Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Primeiro-ministro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Primeiro-ministro. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 8 de agosto de 2023

Guiné-Bissau - Geraldo Martins nomeado primeiro-ministro

Bissau – O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, nomeou Geraldo Martins primeiro-ministro do país, após audiências com os partidos com assento parlamentar, depois das legislativas de 04 de junho.

“É o senhor Geraldo João Martins nomeado primeiro-ministro”, refere o decreto presidencial divulgado à comunicação social.

Num decreto divulgado anteriormente, o chefe de Estado demitiu o Governo liderado por Nuno Gomes Nabiam, que afirmou aos jornalistas que tinha apresentado a sua demissão a Umaro Sissoco Embaló.

Antigo ministro da Economia e Finanças da Guiné-Bissau, Geraldo Martins assumiu a vice-presidência do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), no anterior congresso do partido.

Político do círculo restrito de amizade do líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, Geraldo Martins licenciou-se em química e física, na Moldávia, e mais tarde, já em Bissau, em direito pela Faculdade de Direito, tendo ainda concluído um mestrado em Gestão e Políticas Públicas numa universidade de Londres, Inglaterra.

Embora tenha sido ministro da Economia e Finanças da Guiné-Bissau, por diversas vezes, a grande paixão de Geraldo Martins, como o próprio o admite, é a condução de políticas no setor da Educação, pasta que também liderou no Governo guineense.

Também foi ministro da Ciência e Tecnologias da Guiné-Bissau.

Entre 2005 até entrar para o Governo do PAIGC, em 2014, Geraldo Martins foi quadro sénior do Banco Mundial, responsável pelos dossiês de desenvolvimento humano de 25 países subsarianos, entre os quais Cabo Verde, Guiné-Bissau e Senegal.

Recentemente, Martins lançou-se na escrita, tendo publicado já dois romances: “Mil pedaços de amor”, em 2017, e a “Desilusão – Governação e exercício político durante a IX legislatura na Guiné-Bissau”, em 2019.

Antigo militante do Partido da Convergência Democrática (PCD), Geraldo Martins aderiu ao PAIGC em 2018, e foi eleito deputado nas legislativas de 04 de junho passado. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”


domingo, 6 de agosto de 2023

Guiné-Bissau – Coligação Plataforma Aliança Inclusiva (PAI) Terra Ranka propõe Geraldo Martins para PM

Bissau – O antigo ministro da Economia e Finanças da Guiné-Bissau é o nome proposto pela coligação Plataforma Aliança Inclusiva (PAI) Terra Ranka, vencedora das últimas legislativas no país, para liderar o próximo Governo, anunciou uma fonte oficial.

De acordo com as resoluções da reunião do ‘bureau’ político do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que lidera a coligação, hoje publicadas, o nome de Martins foi escolhido por unanimidade de membros daquele órgão, reunido no sábado em Bissau.

“O presidente do PAIGC apresentou a proposta do camarada Geraldo João Martins como candidato da coligação PAI Terra Ranka ao cargo de primeiro-ministro, nos termos do artigo 42º, Ponto 3, do PAIGC, proposta que foi votada por unanimidade dos 86 membros do ‘bureau’ político”, lê-se nas resoluções finais.

Na segunda-feira, dia 07, pelas 12 horas, tempo de Bissau, o líder da coligação, Domingos Simões Pereira, igualmente presidente do PAIGC, vai apresentar a proposta do nome Geraldo Martins ao chefe de Estado guineense, Umaro Sissoco Embaló.

Se o Presidente concordar com o nome de Geraldo Martins irá nomeá-lo primeiro-ministro e este, por sua vez, irá apresentar, novamente ao chefe de Estado a lista de futuros membros do Governo, um processo que o PAIGC espera concluído ainda durante a semana.

Político do círculo restrito de amizade do líder do PAIGC, Geraldo Martins e Simões Pereira têm um percurso que ambos afirmam datar ainda do tempo estudantil em Bissau e mais tarde na antiga União Soviética.

