorias em espaços públicos ou privados tais como hospitais, hotéis, fábricas ou universidades. Os seus veículos sem condutor são elétricos, disponibilizando assim uma solução limpa, e estão especialmente indicados para ligar diferentes espaços ou edifícios dentro de um mesmo complexo, tal como acontece já no hospital Rovisco Pais.

A equipa da Tula Labs é composta por especialistas em diferentes áreas tecnológicas (robótica, software, eletrónica), disponibilizando soluções inteligentes e fluidas que permitam, acima de tudo, uma poupança nos custos. Embora, para já, os seus sistemas só funcionem em espaços controlados (com trajetos e paragens pré-definidos), a Tula Labs espera que, muito em breve, veículos como os seus se tornem habituais nos bairros das grandes cidades. Se as expectativas se cumprirem, esta não será apenas uma boa notícia para a empresa, já que será algo que nos beneficiará a todos. Álvarez Cedena – Portugal in “Diário de Notícias”