Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Sahara Ocidental - Apelo para acabar com a exploração dos recursos naturais

A Federação Internacional para a Proteção de Minorias Étnicas, Religiosas e Linguísticas e o Movimento Internacional de Jovens e Estudantes das Nações Unidas pediram o fim da exploração ilegal dos recursos naturais do Sahara Ocidental, instando os estados e as empresas a " não lucrarem com a ocupação ".


"Não pode haver justiça climática sem descolonização, nem futuro sustentável enquanto os saharauís forem privados da soberania sobre as suas terras e recursos", enfatizaram as duas organizações numa declaração conjunta numa sessão do Conselho de Direitos Humanos em Genebra. Na declaração proferida pela ativista Najla Mohamed Lamine Selma, estas organizações lamentam que o Sahara Ocidental continue sendo uma das últimas colónias em África onde o povo saharauí é privado do seu direito inalienável à autodeterminação.

Neste contexto, eles afirmam que o povo saharauí continua a enfrentar "repressão contínua sob ocupação marroquina", enquanto os seus recursos naturais são "explorados ilegalmente" e "sem o seu consentimento", em flagrante violação do direito internacional e do princípio da soberania permanente sobre os recursos naturais.

"A transição global para as energias renováveis ​​não deve ocorrer à custa dos direitos fundamentais", argumentam também as duas organizações, lembrando que "grandes projetos solares e eólicos nos territórios ocupados estão a ser usados ​​para consolidar a ocupação e intensificar a exploração dos recursos naturais".

Defendendo a justiça climática, a Federação Internacional para a Proteção das Minorias Étnicas, Religiosas e Linguísticas, bem como o Movimento Internacional da Juventude e dos Estudantes das Nações Unidas, argumentam que o povo saharauí está entre os mais vulneráveis ​​às alterações climáticas, especialmente os saharauís que vivem em campos de refugiados, onde "enfrentam desafios crescentes, como escassez de água, desertificação e temperaturas extremas". Saliou Cissé – Casamansa in “Journal du Pays”



quarta-feira, 22 de maio de 2024

Timor-Leste - Fretilin pede unidade para enfrentar desafios de desenvolvimento

A Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente (Fretilin) pediu unidade para enfrentar os desafios de desenvolvimento do país com política e programas que visem alcançar o bem-estar da população

Numa declaração política, no parlamento timorense, o líder da bancada parlamentar do partido, Aniceto Longuinhos Guterres Lopes, afirmou que, para se “seguir em frente”, é preciso considerar a importância dos valores defendidos pelos partidos fundadores da nação, que assinalou segunda-feira 22 anos de restauração da independência.

O deputado da Fretilin, líder da oposição timorense, referia-se aos valores defendidos pela Associação Social Democrata Timor-Leste (ASDT) / Fretilin, nomeadamente “unidade, justiça social, participação cívica”.

“Para continuar a seguir em frente, precisamos de honrar e considerar a importância daqueles valores, unirmo-nos para enfrentar os desafios e tornar Timor-Leste um lugar onde todos possam contribuir para o bem-estar coletivo”, salientou o deputado.

Aniceto Guterres Lopes admitiu que o país fez progressos, mas muitos desafios, “complexos e multidimensionais” permanecem, e que os princípios defendidos pelos fundadores estão a ser afetados pela “prática da corrupção, falta de transparência e concentração do poder político e económico nas mãos de um grupo de pessoas”.

Concretamente, o deputado referiu-se à taxa de pobreza, que “coloca o país como um dos mais pobres da região”, ao índice de desenvolvimento de capital humano, que também considerou muito baixo, aos graves problemas de nutrição que afectam a população, especialmente as crianças.

“Nós temos uma economia consumista que importa mais do que produz. O nosso fundo [petrolífero] está a diminuir à medida que enfrentamos o desafio demográfico e a limitada capacidade económica”, disse o deputado.

Segundo o deputado da Fretilin, para avançar Timor-Leste precisa de “defender o Estado de Direito democrático” através da cooperação entre órgãos de soberania para “repelir tentativas de interferência e absolutismo” e combater a corrupção.

Aniceto Guterres Lopes pediu também uma reflexão aos políticos timorenses sobre o que foi bem e mal feito e o que precisa de ser feito, após 22 anos de restauração da independência.

Por último, o deputado pediu a todos para “regressarem aos valores que levaram à vitória na luta pela independência”, principalmente à unidade, porque o país enfrenta muitos desafios. “Unidade significa que há um objetivo comum e uma estratégica política clara”, disse, lamentando que o petróleo timorense tenha servido apenas para enriquecer um grupo de pessoas enquanto a “maioria continua a depender da sorte”. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


sexta-feira, 22 de março de 2019

Moçambique – “Precisamos simplesmente de tudo”

Graça Machel lança o apelo: “precisamos simplesmente de tudo” naquela que é uma tragédia “bem pior daquela que aconteceu em 2000”



A viúva do ex-presidente de Moçambique Samora Machel e do ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela falou à BBC e revelou que “as comunicações estão completamente sem funcionar”.  “Ainda não há informações fidedignas de onde estão as pessoas, sobre quantas estão presas em aldeias, a morrer ou a precisar de assistência médica” sublinhou a ativista.

“Precisamos simplesmente de tudo! Comida, medicamentos, roupa” apelou.

Graça Machel confirmou também ter falado com a secretária-geral adjunta da ONU, Amina Mohammed, “Pedi à ONU que enviasse uma equipa especializada para fazerem uma avaliação. Precisamos de saber a magnitude, a profundidade, a extensão e a complexidade desta tragédia.” In “Mundo Português” - Portugal