Geraldo Martins licenciou-se primeiro em química física, na Moldávia, mais tarde, já em Bissau, em direito pela Faculdade de Direito de Bissau e ainda concluiu um mestrado em Gestão e Políticas Públicas numa universidade de Londres, Inglaterra.

Embora tenha sido ministro da Economia e Finanças da Guiné-Bissau, por diversas vezes, a grande paixão de Geraldo Martins, como o próprio o admite, é a condução de políticas no sector da Educação, pasta que também liderou no Governo guineense.

Também foi ministro da Ciência e Tecnologias da Guiné-Bissau.

Entre 2005, até entrar para o Governo do PAIGC em 2014, Martins foi quadro sénior do Banco Mundial, responsável pelos dossiês de desenvolvimento humano de 25 países subsarianos, entre os quais Cabo Verde, Guiné-Bissau e Senegal.

Recentemente, Martins lançou-se na escrita, tendo publicado já dois romances: “Mil pedaços de amor”, em 2017, e a “Desilusão – Governação e exercício político durante a IX legislatura na Guiné-Bissau”, em 2019.

Antigo militante do Partido da Convergência Democrática (PCD), Geraldo Martins aderiu ao PAIGC, em 2018 e actualmente é deputado, eleito nas legislativas realizadas no dia 04 de Junho passado. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”


sábado, 10 de dezembro de 2022

Portugal – O silêncio dos partidos de esquerda

A seleção nacional de futebol de Portugal acabou de ser eliminada pela congénere marroquina, um momento triste para os adeptos portugueses espalhados pelo mundo.

Mas este triste resultado permitiu acabar com o grande farrobodó, termo que teve origem nas grandes festas que o conde Farrobo realizava no séc XIX, ao acabar com as viagens que os políticos estavam a realizar ao Catar de avião, Presidente da República, Primeiro-ministro, Presidente da Assembleia da República, Ministra, Secretário de Estado, enfim, quando é o Estado a pagar, há sempre alguém preparado para viajar.

Portugal ficou, neste campeonato do mundo de futebol, como o país que mais dirigentes políticos estiveram de visita ao Catar. Chefes de Estado para além do português, só a Espanha, Arábia Saudita e Senegal marcaram presença, quanto a primeiros-ministros, houve a comparência do português e do País de Gales.

As críticas a estas viagens vêm dos partidos da direita, apenas porque não estão no poder e não poderem aceder a essas mesmas regalias, pois se lá estivessem faziam o mesmo. Mas os de esquerda? O silêncio comprometedor é de dar o benefício de qualquer crítica aos partidos de direita.

Enquanto os políticos no poder esbanjam o dinheiro dos contribuintes, aparecem cada vez mais, solicitações de solidariedade com os mais desfavorecidos, com aqueles que não conseguem ter rendimentos, sejam do trabalho ou das pensões, para pagar as despesas durante um mês. Foi este o propósito, já esquecido, que levou Portugal a aderir à CEE em 1986, acabar com a pobreza, dar uma qualidade de vida mais próxima dos países do centro e norte da Europa.

Enquanto os nossos políticos passam a vida no ar, a viajar de Falcon ou de outro meio aéreo, as pessoas com os pés assentes na Terra, poupam na energia, devido ao aumento dos preços, são os comerciantes do comércio tradicional a apagar as luzes das lojas, são os cidadãos a cobrirem-se com mais roupas, porque o aquecedor passou a ser um luxo, em habitações cujo nível de construção, reconhecidamente, deixa muito a desejar. No tempo agreste da pandemia, as reuniões eram todas por videoconferência, agora têm de ser presenciais.

Será que os aviões já não poluem? Quando se fala em combater as alterações climáticas, estarão os governantes portugueses a pensar que andarem sempre no ar, é garantia de uma boa gestão política?

Os políticos portugueses estão sempre a referir que se regem pela “Ética Republicana”, mas recordemos o Rei D. Carlos I que a 29 de janeiro de 1892, perante a situação económica que o país atravessava, solicitava ao primeiro-ministro que reduzisse em 20% a dotação que lhe era destinado, perante a dolorosa e terrível crise que assolava o país. Norberto Serpe - Portugal