Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 20 de junho de 2026

Centro de Estudos Internacionais Iscte - Apresentação dos resultados do projeto Circularidade Urbana em Portugal

No próximo dia 23 de junho, às 14h30, terá lugar no Iscte a apresentação dos resultados do projeto "Circularidade Urbana em Portugal: Uma abordagem participativa, modular e adaptativa".

Nesta sessão serão apresentados o painel de indicadores desenvolvido em colaboração com os municípios, os resultados dos projetos-piloto e um conjunto de recomendações para apoiar a integração da circularidade no planeamento e na decisão pública.

O evento contará ainda com uma mesa-redonda dedicada aos desafios e oportunidades da medição e implementação da circularidade urbana em Portugal.

📍 Participação presencial

A inscrição é obrigatória devido à capacidade limitada da sala:

https://forms.cloud.microsoft/e/PfNayZ2MUT

💻 Participação online

Ligação de acesso:

https://teams.microsoft.com/meet/362592478175708?p=KGtCShGe0M5kUhrL9T

ID da reunião: 362 592 478 175 708

Código de acesso: DA7kE9TH

Consulte o programa completo na imagem abaixo.



 

quinta-feira, 8 de junho de 2023

Guiné-Bissau - Coligação PAI-Terra Ranka conquista 54 dos 102 mandatos parlamentares

Bissau – A Comissão Nacional de Eleições (CNE), anunciou a vitória da  Coligação Plataforma Aliança Inclusiva PAI-Terra Ranka nas eleições legislativas de 04 de Junho tendo obtido  54 dos 102 deputados do parlamento.

Segundo os dados provisórios divulgados hoje pela Comissão Nacional de Eleições, lido pelo seu Presidente Interino, Npabi Cabi, a Coligação PAI-Terra Ranka liderada por Domingo Simões Pereira conseguiu mesmo a maioria absoluta.

Domingos Simões Pereira, o cabeça-de-lista da coligação PAI-Terra Ranka, é  também  líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), o partido mais votado nas legislativas de 2019, mas destituído do poder executivo em Fevereiro de 2020.

Os resultados provisórios indicam ainda que o Movimento para Alternância Democrática (Madem-G15), liderado por Braima Camará, obteve 29 deputados na Assembleia Nacional Popular, mais dois assentos do que em 2019.

Em terceiro lugar ficou o Partido de Renovação Social (PRS) com 12 deputados, uma grande descida em relação aos resultados das últimas legislativas, quando obteve 21 assentos.

A maior surpresa do escrutínio de 04 de Junho é o estreante Partido dos Trabalhadores Guineenses (PTG), liderado pelo ministro de Agricultura do actual governo de Nuno Gomes Nabiam que elegeu seis deputados.

A Assembleia do Povo Unido (APU-PDGB), formação política do actual primeiro-ministro Nuno Gomes Nabiam, foi o mais sacrificado pelos eleitores guineenses, tendo obtido um mandato, contra os cinco que obteve nas legislativas de 2019.

Mais de 900 mil guineenses eleitores, em território nacional e na diáspora, foram chamados às urnas para escolherem os deputados da Assembleia Nacional Popular (Parlamento) e o novo governo do país.

A coligação PAI-Terra Ranka, obteve 264240 mil votos, contra 163509 mil do Madem G15, o PRS conseguiu 100429 mil votos, enquanto o PTG obteve 54784 e a APU-PDGB teve 29787 mil votos.

Duas coligações e 20 partidos políticos participaram nestas sétimas eleições legislativas. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau


sexta-feira, 6 de maio de 2016

UCCLA - Resultados do "Prémio Literário UCCLA Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa"



A obra vencedora do “Prémio Literário UCCLA - Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa” foi atribuída a “Era uma vez um Homem” de João Nuno Rodrigues Pacheco Guimarães Azambuja, de Portugal. O anúncio foi feito dia 5 de maio - Dia da Língua e da Cultura Portuguesa - pelo Secretário-geral da UCCLA, Vitor Ramalho.

Face à qualidade das obras apresentadas, o júri decidiu atribuir duas Menções Honrosas, uma em prosa e outra em poesia, a:

- “Ausência” de Ana Beatriz Leal Saraiva, do Brasil;
- “Memórias Fósseis” de Wesley d’ Almeida, do Brasil.

