Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 5 de outubro de 2021

Guiné-Bissau - Banco de Desenvolvimento da África Ocidental apela a setor privado guineense apresentação de projetos para financiamento

Bissau - O vice-presidente do Banco de Desenvolvimento da África Ocidental (BOAD), o guineense Braima Luís Soares Cassamá, apelou segunda-feira ao setor privado da Guiné-Bissau a apresentação de projetos credíveis para financiamento pela instituição bancária.

“O setor privado guineense não tem beneficiado dos financiamentos do BOAD, mas isso não é a culpa do banco. O setor privado não tem apresentado projetos dignos desse nome que merecessem uma atenção particular. Vou reunir-me com o ministro da Economia para analisarmos, em conjunto, como promover o setor privado. Portanto, o setor privado guineense pode concorrer com projetos claros para beneficiar do financiamento do banco”, disse Cassamá.

O vice-presidente da instituição falava após uma reunião com o ministro das Finanças, João Fadiá, na qual os dois analisaram os dossiês da Guiné-Bissau em execução e os projetos ligados ao setor privado.

“O setor privado é o motor do crescimento, porque é o setor privado que cria o emprego. Não é o Estado que cria o emprego, mas são os empresários que criam o emprego. O Estado cria condições necessárias para o funcionamento do setor privado”, referiu.

Cassamá revelou que o banco iniciou a implementação, este ano, do seu novo plano estratégico para um horizonte de cinco anos, que visa cinco domínios essenciais: agricultura, segurança alimentar, educação, saúde e infraestruturas.

Questionado se o setor privado guineense pode concorrer com os projetos ligados à agricultura, o responsável disse que o setor privado pode organizar-se e concorrer com projetos em quaisquer dos cinco setores definidos no plano estratégico, particularmente a nível de agricultura, tendo lembrado que o banco já financiou em outros países projetos do género.

“O BOAD financiou 100 projetos do género noutros países. Financiou desde a produção, à comercialização e até à exportação. É possível financiar projetos do setor privado na Guiné-Bissau, mas temos de ter um setor privado que é previsível e que esteja bem organizado, ambicioso e que não tenha medo de ir à procura dos fundos”, contou.

Por seu turno, o ministro das Finanças, João Aladje Mamadu Fadia disse que, ao nível do Governo, tem havido uma boa colaboração e cooperação, como também tem beneficiado suficiente de apoios ou projetos do BOAD.

Após a indicação da Guiné-Bissau, o Conselho de Administração do BOAD nomeou Braima Luís Soares Cassamá para o cargo de vice-presidente da instituição financeira em junho deste ano.

O banco de desenvolvimento multilateral foi criado em 1973 para servir as nações da África Ocidental com sede em Lomé (Togo).

O BOAD conta com oito países-membros: Benin, Burkina Faso, Guiné-Bissau, Costa do Marfim, Mali, Níger, Senegal e Togo. In “Agência de Notícias da  Guiné” – Guiné-Bissau

 

quarta-feira, 20 de março de 2019

Guiné-Bissau - BOAD financia obras no Aeroporto de Bissau

Bissau - O ministro dos Transportes e Comunicações Serifo Djaquité, anunciou no último fim de semana que o Banco Oeste Africano de Desenvolvimento (BOAD), vai financiar com 27 milhões de euros as obras no aeroporto internacional Osvaldo Vieira, de Bissau.

O governante guineense fez este anúncio à margem da 63.ª cimeira de ministros dos Transportes da Agência para a Segurança da Navegação Aérea em África e Madagáscar (Asecna), que decorreu em Bissau na passada semana.

Segundo o ministro, a Guiné-Bissau já assinou o processo verbal com o BOAD, faltando agora que o Governo a ser formado, na sequência das eleições legislativas, inicie os procedimentos para o desbloqueamento dos fundos.

As obras de reabilitação do aeroporto Osvaldo Vieira de Bissau irão comportar a renovação da pista de aterragem, construção de um novo edifício técnico e a renovação da aerogare.

Será construído ainda um novo salão presidencial que terá uma sala para o chefe de Estado, outra para embaixadores, sala para membros do Governo e outra ainda para o presidente do parlamento.

Fundada em 1959, a Asecna dedica-se à gestão dos espaços aéreos e ainda aos serviços de segurança da navegação aérea num espaço de mais de 16 milhões de quilómetros quadrados.

A Guiné-Bissau é membro da Asecna desde 2006 e a partir da reunião que decoreu em Bissau, passa a assumir a presidência rotativa de ministros dos Transportes da organização, por um período de 12 meses. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau com “Lusa”

sábado, 25 de março de 2017

Guiné-Bissau - BOAD financia rede de energia eléctrica

O Banco Oeste Africano de Desenvolvimento (BOAD) concedeu na 104ª sessão ordinária, um financiamento de 14,7 mil milhões de francos suíços (mais de US $24 milhões) para a Guiné-Bissau desenvolver a sua rede de eletricidade.

Os recursos serão utilizados para colocar no país, postos de transformação, relativa à interligação 225 kV na rede da Organização para o Desenvolvimento do Rio Gâmbia (OMVG). A introdução deste equipamento permitirá injectar energia produzida pelas barragens da organização na rede nacional da Guiné-Bissau e fornecer electricidade a 350 000 pessoas, ou seja, 22% da população guineense.

A concessão deste financiamento no quadro do projeto de energia OMVG inclui a construção pela empresa marroquina Vinci Energie-Cegelec de 1 667 km de linha de interconexão elétrica e a instalação de 15 subestações repartidas pelos quatro países membros que são a Gâmbia, a Guiné, o Senegal e a Guiné-Bissau. Balanta Mané – Guiné-Bissau in “Journal du Pays”