Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 9 de setembro de 2024

Arte brasileira tem destaque na Suíça

Você foi ao Museu de Arte Moderna e à Pinacoteca de São Paulo e não achou mais aqueles quadros, diante dos quais passava horas maravilhado? Quem tirou do lugar os Três orixás, da Djanira? Sumiram com os quadros do Portinari! do Lasar Segall? E os quadros da Tarsila do Amaral e do Alfredo Volpi?


Não se assuste, esses quadros estão viajando, ou se quiserem, tirando férias na Europa! Uma parte foi para a Bienal de Veneza, onde ficará até fins de novembro, e outra parte foi para Berna, capital da Suíça, para ficar até o começo de janeiro. E, a seguir, os quadros irão para Londres, onde serão expostos na Royal Academy of Arts

O título da exposição bem verde-amarelo é Brasil Brasil, no museu Paul Klee, e mostra o surgimento do modernismo brasileiro, apresentando na Suíça uma visão das telas dos principais pintores do começo da arte moderna no Brasil.

A exposição mostra aos suíços a riqueza cultural do Brasil, fruto da mistura da influência da arte nativa indígena com a arte trazida pelos colonizadores portugueses, pelos africanos importados como escravos e pelos imigrantes vindos de todo mundo a partir do fim do século XIX.

Um ponto de referência para a eclosão da modernidade na arte brasileira foi a Semana da Arte Moderna, em 1922, no centenário da independência brasileira. De uma maneira geral, inclusive na Europa, no começo do século XX, os artistas aspiravam sair dos padrões do classicismo acadêmico dominante no começo do século XX. Essa aspiração se reforçou quando alguns artistas brasileiros puderam ter contato com as novas escolas do expressionismo, futurismo e cubismo, por meio de estágios, cursos e contatos na Europa.

Foi o caso de Anita Malfatti em Berlim e de Tarsila do Amaral, Cândido Portinari, Vicente do Rego Monteiro e Geraldo de Barros em Paris. De volta ao Brasil, quiseram criar um modernismo nacional incorporando as culturas indígena, afro e a pluralidade étnica brasileira. Isso se faz sentir também na música com o samba e na festa popular do Carnaval.

Durante a ditadura de Vargas foram incorporados à representação artística os temas da seca, da injustiça social e da exploração dos operários e trabalhadores agrícolas, evoluindo para a mistura racial, práticas religiosas e injustiça social. Nos anos da ditadura militar, a arte brasileira se inspirou da repressão militar e da desigualdade social.

Uma visão geral dessa evolução e dessas tendências estão representadas nas 130 telas modernistas da exposição. Rui Martins – Suíça

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Rui Martins é jornalista, escritor, ex-CBN e ex-Estadão, exilado durante a ditadura. Criador do primeiro movimento internacional dos emigrantes, Brasileirinhos Apátridas, que levou à recuperação da nacionalidade brasileira nata dos filhos dos emigrantes com a Emenda Constitucional 54/07. Escreveu Dinheiro sujo da corrupção, sobre as contas suíças de Maluf, e o primeiro livro sobre Roberto Carlos, A rebelião romântica da Jovem Guarda, em 1966. Foi colaborador do Pasquim. Estudou no IRFED, l’Institut International de Recherche et de Formation Éducation et Développement, fez mestrado no Institut Français de Presse, em Paris, e Direito na USP. Vive na Suíça, correspondente do Expresso de Lisboa, Correio do Brasil e RFI.




quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Fundação Calouste Gulbenkian - Arte Moderna e Contemporânea do Centro de Arte Moderna

Comemoramos os 40 anos do CAM com uma exposição que apresenta histórias em torno da sua Coleção, através de novas narrativas e interpretações, e integrando um espectro de obras marcantes da Coleção, mas também peças menos vistas ou nunca apresentadas.


No ano em que se comemora o 40.º aniversário do Centro de Arte Moderna (CAM), esta exposição revela-se uma oportunidade para revisitar algumas das obras mais marcantes da Coleção do CAM, adquiridas desde o final da década de 1950 pela Fundação Gulbenkian, mas também ficar a conhecer obras menos vistas, ou inéditas, para o público.

A Fundação Calouste Gulbenkian comprou as primeiras obras de arte moderna no final dos anos de 1950 com o objetivo de integrarem exposições temporárias itinerantes organizadas pela instituição. Adquiriu também obras aos seus bolseiros, no âmbito do apoio aos artistas concretizado logo após a sua criação, em 1956. O que viria a ser a Coleção do CAM foi ganhando forma, contando atualmente com aproximadamente 12 mil obras.

Durante os anos de 1960, a aquisição dos primeiros conjuntos de obras contou, desde logo, com artistas que viriam a ser incontornáveis no panorama artístico nacional e internacional, como Amadeo de Souza-Cardoso, José de Almada Negreiros e Maria Helena Vieira da Silva. As obras de arte britânica foram, em grande parte, adquiridas entre 1960 e 1965 e reúnem nomes tão relevantes como David Hockney e Bridget Riley.

A vontade de construir um espaço que albergasse a coleção de arte moderna que então se formava, e que já agrupava um número significativo de artistas nacionais e internacionais, é oficializada em 1979. O Centro de Arte Moderna inauguraria a 20 de julho de 1983, contando com um programa inovador que vinha colmatar a inexistência de um museu em Portugal dedicado à difusão da arte do século XX.

A partir daí, o crescimento da Coleção foi exponencial e conduziu à aquisição de obras de uma grande diversidade de artistas, meios e suportes. Construída ao longo de mais de 60 anos, a Coleção do CAM é o resultado de encontros, aproximações, ruturas, relações estéticas e, nessa medida, apresenta linguagens artísticas diferenciadas.

Com uma apresentação inovadora, Histórias de uma Coleção pretende integrar um espectro de obras que abrange diferentes épocas, geografias e dinâmicas artísticas, através de novas narrativas e interpretações. Serão assinalados momentos-chave que exploram a constituição da Coleção do CAM, acompanhados de um catálogo, com ensaios inéditos das curadoras da exposição, entre outros, além de uma programação paralela à exposição que procurará abrir espaço de reflexão sobre o que representa a Coleção do CAM e sobre modelos de colecionismo, para que o público se aproxime cada vez mais das obras da Coleção e das histórias que têm para contar. Fundação Calouste Gulbenkian - Portugal

Explore as obras

05 mai – 18 set 2023

10:00 – 18:00 SÁB, 10:00 – 21:00

Encerra à terça

Local:

Galeria Principal

Fundação Calouste Gulbenkian

Preço:

6,00 €

50% – menores de 30 anos

15% – maiores de 65 anos

Entrada gratuita – domingos a partir das 14:00 / Estudantes aos sábados a partir das 18:00