Na ocasião, Vitor Ramalho afirmou que perante a grande adesão de candidaturas “tivemos a noção exata de que a língua portuguesa é aquela que maior produção vai ter no mundo, entre as cinco línguas mais faladas, e que tem a singularidade de ser uma língua materna” pois “estávamos longe de prever que este concurso acabaria por ser o maior que, até hoje, teve em termos de candidaturas”.

O Secretário-geral saudou as personalidades de reconhecido mérito que assumiram a responsabilidade de selecionar e escolher as obras apresentadas.

A Editora A Bela e o Monstro, o Movimento 2014 e a Câmara Municipal de Lisboa associaram-se à UCCLA neste concurso literário.

É considerado o prémio com maior número de participantes de língua portuguesa, num total de 722 autores, e o maior número de obras apresentadas, com 865 obras.

Quanto à diversidade e abrangência dos autores, conseguiu-se o pleno dos países lusófonos, com grande representatividade do Brasil, e ampliou-se a outras nacionalidades - candidataram-se autores de Espanha, Itália e Canadá, que escrevem em Português.

Quanto ao género, 281 são mulheres e 441 homens. Foi um sucesso no seu objetivo de promover jovens escritores, uma vez que 44 dos candidatos têm entre os 16 e os 20 anos, e 362 candidatos têm entre os 20 e os 40 anos. Por outro lado conseguiu-se um diálogo de gerações, atraindo ao concurso literário 72 escritores seniores, com idades entre os 60 e os 90 anos.

O júri foi constituído pelos escritores António Carlos Secchin, Inocência Mata, José Luís Mendonça, José Pires Laranjeira, José Augusto Bernardes, Fernando Pinto do Amaral; João Pinto Sousa, da Editora A Bela e o Monstro, e Rui Lourido, da UCCLA. O Júri agradece a António Carlos Cortez, seu consultor, pelo trabalho de triagem das candidaturas apresentadas a concurso. UCCLA

O premiado João Nuno Rodrigues Pacheco Guimarães Azambuja poderá ser contactado pelo email sid.jabal@hotmail.com

Decisão do júri do “Prémio Literário UCCLA – Novos Talentos, Novas Obras
em Língua Portuguesa”

O júri do “Prémio Literário UCCLA – Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa” [como escritores: António Carlos Secchin, Inocência Mata, José Luís Mendonça, José Pires Laranjeira, José Augusto Bernardes, Fernando Pinto do Amaral, e João Pinto Sousa (pelo Mov. 2014 e pela editora A Bela e o Monstro), Rui Lourido (pela UCCLA)], vem informar os resultados do concurso publicamente lançado a 7 de Julho de 2015 e encerrado a 31 de Março de 2016.

O Júri decidiu, por votação maioritária:

1. que a obra vencedora é - “Era uma vez um Homem”, de João Nuno Rodrigues Pacheco Guimarães Azambuja, Portugal;

2. Pela qualidade das obras apresentadas decidiu igualmente atribuir duas Menções Honrosas, uma em Prosa e outra em Poesia:

a. À obra - Ausência, da autoria de Ana Beatriz Leal Saraiva
b. À obra - Memórias Fósseis, da autoria de Wesley d’Almeida

Breves notas sobre as obras premiadas

Obra vencedora em 2016: Era Uma Vez Um Homem
Autor: João Nuno Azambuja

O início deste livro surpreende-nos pela extrema acutilância com que João Nuno Azambuja nos faz entrar no universo convulso e violento de um eu que, ao longo de uma semana, irá revelar, pôr em papel, toda a dor e desencanto, toda a ironia e vontade de viver que a própria existência arrasta consigo. A intersecção de planos vários (interioridade, exterioridade, passado, presente e sonho projetado para um porvir equívoco, que se sabe irrealizável), o léxico brutal em diversos momentos, assim como a capacidade de escrever estados de consciência que ocorrem como fluxos ininterruptos de sentimentos díspares, desejo e suicídio, repulsa e compaixão, amor e desencanto, tudo parece ser convocado para páginas onde encontramos uma prosa perfeitamente em consonância com a nossa época. O monodiálogo, a capacidade para o registo polifónico, a agudeza com que se desmontam problemas vários do nosso quotidiano (economia, política, religião, cultura, filosofia...), tudo se mostra num discurso visceral, excessivo no tom de furiosa sinceridade com que João Nuno Azambuja ataca um dia-a-dia que só pode ser dito dessa forma. Esta obra é das mais originais que entraram em concurso.

