Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Macau – Instituto Cultural adverte gestora da cinemateca por falta de português no “sítio”

Uma semana antes da reabertura, a Cinemateca Paixão ainda não possui uma versão do seu “sítio” em Língua Portuguesa, o que representa uma violação às condições previstas no caderno de encargos, pelo que o Instituto Cultural vai emitir uma advertência escrita à companhia gestora, exigindo que corrija a situação. A Companhia de Produção de Entretenimento e Cultura In também ainda não permite a aquisição de bilhetes “online”, uma vez que o sistema ainda está a ser testado de forma a começar a funcionar antes da reabertura



O Instituto Cultural (IC) vai emitir uma advertência escrita à Companhia de Produção de Entretenimento e Cultura In, nova entidade gestora da Cinemateca Paixão, devido à violação de uma exigência do caderno de encargos ao nível das línguas. Em causa está o facto do “sítio” da Cinemateca disponibilizar versões em Chinês (tradicional e simplificado) e Inglês, faltando a Língua Portuguesa, que é obrigatória.

Numa resposta ao “All About Macau”, o IC afirmou já ter advertido a entidade no sentido de ter de trabalhar conforme as regras da adjudicação, caso contrário, poderá ser alvo de sanções.

Além disso, a companhia não está a seguir outra regra estabelecida no caderno de encargos: a venda de bilhetes “online”. Relativamente a esta questão, o IC indicou que o sistema ainda está a ser alvo de testes, sendo disponibilizado ao público a 1 de Setembro, dia em que a Cinemateca volta a abrir as portas. Neste ponto, o Instituto Cultural assegurou estar a fazer uma “fiscalização próxima” sobre as melhorias ao “website”.

Por outro lado, apesar da bilheteira da Cinemateca dever estar fechada às segundas-feiras, esta semana funcionou nesse dia, questão que não foi esclarecida pelo IC. No entanto, o “All About Macau” indicou que isso aconteceu para facilitar a aquisição de bilhetes, sendo que a partir do próximo mês a situação deve voltar ao normal.

Segundo o IC, desde este mês, a entidade gestora “tem desenvolvido de forma activa diversos trabalhos de preparação para que a Cinemateca Paixão possa voltar a abrir ao público”.

Alguns cartazes dos filmes que serão projectados também geraram críticas aquando da sua divulgação, uma vez que as datas correspondiam às da primeira exibição das películas, ou seja, já passadas, em vez dos dias de Setembro deste ano. Os caracteres nos cartazes também foram alvo de reparos, por serem muito pequenos e, quando ampliados, ficavam desfocados.

Na sequência das opiniões partilhadas nas redes sociais, a companhia fez vários ajustamentos, incluindo acrescentar traduções para Português de alguns conteúdos.

Por outro lado, continua a ser impossível encontrar na internet uma página oficial da Companhia de Produção de Entretenimento e Cultura In.

Recorde-se que a entidade que ganhou o concurso para a gestão da Cinemateca para os próximos três anos pelo valor de 15,2 milhões de patacas. Numa conferência de imprensa realizada em Junho, garantiu que o “sítio” da empresa estava a ser criado e iria entrar em funcionamento em breve.

A Cinemateca Paixão reabre ao público a 12 de Setembro com o festival intitulado “Uma carta de amor ao Cinema: produção cinematográfica nos grandes ecrãs”, que terá “Singing in the Rain” como filme inaugural. Rima Cui – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Macau – Apresentação de cinema português na Cinemateca Paixão

Durante três dias, a Cinemateca Paixão vai apresentar uma selecção de filmes portugueses que marcaram o último ano no circuito internacional. A mostra de cinema integra-se no programa de comemorações do 10 de Junho

A Cinemateca Paixão exibirá durante os próximos dias 27 a 29 de Junho uma série de filmes portugueses que marcaram o último ano no circuito internacional. Esta mostra de cinema chega às telas do território pelo terceiro ano consecutivo graças à colaboração entre a “Portugal Film”, Delegação de Macau da Fundação Oriente e Casa de Portugal.
Integrada no programa de comemorações da iniciativa “Junho, Mês de Portugal”, esta edição abre na quarta-feira com o filme “Amor, Amor” de Jorge Cramez que tem como protagonistas a actriz portuguesa, residente em Macau, Margarida Vila-Nova. A portuguesa dá vida a uma “história de amigos e de promessas de passagem de ano”. Este filme, que estreou no Festival IndieLisboa 2017, onde esteve nas competições nacional e internacional, é a segunda longa metragem do realizador.
No segundo dia, será a vez do documentário “Luz Obscura” de Susana de Sousa Dias que parte de fotografias da polícia política portuguesa para retratar o modo como a ditadura operava na intimidade familiar. O filme, que tem feito uma “excelente carreira internacional”, é um documento “fundamental para reflectir sobre os aspectos mais obscuros do Estado Novo”.

Para encerrar a iniciativa foi escolhida uma sessão de curtas-metragens com quatro filmes: “Limoeiro”, uma animação de Joana Silva realizada em contexto escolar na Royal College of Art de Londres, “O Homem de Trás-os-Montes”, de Miguel Moraes Cabral, uma ficção que parte do conhecido Guia de Portugal de Raul Proença, uma edição histórica, conhecida pela qualidade literária das descrições do país; “Flores”, de Jorge Jácome – um dos filmes portugueses que mais prémios arrecadou no último ano em festivais de cinema, que imagina um cenário de crise natural nos Açores provocada por uma incontrolável praga de hortênsias.
Por fim, “Os Humores Artificiais”, de Gabriel Abrantes – curta que estreou no festival de cinema de Berlim no ano passado, onde ganhou uma nomeação para os “European Film Awards”, conta a história de uma menina indígena do Mato Grosso no Brasil que se apaixona por um robô. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Paixão











Vamos aprender português, cantando


Não dá para explicar
vamos de um lado para o outro
presos no olhar, no corpo a corpo
eu e tu: vai, vai, vai, vai, vai
eu e tu: vai, vai, vai, vai, vai

Oh, como tu
despertas algo em mim
e eu, por fim, só desejo
descobrir o porquê

Que és alma, corpo, sangue em mim
noites de verão sem fim
e sem falar fazes-te ouvir

Diz-me que é paixão
diz-me que é paixão
vê-se tão bem de perto
nesse sorriso aberto

Diz-me que é paixão

Entra no jogo
vem sem medo de perder
o amor existe
deixa acontecer

Na aventura dos sentidos descobrir
que o melhor de nós ainda está por vir

Oh, como tu
despertas algo em mim
e eu, por fim, só desejo
descobrir o porquê

Que és alma, corpo, sangue em mim
noites de verão sem fim
e sem falar fazes-te ouvir

Diz-me que é paixão
diz-me que é paixão
vê-se tão bem de perto
nesse sorriso aberto
diz-me que é paixão

Diz-me que é paixão
diz-me que é paixão
vê-se tão bem de perto
nesse sorriso aberto
diz-me que é paixão

Tu sabes que é paixão
não me digas que não

Abre a porta
sem demora
vamos tentar
diz-me que é paixão

Diz-me que é paixão
diz-me que é paixão
vê-se tão bem de perto
nesse sorriso aberto
diz-me que é paixão

Diz-me que é paixão
diz-me que é paixão
vê-se tão bem de perto
nesse sorriso aberto
diz-me que é paixão

Diz-me que é paixão
paixão

Diz-me que é paixão

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