Atribuição das menções Honrosas:

MENÇÃO HONROSA PROSA
Autora: Ana Beatriz Leal Saraiva
Obra: Ausência

Como a própria epígrafe revela: a vida «é uma história contada por um idiota, cheia de som e fúria, que significa nada». Shakespeare não está aqui como simples nota culturalista de alguém que se lança na aventura de escrever contos. Ausência é um livro que, da frase às imagens, tem momentos de grande virtuosismo verbal. O discurso em primeira pessoa – um sujeito a braços com a maior derrocada interior – onde as personagens, nomes de mulheres, falam do corpo e do amor, do sexo e da sua impossível e ao mesmo tempo inescapável presença na definição do próprio feminino. Mas este livro é, sobretudo, se o lermos como romance e não como contos encaixados entre si, a história de desencontro da narradora consigo mesma, perdendo-se numa vida entre corpos e dolorosas expectativas por não conseguir encontrar a metade correspondente à sua «anima» ausente.

MENÇÃO HONROSA POESIA
Obra: Memórias Fósseis
Autor: Wesley d’Almeida

«Enxerga a flor / com toda a tua retina / Apalpe-a / com toda pálpebra tua. / Assiste – nas pupilas - / todo o seu desabrochar. / Pois não se sabe quando / a cegueira da candura anoitece. / Nem / se o fruto a / manhã será». É este um dos poemas de Memórias Fósseis, conjunto de poemas onde o tom narrativo e a dicção intimista se misturam equilibradamente para inquirir das «memórias fósseis» de um eu que se encontra dividido entre passado, presente e futuro e quer agarrar o dia como pretendia Caeiro, uma das vozes presentes na dicção de Wesley d’Almeida. Com aparente simplicidade de processos (léxico concreto, frase simples, imagens pouco rebuscadas), este é um livro que tem a virtude de fazer da poesia um modo simples de dizer o mundo: «Pego num livro de Pessoa // Junto comigo / formigas / leem versos desequilibrados / bêbadas / de vinho e lirismo / há pouco derramados. // Cato / a esmo / e sobretudo / as lembranças embaçadas do porvir // fluxos de consciência / de mim mesmo.» O neologismo é aqui o processo retórico mais evidente, nomeadamente nos títulos dados a algumas secções (a VIII) onde os textos pretendem resgatar as crianças (os adultos) para um modo mais franco de estar na vida: «sem porquê / com poesia».

Breve nota sobre o conjunto das candidaturas

Este prémio literário UCCLA tem por parceiros a editora a Bela e o Monstro e o Movimento 2014 (criado para homenagear os 800 anos da Língua Portuguesa) e conta com o apoio da CML.

Este Prémio teve uma grande afluência de candidaturas, sendo 722 autores concorrentes, que candidataram 865 obras (das maiores afluências em concursos literários no mundo da CPLP).

Quanto à diversidade e abrangência, conseguimos fazer o pleno dos países lusófonos (com grande representação do Brasil) e ampliámos a outras nacionalidades (candidataram-se autores de Espanha, Itália e Canadá, que escrevem em Português).

Quanto ao género, cerca de um terço (281) são mulheres e 441 homens. Foi um sucesso no seu objetivo de promover jovens escritores (pois 44 candidatos têm dos 16 aos 20 anos, sendo que entre os 20 e os 40 anos temos 362 candidatos).

Por outro lado conseguimos um diálogo de gerações, atraindo ao nosso concurso Literário 72 escritores seniores, com idades entre os 60 e os 90 anos.

O Júri agradece ao Professor Dr. António Carlos Cortez, seu consultor, pelo bom trabalho de triagem das candidaturas apresentadas a concurso.